A última edição da revista Exame:PME, destacou em sua capa, “uma lista com 10 aplicações em tecnologia descobertas por pequenos e médios empresários para melhorar os seus negócios”.

Para ilustrar a capa da edição, ninguém menos que Fábio Seixas, criador do Camiseteria, que abre a listagem com sua ferramenta e um ótimo case de sucesso.

Uma prova de que é possívem alavancar pequenos negócios com o uso de ferramentas da internet acessíveis a qualquer pequena ou média empresa.

“Como as ferramentas da internet podem aumentar as vendas e diminuir os gastos numa pequena ou média empresa? Dez empreendedores que encontraram aplicações não escritas em nenhum manual mostram o caminho.”

O cliente faz o produto

Fabio Seixas
Camiseteria, confecção, Rio de Janeiro, RJ
Faturamento: 1,8 milhão de reais(1)
Ferramenta: Blog
Uso comum nos negócios: Manter um canal oficial de interação com os clientes
O que a Camiseteria faz: Desenvolve novos produtos com ajuda dos internautas
Resultado: Praticamente não há nenhum encalhe
(1) Previsão para 2009

O carioca Fabio Seixas, de 34 anos, não sabia nem fazer barra de calça quando, em 2005, fundou a confecção online Camiseteria. Seu sócio, Rodrigo David, de 33 anos, também não. Seixas é analista de sistemas. David, designer. Eles se inspiraram num concurso de um site americano para bolar um modelo de negócio em que o produto final é desenvolvido pelo próprio cliente.

Qualquer pessoa pode enviar uma proposta de estampa à Camiseteria. Se cumprir certos pré-requisitos, o desenho é exibido no site da empresa, junto com esboços de outros internautas. Depois, os clientes dão notas às ideias. Somente as estampas que recebem nota mínima são impressas nas coleções. Seus autores recebem 600 reais, além de 400 reais em produtos da marca.

Audiência, na Camiseteria, é vital. “Se pouca gente mandar desenhos e menos gente ainda quiser votar, nada disso dará certo”, diz Seixas. “É preciso atrair visitas e ainda fazer das eleições um hábito.” Para divulgar o negócio, Seixas resolveu usar um blog, que fica dentro do site. Na época, algumas grandes empresas já tinham blogs corporativos, utilizados para colher sugestões ou reclamações do público. Na Camiseteria, o blog é mais que um canal de relacionamentos genérico. “Para nós, é também uma ferramenta para desenvolver novos produtos”, diz Seixas.

No início, Seixas escrevia sobre os bastidores da fundação da empresa, postava fotos dos primeiros clientes vestidos com as camisetas e anunciava sorteios. Num ou noutro post, convidava os leitores a dar notas às estampas em processo de escolha e a mandar mais e mais desenhos. Deu certo. Hoje, o movimento no site já permite lançar até 800 camisetas por semana. Cerca de dois terços desse volume são estampados com desenhos recém-aprovados. O restante é reedição de alguma estampa cujo estoque acabou. Produzindo apenas camisetas com desenhos pré-aprovados ou relançando itens cuja procura seja maior que a demanda, a Camiseteria não ganha muito na escala — o preço médio das camisetas é 55 reais, mais ou menos o dobro de uma Hering básica. Em compensação, minimiza o risco de ser paralisada por encalhes, comuns nas empresas de moda — apenas 2% dos modelos não são vendidos num prazo de cinco semanas. “É um resultado excepcional nesse setor”, diz o consultor de varejo Eugênio Foganholo. (Carla Aranha)

Torpedos para produzir mais

Clóvis Souza
Giuliana Flores, floricultura online, São Paulo, SP
Faturamento: 16 milhões de reais(1)
Ferramenta: SMS
Uso comum nos negócios: Enviar malas diretas para oferecer produtos
O que a Giuliana Flores faz: Manda um torpedo a quem comprou flores assim que elas são entregues
Resultado: A produtividade dos atendentes da central telefônica aumentou 133%
(1) Em 2008

Até três anos atrás, os vendedores da floricultura online Giuliana Flores não paravam de receber telefonemas. Mas o fundador Clóvis Souza, de 39 anos, não estava contente. “O call center vivia congestionado e apenas 30% das chamadas se convertiam em vendas”, diz ele. “E não era por causa de preços altos ou atendentes ruins.” O problema estava no grande número de clientes querendo saber se as pessoas para quem haviam comprado flores já as tinham recebido. Como eles ligavam uma, duas, várias vezes, as linhas viviam ocupadas — e os vendedores passavam boa parte do tempo dando atenção àqueles compradores, em vez de fechar novos negócios.

Souza entendia do assunto, pois já estivera do outro lado. Aos 17 anos, quando cursava o colegial, encheu-se de coragem, comprou um buquê de rosas vermelhas na floricultura em que trabalhava e mandou entregar para a namoradinha. As horas seguintes foram de alta ansiedade. “Só melhorei quando o entregador disse que ela tinha recebido.”

A Giuliana Flores precisava tomar a iniciativa de notificar os clientes. Souza ficou em dúvida sobre qual tecnologia usar. Sistemas de rastreamento sofisticados, como o da Fedex, que informa em tempo real onde está a encomenda, não cabiam no orçamento. Contratar gente só para avisar os clientes por telefone aumentaria os custos e poderia nem acabar com o gargalo. A solução apareceu quando Souza convenceu-se de que era melhor separar venda e pós-venda em diferentes canais. “Escolhi o SMS”, diz ele.

Ao comprar flores pelo site ou pelo televendas, o consumidor diz se quer receber um torpedo confirmando a entrega. Ao chegar ao destino, o motorista avisa a central da floricultura por rádio — o que não gera custo adicional. Na mesma hora, quem recebe a informação digita o celular do cliente num site, que dispara o torpedo — são cerca de 1 300 mensagens por mês. “Tudo acontece sem passar pelo call center”, diz Souza. O congestionamento acabou e os negócios fluíram. Hoje, as estatísticas de telefonemas convertidos em vendas mostram que a produtividade dos vendedores aumentou 133% em relação à do sistema anterior. (Cecília Abbatti)

Os funcionários gastam menos

Rodolfo Reis
Inovy, Fornecedora de TI, Poços de Caldas, MG
Faturamento: 1,2 milhão de reais(1)
Ferramenta: Twitter
Uso comum nos negócios: Divulgar notícias sobre produtos
O que a Inovy faz: Orienta os funcionários a deixar recados no Twitter para cortar custos com ligações
Resultado: A despesa com telefonia móvel diminuiu 30%
(1) Previsão para 2009

O engenheiro Rodolfo Reis, de 28 anos, criou seu perfil no Twitter para, como os mais de 50 milhões de usuários da ferramenta, saber o que andam dizendo por aí e panfletear a internet com opiniões sobre um pouco de tudo. Em pouco tempo ele achou uma utilidade bem objetiva para essa mistura de miniblog e rede social na qual se disparam textos de até 140 caracteres — reduzir os gastos com telefonia móvel na Inovy, empresa especializada em instalar sistemas de transmissão de vídeo e voz pela internet fundada por ele e pelo engenheiro Luiz Castilho, de 28 anos, na cidade mineira de Poços de Caldas. “Já conseguimos reduzir a conta em 30%”, diz ele.

Tudo começou quando, em maio, Reis ficou inconformado com os 4 000 reais que vieram na conta dos cinco smartphones usados pelos dois sócios e alguns vendedores. “Boa parte eram ligações breves e mensagens de texto trocadas entre nós mesmos”, diz Reis. Se ao menos uma parte dessa comunicação interna fosse feita de graça pela internet, pensou Reis, daria para economizar um bocado, uma vez que o plano com a operadora de telefonia permite acesso ilimitado à rede.

Com seus textos minúsculos e recursos que vão pouco além do essencial, o Twitter poderia servir — bastaria a cada um usar o smartphone para entrar na sua página e verificar se um colega deixou algum recado. Cada um da equipe criou uma nova página no Twitter só para isso. Depois, ativaram um recurso que deixa as mensagens visíveis apenas a membros autorizados. Agora, sempre que Reis entra no Twitter, ele encontra ali uma espécie de mural de recados. “Foi tudo muito simples”, diz Reis. (Cecília Abbatti)

Para cada foto, o cliente deixa um e-mail

Caito Maia
Chilli Beans, Rede de lojas de óculos, São Paulo, SP
Faturamento: 57 milhões de reais(1)
Ferramenta: Webcam
Uso comum nos negócios: Fazer reuniões entre funcionários, clientes e fornecedores
O que a Chilli Beans faz: Coloca um computador com webcam dentro das lojas para coletar e-mails
Resultado: Já existem 150 000 contatos de interessados nos produtos da marca
(1) Estimativa de mercado/2008

O empreendedor Caito Maia, de 40 anos, fundador da rede de lojas de óculos escuros Chilli Beans, sempre achou que, apenas com a imagem num espelho, uma pessoa não tem como saber direito se determinado modelo ficou bom no rosto ou não. Por isso, ele queria que as lojas tivessem câmeras para os clientes se fotografarem. Se, além disso, eles pudessem anexar as imagens a um e-mail e mandar aos amigos, seria possível, mesmo a distância, saber a opinião deles.

Com essas ideias na cabeça, Maia mandou instalar nas lojas computadores equipados com webcans e conectou tudo à internet. Hoje, 235 lojas da Chilli Beans já têm o equipamento. O cliente experimenta um modelo que lhe agradou, tira fotos de si mesmo de vários ângulos e as envia para quem quiser. Detalhe: para entrar na página que dispara essas mensagens, é preciso preencher um cadastro com alguns dados pessoais, que inclui um endereço de e-mail para receber malas diretas da empresa.

Em cinco anos, a Chilli Beans formou uma lista com 150 000 e-mails obtidos dessa forma. Portanto, nele existem apenas destinatários de grande valor para o crescimento da empresa — pessoas certamente interessadas em óculos, que no mínimo ouviram falar da marca, pisaram numa loja Chilli Beans pelo menos uma vez na vida e chegaram a provar o produto. “Muitas grandes empresas adorariam ter um mailing do público delas que fosse tão preciso como esse”, diz Walter Sabini Júnior, da Virid, especializada em e-mail marketing.

Todo mundo que já ficou meses, até mesmo anos, recebendo malas diretas, às vezes caprichadas, mas que vão para o lixo porque o destinatário não faz parte do público certo, tem uma ideia de quanta energia uma empresa pode desperdiçar tentando acertar uma mosca com um canhão. Usado com inteligência, porém, um bom mailing pode ser eficiente para divulgar produtos e serviços a um custo baixo — daí o grande interesse em ter uma lista dessas. “O mais difícil é justamente formar um mailing de qualidade como o que a Chilli Beans conseguiu”, afirma Sabini. (Hugo Vidotto)

O estoque diminuiu

Rodrigo Ferraz
AZ Empreendimentos, grupo de entretenimento, Belo Horizonte, MG
Faturamento: 25 milhões de reais(1)
Ferramenta: Enquete online
Uso comum nos negócios: Pesquisar a opinião do mercado
O que a AZ faz: Usa as votações dos clientes na logística dos estoques
Resultado: O custo do estoque caiu 20%
(1) Previsão para 2009

O advogado e administrador mineiro Rodrigo Ferraz, de 42 anos, começou a trabalhar aos 22 numa corretora de valores de Belo Horizonte. Ele ficou entusiasmado com aqueles gráficos de preços que sobem e descem conforme o humor dos investidores. “Foi na corretora que me interessei mais por esse tipo de estatística”, diz ele. Mais tarde, trabalhando na transportadora da família, criou vários índices com todo tipo de medição, como custo por quilômetro rodado e média de vida útil dos pneus. “Peguei essa mania de medir tudo”, diz Ferraz.

Por isso, as pessoas mais próximas não estranharam muito quando ele passou a examinar minúcias em indicadores que implantara no restaurante Haus München — uma das empresas de seu grupo, o AZ Empreendimentos, que reúne negócios de entretenimento na capital mineira. De um lado, Ferraz estudava o gráfico de vendas mensais de cervejas, a especialidade da casa. Do outro, o ranking das mais apreciadas — obtido com uma ferramenta de enquete online na qual o freguês dá notas de 1 a 5 para quatro quesitos (aroma, sabor, cor e espuma). “Notei que algumas marcas bem avaliadas não apareciam entre as mais vendidas”, diz ele. “Fui investigar.”

O problema estava na administração do estoque. Não admira — o Haus München mantém cerca de 300 tipos de cerveja no cardápio. Com alguma frequência, Ferraz errava nas previsões e comprava muito de uma marca que terminava encalhando. O contrário também ocorria. “Algumas marcas são tão específicas e caras que é difícil concluir se a venda de, digamos, dez unidades por mês, é alta ou baixa”, diz ele. “O ranking me ajuda a entender uma informação que, isolada, não tem significado para o empreendedor.”

Certa vez, Ferraz notou que as garrafas da cerveja belga Duvel, vendida a 30 reais, vinham se acumulando. Ao mesmo tempo, aparecia muito bem avaliada no ranking. Ferraz supôs que ela estivesse apenas escondida em meio a outros itens no menu. A Duvel foi destacada e, no mês seguinte, suas vendas quintuplicaram — foi preciso até pôr mais no estoque. “Sem o ranking, a decisão teria sido parar de comprá-la”, diz Ferraz. Em cerca de um ano e meio, essa matemática ajudou a reduzir o custo do estoque em 20%. (H.V.)

O brinquedo ficou sério

Guilherme Benchimol
XP Investimentos, corretora, Rio de Janeiro, RJ
Faturamento: 75 milhões de reais(1)
Ferramenta: Game online
Uso comum nos negócios: Atrair mais acessos para o site da empresa
O que a XP fez: Criou um jogo online para aumentar as receitas
Resultado: 30% dos jogadores tornaram-se clientes
(1) Estimativa de mercado/2008

Divirta-se negociando contratos futuros de commoditties agrícolas.” Essa não parece ser a coisa mais divertida para fazer durante o tempo livre, parece? Pois esse é o slogan de um jogo online lançado pela corretora de valores XP Investimentos, do Rio de Janeiro, há quase um ano, e que já atraiu 5 000 jogadores. No jogo, internautas investem dinheiro de mentirinha em contratos de soja, boi, milho e café, numa simulação das negociações feitas na bolsa de mercadorias e futuros da BM&F Bovespa. Os jogadores acompanham a alta e a queda nos preços para definir quando comprar ou vender suas commodities fictícias. Os preços, por sua vez, mudam de acordo com variáveis preestabelecidas no sistema do game, como clima, safras e notícias de jornais. O objetivo do internauta é galgar posições num ranking de jogadores com o maior capital acumulado.

A ideia apareceu há dois anos, durante reuniões em que os sócios da XP buscavam alguma forma de despertar o interesse em operações com commodities para pessoas que não sabem como isso funciona. Para a XP, a brincadeira ficou séria. “Em poucos meses, foi preciso contratar seis pessoas somente para gerenciar o game”, diz o economista Guilherme Benchimol, de 33 anos, sócio da corretora. Dos jogadores, 1 500 tornaram-se clientes que passaram a investir de verdade em commodities — que, hoje, respondem por 10% das receitas da XP. “Foi uma revolução”, diz Benchimol. “Antes do jogo não tínhamos nem dez clientes que aplicavam nesses mercados.” (Bruno Vieira Feijó)

O cliente leva um susto

Rony Conde Marques
CMarqx, imobiliária, São Paulo, SP
Faturamento: 10 milhões de reais(1)
Ferramenta: Chat
Uso comum nos negócios: Criar um canal para os consumidores tirarem dúvidas
O que a CMarqx faz: Prospecta novos clientes abordando internautas no site
Resultado: 7,5% das vendas são feitas para pessoas detectadas pelo chat
(1) Estimativa de mercado/2008

Quem entra no site da imobiliária CMarqx, de São Paulo, à procura de um imóvel novo, encontra diversos vídeos e fotos em 360 graus das casas e apartamentos à venda ali. Conforme a pesquisa avança, aumenta a chance de o internauta levar um susto ao ser interpelado, de repente, por uma janelinha amarela flutuante com a frase: “Olá, você gostaria de tirar alguma dúvida?” Se clicar no “sim”, será direcionado para um chat com um atendente.

Muitos dos melhores negócios fechados pela CMarqx começaram dessa forma. Do total de imóveis vendidos em que o contato inicial com o cliente foi feito pela internet, quase um terço vem de pessoas abordadas por esse chat que funciona ao contrário dos chats comuns. No chat comum, como o de companhias aéreas, cabe ao cliente fazer a primeira pergunta. No chat da CMarqx, quem toma a iniciativa é a empresa. “O objetivo é captar a atenção do cliente antes que ele saia do site para fazer outra coisa”, diz Rony Conde Marques, de 47 anos, fundador da empresa.

Para aumentar a chance de esse tipo de prospecção dar frutos, junto com o chat reverso, a equipe da CMarqx usa uma outra tecnologia — uma espécie de rastreador que informa, em tempo real, o que o visitante está fazendo. Na tela dos computadores da empresa, o atendente enxerga um relatório, no qual constam quais páginas as pessoas que estão online acabaram de visitar, quanto tempo passaram em cada uma, e em que parte do site cada uma está naquele momento. “Pelo tipo de pesquisa, dá para inferir se a pessoa procura um apartamento de um quarto ou uma casa grande num condomínio”, diz Marques. “Se percebemos um interesse concreto, tentamos a abordagem.”

Os atendentes da CMarqx são instruídos a fazer mais que tirar dúvidas. Eles convidam o cliente a marcar uma visita ao showroom de algum lançamento pelo qual manifestou interesse e perguntam se ele aceitaria receber uma ligação de um dos corretores — se possível, agora mesmo. “Um internauta que passa mais de 3 minutos pesquisando um site já pode ser considerado um alvo em potencial”, diz Tales Loyelo, gerente da Snap System, que forneceu a tecnologia para a CMarqx. (H.V.)

Vamos estar monitorando sua ligação

Marcelo Rissato
VegaNet, call center, São Paulo, SP
Faturamento: 32 milhões de reais(1)
Ferramenta: VoIP
Uso comum nos negócios: Reduzir gastos de ligações telefônicas
O que a VegaNet faz: Usa o sistema para fazer controle de qualidade do call center
Resultado: A produtividade dos funcionários que monitoram as ligações aumentou em 25%
(1) Previsão para 2009

Na VegaNet, empresa paulistana de serviços de call center, 50 funcionários ficam ouvindo a conversa dos outros — e isso é muito bom para os negócios. A equipe é responsável pelo controle de qualidade do serviço prestado pelas 1 500 pessoas da central a grandes clientes, como Itaú, Renault e Aché. Mais ou menos como aqueles agentes secretos britânicos que começam com 00, eles têm licença para bisbilhotar. Cada um escuta entre 20 e 30 ligações por dia e anota tudo. O atendente tirou a dúvida do consumidor de forma clara? Conhece mesmo o produto que está oferecendo? Não deixa o pobre cliente dependurado ouvindo músicas bobinhas?

Há três meses, a VegaNet trocou o sistema anterior por um de VoiIP (sigla de voz sobre IP, aquela tecnologia de programas de transmissão de áudio pela internet, como o Skype). A mudança permitiu aos funcionários da escuta telefônica melhorar o controle de qualidade. “Ganhamos 25% em produtividade”, diz Marcelo Rissato, de 36 anos, sócio da VegaNet.

O ganho só foi possível porque Rissato cruzou as metas de qualidade da VegaNet com o uso inteligente dos recursos embutidos na tecnologia — que acabou com a necessidade de gravar as conversas antes das análises e fornece, em tempo real, relatórios com a duração de cada ligação, entre outras possibilidades. Uma das vantagens é que, agora, o pessoal da qualidade não apenas escuta — eles também “veem” as ligações, pois podem reunir, num único arquivo, o áudio da gravação com um vídeo que mostra o que o funcionário fazia no computador ao falar ao telefone. “Qualquer pequena ou média empresa que já monitora a forma como os funcionários tratam clientes e fornecedores ao telefone e já instalou ou vai instalar VoIP pode fazer o mesmo”, diz Paula Zandomeni, da In Voice, que faz análise de custo de ligações telefônicas para outras empresas. (H.V.)

O funcionário escreve as regras e as obedece

Luiz Alberto Ferla
Knowtec, pesquisa e inteligência de mercado, Florianópolis, SC
Faturamento: 6 milhões de reais(1)
Ferramenta: Wiki
Uso comum nos negócios: Reunir informações inseridas e atualizadas pelos
próprios funcionários
O que a Knowtec faz: Usa a wiki para disseminar processos entre as filiais
Resultado: Os custos com treinamento de funcionários recém-contratados caíram pela metade
(1) Previsão para 2009

O engenheiro Luiz Alberto Ferla, de 43 anos, encontrou numa wiki (a tecnologia que permite aos usuários da enciclopédia online Wikipédia compartilhar e alterar seus verbetes), a melhor forma de manter um manual das principais tarefas e rotinas de sua empresa, a catarinense Knowtec, que faz relatórios de inteligência de mercado para setores como bionergia e agronegócios. Os responsáveis de cada departamento das unidades da empresa em Florianópolis, Brasília, São Paulo e Seattle, nos Estados Unidos, criam verbetes com descrições do passo a passo a ser seguido em cada tipo de trabalho. Há, entre outras instruções, roteiros completos de como devem ser os relatórios entregues aos clientes. Já foram criados 621 verbetes. O conteúdo é constantemente aperfeiçoado pelos 51 funcionários da empresa — em dois anos, eles já fizeram mais de 5 040 contribuições. Se um deles encontrar uma nova fonte que possa ser consultada nas pesquisas, por exemplo, é só acrescentar no manual — simples e ágil assim. “A descrição dos processos acompanha as mudanças decorrentes do nosso crescimento”, diz Ferla. “Mesmo um funcionário recém-contratado aprende depressa, sem que os antigos tenham de responder sempre às mesmas perguntas.” Dessa forma, os custos com esse tipo de treinamento caíram pela metade. (H.V.)

Você está contratado!

Abel Reis
AgênciaClick, marketing digital, São Paulo, SP
Faturamento: 75 milhões de reais(1)
Ferramenta: Rede social
Uso comum nos negócios: Fazer networking
O que a AgênciaClick faz: Busca funcionários numa rede social criada pela própria empresa
Resultado: Dez pessoas foram entrevistadas. Duas já foram contratadas
(1) Estimativa de mercado/2008

O site da paulistana AgênciaClick, especializada em marketing de mídias sociais, foi transformado numa rede social há dois anos. Entre os mais de 3 400 membros que já se cadastraram, há funcionários, clientes e, a maior parte, internautas interessados em novidades sobre campanhas interativas e vídeos virais. Na rede, eles participam de debates, criam grupos de discussão e postam vídeos e fotos. “Vez ou outra, alguma dessas pessoas dá sinais de que poderia ser aproveitada em nossa equipe”, diz o sócio Abel Reis, de 46 anos. Dez profissionais garimpados já foram entrevistados. Duas contratações aconteceram até agora.

Os membros criaram grupos na rede com nomes como “Eu quero trabalhar na AgênciaClick” e “O que farei quando chegar lá na AgênciaClick”. Alguns se apresentam diretamente aos sócios, que também estão na rede. “São pessoas que, sem a rede, talvez não tivessem como mostrar ideias e propostas diretamente para nós”, diz Reis. Outros espalham links de seu portfóflio de trabalho em vários tópicos de discussão. A rede conta ainda com uma área para receber currículos. Reis vem movimentando a rede com o objetivo específico de caçar talentos. Uma das contratações, por exemplo, foi de um estagiário que venceu uma disputa lançada no último ano — criar uma campanha de conscientização ambiental para a internet. (B.V.F.)

Fonte: Camiseteria e Exame:PME
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Ótimo vídeo de Luli Radfaher, sobre a NOVA ESCOLA, a escola do século 21.

Nesta apresntação, ele fala sobre a escola da idade média e a escola atual, que continua praticamente a mesma, sem grandes avanços e facilidades que a tecnologia e a internet poderia trazer as aulas.

Mas, ele também deixa claro que de nada adianta toda a parafernalha se não houverem professores treinados para esta nova realidade. Imperdível. Para tudo e assiste agora! =)

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O blog Cidade Marketing fez um post sobre as principais tecnologias para 2010. Todas já existem hoje mas, em 2010, estarão muito mais disseminadas.

Confira:

Cloud Computing

Cloud computing é um estilo de computação que caracteriza um modelo no qual os fornecedores entregam aos consumidores uma série de serviços baseados em nuvem que podem ser explorados de diversas formas para desenvolver uma aplicação ou uma solução. Utilizar os recursos da Cloud não elimina os custos das soluções de TI, mas os reorganiza e, em alguns casos, os reduz. Além disso, ao consumirem serviços em nuvem, as empresas vão cada vez mais fornecer aplicações, informações ou processos de negócios aos clientes e parceiros comerciais.

Análises Avançadas

A otimização e a simulação estão utilizando ferramentas e modelos analíticos para maximizar os processos de negócio e a eficácia das decisões por meio da análise de resultados e cenários alternativos antes, durante e depois da implementação e execução do processo. Isto pode ser visto como um terceiro passo no suporte a decisões de negócios operacionais. Regras fixas e políticas pré-definidas renderam-se a decisões impulsionadas por informações corretas fornecidas no momento correto, seja por meio da gestão do relacionamento com clientes (CRM), do planejamento de recursos empresariais (ERP) ou de outras aplicações. Esse novo passo deve fornecer simulação, previsão, otimização e outros recursos analíticos, e não apenas informações, permitindo maior flexibilidade de decisões em cada ação do processo de negócio. O novo passo olha para o futuro, prevendo o que pode ou vai acontecer.

Client Computing

A virtualização está criando novas formas de empacotar aplicações e capacidades de client computing. Como resultado, a escolha de uma determinada plataforma de hardware de PC e, consequentemente, a plataforma do sistema operacional, torna-se menos crítica. As organizações deveriam estabelecer, proativamente, um roadmap estratégico de cinco a oito anos para client computing, definindo uma abordagem para os padrões de dispositivos, propriedade e suporte; seleção, implementação e atualização do sistema operacional e da aplicação; e planos de gerenciamento e segurança para administrar a diversidade.

TI Verde

TI pode viabilizar muitas “iniciativas verdes”. As comuns são o uso de e-documents (documentos eletrônicos) e a redução de viagens ao se utilizar teleworking (trabalho por videoconferência). A TI também fornece ferramentas analíticas que a organização pode implementar para reduzir o consumo de energia no transporte de mercadorias ou em outras atividades de gestão das emissões de carbono.

Remodelagem do Data Center

No passado, planejar princípios para os data centers era simples: descubra o que a empresa tem, estime o crescimento para 15 a 20 anos e, então, faça a construção adequada. Os custos serão realmente menores se as organizações adotarem uma abordagem pod-based, método de engenharia de estrutura, para a construção e expansão dos data centers. Cortar despesas operacionais, que são uma parte não trivial das despesas gerais de TI para a maioria dos clientes, libera recursos para serem aplicados em outros projetos ou investimentos em TI ou no próprio negócio.

Computação Social (Social Computing)

Os trabalhadores não querem dois ambientes distintos para suportar seu trabalho – um para seus próprios produtos de trabalho (sejam pessoais ou em grupo) e outro para acessar informações “externas”. As organizações devem focar no uso de software social e de mídia social na organização e na participação e integração com comunidades externas patrocinadas pela empresa e públicas. Não ignore a função do perfil social de reunir as comunidades.

Segurança – Monitoramento de Atividades

Tradicionalmente, o foco da segurança tem sido estabelecer um muro perimetral para manter os outros de fora, mas ela evoluiu para monitorar atividades e identificar padrões que foram esquecidos anteriormente. Os profissionais de segurança da informação enfrentam o desafio de detectar atividades maliciosas em um fluxo constante de eventos distintos que normalmente estão associados a um usuário autorizado e são gerados a partir de múltiplas redes, sistemas e fontes de aplicações. Ao mesmo tempo, os departamentos de segurança estão enfrentando uma demanda crescente por análises de logs sempre maiores e precisam fornecer relatórios que suportem as exigências da auditoria. Uma série de ferramentas de monitoramento e análise complementares (e que algumas vezes se sobrepõem) ajuda as organizações a detectar e investigar melhor as atividades suspeitas – frequentemente com alertas em tempo real ou intervenção nas transações. Ao perceberem os pontos fortes e fracos dessas ferramentas, as organizações entenderão melhor como usá-las para defender a organização e atender às exigências de auditoria.

Memória Flash

A memória flash não é algo novo, mas está se movendo para um novo nível no plano de storage. A memória flash é um dispositivo semicondutor de memória, familiar por seu uso em pendrives e cartões de câmeras digitais. É muito mais rápida do que os discos giratórios, mas consideravelmente mais cara; porém, este diferencial está acabando. Na velocidade com que os preços declinam, essa tecnologia vai obter uma taxa composta de crescimento anual acima de 100% durante os próximos anos e se tornar estratégica em muitas áreas de TI, incluindo dispositivos de consumo, equipamentos de entretenimento e outros sistemas de TI incorporados. Além disso, ela oferece uma nova camada na hierarquia de storage em servidores e computadores clientes, oferecendo vantagens chave, incluindo espaço, aquecimento, performance e robustez.

Virtualização para disponibilidade

A virtualização tem estado na lista das principais tecnologias estratégicas nos anos anteriores e está na relação deste ano porque o Gartner enfatiza novos elementos, como a migração dinâmica para disponibilidade, que tem implicações no longo prazo. A migração dinâmica é o movimento da execução de uma máquina virtual, enquanto seu sistema operacional e outros softwares continuam sendo executados como se estivessem no servidor físico original. Isto ocorre por meio da replicação do estado da memória física entre as máquinas virtuais fonte e de destino; assim, em determinado instante, uma instrução termina a execução na máquina de origem e a próxima instrução é iniciada na máquina de destino.

Aplicações Móveis

Até o final de 2010, 1,2 bilhão de pessoas carregará consigo dispositivos capazes de realizar transações comerciais móveis, proporcionando um ambiente rico para a convergência da mobilidade e da web. Já há algumas milhares de aplicações para plataformas como Apple iPhone, apesar do mercado limitado e da necessidade de uma codificação única. Isto pode levar a uma nova versão que seja projetada para operar de forma flexível tanto nos PCs quanto nos sistemas em miniatura; mas se a interface do sistema operacional e a arquitetura do processador forem idênticas, o agente capacitador criaria uma grande mudança, impulsionando a disponibilidade das aplicações móveis para um nível superior.

Fonte: Cidade Marketing

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Já pensou em assistir ao vídeo ao vivo na web e poder mexer com a câmera a hora que quiser? Sim, virar a câmera de um lado para o outro, ter uma visão de 360º?

O Google Street View disponibiliza as fotografias em 360º. Também existem vídeos pré-gravados que já permitem que este feito seja realizado. Mas, segundo o blog do Tiago Dória, a empresa Immersive Media está testando uma tecnologia que permite que possamos assistir e girar a câmera em 360º em um vídeo ao vivo. Sim, ao vivo, em tempo real!

A matéria foi publicada no site da Wired esta semana. Dê uma olhada no vídeo abaixo. Não é ao vivo, é pré-gravado mas, a partir dele, é possível termos uma idéia do que poderemos fazer com vídeos ao vivo. Para mexer com a câmera, basta clicar no vídeo e arrastar para o canto desejado.

Já imaginou uma partida de futebol sendo transmitida ao vivo e você comanda a câmera? E um show de rock? =)

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O Motorola Droid e alguns de seus acessórios

Para aqueles que ainda acham que o iPhone é completo em termo de funcionalidades e ainda não há nada melhor, é melhor repensar isso.

No quadro abaixo, há um comparativo do iPhone com a nova geração de Smartphones. Como podemos ver claramente, o iPhone já não é mais o ‘banbanban’ em termos de funcionalidades exclusivas. E não é de agora.

O principal ponto fraco do iPhone é a resolução da sua câmera. Com relação a todas as outras funcionalidades, o Motorola Droid consegue acompanhar e até mesmo superar o gadget da Apple, principalmente quando o assunto é fotografia, como você pode verificar na tabela abaixo.

Caso você seja fã incondicional da Apple e para você não há nada como estilo e deign Apple, ignore este post =)

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Diferentemente do que muitos pensam (e comemoram), o dia 2 de setembro de 1969 foi marcado pelo sucesso na comunicação experimental na rede local da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles), com a tecnologia que viria a dar, somente no dia 29 de outubro de 1969, menos de 2 meses depois, origem à primeira conexão entre dois locais, caracterizando o nascimento do que conhecemos hoje como Internet.

Retrospectiva:

1969: Em 2 de setembro, dois computadores na UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles) trocam dados sem sentido no primeiro teste da Arpanet, uma rede militar experimental. A primeira conexão entre dois locais –a UCLA e a Stanford Research Institute, também na Califórnia– acontece em 29 de outubro, apesar de a rede ser interrompida após digitarem as duas primeiras letras da palavra “logon”. A Universidade da Califórnia Santa Bárbara e a Universidade de Utah também se juntam à rede depois.

1970: A Arpanet chega à sua primeira ligação na costa leste dos Estados Unidos, na empresa Bolt, Beranek e Newman (agora BBN Technologies), em Cambridge, Massachusetts.

1972: Ray Tomlinson traz também o e-mail à rede, escolhendo o símbolo “at” ou “@” como maneira de especificar endereços de e-mail pertencendo a outros sistemas.

1973: A Arpanet ganha suas primeiras ligações internacionais, na Inglaterra e Noruega.

1974: Vint Cerf e Bob Kahn desenvolvem a técnica de comunicações TCP, permitindo que múltiplas redes se compreendam, criando a verdadeira internet. Posteriormente, o conceito se divide em TCP/IP antes de sua adoção formal, em 1º de janeiro de 1983.

1983: O DNS (Domain Name System) é proposto. A criação de sufixos como “.com”, “.gov” e “.edu” chega um ano depois.

1988: Um dos primeiros worms da internet, Morris, causa danos a milhares de computadores.

1989: A Quantum Computer Services, agora AOL, inaugura o serviço America Online para computadores Macintosh e Apple 2, começando uma expansão que acabaria por conectar cerca de 27 milhões de norte-americanos em 2002.

1990: Tim Berners-Lee cria a WWW (World Wide Web) enquanto desenvolvia maneiras de controlar computadores a distância na Cern (Organização Europeia para Pesquisa Nuclear).

1993: Marc Andreessen e colegas na Universidade de Illinois criam o Mosaic, primeiro navegador a combinar gráficos e texto em uma única página, abrindo a web para o mundo com um software fácil de usar.

1994: Andreessen e outros na equipe do Mosaic formam uma empresa para desenvolver o primeiro navegador comercial, o Netscape. Isso chama a atenção da Microsoft e de outros desenvolvedores que iriam investir no potencial comercial da web. Dois advogados da área de imigração apresentam o spam ao mundo, ao fazer propaganda de seus serviços de “green card lottery” –programa de distribuição de vistos norte-americanos.

1995: A Amazon.com abre suas portas virtuais.

1998: Google monta um projeto iniciado nos dormitórios de Stanford. O governo dos Estados Unidos delega a supervisão das políticas relacionadas a nomes de domínios para a Icann (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers). O Departamento de Justiça e 20 Estados acusam a Microsoft, criadora do onipresente sistema operacional Windows de abusar de seu poder de mercado, frustrando a competição com o Netscape e outros.

1999: O Napster populariza o compartilhamento de arquivos de música, levando a sucessores que mudaram permanentemente a indústria das gravadoras. A população usuária de internet no mundo ultrapassa 250 milhões de pessoas.

2000: O “boom” das empresas de tecnologia dos anos 1990 dá lugar à explosão da bolha do setor. A Amazon.com, eBay e outros sites são seriamente prejudicados em um dos primeiros usos em larga escala do ataque de negação de serviço, que enche um site com tanto tráfico falso que usuários de verdade não conseguem visitá-lo.

2002: A população usuária de internet do mundo ultrapassa 500 milhões de pessoas.

2004: Marck Zuckerberg inicia o Facebook, em seu segundo ano de curso na Universidade Harvard.

2005: É inaugurado o site de compartilhamento de vídeos YouTube.

2006: A população usuária de internet do mundo ultrapassa 1 bilhão de pessoas.

2007: A Apple lança o iPhone, trazendo o acesso a internet sem fio a mais milhões de pessoas.

2008: Os usuários de internet do mundo ultrapassam 1,5 bilhões de pessoas. O total só na China chega a 250 milhões, ultrapassando os Estados Unidos como o país com a maior população usuária de internet do mundo. Os desenvolvedores do Netscape interrompem o navegador pioneiro, embora seu “sucessor”, Firefox, permaneça forte. Importantes companhias aéreas intensificam o uso de serviços de internet nos voos.

2009: O “Seattle Post-Intelligencer” torna-se o primeiro grande jornal diário a ficar exclusivamente online. O Google anuncia o desenvolvimento de um sistema operacional com foco na web.

Sites de Internet por países (Wikipedia)

Sites de Internet por países (Wikipedia)

Então hoje é dia de comemorar a popularização desta fantástica ferramenta de integração cultural, profissional e social. Seja através de seu e-mail, mensageiro instantâneo, telefone voip, rede social ou blog, mini-blog.

Viu como a Internet se tornoi importante no seu dia-a-dia? Então comemore!

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Vídeos antecipando como será o futuro não são novidade. Geralmente, centros de pesquisa de empresas de tecnologia os produzem de tempos em tempos, com o objetivo de mostrar que a empresa estará sempre na vanguarda, ou mesmo, o quanto o centro de pesquisa da empresa é avançado e comprometido com o futuro.

A mais recente empresa a criar uma produção do tipo é a Nokia. A empresa aposta na utilização da tecnologia de Realidade Aumentada de uma forma muito mais ampla que conhecemos hoje.

O vídeo abaixo ilustra a vida (boa vida, por sinal) de uma mulher que acorda e lê tweets na janela, naveja na web a partir de um óculos e comanda todo o processo de navegação através do “toque no ar”. Tá certo que, geralmente, como disse no início desste texto, esses vídeos são apenas promocionais, visdando apenas agregar valor a marca.

Muitas vezes, 10 anos mais tarde voltamos a ver esses vídeos e percebemos que muita coisa não se realizou. Algumas sim, mas não exatamente como o vídeo apresentava. Podemos comprovar isso no segundo vídeo ao fim deste texto. Trata-se de uma compilação de alguns vídeos que a AT&T produziu em 1993.

Dentre algumas tecnologia exibidas e pensadas para o futuro, a única que realmente está em uso com maior frequencia pelas pessoas e, principalmente taxistas, é o GPS. As restantes são meros delírios.

Muito embora hoje seja possível e bastante comum conversar com alguém “vendo a pessoa que está do outro lado da linha” (através de recursos de webcam principalmente), ainda estamos muito longe de chegar em um orelhão público, discar um número e imediatamente, visualizar a pessoa em uma tela enquanto conversam.

Aqui no Brasil, alguém duvida que teríamos essas telas roubadas? =)

Vídeo da Nokia

Vídeo da AT&T

Via Tiago Dória

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“Então é isso, será tudo em 3D?”

Nada demais nessa afirmação, já que vivemos em 3 dimensões, certo? Mas é o que mais se ouve as pessoas falando. E é o que estamos presenciando com cada vez mais frequência nos cinemas.

O fato é que a industria do entretenimento inteira está se movendo nesta direção. Quando foram anunciados os primeiros filmes em 3D (falo aqui dos mais recentes), não dei muito crédito.

Sempre achei se tratar de uma mania passageira. Bem, posso até estar certo. Ainda pode ser uma mania passageira, mas não sei quanto tempo essa mania irá durar. A Sony, por exemplo, anunciou que, até o final deste ano, lançará TVs 3D da linha BRAVIA. Quando a Sony toma a frente de algo, costuma ser seguida.

Já imaginou assistir aquele puta filme no cinema em 3D com a mesma qualidade na sua casa, também em 3D? Em termos, é uma pena, porque o advento do 3D parecia, pelo menos em parte, ser a solução para a indústria do cinema em termos de concorrência com os home theaters.

É notável o número de pessoas que não vão mais ao cinema porque possuem um aparelho de home theater de última geração em casa. Mas, com os filmes em 3D existindo somente nso cinemas, o espectador teria que abrir mão do seu conforto se quisesse assistir em 3D, indo atrás de alguma rede de cinema que possua uma sala equipada com a tecnologia (felizmente, hoje grande parte delas já possui).

Mesmo assim, tudo isso parece lindo e maravilhoso. Dá até vontade de soltar um UAU! Mas uma coisa me preocupa: muito provavelmente teremos uma onda desenfreada de filmes em 3D. E não só de filmes novos. James Cameron já anunciou que adaptará Titanic para a nova tecnologia. Mas para quê ver o casalzinho em 3D? Qual seria o atrativo? Vê-los trepando em 3D? Não não, acho que não.

Deverão surgir muitos filmes oba-oba, somente para mostrar efeitos em 3D, dá mesma forma que aconteceu quando os efeitos especiais começaram a virar rotina e tudo era novidade. Quantos filmes você lembra onde o reoteiro era péssimo e os efeitos especiais eram bacaninhas? Bem, quase todos os filmes-catástrofe são assim.

Hoje mesmo, também foi anunciado o novo projeto de Nicolas Cage, Drive Angry que, advinhem, será em 3D. O 1º filme do Homem de Ferro será relançado em 3D e, o novo, adivinhe? =)

E assim o merccado mais uma vez vai encher os bolsos vendendo esta tecnologia. Você comprou uma TV LED? Bem, sinto comunicar.

Ela já está ultrapassada. Exaageros a parte é claro mas, não deixa de fazer sentido. Também não se sabe se a tecnologia 3D vai realmente pegar e ser o padrão daqui para frente. Acho bem difícil, principalmente pelos custos. Além disso, após a aura de novidade ter se dissipado, teremos a geração de produção “de volta a raiz”. Normal, afinal, tudo é um ciclo.

UPDATE:

A Panasonic acabou de anunciar, na feira IFA, a mais importante da Europa, uma TV HD 3D de nada menos que 103″. Acompanhe o desenrolar da feira dando um search no twitter através da hashtag #ifa2009. O site oficial da feira é esse. Não tô falando que é tudo 3D? =)

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Ultimamente, com a mudança dos meus hábitos cotidianos, tenho conseguido assistir um pouco de tv, e graças a reexibição do Fantástico pela GloboNews, ontem acompanhei uma matéria, de um jornalista que tem se destacado.

Crianças do século XXI gostam de internet, videogame, MP5. São meninos e meninas que não conseguem se imaginar sem celular. Mas essa criançada enfrentou o defafio de fazer uma viagem ao século XX.

Tadeu Schmidt conversou com algumas crianças dessa nova geração, que nasceram em tempos de digitalização, virtualização e um pouco de falta de conhecimento da história recente, em uma matéria curiosa e divertida, mas que mostra o perfil da geração que em poucos anos será (ou já é) consumidora voraz das novas mídias e de todo o conteúdo digital que produzimos. Curta esta viajem no tempo.

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Até pouco tempo atrás, falavam que a midia impressa iria morrer e que a internet tomaria conta de tudo. Embora a segunda afirmação seja verdadeira, há um tempo atrás, já fui evangelista  da primeira afirmação. Mas, passado algum tempo, todos vem percebendo que o caminho é o cross media.

Mais uma prova desse conceito é o anúncio que a Pepsi fara na revista Entertainment Weekly no mês que vem, que você vê uma prévia no vídeo acima. Será um anúncio impresso com vídeo, onde a empresa apresentará seu novo refrigerante!

De acordo com a BBC Brasil, “um micro-chip contendo cerca de 40 minutos de áudio e vídeo será colocado nas páginas da revista Entertainment Weekly. O chip de 2,7 milímetros de espessura, com uma tela LCD de resolução de 320 x 240 vai começar a rodar quando o leitor virar a página do anúncio”.

Apesar de o conceito não ser assim tão novo, trata-se de uma evolução daquele anúncio feito na capa da revista Esquire, que nada mais era que uma animação programada. Mas, em pouco tempo, já tivemos essa evolução de um formato programado para um anúncio impresso em audio e vídeo, contendo nada menos que 40 minutos de conteúdo!

Como disse o Merigo, do Brainstorm#9, “obviamente não é nada parecido com aqueles jornais e revistas eletrônicas, que se atualizam em tempo real, que vimos em filmes como “Minority Report” e “Filhos da Esperança”. Mas o que importa mesmo para a Pepsi é poder dizer: “o primeiro anúncio de revista com vídeo do mundo””.

Imagino que, daqui a algum tempo, talvez 1 ano ou pouco mais, teremos anúncios como esse, integrados com campanhas online, permitindo uma experiência diferenciada de interatividade aos leitores.

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