Escrever menos, indicar mais?

por Rodrigo Cunha em 2/dez/2008 as 10:32 | Arquivo de Rodrigo Cunha

E os geradores de conteúdo? E o conteúdo gerado pelo consumidor 2.0? Continuamos, cada vez mais, inserindo conteúdo na rede.

Mas, com a famosa correria do dia a dia, com a necessidade de dar e receber informações num ritmo que não se imaginava há 10, 15 anos atrás, a forma como escrevemos e informamos tem mudado bastante.

A figura ao lado, demonstra como, através dos novos serviços web disponíveis, como a nossa comunicação está se adaptando a esta realidade. Tem se tornado bastante comum a indicação de conteúdo.

Para muitos, é perda de tempo escrever algo que já foi dito. Com isso, não somente escrever sobre algo acaba por definir sua pernalidade na web. Recomendar conteúdo também ajuda a identificar quem você é.

Perceba, através da figura, como blogs e twitters, estão tornando tudo mais dinâmico e imediato. Antes dos blogs, escrevíamos mais. Depois veio o Twitter, tornanto tudo mais simples. Seria o compartilhamento de opiniões e títulos de notícias. Agora, começa a ficar comum o Re-Tweeting, que acontece quando você quer falar para a sua audiência, algo que alguém já disse.

Estamos escrevendo menos e indicando mais? Sim. Você concorda?

Logo surgirá um serviço que comunicará o que você está pensando (he he). Não, não vamos falar de 1984 nem de George Orwell, certo? Para por aqui. Chega de escrever. Vou indicar, aproveitando que citei Orwell, o comercial da Apple lançado em 1984, que brinca com a idéia do “Big Brother”. Lembrei dele agora, lendo meu camarada Jonathan, do Ad Me.


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É só um cartaz “bobo”?

por Rodrigo Cunha em 27/nov/2008 as 9:01 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Exterminador do Futuro. Eu não sei até que ponto a franquia de andróides que fez Arnold Schwarzenegger ganhar status no cinema, é relevante para a geração atual. Os dois primeiros filmes, Terminator (mais focado em Suspense) e o revolucionário Terminator 2: The Judgment Day (mais focado em Ação) são sensacionais. Já o terceiro filme …

Bem, agora estamos diante do quarto filme, que será lançado no dia 22 de Maio de 2009. Não se espera muita coisa. O diretor McG, que tem o “status” de ter dirigido os dois filmes das Panteras, não transmite confiança. Tenho a impressão de que ele esteja lá somente para ocupar o cargo, enquanto a indústria de Hollywood tenta arrumar uma forma de tornar o filme interessante sem a presença de Swarza (tarefa árdua), atualmente ocupado com o Governo da Califórnia.

Eu não sei até que ponto Christian Bale (o Bruce Wayne em Batman), que interpretará o soldado da resistência John Connor e que inclusive já assinou para os próximos três filmes da franquia, poderá trazer credibilidade ao projeto, aproveitando o “auê” deixado pela produção mais recente de Batman: The Dark Knight.

Mas tudo bem. Não estou aqui para falar exatamente do filme em si, mas sim do cartaz que foi lançado ontem na Internet (veja aqui). O cartaz do filme é uma animação em flash, que conta com uma cidade destruída em formato de crânio. Tudo bem, poderia ser um banner em flash, coisa tão normal na Web. Mas não é um banner. É um cartaz.

Eu sinceramente não sei onde isso poderá ser veiculado a não ser na página da Sony Pictures ou no hotsite oficial do filme. O cartaz é bem bacana. Talvez tenha sido lançado com o objetivo de gerar buzz em torno do filme e nada mais. Em minha opinião, ele poderia ser muito melhor aproveitado caso a cidade destruída em forma de crânio fosse “clicável”. Quando li a notícia no Omelete, imaginei um cartaz totalmente interativo.

Mas, pode apenas ser o início de uma ótima estratégia de comunicação que está por vir. Só que, depois de tudo que Batman: The Dark Knight fez para o lançamento do filme na Web, eu me tornei exigente demais com relação a divulgação de filmes na Web.


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Ridicularizando a WEB!

por Rodrigo Cunha em 25/nov/2008 as 9:03 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Bem, vá lá. Todo mundo gosta de listas.

Listas dos melhores filmes, melhores livros, melhores blogs. Li hoje, no UpdateorDie, uma lista dos principais termos utilizados na Internet.

Logicamente, essa lista tem um motivo especial para estar sendo publicada nese blog: ela é irônica. Ela ri dos internautas. Ela ri de nós mesmos.

Sem mais, vamos a ela:

- Amigo: Ser (real ou imaginário) que fica respondendo suas mensagens no msn. Você talvez jamais conheça seu amigo no mundo offline (que alguns chamam de “vida real”), mas isso pouco importa: onde existir uma conexão, ainda que discada, lá estará seu amigo, sempre. O amigo é aquele cara que te oferece um ombro idem quando você tem de formatar seu drive…

- Blog: Onde você escreve tudo o que se passa nessa sua cabecinha intensa e serelepe, nesse seu coraçãozinho inquieto e faiscante (ui!). É no blog que você se apresenta ao mundo de verdade, mostra a todos seu verdadeiro “EU”, essa pessoa incrível que você é…

- Chat: Do inglês “chat”, abreviatura de “chatiss”, ou “perda de tempo”. Consiste em ficar trocando desenhos engraçadinhos e observações nem tanto com outras pessoas que não têm mais o que fazer o dia todo na internet…

- iPod: Um tipo de vitrola portátil sem agulha que serve para você ficar surdo muitos anos antes do que ficaria naturalmente e para aumentar seu risco de atropelamento em até 73% nas ruas das grandes cidades, enquanto leva sua música insuportável contigo aonde quer que vá, mostrando que você, assim como mais 92 milhões de pessoas, tem um estilo ÚNICO.

- Mp3: O mp3 é simplesmente a coisa mais legal do mundo inteiro à beça já inventada desde o sexo oral, embora faça mais sujeira. É, mais sujeira, porque o mp3 também permite que você compartilhe com todo mundo algo que não é seu, mais ou menos como os políticos fazem com nossa grana em Brasília, só que com música…

- Navegar: O mesmo que “existir”.

- Nerds. Geeks: Viciados em internet. Os termos são muitos para rotulá-los e eles estão em toda parte. “Na rua, na chuva, numa casinha de sapé”, em todo canto, no mundo inteiro, em tudo quanto é parte, aqui, ali, acolá, em cada… Ah, sei lá, eles estão por aí, porra! Um deles pode até estar escrevendo este texto pra PIX, agora (hã?). E eles estão se multiplicando. Por isso, tenha medo. Tenha muuuito medo….

- Offline: Limbo…

- Twitter: O Twitter é uma ferramenta criada pra aumentar a produtividade nas empresas e gerar resultados. HAHAHA ! Boa, essa, né?…

- USB: O único lugar onde você realmente enfia seu cabo, seu nerd punheteiro!

- Vírus: Uma das poucas coisas chatas que existem na internet. A não ser que você consiga enviá-lo para um amigo disfarçado num e-mail com o título “FOTOS MONICA VELLOSO NA PLAYBOY”, por exemplo. Daí é bem legal.

- X: Letra que precede o conteúdo dos melhores sites da internet, geralmente três vezes: XXX.

- Zapear: Mudar de canal de TV rapidamente enquanto você muda de site rapidamente, fala com 18 pessoas ao mesmo tempo no MSN rapidamente, faz vários downloads ilegais simultâneos rapidamente e se sente entediado e de saco cheio da vida rapidamente. Tudo isso enquanto seu corpo e sua alma se atrofiam muito, muuuuito lentamente.

Se lembrar de algo mais, “toca ficha” nos comentários :]


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O Google não pára!

por Rodrigo Cunha em 24/nov/2008 as 16:06 | Arquivo de Rodrigo Cunha

E o Google não para.

A nova é a incrementação do melhor e mais famoso sistema de busca do mundo. Agora será possível excluir sites de um resultado de busca ou até inserir comentários nos resultados obtidos.

As novidades valem e são salvas, é claro, somente se o usuário estiver logado. E não é que eu já havia pensado em um portal que fazia exatamente isso com os resultados do Google? Bem, acho que devo parar só de pensar…

Assista o vídeo abaixo, que apresenta as novas funcionalidades.

Via BlueBus


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Publicidade Online, Midias Sociais …

por Rodrigo Cunha em 19/nov/2008 as 20:41 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Ontem, no portal Cotidiano, da Universidade Federal de Santa CatarinaUFSC, dei uma breve entrevista sobre Spam, publicidade online, mídias sociais e tendências relacionadas a este mercado.

A entrevista foi realizada através de e-mail, o que me deixou bastante a vontade para estruturar melhor minhas idéias. Confesso que não imaginava ter escrito tanto.

O conteúdo da entrevista, transcrito na íntegra, segue abaixo. Participe através dos comentários caso discorde de algum ponto ou tenha algo a acrescentar. Vamos lá:

- O e-mail, com a demonização do spam, ainda pode ser considerado uma ferramenta de marketing eletrônico?

O e-mail pode, sim, ser considerado uma ferramenta de marketing eletrônico. Há, hoje, diversas ferramentas que segmentam o disparo de e-mails de forma bastante eficaz. É possível, por exemplo, segmentar por idade, sexo, cidade, perfil, renda, entre outros. O chamado “e-mail marketing” é veiculado, com mais eficácia, dentro de newsletters de portais de conteúdo. Como esses portais possuem, geralmente, uma base de usuários cadastrados bastante grande, devido à exigência de inscrição para poder utilizar alguns serviços, torna-se bastante viável utilizar uma base de usuários de um portal. No entanto, a utilização de sites verticais (especializados em um assunto específico = maior segmentação) em uma campanha tende a gerar resultados melhores.

- Você considera uma empresa que aposta no spam como forma de divulgação atrasada, para dizer o mínimo?

Sim. Enviar e-mails para uma grande base sem qualquer forma de segmentação e sem um target específico definido não só é uma forma de divulgação atrasada, como também desperdício de tempo e descontrução de marca, já que a maioria das pessoas que recebem este tipo de e-mail manifestam alguma espécie de irritação.

- Quais são as formas mais eficientes de marketing eletrônico, hoje em dia?

O termo “marketing eletrônico” talvez não englobe todas as possibilidades existentes hoje no mercado de marketing on-line. Talvez “publicidade on-line/digital” ou mesmo “marketing on-line”, como já descrito, traduzam melhor o que há disponível hoje neste mercado. Dentro das formas mais eficientes, podemos citar a mídia on-line em sites.

A veiculação de banners pode até ser antiquada para alguns, mas hoje os formatos “rich media”, que permitem uma maior interação com os usuários através das peças veiculadas, tendem a gerar mais resultado: essas peças possuem um formato mais atraente, o que estimula a interação com o formato veiculado. Partindo para as novas formas de se fazer publicidade on-line, podemos citar as estratégias em mídias sociais, que já estão se tornando bastante corriqueiras dentro do planejamento de mídia on-line de diversas agências.

Esse tipo de estratégia aborda publieditoriais em blogs (inserção de posts patrocinados), patrocínio de comunidades no Orkut (área de descrição da comunidade e atuação de usuários que gerenciam a marca dentro das comunidades), criação de perfil no Twitter (ferramenta de microblogging que está começando a se popularizar pela facilidade de uso e pelo potencial de atrair usuários e divulgar promoções instantâneas), atuação em fóruns, listas de discussão e sites de crowdsourcing (sites moderados pelos próprios usuários, que cuidam do rankeamento das notícias mais interessantes), entre outros.

Além disso, a criação de hotsites e a veiculação de propaganda inserida dentro de conteúdo específico, juntamente com as estratégias citadas anteriormente, formam o conjunto para uma estratégia de propaganda on-line bem sucedida. Estar ligado às novas tendências e atento para aonde os usuários estão indo na web, é de suma importância para qualquer profissional que atua no mercado de propaganda e marketing on-line.

- O que ainda está por vir?

Podemos esperar, cada vez mais, ferramentas sociais, onde os usuários tenderão a interagir e a gerar conteúdo com cada vez mais frequência. Os “novos jovens”, já estão nascendo dentro da realidade da Web 2.0. Muito em breve, a web não será mais uma mídia diferenciada. Para os jovens que estão chegando, a web já é mídia tradicional. As ferramentas serão cada vez mais rápidas no que tange ao compartilhamento de informações. Ferramentas de microblogging, como o Twitter, são apenas um exemplo desta tendência que já está se concretizando. Blogs, apesar de cada vez mais influentes, estão começando não a perder, mas a compartilhar espaço com microbloggings, que são mais dinâmicos e muito mais velozes no compartilhamento de dados. Estar sempre pronto para utilizar novas ferramentas é essencial.

- O spam, como forma de marketing, vai morrer?

O spam talvez nunca morra. Sempre haverá pessoas que acreditam que propagar uma mensagem para a massa é mais eficaz do que segmentar essa mensagem. Atuar em nichos é hoje muito mais interessante. Hoje, poucas pessoas podem fazer muito barulho, graças às ferramentas disponíveis na Internet e ao poder que cada uma delas tem de gerar audiência para si. O velho ditado continua valendo: “Quantidade não é sinônimo de qualidade”. Essa frase resume tudo.

- Como funciona uma consultoria dada pela sua empresa?

Minha empresa trabalha como uma espécie de “braço on-line” para agências que ainda não trabalham com mídia on-line para seus clientes. Também trabalhamos com agências que já planejam algo neste sentido, mas que precisam de auxílio no planejamento de campanhas.

Elaboramos planos de mídia on-line em sites segmentados e portais genéricos (banners e formatos diferenciados), projetos especiais de conteúdo (que prevêem a elaboração de conteúdo patrocinado por determinado cliente) e Estratégias em Mídias Sociais (blogs, Orkut, Twitter, fóruns, listas de discussão, entre outros).

Dado o briefing, pensamos na melhor forma de o cliente atingir o resultado almejado. Há casos onde precisamos utilizar todos os itens descritos acima. Já em outros casos, apenas um e assim por diante. Tudo depende do target a ser atingido, do problema a ser resolvido e do que o cliente prefere. Nós apenas recomendamos.

A matéria, em sua íntegra, você pode conferir aqui.


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