Ultimamente, com a troca de iPhone, já que meu antigo foi roubado e só agora tive tempo para transferir minhas mp3 para o novo, lembrei que ainda não havia baixado o novo álbum do Stone Temple Pilots.
Lembro bem da 1ª vez que ouvi a banda de Scott Weiland. Foi quando assisti ao clipe de CREEP, que foi veiculado por aqui nos primórdios da MTV Brasil (bons tempos de Cuca, Thunderbird, Gastão Moreira, Fabio Massari).
Naquela época, a banda havia lançado o fenomenal CORE, dando sequência a um movimento que se estabelecia no início da década de 90. O grunge, que teve como seu maior expoente, o Nirvana, que fez com que o estilo chegasse ao mainstream.
Mas estamos aqui para falar do novo álbum da banda, e não do passado, muito embora comparações com ele sejam inevitáveis. Na segunda-feira última consegui ter acesso e ouvir o álbum na íntegra e, antes de escrever esse texto, ouvi as músicas mais de 1 vez, já que a 1ª escutada nunca é suficiente para formar uma opinião consistente.
Pois bem.Vou falar um pouco sobre o álbum como se alguém estivesse me perguntando em uma mesa de bar, bebendo aquela “geladinha”:
O novo álbum do STP é bom?
R.: Cara, é um bom álbum de rock. Figurará fácil entre os melhores de 2010, numa lista top five.
É melhor que os 2 primeiros da banda, CORE e PURPLE?
R.: Infelizmente não. Eu, pelo menos, não encontrei nenhuma referência aos 2 melhores álbuns da banda, que já são tidos como clássicos. Parece que nesse novo álbum faltou “alma & substância”, elementos que fizeram os 2 primeiros álbuns serem lembrados até hoje. Substância era algo que “escorria”, de tanto que sobrava nesses 2 álbuns da década de 90. De qualquer forma, estamos em uma nova década e a banda talvez esteja querendo inovar. Mas, como a banda gravou toda a parte instrumental sem a presença de Scott (que chegou apenas para pôr a voz), este fator pode ter feito com que o álbum perdesse em originalidade.
Quais as influências mais evidentes neste novo álbum?
R.: Bem, quando Weiland foi para o Velvet Revolver, ele levou muito do STP para a banda de Slash, que incorporou e experimentou um estilo meio que alternativo em algumas faixas de seus discos. Agora, com o retorno de Weiland ao STP, senti forte presença do som do Velvet Revolver neste novo trabalho do STP. Sem as guitarras de Slash, infelizmente.
Enfim, é bom ou não?
R.: Então. Como já disse, é um bom disco de rock. E ponto final. Trata-se do retorno de uma das principais bandas da década de 90 em sua formação original, o que deve ser comemorado. Recomendo que você ouça o álbum sem pensar em compará-lo com trabalhos anteriores. Mas ouça mais de 1 vez. Dessa forma, várias faixas que talvez você não encontre brilho na 1ª audição, poderão tornar-se interessantes ao ouvir 2, 3, 4 vezes. Foi assim comigo. Ah, pede a saidera e abre o vídeo 1º vídeo desse álbum aí no seu iPhone. Pode usar os meus phones. Ah, garçom, por favor … mais uma…
Nota: 




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Ah, o mundo dos videoclipes. “Telephone” da Lady Gaga parece que veio para ser definido como o maior e mais comentado clipe de 2010. Mas, assim como na internet, tudo hoje anda mais rápido. Assim como as músicas que baixamos e ouvimos nos iPods da vida, clipes também são descatáveis.
Mas alguns, mesmo sendo descartáveis, acabam marcando mais que outros. Foi o caso de “Telephone” da Lady Gaga. Mas agora parece que o “novo Telephone” já tem nome. E chama-se “Born Free”. E não, o clipe não é da Lady Gaga e sim da cantora M.I.A.
Mas não se engane. Dessa vez o clipe da vez não exibe aquele desfile de cultura pop com imagens coloridas cheias de referências e publicidade descarada. O clipe de Gaga era um clipe pelo clipe. Bem produzido? Demais! Divertido? Sem dúvida. Ponto.
“Born Free” da M.I.A. é tudo menos divertido. Super produzido? Demais! Clipe pelo clipe? NUNCA. O que se vê no clipe de M.I.A. é um belo tapa na cara do “oba oba” desenfreado proporcionado pela cultura pop e principalmente pela cena atual do Hip Hop.
O clipe de “Born Free” mostra a atuação de soldados americanos contra imigrantes e todo tipo de pessoa que contratia os objetivos do Tio Sam. Violento? DEMAIS. Principalmente nos minutos finais. Tanto que já foi até excluído do YouTube (acredito até que por motivos políticos).
Ps.: Parece que nesses novos megaclipes, a única coisa que não importa é a música em si =)
SIMPLESMENTE ASSISTA:
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Na boa: AC/DC é do caralh*! E Homem de Ferro 2 não parece ser diferente. Falando nos dois, já viu essa projeção em um castelo gringo?
Clica no play aí embaixo, aumenta o volume e mete aquele “air guitar” preso em você :)
via: UoD
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Que tal escolher quais músicas farão parte do novo álbum do DEVO que será lançado em Junho? A banda gravou 16 músicas mas somente 12 farão parte do lançamento. A banda colocou a disposição um site onde as 12 mais votadas entrarão para o álbum.
O look do site é sensacional e realmente empolga.Em tempo real há um gráfico com as músicas mais votadas até agora. Abaixo segue um vídeo que explica como funciona todo o processo. Para quem não conhece, o DEVO foi uma das principais bandas “nerd pop” dos anos 80 e está voltando com tudo este ano.
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Por essa ninguém esperava!
O empresário Eduardo Fischer liberou uma mensagem no twitter esclarecendo os rumores sobre a realização de uma edição do festival de Woodstock em São Paulo em outubro. Fischer divulgou uma nota das empresas Totalcom e Groove Concept explicando que informações oficiais acerca do vento serão reveladas em 30 dias.
Na quarta-feira, veículos da imprensa informaram a realização do Woodstock no Brasil e especularam alguns nomes como Foo Fighters, Bob Dylan, Green Day, entre outros.
Que tal incluir aí Red Hot Chili Peppers, Metallica, Stone Temple Pilots, Them Crooked Vultures (já que supostamente o Dave Grohl vem) =)
Nota: Conteúdo fornecido pelo Esquina da Música, em antiga parceria com o Geração Internet.
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Banda reconhecidamente eletrônica grava um novo álbum que a imprensa classifica como pop. Esse filme já passou algumas vezes e o final da história nem sempre foi dos melhores. Mas pode respirar aliviado. Esse não é o caso do Hot Chip, uma das bandas mais interessantes surgidas nos anos 00. Pelo contrário. “One life stand” não só é um álbum diferente, como é o melhor já lançado pela banda inglesa.
Impressionante como o Hot Chip evoluiu desde o lançamento de seu primeiro álbum, “Coming on strong”, de 2004. Não que “The warning” (2006) e “Made in the dark” (2008) sejam trabalhos menores. Mas “One life stand” realmente se sobressai em todos os quesitos: letras, sonoridade, maturidade, peso… Enfim, se o Hot Chip teve que apelar para o pop para ficar mais maduro, que continue apelando.
A primeira faixa do álbum, “Thieves in the night”, é a melhor canção de 2010 até agora. E, certamente, estará presente naquelas listinhas dos melhores do ano publicadas em dezembro. Nessa música, o Hot Chip mostra que pode ser ousado, sofisticado e deliciosamente popular. Os seus seis minutos nem parecem seis minutos, tamanha a originalidade da canção, cuja sonoridade consegue englobar todas as diferentes fases do Depeche Mode. Em apenas seis minutos, repita-se.
E por falar em Depeche Mode, ela parece ser a influência mais visível nesse “One life stand”. Até a voz (grave) de Alexis Taylor em “Brothers” está parecida com a de Dave Gahan. A canção, aliás, poderia muito bem estar em “Exciter” ou em “Sounds of the universe”, e todos diriam que se tratava de um Depeche Mode originalíssimo, assim como a faixa “Keep quiet”. A faixa-título do álbum (uma das melhores) resvala mais no pop eletrônico dos anos 80. Nesse caso, as bandas que vêm logo à cabeça são o Pet Shop Boys e o New Order. Nada mal.
Apesar de as (boas) influências estarem bem visíveis, não pense que “One life stand” não soa original. “Hand me down your love” tem uma batida com um toque retrô e teclados emulando cordas sofridas que dão um belo contraste à canção. A climática “I feel better” vai pelo mesmo caminho original, assim como “Slush”, uma baladona que poderia estar presente em qualquer álbum que não fosse o do Hot Chip. E é exatamente por estar presente em um álbum do Hot Chip, que a canção fica deliciosa. Será que vai rolar isqueiros e celulares piscando nos shows da banda britânica?
Já em “We have love”, a história é outra. Talvez ela seja a canção que mais se aproxima da sonoridade mais dançante dos álbuns anteriores. E, nela, o Hot Chip mostra, mais uma vez, um grande amadurecimento. O som está muito mais adulto e bem trabalhado, ainda que não se compare ao belo encerramento com “Take it in”, que vai da escuridão ao sol mais brilhante em seus quatro minutos de duração.
Poucas bandas, hoje em dia, conseguem ser tão originais quanto o Hot Chip. “One life stand” é a maior prova disso. Se a banda esteve no Brasil tocando com som ruim e abrindo para os outros no Tim Festival de 2007, corre o sério risco de, muito em breve, vir a ser atração principal de qualquer festival (não só no Brasil). Com um trabalho bem feito, o Hot Chip conseguiu chegar lá. Sem apelar e sem perder a originalidade. Que faça bom proveito.
Nota: 




Assista abaixo ao clipe da música “Thieves in the night”, que abre o novo álbum:
Nota: Conteúdo fornecido pelo Esquina da Música, em antiga parceria com o Geração Internet.
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Se uma banda acaba, outra recomeça. Ainda que seja apenas para alguns shows. Noel Gallagher já decretou o fim do Oasis. Por outro lado, a banda “rival” Blur se reuniu em meados do ano passado para algumas apresentações pelo Reino Unido. E, certamente, o reencontro se resumiu a esse poucos shows. Ou a quase isso.
Além do CD ao vivo, “All the people – Live at the Hyde Park”, o Blur acaba de colocar nas lojas o DVD duplo “No distance left to run”. Quem comprar o pacote leva um dois em um: no primeiro disco, o documentário “No distance left to run”, e, no outro, a íntegra da apresentação da banda de Damon Albarn, Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree no Hyde Park, em julho de 2009.
Comecemos pelo documentário. Muito bem acabado, por sinal. Com quase 100 minutos de duração, o filme faz um passeio pela história de uma das bandas mais importantes do britpop que assolou a década de 90. Desde antes da formação do conjunto – com imagens de Albarn ainda adolescente -, ao estrelato com os álbuns “Modern life is rubish” e “Parklife”, passando por imagens interessantes como o processo de composição de Albarn e Coxon, até chegar aos ensaios para a nova turnê e imagens desses shows. O documentário, dirigido, por Dylan Southern e Will Lovelace, entretanto, não mostra nada que os fãs do Blur ainda não saibam, e também peca por ser chapa-branca demais, não se comprometendo com as brigas que deram fim a banda.
Já o DVD 2 é mais interessante. Ele traz a íntegra de uma das apresentações do Blur no Hyde Park – foram duas, no total, além de outras apresentações em locais menores até culminar com o encerramento de uma das noites da edição 2009 do festival de Glastonbury. O vídeo, dirigido por Giorgio Testi, apresenta 25 canções, privilegiando todos os sete álbuns de estúdio lançados pela banda: de “Leisure” (álbum de estreia, lançado em 1991) aparecem, por exemplo, “She’s so high” (a primeirona do show) e “There’s no other way”. Do último álbum do conjunto, “Think tank” (de 2003, e sem o guitarrista Graham Coxon), foi incluída “Out of time”. De resto, clássicos do britpop como “Girls and boys”, “Song 2″, “Country house”, “Beetlebum” e “End of a century”.
Se no CD, o encerramento já era emocionante, as imagens do DVD dão ainda mais brilho a canções como “For tomorrow” e “The universal”, cantadas pelo público como se fosse “God save the queen”… Da mesma forma que aconteceu no CD, o DVD expõe ainda mais a alegria da banda em cima do palco. Pena que o documentário não traga muitas luzes acerca da (antiga?) birra entre Albarn e Coxon.
E várias perguntas ficam sem resposta. Será que o Blur ainda gravaria um disco de inéditas? Será que haverá continuidade na turnê? Será que Albarn e Coxon ainda se aturam? Questões complexas, na certa. Melhor se divertir vendo “No distance left to run”. Ou melhor: o show do DVD 2.
Nota: 




Assista abaixo ao trailer do DVD:
Nota: Conteúdo fornecido pelo Esquina da Música, em antiga parceria com o Geração Internet.
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Hoje, o saudoso auto-proclamado Rei do Pop Michael Jackson é o grande homenageado. MJ antes de ser Rei do Pop era um nerd assumido. Tinha um carinho imenso por filmes de terror antigos, principalmente os de zumbis e lobisomem. Para as gravações do clipe ‘Thriller’, Jackson chamou John Landis, famoso pela direção do sucesso ‘Um Lobisomem em Londres’. Landis também dirigiu o outro clipe famoso de Michael, ‘Black or White’. Não restam muitas palavras para descrever o quanto o vídeo-clipe fez história na música, principalmente na cultura pop mundial. A historinha do clipe era bastante simples. Michael interpretava um colegial bacana, tímido que ao pedir sua namorada em noivado, anuncia que precisa fazer uma revelação.
Michael diz que é diferente dos outros cara. A menina até tentou entender a situação, porque Jacko era um cara bonzinho, diferente dos brutamontes da escola. Mas não era nada disso, MJ era outro cara mesmo, um ser completamente desumano (estou falando do personagem dele no clipe) e então atinge a lua-cheia e Michael mostra quem é de verdade. A partir daí o vídeo-clipe inofensivo toma ares de thrash-movie, Michael é agora um lobisomem sedento por sangue. Sua namorada aos gritos (bem irritantes por sinal) começa a correr desesperadamente pela sua vida. Mas ‘Michael: O Lobisomem’ é implacável e alcança a menina. Após a breve sequência, logo vemos que se trata de um filme no cinema e, Michael com sua namorada estão assistindo a um filme thrash (estrelado por ele mesmo).
Não faz muito tempo que caiu na rede um vídeo de presidiários reproduzindo aquelas coreografias marcantes. ‘Thriller’ tornou Michael Jackson não somente um Rei do Pop, mas também um o Rei dos vídeo-clipes. Toda a sua carreira passaria a ter clipes longos e memoráveis, segue uma pequena lista: “Beat it”, “Billie Jean”, “Bad” (com a direção de Martin Scorcese), “The Way You Make me feel”, “Remember the time” e a lista segue. É difícil saber se o álbum ‘Thriller’ seria o disco mais vendido e influente do mundo se não fossem os clipes. Logicamente as músicas eram belíssimas, mas o clipes deram um gigantismo ainda mais significativo. O mais legal de tudo é que a nova geração está vendo tudo isso e com o mesmo apreço de outrora, pena que o principal personagem disso tudo já não está mais entre nós. Mas vão-se os homens, prevalecendo sua arte irretocável.Vida eterna ao ‘Thriller’.
Fique abaixo com o video da versão completa:
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Em meados do ano passado Courtney Love divulgou que iria ressucitar sua banda, Hole. A volta do grupo aos palcos, após 11 anos, aconteceu na noite desta quarta-feira, no Shepherd’s Bush Empire, em Londres. No show, a viúva de Kurt Cobain apresentou os antigos sucessos da banda e revelou as músicas do próximo disco “Nobody’s daughter”, cujo lançamento está previsto para 27 de baril.
Durante o concerto Courtney Love tocou também um cover de “Sympathy for the devil”, do Rolling Stones. Ela admitiu que tinha dificuldades de cantar as novas canções no show e que precisaria do auxílio do teleprompter. As oito música inéditas apresentadas foram “Skinny little bitch”, “Honey”, “Letter to God”, “Pacific coast highway” [descrita por Courtney como "Malibu part 2"], “Nobody’s daughter”, “How dirty girls get clean”, “Samantha” e “Never go hungry again”.
Confira o setlist do show do Hole:
01. “Pretty On the inside”/”Sympathy for the devil”
02. “Skinny little bitch”
03. “Miss world”
04. “Honey”
05. “Violet”
06. “Letter to God”
07. “Pacific coast highway”
08. “Reasons to be beautiful”
09. “Nobody’s gaughter”
10. “How dirty girls get clean”
11. “Malibu”
12. “Celebrity skin”
13. “Samantha”
14. “Doll parts”
15. “Northern star”
16. “Never go hungry again”
Fique com o vídeo abaixo da música “Doll Parts” e “Northern Star”, gravado no show de quarta-feira (17), em Londres:
Nota: Conteúdo fornecido pelo Esquina da Música, em antiga parceria com o Geração Internet.
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No dia 28 de maio de 1979, Elton John se juntou ao percussionista Ray Cooper para fazer um dos shows mais memoráveis de sua carreira. A apresentação aconteceu na sala de concertos do Rossya Hotel, em Moscou. Foi a primeira vez que o compositor britânico se apresentou na então União Soviética. A gravação do show – que nunca foi lançada oficialmente – pode ser encontrada facilmente pela internet.
Em comemoração aos 30 anos de sua pioneira apresentação “acústica”, Elton John se juntou novamente ao percussionista Ray Cooper para uma turnê que passou por alguns países da Europa no segundo semestre do ano passado. Como já havia feito nas suas turnês anteriores, Elton John se associou a uma empresa especializada em gravar shows e colocou à venda no site “concertlive”, todos os shows da tal turnê.
Bem diferente do que acontecera nos shows que Elton John apresentou aqui no Brasil em 2009, o repertório desses espetáculos acústicos incluiu algumas surpresas que, havia tempos, estavam sumidas de seu repertório. Para essa resenha, tomamos como base o show no Palais des Congres, em Paris, no dia 02 de outubro – o repertório dos outros shows não foram alterados. Alguns exemplos dessas surpresas estão na primeira parte do show – o primeiro CD do box de três discos -, na qual Elton John se apresenta sozinho ao piano. Como é bom poder ouvir o cantor desencavar pérolas como “The greatest discovery” ou então “Border song”, ambas de seu álbum de estreia, “Elton John”, de 1970. Melhor ainda é ouvir versões repaginadas de músicas mais recentes – e nem por isso menores – de seu repertório, como “Ballad of the boy in the red shoes”, “American triangle” e “The emperor’s new clothes”, todas elas do ótimo álbum “Songs from the west coast”, lançado em 2001.
O segundo CD já conta com a participação de Ray Cooper. E, nem por isso, o repertório fica menos denso. Para começar, a porrada “Funeral for a friend” (obra-prima do álbum “Goodbye yellow brick road), em versão visceral. No mesmo naipe, seguem-se “I think I’m going to kill myself” (de “Honky chateau”), “Better off dead” (extraída de “Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy”, e, nessa nova versão, com uma percussão marcial fantástica de Ray Cooper) e “Sorry seems to be the hardest word” (do subestimado “Blue moves”, de 1976). Bonita também ficou a versão para a instrumental “Carla Etude”, que antecede “Blessed”. Concessões só acontecem mesmo no finalzinho, quando Elton John apresenta os cavalos de batalha “Daniel”, “Take me to the pilot” e “Don’t let the sun go down on me”.
O terceiro CD apresenta as três canções que fizeram parte do bis da apresentação. “Honky cat”, “Crazy water” e “Saturday night’s alright (For fighting)” foram o encerramento de um show que Elton John poderia explorar mais ao redor do mundo. Certamente não lotaria uma Praça da Apoteose. Mas seria bem mais interessante. Pelo menos para quem não se contenta com o mais do mesmo.
Nota: 

























