Eu confesso que já ouvi esse papo de fim de consoles de games muitas vezes.

Tenho 32 anos, e jogo games desde a época do Odissey, console que muitos que me lêem agora nem sabem que existiu. Divido minha “vida gamesr” em 2 etapas: A primeira compreende a fase onde tive um Atari 2600, depois passando  pelo Master System, Mega Drive e finalizando no Super Nintendo. Este último foi o que menos joguei, pois já estava deixando os games de console lado.

Nessa fase, que acredito ter começado em meados de 1998, meu interesse por games diminui demais. Cheguei inclusive a pensar que entretenimentoeletrônico não fazia mais a minha cabeça. Virei um jogador de PC. Mas, como nunca tive um computador de ponta, toda vez que tentava rodar grandes games, me frustrava, porque minha máquina nunca suportava aqueles jogos que exigiam muito processamento. Aí, me distanciei dos games.

No entanto, NUNCA deixei de acompanhar os desdobramentos desta indústria fascinante, que chega a movimentar mais dinheiro que a própria indústria do cinema.

Amei marcas como Capcom, Konami, Acclaim, Sega, Electronic Arts, Midway, Takara, entre ouras mil que não me lembro agora, mas que me fizeram muito feliz durante minha infância/adolescência.

Pois bem, resumindo a ópera, em 2003/2004, comprei um Playstation e, na sequência, um Playstation 2. Não teve jeito.

A indústria me fascina. Melhor agora, que videogame virou “coisa de adulto”. Mas, voltando ao título deste post, que provocou todo esse blá blá blá: Os Consoles de Games irão acabar?

Bem, é o que andam falando por aí. Alias, é o que promete um novo serviço, que devrá ser lançado no final do ano: O nome do “vilão” é OnLive (assista o vídeo abaixo).

O OnLive será um serviço onde você poderá jogar vários games “remotamente”. Como assim? Bem, trocando em miúdos, você que tem um PC “tosco”, lento, com aquela placa de vídeo OnBoard, e memória de 512 mega, poderá jogar o game mais sofisticado do mercado que, antes do OnLive, só poderia rodar em uma máquina “que você não poderia comprar”, ou seja, uma máquina de última geração.

Através de um menu, o usuário poderá escolher o game que desejar e sair jogando. O segredo de todo esse “milagre” é que os jogos são executados em servidores para lá de poderosos, localizados nos EUA. Um dos criadores do serviço ainda promete que não haverá qualquer espécie de lag entre as ações do joystick com as ações executadas na tela.

Pois bem, esse seria o outro grande milagre. Até hoje, outros serviços que já prometeram a façanha sequer chegaram perto de realizá-la. Tal façanha é quase que tecnicamente impossível, principalmente tratando-se de um serviço como o OnLive onde, possivelmente, muita gente deverá “se pendurar” para jogar.

Entre as produtoras de games mais conhecidas que já assinaram com o serviço, estão a Electronic Arts e a UBI Soft.

Mas, voltando a pergunta que não quer calar: Os consoles de videogame chegarão ao fim com o sucesso do OnLive? Bem, como o OnLive também permitirá jogar pela TV, através da aquisição de um adaptador menor que um conversor de TV a Cabo, a coisa é realmente promissora.

É difícil responder essa pergunta. Primeiramente, é necessário analisar o serviço, que será lançado dsomente no final do ano. Além disso, tudo deveráa ser perfeito, sem falhas. Não poderá haver lag nos games, os títulos deverão ter apeal suficiente e outras produtoras de renome terão que assinar contrato para engordar a biblioteca de games, entre outros. Ah, isso sem falar que o serviço precisa também fazer sucesso fora dos EUA (por enquanto a única praça onde o serviço estará disponível, devido ao alto custo de instalação de servidores).

Uma coisa é certa: a armazenagem de dados fora do seu computador é algo que certamente será cada vez mais comum. Os consoles de games ainda venderão muito. Eu, muito provavelmente irei comprar mais um. E mais um e mais um. Talvez, depois disso, o OnLive ou outro serviço que funcione de forma parecida, tenha dominado o mundo. Talvez. Até lá, posso ficar tranquilo com o meu saudosismo-romantico-eletrônico.

Assista abaixo uma longa entrevista com um dos fundadores do OnLive:

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