Roubo de notebooks em São PauloFui roubado. É, assaltado a mão armada. Digamos que foi a minha 1ª vez. Não dizem que tem a 1ª vez para tudo? Então. Infelizmente ela também existe para um assalto a mão armada. Em Florianópolis, terra onde vivi até o início deste ano, a única coisa que me rouparam foi um boné dos Lakers.

Estou em São Paulo desde Fevereiro. Sempre fui daqueles que falava aos quatro ventos, que morar na região dos Jardins traz uma série de vantagens, entre elas, a segurança. Quando meus pais vieram me visitar eu sempre falava: “Não se preocupem, já andei por aqui as 3, 4h da manhã, sem problemas”.

Até que aconteceu. E foi na Alameda Santos, parelela à Av. Paulista. As 20h, após sair do trabalho e chegar em um bar para mostrar para um amigo alguns projetos web. Estávamos falando sobre e, após ter discutido alguns pontos, fechei e guardei meu laptop na mochila.

Em seguida, ao lado da minha mesa, dois elementos surgem do nada (um deles com um revolver) pedindo minha mochila, meu laptop e meu telefone celular. O que fazer?

Lá se vai meu laptop com metade da minha vida dentro. Por que não fiz backup antes? Porque sou daqueles que precisa passar por uma experiência dessas para aprender. Sou daqueles que fazem engordar as estatísticas dos que acham que coisas ruins sempre acontecem com os outros, nunca comigo.

Dou graças à Deus de estar vivo. Perdi todo meu histórico valioso de emails, perdi muitas outras coisas. Coisas que posso repor. Infelizmente, a vida não permite reposição. Sendo assim, o Geração Internet segue em frente, com posts sempre escritos no final do dia aqui na empresa, já que agora escrever de casa é impossível, pelo menos por um tempo.

Geração Internet: Cuidem de suas mochilas nas ruas. Essa galera que anda roubando, tá gostando da brincadeira. Praticamente, nos arredores da paulista, qualquer um que ande de mochila, está com um laptop dentro. É fácil ser roubado.

Cheguei a uma conclusão: Laptop é sim para termos mobilidade. Mas, infelizmente, não podemos andar com eles em São Paulo. Nem dentro da mochila. Nem abrir um deles dentro de um bar. Nem dentro de qualquer outro estabelecimento, que não seja sua casa ou a empresa onde trabalha.

Acha exagero? Bem, eu já não acho mais.

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