É só um cartaz “bobo”?

por Rodrigo Cunha em 27/nov/2008 as 9:01 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Exterminador do Futuro. Eu não sei até que ponto a franquia de andróides que fez Arnold Schwarzenegger ganhar status no cinema, é relevante para a geração atual. Os dois primeiros filmes, Terminator (mais focado em Suspense) e o revolucionário Terminator 2: The Judgment Day (mais focado em Ação) são sensacionais. Já o terceiro filme …

Bem, agora estamos diante do quarto filme, que será lançado no dia 22 de Maio de 2009. Não se espera muita coisa. O diretor McG, que tem o “status” de ter dirigido os dois filmes das Panteras, não transmite confiança. Tenho a impressão de que ele esteja lá somente para ocupar o cargo, enquanto a indústria de Hollywood tenta arrumar uma forma de tornar o filme interessante sem a presença de Swarza (tarefa árdua), atualmente ocupado com o Governo da Califórnia.

Eu não sei até que ponto Christian Bale (o Bruce Wayne em Batman), que interpretará o soldado da resistência John Connor e que inclusive já assinou para os próximos três filmes da franquia, poderá trazer credibilidade ao projeto, aproveitando o “auê” deixado pela produção mais recente de Batman: The Dark Knight.

Mas tudo bem. Não estou aqui para falar exatamente do filme em si, mas sim do cartaz que foi lançado ontem na Internet (veja aqui). O cartaz do filme é uma animação em flash, que conta com uma cidade destruída em formato de crânio. Tudo bem, poderia ser um banner em flash, coisa tão normal na Web. Mas não é um banner. É um cartaz.

Eu sinceramente não sei onde isso poderá ser veiculado a não ser na página da Sony Pictures ou no hotsite oficial do filme. O cartaz é bem bacana. Talvez tenha sido lançado com o objetivo de gerar buzz em torno do filme e nada mais. Em minha opinião, ele poderia ser muito melhor aproveitado caso a cidade destruída em forma de crânio fosse “clicável”. Quando li a notícia no Omelete, imaginei um cartaz totalmente interativo.

Mas, pode apenas ser o início de uma ótima estratégia de comunicação que está por vir. Só que, depois de tudo que Batman: The Dark Knight fez para o lançamento do filme na Web, eu me tornei exigente demais com relação a divulgação de filmes na Web.


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Publicidade Online, Midias Sociais …

por Rodrigo Cunha em 19/nov/2008 as 20:41 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Ontem, no portal Cotidiano, da Universidade Federal de Santa CatarinaUFSC, dei uma breve entrevista sobre Spam, publicidade online, mídias sociais e tendências relacionadas a este mercado.

A entrevista foi realizada através de e-mail, o que me deixou bastante a vontade para estruturar melhor minhas idéias. Confesso que não imaginava ter escrito tanto.

O conteúdo da entrevista, transcrito na íntegra, segue abaixo. Participe através dos comentários caso discorde de algum ponto ou tenha algo a acrescentar. Vamos lá:

- O e-mail, com a demonização do spam, ainda pode ser considerado uma ferramenta de marketing eletrônico?

O e-mail pode, sim, ser considerado uma ferramenta de marketing eletrônico. Há, hoje, diversas ferramentas que segmentam o disparo de e-mails de forma bastante eficaz. É possível, por exemplo, segmentar por idade, sexo, cidade, perfil, renda, entre outros. O chamado “e-mail marketing” é veiculado, com mais eficácia, dentro de newsletters de portais de conteúdo. Como esses portais possuem, geralmente, uma base de usuários cadastrados bastante grande, devido à exigência de inscrição para poder utilizar alguns serviços, torna-se bastante viável utilizar uma base de usuários de um portal. No entanto, a utilização de sites verticais (especializados em um assunto específico = maior segmentação) em uma campanha tende a gerar resultados melhores.

- Você considera uma empresa que aposta no spam como forma de divulgação atrasada, para dizer o mínimo?

Sim. Enviar e-mails para uma grande base sem qualquer forma de segmentação e sem um target específico definido não só é uma forma de divulgação atrasada, como também desperdício de tempo e descontrução de marca, já que a maioria das pessoas que recebem este tipo de e-mail manifestam alguma espécie de irritação.

- Quais são as formas mais eficientes de marketing eletrônico, hoje em dia?

O termo “marketing eletrônico” talvez não englobe todas as possibilidades existentes hoje no mercado de marketing on-line. Talvez “publicidade on-line/digital” ou mesmo “marketing on-line”, como já descrito, traduzam melhor o que há disponível hoje neste mercado. Dentro das formas mais eficientes, podemos citar a mídia on-line em sites.

A veiculação de banners pode até ser antiquada para alguns, mas hoje os formatos “rich media”, que permitem uma maior interação com os usuários através das peças veiculadas, tendem a gerar mais resultado: essas peças possuem um formato mais atraente, o que estimula a interação com o formato veiculado. Partindo para as novas formas de se fazer publicidade on-line, podemos citar as estratégias em mídias sociais, que já estão se tornando bastante corriqueiras dentro do planejamento de mídia on-line de diversas agências.

Esse tipo de estratégia aborda publieditoriais em blogs (inserção de posts patrocinados), patrocínio de comunidades no Orkut (área de descrição da comunidade e atuação de usuários que gerenciam a marca dentro das comunidades), criação de perfil no Twitter (ferramenta de microblogging que está começando a se popularizar pela facilidade de uso e pelo potencial de atrair usuários e divulgar promoções instantâneas), atuação em fóruns, listas de discussão e sites de crowdsourcing (sites moderados pelos próprios usuários, que cuidam do rankeamento das notícias mais interessantes), entre outros.

Além disso, a criação de hotsites e a veiculação de propaganda inserida dentro de conteúdo específico, juntamente com as estratégias citadas anteriormente, formam o conjunto para uma estratégia de propaganda on-line bem sucedida. Estar ligado às novas tendências e atento para aonde os usuários estão indo na web, é de suma importância para qualquer profissional que atua no mercado de propaganda e marketing on-line.

- O que ainda está por vir?

Podemos esperar, cada vez mais, ferramentas sociais, onde os usuários tenderão a interagir e a gerar conteúdo com cada vez mais frequência. Os “novos jovens”, já estão nascendo dentro da realidade da Web 2.0. Muito em breve, a web não será mais uma mídia diferenciada. Para os jovens que estão chegando, a web já é mídia tradicional. As ferramentas serão cada vez mais rápidas no que tange ao compartilhamento de informações. Ferramentas de microblogging, como o Twitter, são apenas um exemplo desta tendência que já está se concretizando. Blogs, apesar de cada vez mais influentes, estão começando não a perder, mas a compartilhar espaço com microbloggings, que são mais dinâmicos e muito mais velozes no compartilhamento de dados. Estar sempre pronto para utilizar novas ferramentas é essencial.

- O spam, como forma de marketing, vai morrer?

O spam talvez nunca morra. Sempre haverá pessoas que acreditam que propagar uma mensagem para a massa é mais eficaz do que segmentar essa mensagem. Atuar em nichos é hoje muito mais interessante. Hoje, poucas pessoas podem fazer muito barulho, graças às ferramentas disponíveis na Internet e ao poder que cada uma delas tem de gerar audiência para si. O velho ditado continua valendo: “Quantidade não é sinônimo de qualidade”. Essa frase resume tudo.

- Como funciona uma consultoria dada pela sua empresa?

Minha empresa trabalha como uma espécie de “braço on-line” para agências que ainda não trabalham com mídia on-line para seus clientes. Também trabalhamos com agências que já planejam algo neste sentido, mas que precisam de auxílio no planejamento de campanhas.

Elaboramos planos de mídia on-line em sites segmentados e portais genéricos (banners e formatos diferenciados), projetos especiais de conteúdo (que prevêem a elaboração de conteúdo patrocinado por determinado cliente) e Estratégias em Mídias Sociais (blogs, Orkut, Twitter, fóruns, listas de discussão, entre outros).

Dado o briefing, pensamos na melhor forma de o cliente atingir o resultado almejado. Há casos onde precisamos utilizar todos os itens descritos acima. Já em outros casos, apenas um e assim por diante. Tudo depende do target a ser atingido, do problema a ser resolvido e do que o cliente prefere. Nós apenas recomendamos.

A matéria, em sua íntegra, você pode conferir aqui.


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Obama: “Obrigado Web”

por Rodrigo Cunha em 6/nov/2008 as 12:13 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Então é isso. Obama eleito. Clima de festa. Acabamos de ter a 1ª eleição influenciada pela Web. Obama soube arrecadar funtos através da Web e, como ninguém, soube fazer comunidades online “jogarem” a seu favor. Já falei aqui, aqui e aqui sobre algumas ações de Obama na Web.

Tiago Dória e Carlos Merigo, do Brainstorm#9, também falaram a respeito. Não há dúvidas de que a Internet foi um player fundamental na campanha de Obama. Com o auxílio da Web, Obama arrecadou grande parte do dinheiro que foi investido para a compra dos milionários minutos nas principais redes de televisão para dar o último discurso.

Como disse o Tiago Dória, “Integração entre mídias é a grande vencedora das eleições nos EUA”, baseado na afirmação de Arianna Huffington, do The Huffington Post, que afirmou mesmo antes da eleição chegar ao fim, que já poderíamos declarar um vencedor. Esse vencedor seria a Internet.

Durante a campanha de Obama, muito se falou de Política 2.0. Houve o caso da ministra 2.0, que se elegeu também com o auxílio da Web. Ainda são raros os casos onde políticos fazem uso da Web para tentar algo parecido. Ninguém fez isso com tanta confiança e intensidade como Obama. Como Obama é “ON”, certamente os meios de comunicação sofrerão grande influência.

Como disse o Tiago, “a grande evolução mesmo é ser “social” no poder e não somente durante campanhas”. Veremos. Seguem algumas fotos bacanas desta vitória espetacular, publicadas no Boston.com. Bem, fica aqui o tema de toda a campanha e que vale a pena ser repetido como um mantra: YES, WE CAN!

|UPDATE| via Brainstorm#9

Obama ainda nem assumiu a presidência e sua equipe já lançou o portal Changes.gov. O portal foi lançado para que os cidadãos interajam com o governo, dando opinão sobre a administração do futuro presidente. Também há um blog, onde será informado cada passo do presidente.

Tudo indica que Obama continuará 2.0.


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Como falei no post sobre o TechED 2008, evento da Microsoft focado em Profissionais de TI e Desenvolvedores, foram divulgadas algumas novidades bacanas relacionadas à Internet e ao futuro da Publicidade Online.

Porém, vou me ater a uma novidade que me chamou bastante a atenção. Por 2 motivos:

1. É algo que realmente tem muito potencial de “pegar” no Brasil;

2. A Novidade está sintonizada com a digitalização dos formatos.

Estou falando do novo serviço do portal da Saraiva. Dizer que trata-se apenas de uma loja de DVDs seria, no minimo, subestimar o produto. Em exposição exclusiva no TechED 2008, o novo serviço da Livraria Saraiva estréia por volta do mês de Novembro, ainda sem uma data definida, segundo o pessoal que estava no estande apresentando a novidade.

Mas, vamos lá. O novo portal será um ambiente onde o usuário poderá comprar filmes por um preço bacaninha e assistí-lo na própria tela do PC. Bem, ao olhar o serviço funcionando no estande da Saraiva, logicamente minha pergunta não poderia ser outra: “Quanto de banda é necessário para baixar os filmes?” A resposta: “Com 2 Mega de banda, você consegue carregar o filme no player em minutos”.

Não é que isso me animou? Mas tem mais. Segundo o que foi dito por lá, vários lançamentos que estão para ser lançados em DVD poderão ser vistos antes no portal da Saraiva. Sim, antes do lançamento! Tá bem. É só isso? Claro que não. Aliás, o melhor vem agora. Também será possível locar filmes. O pagamento será via cartão de crédito ou através daqueles famosos vale-presentes. Um mini iTunes brasileiro?

Pelo que entendi, os filmes poderão ser assistidos durante um período de 24 horas, sendo possível a renovação da locação. Peraí. Tem mais. Tem mais coisa que eu gostei. Não, eu não esqueci do preço. Bem, ele me pareceu bem justo. Camaradinha? Não né? Justo: Cerca de 19 reais a “compra” de um arquivo digital e 5 reais a locação.

Tá gostando? Bem, tem mais. Os vídeos são em High Definition. Ah, também são legendados :)

Muito bom para ser verdade? É, também acho. Mas vamos aguardar o lançamento. No estande e no telão de apresentação do serviço, que aconteceu durante a palestra de Steve Ballmer, o serviço rolava suave, sem interrupções. Realmente, bom demais para ser verdade. Confesso que estou ansioso para experimentar o serviço.

Bem, logicamente prefiro assistir à um filme em um home-theater, em uma TV de  plasma 42 polegadas. Mas, e se onde eu tiver toda essa parafernalha não estiver disponível? :)


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A Reinvenção do Negócio da Música

por Rodrigo Cunha em 7/out/2008 as 0:07 | Arquivo de Rodrigo Cunha

E o negócio da música? Quando surgirá alguém com o modelo certo? Quando alguém irá mostrar o caminho certo? Quando surgirá o novo modelo de negócios que irá substituir, de uma vez por todas, a dependência dos artistas para com as gravadoras? E se esse negocio já existe?

Bem, que artistas não dependem mais de gravadoras é fato. Mas, paira ainda no ar, uma certa incerteza. Ainda há muitos conflitos relacionados a industria da música. Para onde ir? iTunes é mesmo o modelo definitivo? No Brasil, iremos pagar por um arquivo de música? Bem, é claro que não, todos sabem.

Não haverá um modelo de negócios definitivo para a industria da música. Várias formas de lucrar com distribuição estão surgindo. São diversos nichos. Cada pais do seu jeito, cada cultura ditando caminhos diferentes. Distribuição gratuíta ou iTunes?

No Brasil, há um movimento bastante interessante já acontecendo. A já famosa banda Calypso, que inclusive teve seu guitarrista eleito para participar do lamentável quadro Banda dos Sonhos do VMB 2008, realizado pela lamentável MTV, é fruto dessa nova indústria que não para de crescer. É o movimento Tecnobrega, onde artistas do Pará gravam e distribuem seus arquivos através de camelôs, vendas em shows e outras formas diferenciadas e “modernosas”.

Sobre o Tecnobrega, Ronaldo Lemos [diretor do Projeto Creative Commons] e Oona Castro [coordenadora executiva do Instituto Overmundo] lançaram, no último dia 30, o livro “Tecnobrega: O Pará reinventando o Negócio da Música”, onde é dado um panorama geral deste movimento revolucionário e que está criando novos artistas a todo momento.

“O Tecnobrega é um dos fenômenos mais impressionantes em termos de experimentalismo na produção cultural e na invenção de novos modelos de negócio. Este estudo de ponta de Ronaldo Lemos e Oona Castro vai, sem dúvida, tornar-se referência obrigatória para os caminhos da economia criativa nesse momento novíssimo que estamos vivendo”, diz Heloisa Buarque, curadora do projeto”.

Como a Internet está revolucionando não apenas a industria da música, como a indústria editorial, do cinema, le tantas outras, este livro não poderia deixar de também estar disponível também na íntegra na Internet.

Para ler “Tecnobrega: O Pará reinventando o Negócio da Música”, clique aqui e faça o download do arquivo na íntegra em PDF. Bom proveito :)


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