Vou fazer uma pausa entre os reviews de filmes, games e gadgets. Afinal, a Internet foi criada como ferramenta de utilidade pública, para informar, educar e proliferar a cultura e a liberdade de informação. Se há uma característica patente em nossa geração, é a de poder expressar-se e ter acesso à toda informação desejada. Mas é nossa OBRIGAÇÃO SOCIAL ficar atentos e até alertar, quando esses fatores estão sob ameaça.

Política é sempre aquela “coisa” chata, assunto que pouca gente realmente gosta de discutir. E quando o faz, muitas vezes acaba chegando a conclusão de que não deveria ter entrado no assunto. Mas infelizmente temos que nos preocupar com o que acontece no meio político de nosso país, para que não levemos sustos, como já aconteceu com nossos pais, avós e bisavós. Acredito que ninguém queira acordar amanhã e saber que sua poupança foi bloqueada, como fez Collor, ou que os militares tomaram o poder, como ocorreu em 1964,  ou ainda que a Internet está sendo censurada ou proibída, como faz o sr. Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã e novo amiguinho de Lula.

Na verdade me equivoquei quanto a censura, e peço desculpas por minha distração, pois isso já ocorre no Brasil. O jornal O Estado de São Paulo e o portal de notícias www.estadao.com.br estão há quase 4 meses sob censura do governo brasileiro.

Ranking da liberdade de imprensa indica retrocesso na América Latina (Estadão)

Aproveitando a recente visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, não poderiamos deixar de alertar a toda a Geração Internet, sobre os perigos de uma parceria obscura como as tomadas entre o “nosso” presidente, e este dissimulado que nega o holocausto, censura a imprensa e a Internet, reprime os estudantes e patrocina o terrorismo.

O presidente iraniano, que foi eleito sob acusação de fraude, e insiste nas ofensivas apimentadas sobre diversos povos e nações que nem têm a ver com seu país, vêm firmando parcerias com diversos líderes autoritários e até golpistas. Além de ser assumido parceiro do grupo terrorista Hesbollah, Ahmadinejad firmou recentemente, acordos com o governo comunista cubano e com o presidente Hugo Chavez (aquele mesmo que fechou rádios e emissoras de televisão).

Lula tenta pela terceira vez criar meio de sanção à imprensa (O Globo)

Agora imagino que você esteja se perguntando “e o que eu tenho a ver com isso?“. Se jornalistas venezuelanos, blogueiros cubanos e a população do Irã, que vive sob repressão, se levanta para alertar o mundo sobre os problemas da censura, nós que temos acesso à informação e temos a imprensa totalmente livre, devemos ficar muito atentos com quem o governo brasileiro se une, pois da mesma forma que o desarmamento poderia facilmente ser uma ferramenta de golpe no país, uma progressiva censura aos meios de comunicação, poderia roubar aquilo que é mundialmente conhecida como nossa maior riquesa, a liberdade.

Veja como iranianos driblam censura na Internet:

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A internet vai sobreviver ao período eleitoral brasileiro, embora não totalmente incólume. É o que faz crer o texto aprovado ontem (16/09) na Câmara dos Deputados sobre a reforma eleitoral. A polêmica que vinha transformando o senador Eduardo Azeredo no grande vilão da liberdade eletrônica de pensamento acabou ficando reduzida, no fim das contas, a uma visão míope a respeito da realização de debates na web.

Como bem escreveu Hélio Schwartzman em artigo na Folha de S. Paulo, tudo que é proposto pelos políticos brasileiros já nasce viciado, dada a predisposição dos nobres deputados e senadores a legislar em causa própria. Inicialmente, o texto tinha uma redação que deixava uma série de dúvidas, principalmente graças a um trecho que dizia ser vedado “dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação, sem motivo jornalístico que justifique”.

Ora, o que seria “tratamento privilegiado”? E motivo “jornalístico que justifique”?  O TSE saberia definir, caso consultado? Se seus ministros entenderem tanto de jornalismo quanto o pessoal do STF – aqueles que acham ser jornalista é o mesmo que ser cozinheiro – a coisa poderia se complicar. Na raiz disso tudo estava o simples e histórico fato de que políticos não gostam que se fale mal deles, ainda mais em época de sufrágio. “Vamos controlar essa tal de internet”, foi uma conclusão até que coerente dos nossos representantes.

A pressão contrária foi grande e acabou derrubando essas restrições. Menos uma. O texto manteve a equiparação da internet às rádios e televisões no que tange às regras de realização de debates. Devem ser convidados pelo menos 2/3 dos candidatos e assegurar a participação de todos aqueles cujos partidos tenham dez congressistas. O problema é o seguinte: rádios e TVs são concessões públicas, sites e portais não, portanto isso simplesmente não faz sentido.

Na ânsia de controlar o que é dito sobre eles, nossos políticos atropelaram a lógica, demonstrando total desconhecimento sobre o funcionamento da internet, esse monstrengo de sete cabeças. O restante da chamada reforma eleitoral vai pelo mesmo caminho: foi tacanha, ignorando anseios públicos como a divulgação de doadores e regras mais duras de fidelidade partidária. Essa reforminha é mais um exemplo da forma de se fazer política no Brasil: somos refém dos interesses daqueles que deveriam representar os nossos.

Nota: Conteúdo fornecido por Bruno Volpato, em antiga parceria com o Geração Internet.
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ashton-kutcher-spreadO vídeo abaixo, que encontrei dando um “rolê” no Update or Die, mostra o “engajamento” de algumas de nossas subcelebridades.

Estão nele, o ‘movimento’  #chupa e o #forasarney. Parece que o Ashton Kutcher virou uma espécie de salvador da pátria para algumas subcelebridades brazucas.

Chega a ser patético. Lembro com saudosismo de movimentos estudantis das décadas de 80, começo de 90. Mas infelizmente, eles seguirão somente em minha memória mesmo.

Pelo menos é o que dá para esperar. Ou estou enganado? Dê uma olhada aqui.

De qualquer forma, parece que hoje grande parte das reivindicações se dão dessa forma, com a bunda na cadeira, no Twitter. Como se não bastasse, dependemos de Ashton Kutcher para que nossas reivindicações tornem-se importantes?

Não faço oposição ao uso do Twitter para esse tipo de movimento. Só não concordo com esse tipo de movimento isolado. Vamos lá, é como uma campanha online sem o apoio do offline =)

Assista e divirta-se, ou não:

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Obama. A cada dia, vemos o nome dele estampado em capas de revistas e na mídia em geral. Mídia. E na Internet, qual candidato tem se destacado? Outra vez ele. Obama.

Segundo o site Mundo do Marketing:

“Seu site destaca-se por, não apenas trazer informações sobre opiniões, estratégias, e carreira política do senador, mas também pela possibilidade do visitante doar dinheiro à campanha pela Internet, através do uso de cartões de crédito.

Segundo a Comissão Eleitoral Federal dos Estados Unidos, Obama arrecadou US$ 272,1 milhões até o fim de abril, enquanto o candidato republicano, John McCain, arrecadou apenas US$ 98,6 milhões no mesmo período.

O site de Obama também traz informações sobre próximos comícios oficiais e também eventos em apoio ao candidato organizado por seus próprios apoiadores, com conteúdo incluído por eles mesmo, de forma semelhante ao que acontece no Wikipedia. Uma rede social, tal qual Orkut e MySpace, foi criada no site, onde os usuários podem criar seus perfis, adicionar amigos, criar comunidades e manter um blog, estimulando debates entre os participantes.”

Obama tem perfil em quase tudo que é rede social. No Twitter, por exemplo, ele é o usuário mais seguido do mundo! Quer seguí-lo? É aqui mesmo. Ele está em todas. Não será surpresa uma vitória do candidato. Grande parte do público jovem apóia suas idéias.

E os indecisos? Aqueles que não assistem à propaganda eleitoral, aqueles que não correm atrás de informação para ter subsídios suficientes para votar em determinado candidato? E aqueles que simpatizam com pessoas ativas na rede?

Obama é Geração Internet! Votos de nerds, geeks e indecisos poderão fazer a diferença. E ele sabe disso.

UPDATE: Segundo comentário do Andy, e post publicado em seu blog, Obama vem afirmando que, caso eleito, uma de suas primeiras medidas de impacto econômico será padronizar o uso do OpenOffice na Administração Federal americana, o que demonstra seu apoio aos softwares livres. Por que isso não acontece no Brasil?

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