E daqui a 10 anos? Será assim?

por Rodrigo Cunha em 1/mar/2009 as 23:44 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Não sou muito de postar esses vídeos futurísticos. Também não gosto muito de ficar tentando imaginar como será nossa vida daqui a 10 anos, por exemplo.

O homem vem tentando, sem sucesso, desde meados do século passado, imaginar como serão nossas vidas daqui a 20, 30, 50 anos. É bem verdade que, no século passado, não tivemos muito sucesso nessas previsões.

O cinema, que se destacou bastante nessas previsões, errou feio, principalmente com o expetacular Blade Runner (filme obrigatório na cinemateca de qualquer amante da 7ª arte), que previa que já em 2019 os veículos teriam a capacidade de se deslocar pelo ar. Mas tudo bem, cinema é além de tudo, imaginação.

E, nessa mesma pegada, a Microsoft produziu um vídeo bacana, tentando imaginar como será nosso convívio com atividas rotineiras no ano de 2019. Creio que muita coisa que está no vídeo não fará parte de nossas vidas até 2019, apesar da maioria delas já existirem como protótipos.

Um dos trechos que mais gostei foi o do jornal com hyperlinks. Bem, nem é preciso dizer que a tecnologia de touchscreen é onipresente neste vídeo, certo?


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Gosto de publicar resultados de pesquisas sobre tendências.

Muitas servem apenas para fazer as pessoas acreditarem que estamos mesmo indo em determinada direção e que, daqui para frente, as coisas serão daquele jeito e pronto.

Pesquisas sobre tendências influenciam muita gente. Mas, muitos dos dados publicados pela Leo Burnett, agência conceituada em todo o mundo, já são uma realidade e não mais tendências.

Muitos chegam a soar óbvios, pelo fato de já estarmos vivendo muito do que é citado como tendência. De qualquer forma, vale a pena ler e assistir ao vídeo, que está em inglês. Abaixo, publico a transcrição dele, publicada originalmente no portal de comunicação, Meio & Mensagem.

1) Novo realismo: a situação econômica irá afetar profundamente o desenvolvimento do contexto cultural. A era especulativa e emotiva está sendo substituída por uma fase mais calcada no social e na criatividade. Com a cultura mais tangível e honesta, teremos que ser mais realistas sobre o que está vindo. Prioridades e decisões de compra serão reconsideradas, sob o ponto de vista do que realmente importa para nós. Estaremos mais abertos para o que traga valores como confiança, segurança, inspirador, conectado, honesto e progressivo;

2) Hiper-realidade: o ritmo das mudanças está acelerando no mundo, com muitos novos desenvolvimentos ocorrendo na velocidade da luz e mudanças no status quo sendo reveladas em tempo real;

3) Economia da confiança: a confiança se tornará um fator crítico para o sucesso das marcas. Em tempos de dureza, buscamos companhias que dividam nossas preocupações, gerenciem a ansiedade e assumam a liderança. Confia-se hoje mais nos supermercados do que nos bancos, por exemplo;

4) Austeridade ecológica: uma nova conjuntura será atingida no futuro do planeta, com a austeridade transformando a questão ambiental em econômica. Produtos que gastam menos energia e que custam mais barato simplesmente não poderão ser atacados;

5) TV Digital: 2009 irá marcar um salto na qualidade de transmissão na televisão da internet. As pessoas têm assistido TV online há algum tempo, mas agora ela será popular;

6) Ligações de marketing: o conteúdo estará livre de um controle central e será negociável por meio de diversas redes. Idéias, logotipos de marcas ou códigos serão as linhas que formam o link entre conteúdos. Veremos, por exemplo, anúncios em ônibus conectando áreas de trabalho de computador com widgets;

7) Geração games: com o ato de jogar games se tornando uma ocupação de massa e com o ambiente econômico pressionando para diversão no lar, seremos parte da Geração Games muito em breve;

8) O fim da verdade absoluta: o que se entende como sabedoria muda a cada dia. Neste ano deverá haver mais opinião contraditória e muitas soluções sendo apresentadas como definitivas. No futuro iremos considerar mais o que é um fato. Será a versão moderna da relação do hipocondríaco com a prescrição médica;

9) Marcas como veículos: marcas são marcos. A maneira pelas quais buscamos nossas necessidades acabam sempre em uma delas. Tudo isso irá mudar. Os dias da marca estática estão chegando ao fim. Elas cada vez mais serão significados e não fins.

Via M&M Online


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Publicidade Online, Midias Sociais …

por Rodrigo Cunha em 19/nov/2008 as 20:41 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Ontem, no portal Cotidiano, da Universidade Federal de Santa CatarinaUFSC, dei uma breve entrevista sobre Spam, publicidade online, mídias sociais e tendências relacionadas a este mercado.

A entrevista foi realizada através de e-mail, o que me deixou bastante a vontade para estruturar melhor minhas idéias. Confesso que não imaginava ter escrito tanto.

O conteúdo da entrevista, transcrito na íntegra, segue abaixo. Participe através dos comentários caso discorde de algum ponto ou tenha algo a acrescentar. Vamos lá:

- O e-mail, com a demonização do spam, ainda pode ser considerado uma ferramenta de marketing eletrônico?

O e-mail pode, sim, ser considerado uma ferramenta de marketing eletrônico. Há, hoje, diversas ferramentas que segmentam o disparo de e-mails de forma bastante eficaz. É possível, por exemplo, segmentar por idade, sexo, cidade, perfil, renda, entre outros. O chamado “e-mail marketing” é veiculado, com mais eficácia, dentro de newsletters de portais de conteúdo. Como esses portais possuem, geralmente, uma base de usuários cadastrados bastante grande, devido à exigência de inscrição para poder utilizar alguns serviços, torna-se bastante viável utilizar uma base de usuários de um portal. No entanto, a utilização de sites verticais (especializados em um assunto específico = maior segmentação) em uma campanha tende a gerar resultados melhores.

- Você considera uma empresa que aposta no spam como forma de divulgação atrasada, para dizer o mínimo?

Sim. Enviar e-mails para uma grande base sem qualquer forma de segmentação e sem um target específico definido não só é uma forma de divulgação atrasada, como também desperdício de tempo e descontrução de marca, já que a maioria das pessoas que recebem este tipo de e-mail manifestam alguma espécie de irritação.

- Quais são as formas mais eficientes de marketing eletrônico, hoje em dia?

O termo “marketing eletrônico” talvez não englobe todas as possibilidades existentes hoje no mercado de marketing on-line. Talvez “publicidade on-line/digital” ou mesmo “marketing on-line”, como já descrito, traduzam melhor o que há disponível hoje neste mercado. Dentro das formas mais eficientes, podemos citar a mídia on-line em sites.

A veiculação de banners pode até ser antiquada para alguns, mas hoje os formatos “rich media”, que permitem uma maior interação com os usuários através das peças veiculadas, tendem a gerar mais resultado: essas peças possuem um formato mais atraente, o que estimula a interação com o formato veiculado. Partindo para as novas formas de se fazer publicidade on-line, podemos citar as estratégias em mídias sociais, que já estão se tornando bastante corriqueiras dentro do planejamento de mídia on-line de diversas agências.

Esse tipo de estratégia aborda publieditoriais em blogs (inserção de posts patrocinados), patrocínio de comunidades no Orkut (área de descrição da comunidade e atuação de usuários que gerenciam a marca dentro das comunidades), criação de perfil no Twitter (ferramenta de microblogging que está começando a se popularizar pela facilidade de uso e pelo potencial de atrair usuários e divulgar promoções instantâneas), atuação em fóruns, listas de discussão e sites de crowdsourcing (sites moderados pelos próprios usuários, que cuidam do rankeamento das notícias mais interessantes), entre outros.

Além disso, a criação de hotsites e a veiculação de propaganda inserida dentro de conteúdo específico, juntamente com as estratégias citadas anteriormente, formam o conjunto para uma estratégia de propaganda on-line bem sucedida. Estar ligado às novas tendências e atento para aonde os usuários estão indo na web, é de suma importância para qualquer profissional que atua no mercado de propaganda e marketing on-line.

- O que ainda está por vir?

Podemos esperar, cada vez mais, ferramentas sociais, onde os usuários tenderão a interagir e a gerar conteúdo com cada vez mais frequência. Os “novos jovens”, já estão nascendo dentro da realidade da Web 2.0. Muito em breve, a web não será mais uma mídia diferenciada. Para os jovens que estão chegando, a web já é mídia tradicional. As ferramentas serão cada vez mais rápidas no que tange ao compartilhamento de informações. Ferramentas de microblogging, como o Twitter, são apenas um exemplo desta tendência que já está se concretizando. Blogs, apesar de cada vez mais influentes, estão começando não a perder, mas a compartilhar espaço com microbloggings, que são mais dinâmicos e muito mais velozes no compartilhamento de dados. Estar sempre pronto para utilizar novas ferramentas é essencial.

- O spam, como forma de marketing, vai morrer?

O spam talvez nunca morra. Sempre haverá pessoas que acreditam que propagar uma mensagem para a massa é mais eficaz do que segmentar essa mensagem. Atuar em nichos é hoje muito mais interessante. Hoje, poucas pessoas podem fazer muito barulho, graças às ferramentas disponíveis na Internet e ao poder que cada uma delas tem de gerar audiência para si. O velho ditado continua valendo: “Quantidade não é sinônimo de qualidade”. Essa frase resume tudo.

- Como funciona uma consultoria dada pela sua empresa?

Minha empresa trabalha como uma espécie de “braço on-line” para agências que ainda não trabalham com mídia on-line para seus clientes. Também trabalhamos com agências que já planejam algo neste sentido, mas que precisam de auxílio no planejamento de campanhas.

Elaboramos planos de mídia on-line em sites segmentados e portais genéricos (banners e formatos diferenciados), projetos especiais de conteúdo (que prevêem a elaboração de conteúdo patrocinado por determinado cliente) e Estratégias em Mídias Sociais (blogs, Orkut, Twitter, fóruns, listas de discussão, entre outros).

Dado o briefing, pensamos na melhor forma de o cliente atingir o resultado almejado. Há casos onde precisamos utilizar todos os itens descritos acima. Já em outros casos, apenas um e assim por diante. Tudo depende do target a ser atingido, do problema a ser resolvido e do que o cliente prefere. Nós apenas recomendamos.

A matéria, em sua íntegra, você pode conferir aqui.


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Obama: “Obrigado Web”

por Rodrigo Cunha em 6/nov/2008 as 12:13 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Então é isso. Obama eleito. Clima de festa. Acabamos de ter a 1ª eleição influenciada pela Web. Obama soube arrecadar funtos através da Web e, como ninguém, soube fazer comunidades online “jogarem” a seu favor. Já falei aqui, aqui e aqui sobre algumas ações de Obama na Web.

Tiago Dória e Carlos Merigo, do Brainstorm#9, também falaram a respeito. Não há dúvidas de que a Internet foi um player fundamental na campanha de Obama. Com o auxílio da Web, Obama arrecadou grande parte do dinheiro que foi investido para a compra dos milionários minutos nas principais redes de televisão para dar o último discurso.

Como disse o Tiago Dória, “Integração entre mídias é a grande vencedora das eleições nos EUA”, baseado na afirmação de Arianna Huffington, do The Huffington Post, que afirmou mesmo antes da eleição chegar ao fim, que já poderíamos declarar um vencedor. Esse vencedor seria a Internet.

Durante a campanha de Obama, muito se falou de Política 2.0. Houve o caso da ministra 2.0, que se elegeu também com o auxílio da Web. Ainda são raros os casos onde políticos fazem uso da Web para tentar algo parecido. Ninguém fez isso com tanta confiança e intensidade como Obama. Como Obama é “ON”, certamente os meios de comunicação sofrerão grande influência.

Como disse o Tiago, “a grande evolução mesmo é ser “social” no poder e não somente durante campanhas”. Veremos. Seguem algumas fotos bacanas desta vitória espetacular, publicadas no Boston.com. Bem, fica aqui o tema de toda a campanha e que vale a pena ser repetido como um mantra: YES, WE CAN!

|UPDATE| via Brainstorm#9

Obama ainda nem assumiu a presidência e sua equipe já lançou o portal Changes.gov. O portal foi lançado para que os cidadãos interajam com o governo, dando opinão sobre a administração do futuro presidente. Também há um blog, onde será informado cada passo do presidente.

Tudo indica que Obama continuará 2.0.


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Tenha Calma!

por Rodrigo Cunha em 4/nov/2008 as 18:58 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Não sei porque. Mas, tenho lido cada vez menos blogs. Bem, continuo a acompanhar aqueles principais, que indicam tendências lá de fora. No mais, tenho acompanhado portais mesmo.

E digo mais: só eu sinto ou todo o “auê” que existe em torno da blogosfera está se tornando mais brando?

Não estou dizendo que a blogosfera está perdendo o gás. Nunca. Digo sim, N-U-N-C-A. Mas pense comigo. Tantos blogs e tão pouco tempo para lê-los. De que adianta?

E os feeds, tão queridos e, a princípio, quando os descobri, pareciam a solução para todo o meu “descontrole digital”? Ainda armazeno todos os meus “links queridos” no NETVIBES, tradicional agregador online de feeds. Mas, se acesso o serviço duas vezes por semana, devo dizer que estou “coçando”.

É bem verdade que tudo piorou depois que fiquei sem laptop em casa (para quem não sabe, fui assaltado). Mas, mesmo antes, eu já não vinha acessando blogs com tanta frequência como fazia em 2007, por exemplo.

Não adianta. Não adianta querer ler tudo. Não adianta querer saber tudo. Fique tranquilo. Você não estará perdendo nada se não acessar a Web hoje à noite. Não tem problema. Não é como a TV. Não precisa correr. Você nunca vai perder a “atração principal”. Relaxe.

Graças a Deus, quase tudo na Web fica hospedado por um longo tempo. Eu já deixei de ser o “desesperado” que fui durante boa parte do ano de 2007. Achava que era possível conhecer não tudo, mas quase. Achava que perder um post no TechCrunch iria me fazer perder uma grande oportunidade. Iria deixar de ter uma grande idéia. Besteira.

O que vale é você perceber uma oportunidade e se concentrar nela. Não deixar que nada interfira. Se continuar deslumbrado com as possibilidasdes do meio digital e levar ao pé da letra o exagero que muita gente adora repetir quando dizem que a Web muda todos os dias e que o que funcionava ontem não funciona mais hoje, você estará condenado a saber tudo, mas não saberá o que fazer com tanta informação. Ficará perdido.

A Web muda sim, e muito. Mas é preciso ter em mente que, as mudanças que ela determina somente fazem sentido quando todos embarcam na mesma onda.

Sansão, grande amigo e dono do ótimo Clube dos Pentelhos, me lembrou de uma ótima frase citada em um dos melhores trabalhos (senão o melhor) de Nicolas Cage, Adaptação:

“Nesse mundo louco em que vivemos, o importante é fazer as coisas com paixão. Só assim conseguimos reduzi-lo a um tamanho administrável”.


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