As melhores músicas/bandas de AGORA!

por Rodrigo Cunha em 21/abr/2009 as 16:01 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Billboard. Bem, ela continua aí, apontando as musicas mais ouvidas, bandas revelação e, por que não, colocando no topo da lista o que a indústria quer?

Uma alternativa a Billboard e a tantos outros charts é o We Are Hunted. Trata-se de um chart online, elaborado através de consultas em redes sociais, fóruns, blogs de música, torrents, redes P2P e Twitter. Como isso é feito eu não sei.

Deve haver algum sistema que busca por termos relacionados a esses artistas e, principalmente, gente filtrando toda essa informação. Ou não.

É possível visualizar a classificação dos artistas mais ouvidos/buscados na web diariamente, além de poder fazer consultas semanais ou mensais. Também é spossível clicar e ouvir as músicas que fazem parte do chart. Achei o serviço bacana, principalmente por ser mais uma alternativa para conhecer novas músicas e artistas.

Só senti a falta de uma opção que agregue as músicas por estilo: pop, rock, reggae, soul, funk, jazz, blues, entre outros. Ah, os bons e velhos rótulos! Mas, como ainda está em versão beta (como a maioria dos novos serviços), é possivel que agreguem essa funcionalidade nas próxximas versões.

Obs.: Entre os 10 primeiros do mês estão o Yeah Yeah Yeahs e Kanye West.


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E o negócio da música? Quando surgirá alguém com o modelo certo? Quando alguém irá mostrar o caminho certo? Quando surgirá o novo modelo de negócios que irá substituir, de uma vez por todas, a dependência dos artistas para com as gravadoras? E se esse negocio já existe?

Bem, que artistas não dependem mais de gravadoras é fato. Mas, paira ainda no ar, uma certa incerteza. Ainda há muitos conflitos relacionados a industria da música. Para onde ir? iTunes é mesmo o modelo definitivo? No Brasil, iremos pagar por um arquivo de música? Bem, é claro que não, todos sabem.

Não haverá um modelo de negócios definitivo para a industria da música. Várias formas de lucrar com distribuição estão surgindo. São diversos nichos. Cada pais do seu jeito, cada cultura ditando caminhos diferentes. Distribuição gratuíta ou iTunes?

No Brasil, há um movimento bastante interessante já acontecendo. A já famosa banda Calypso, que inclusive teve seu guitarrista eleito para participar do lamentável quadro Banda dos Sonhos do VMB 2008, realizado pela lamentável MTV, é fruto dessa nova indústria que não para de crescer. É o movimento Tecnobrega, onde artistas do Pará gravam e distribuem seus arquivos através de camelôs, vendas em shows e outras formas diferenciadas e “modernosas”.

Sobre o Tecnobrega, Ronaldo Lemos [diretor do Projeto Creative Commons] e Oona Castro [coordenadora executiva do Instituto Overmundo] lançaram, no último dia 30, o livro “Tecnobrega: O Pará reinventando o Negócio da Música”, onde é dado um panorama geral deste movimento revolucionário e que está criando novos artistas a todo momento.

“O Tecnobrega é um dos fenômenos mais impressionantes em termos de experimentalismo na produção cultural e na invenção de novos modelos de negócio. Este estudo de ponta de Ronaldo Lemos e Oona Castro vai, sem dúvida, tornar-se referência obrigatória para os caminhos da economia criativa nesse momento novíssimo que estamos vivendo”, diz Heloisa Buarque, curadora do projeto”.

Como a Internet está revolucionando não apenas a industria da música, como a indústria editorial, do cinema, le tantas outras, este livro não poderia deixar de também estar disponível também na íntegra na Internet.

Para ler “Tecnobrega: O Pará reinventando o Negócio da Música”, clique aqui e faça o download do arquivo na íntegra em PDF. Bom proveito :)


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Os Novos Reis do Videoclipe

por Rodrigo Cunha em 1/out/2008 as 11:01 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Década de 80. Videoclipes a toda. Década de 90. Clipes ainda em pauta. Movimento Grunge. Início dos anos 00. MTV perdendo fôlego e identidade. Algo parece estar acontecendo. A Internet começa a ganhar força e a se popularizar. O MP3 aparece como algo revolucionário. Banda Larga. YouTube. “Fim da MTV”.

Talvez para você não faça sentido a expressão “Fim da MTV”. É por esta razão que a coloquei entre aspas. Quem acompanhou a MTV no Brasil desde o seu surgimento, sabe do que estou falando. A emissora hoje não passa de um amontoado de programetes sem conteúdo, identidade e o pior: atrações que não conseguem prender a atenção. Pior ainda? Sim. Não se trata mais de música. Videoclipes na MTV ficaram, praticamente, relegados a horários alternativos. Não são mais o foco da emissora. A MTV perdeu o “M” e agora é apenas TV convencional, ou seja, uma “M”.

Mas não é só isso. O YouTube simplesmente tirou muito do sentido da MTV. Temos, praticamente, todo o acervo de videoclipes a nossa mão no YouTube, a hora que quisermos. Então, o YouTube assumiu o papel da MTV? Bem, eu diria que quem fez isso foi o VH1, canal a cabo que segue a cartilha da MTV dos anos 80/90. Todos os órfãos da MTV “as we know it”, foram adotados pelo VH1.

Mas o assunto aqui não é TV. É Internet. E quando falamos de clipes na Internet, não há como não falar do YouTube e da nova geração de diretores que estão fazendo os videoclipes ficarem interessantes novamente. A Wired publicou uma lista dos mais inovadores da “Geração Internet”. Clique nos links para assistir aos clipes. Bem, vamos lá:

1. CAT SOLEN

Artista: Bright Eyes
Música: At the Bottom of Everything

2. RIK CORDEIRO

Artista: Nas
Música: Be a Nigger Too

3. MATTHEW CULLEN

Artista: Weezer
Música: Pork and Beans

4. VINCENT MOON

Artista: Animal Collective
Música: Taste

5. VINCENT MORISSET

Artista: Arcade Fire
Música: Neon Bible

6. KEITH SCHOFIELD

Artista: Brighton Port Authority
Música: Toe Jam


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Já imaginou gravar um disco com a ajuda dos fãs, contribuindo na mixagem das músicas através da Internet? Hmmm. O Radiohead já fez algo similar. Já imaginou uma banda gravando faixas de seu novo álbum e disponibizando para que os fãs mixem e remixem as faixas antes do lançamento do álbum?

Se você é um entusiasta da Web, já deve ter tido várias idéias de serviços. Possivelmente já deve ter pensado em algo do gênero. Você e várias bandas. Mas poucos realizam. O Third Eye Blind, responsável pelo grande hit radiofônico Semi Charmed Life, está fazendo isso. Atualmente a banda está gravando um novo álbum. Assim que as faixas estiverem concluídas, os arquivos de audio serão dispobibilizados para que qualquer pessoa possa remixá-lo.

Música Social? Será que um dia teremos bandas sem rosto? Ok, o Gorillaz fez algo do gênero, mas todos sabíamos que Damon Albarn, do Blur, estava por trás do projeto. O que quero dizer e colocar em questão é se pessoas gravarão e remixarão faixas entre si, lançando arquivos pela web mundo afora, sem se identificar, pelo simples prazer em compartilhar arquivos.

Não, não estou falando dos MashUps Musicais. Estou falando de música orgânica mesmo, baixo, bateria, voz, guitarra, teclado. Tudo feito à distância, material original e não remixagem. Falo de uma banda que nunca será revelada, mas que poderá se destacar justamente por isso. Será que a música funcionaria assim, à distância? Você acha que os artistas devem permitir a participação de ouvintes no processo criativo? Para você isso faria com que as bandas perdessem sua identidade?

Não gosta da idéia de o produtor ser você? O que você acha disso tudo? Ok, chega de perguntas neste post! Eu confesso que me sinto um pouco confuso com a overdose de música, modelos de comercialização e bandas vindas de todos os cantos do mundo através da Web. Não consigo definir um estilo vigente, como sempre houve nas décadas passadas. Sinto como se estivéssemos vivendo os estilos musicas de todas as décadas passadas simultaneamente. É, muita informação. Tudo ao mesmo tempo agora, antes e depois.

Mas, de qualquer forma, vejo com cada vez mais otimismo o futuro da música. Estamos, mais do que nunca, na era da inovação. Problema é a substância. Inovação sem substância, sem rumo, é apenas notícia que ficou para traz.


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BLIP.fm: O novo “UAU” da Internet

por Rodrigo Cunha em 1/set/2008 as 12:04 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Poucas vezes tive uma sensação tão boa ao conhecer um novo serviço web. Satisfação. UAU. Alegria. Sorriso bobo estampado em minha face. Exagero da minha parte? Garanto que não. Bem, vá lá conhecer. Clique aqui e prepare seus ouvidos.

Compartilhar músicas ficou ainda mais legal que antes. Com a Last.FM, muitos acreditavam que o serviço era o máximo em termos de conhecer o gosto musical de outras pessoas. Eu, particularmente, nunca fiz muito uso dele. Eis que surge o BLIP.fm, juntamente com um novo verbo: BLIPAR!

O BLIP.fm nada mais é que um twitter musical. Você recomenda músicas! Simples assim. Você passa a ser um DJ. No Twitter você tinha seguidores. Aqui você terá ouvintes. Duas coisas me chamaram a atenção e me fizeram rir à toa: clicar no PLAY e ouvir a música e adicionar as suas prediletas a um PLAYLIST. Tudo isso com um único clique. Simples, fácil, como as boas idéias são.

Mas, se tem algo que realmente me fez gritar um “UAU”, foi quando percebi a barra SEARCH. Bem, através dela, você “só” digita o nome da música e recomenda. Simples assim. Você digita The Smiths, por exemplo, e o serviço sugere algumas músicas da banda como recomendação. Você escolhe a que mais gosta e pronto, clica em OK.

O BLIP.fm é excelente para conhecer o gosto musical de amigos ou de pessoas que você nunca ouviu falar. Nesse ponto, ele é muito semelhante ao Twitter: você assina pessoas e recebe conteúdo. No BLIP.fm você assina um DJ e recebe música! É muito legal relembrar músicas que você não ouvia há tempo e descobrir que alguém próximo a você também curte aquela saudosa canção.

Outro ponto positivo: o serviço disponibiliza uma barra chamada FEEDBACK. Através dela, nós, usuários, podemos reivindicar melhorias ao serviço. Algumas delas já estão nos planos da empresa, como o desenvolimento da API e a integração com a LAST.FM. Ah, você vai precisar instalar o Adobe Flash Player para rodar o serviço sem problemas. Clique aqui e faça o download.

Eu só espero que o serviço não venha a sofrer do mal do Twitter e torne-se instável. Espero que seus desenvolvedores tenham se precavido para a demanda que estão recebendo.

Bem, não me estenderei muito aqui, até porque você precisa experimentar você mesmo para se divertir. Vá lá AGORA e recorde-se de várias canções e surpreenda-se com o gosto musical de seus amigos :)

Lógico, eu já tenho um perfil no BLIP.fm. Se você gostou da idéia, me adicione, clicando em ACCEPT INVITATION.

Confira o vídeo abaixo para um pequeno tour pelo serviço.

Atualização:
Acompanhe no Blip.fm, os playlists de Rodrigo Cunha e Geraldo Protta.


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