A banda californiana Rage Against the Machine atingiu o número 1 das paradas britânicas essa semana, justamente a que computa as vendas para o Natal. A música? Killing in the name, de 1992. Bizarro? Nem tanto, por culpa da internet.

Foi praticamente um movimento revolucionário, bem ao gosto da banda. Começou com a insatisfação de alguns usuários do Facebook, que criaram um viral propondo que todos comprassem a canção do RATM, em lojas virtuais, para acabar com o domínio anual de Simon Cowell no chart natalino.

Cowell é aquele jurado hilário, porém deveras arrogante, que humilha os candidatos do American Idol. Ele vem a ser, também, jurado, produtor e “dono” do X-Factor, a versão britânica (e original, diga-se) da bagaça.

Esse ano Cowell escolheu uma cover da Miley Cirus, cantada por um zé ruela qualquer do programa, para dominar as paradas.

A revolta virtual tomou corpo e ganhou a adesão do guitarrista do Rage, Tom Morello, que determinou que boa parte dos lucros da venda da canção seria destinada a uma fundação da qual ele é representante, Shelter.

A disputa teve direito a capa da NME, cujos leitores devem ter sentido saudade dos tempos de Oasis vs. Blur.

O placar saiu ontem e, como 500mil singles vendidos contra 450mil do protegido de Cowell, o Rage Against the Machine venceu a parada e fez o número 1 da parada britânica. É bom lembrar que não havia disco físico de Killing in the name, foi tudo virtual.

Mais do que uma vitória da música boa sobre a ruim, fica mais uma vez a lição de que a internet pode auxiliar as pessoas a se organizarem em prol de uma causa.

E por que Killing in the name foi escolhida, você pergunta? Ora, é só lembrar do berreiro final da canção: “F*** you, I won’t do what you tell me! Mother f****!” Toma, Simon Cowell.

Veja abaixo o clip dá “canção” =)

Nota: Conteúdo fornecido por Bruno Volpato, em antiga parceria com o Geração Internet.
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Epipheo Studios criou um vídeo (abaixo) para tentar explicar “How the Internet is Changing Advertising” (Como a Internet está mudando a Publicidade). Uma breve história da comunicação e como a internet é um meio novo que tenha jogado fora as velhas regras da comunicação.

Via hhmonline
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O site The Webby Awards preparou uma lista com os dez eventos mais importantes da década para a Internet.

1º – O primeiro evento listado aconteceu em 2000: os classificados gratuitos Craiglist foram expandidos para outras cidades dos Estados Unidos, o que causou calafrios em muitos jornais do país. Hoje, o serviço mantém listas gratuitas em mais de 500 cidades em 50 países, inclusive no Brasil. Os catálogos de anúncios incluem tudo o que você puder imaginar.

2º – O segundo foi o lançamento do Google Adwords em outubro de 2000.A companhia tornou a publicidade seu carro-chefe. O programa de anúncios “self-service” abriu o mercado publicitário para quaisquer negócios, não importa se grandes ou pequenos, permitindo que os anunciantes mirassem em seus consumidores com uma precisão milimétrica.

3º – Em terceiro, está a Wikipedia. De 20 mil novos artigos online em 18 línguas em seu primeiro ano de vida (2001), a Wikipédia passou para 14 milhões de artigos em 271 idiomas. A enciclopédia de código aberto resumiu o poder da internet em levar estranhos de todo o mundo a colaborarem em projetos.

4º – Em quarto, aparece o Napster. Apesar de ter sido fechado em 2001, ele abriu todas as comportas do compartilhamento de arquivos. Sua morte deflagrou uma onda de inovações que mudaram para sempre a maneira como obtemos e experimentamos música e vídeo — do Hulu ao iTunes até a iniciativa do Radiohead de distribuir as músicas do seu CD, Rainbow, gratuitamente na Web. Hoje, o Naspter oferece um serviços de música online via streaming.

5º – Em quinto, está a oferta pública do Google em 2004, uma das maiores da história. Ela colocou a empresa no caminho para a companhia se tornar a mais influente e dominante da década. Do Gmail e YouTube ao Google Earth, Maps e o Android, a gigante da internet e constante inovadora está presente em quase todos os aspectos de nossas vidas. Na foto, os fundadores da companhia.

6º – Em sexto, está a revolução do vídeo online. Em 2006, uma enxurrada de banda de internet mais veloz, câmeras baratas e o uso inovador do player em Flash da Adobe pelo YouTube resultaram na revolução dos vídeos online. A tríade levou ao boom de vídeos feitos em casa e também de conteúdo profissional, que remodelou tudo: da cultura pop à política. Na foto, a rainha da Inglaterra, Elizabeth 2ª, no lançamento de seu canal oficial no YouTube.

7º – Em sétimo, figuram o Facebook e Twitter. Em setembro de 2006, o site de rede social para estudantes de faculdade abriu a participação para usuários com mais de 13 anos e um e-mail válido. O Facebook atingiu uma sintonia imediata e da noite para o dia tornou-se a principal rede social do mundo. Na foto, o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, 25.

7º – Dividindo a sétima posição com o Facebook, está o Twitter. Os criadores do Twitter abriram caminho para o serviço decolar em 2007. Ambas as companhias levaram as mídias sociais ao mainstream, mudando radicalmente a maneira como as pessoas se conectam, colaboram e comunicam-se umas com as outras. Na foto, fiéis tuítam em missa nos EUA.

8º – Em oitavo, está o lançamento do iPhone em 29 de junho de 2007. No final dessa mesma semana, as lojas já haviam vendido meio milhão de aparelhos. Os smartphones passaram de um item de luxo a uma necessidade. O iPhone inspirou o desenvolvimento de sistemas operacionais como o Google Android, assim como aplicativos sobre todos os aspectos da vida moderna. Na foto, franceses fazem fila para comprar o iPhone.

9º – Em nono, está a campanha presidencial dos EUA. A internet alterou a política presidencial em 2008 tanto quando a televisão o fez quarenta anos antes, durante a campanha Kennedy/Nixon. De vídeos como a “Garota Obama” e do reverendo Wright até mídias sociais mobilizando eleitores, todas as faces da campanha foram mudadas permanentemente.

10º – Em décimo, está a eleição presidencial no Irã. Quando surgiram resultados duvidosos, a oposição voltou-se aos tuítes e nascia a “Revolução pelo Twitter”. De fato, era tão vital organizar demonstrações que o departamento de Estado dos EUA pediu ao Twitter para postergar uma manutenção planejada naquela época. Os protestos também destacaram o Twitter como uma ferramenta de protesto eficiente: poucos usuários acessam suas contas de um site central, então é quase impossível censurá-los.

Fonte: UOL
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Vou fazer uma pausa entre os reviews de filmes, games e gadgets. Afinal, a Internet foi criada como ferramenta de utilidade pública, para informar, educar e proliferar a cultura e a liberdade de informação. Se há uma característica patente em nossa geração, é a de poder expressar-se e ter acesso à toda informação desejada. Mas é nossa OBRIGAÇÃO SOCIAL ficar atentos e até alertar, quando esses fatores estão sob ameaça.

Política é sempre aquela “coisa” chata, assunto que pouca gente realmente gosta de discutir. E quando o faz, muitas vezes acaba chegando a conclusão de que não deveria ter entrado no assunto. Mas infelizmente temos que nos preocupar com o que acontece no meio político de nosso país, para que não levemos sustos, como já aconteceu com nossos pais, avós e bisavós. Acredito que ninguém queira acordar amanhã e saber que sua poupança foi bloqueada, como fez Collor, ou que os militares tomaram o poder, como ocorreu em 1964,  ou ainda que a Internet está sendo censurada ou proibída, como faz o sr. Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã e novo amiguinho de Lula.

Na verdade me equivoquei quanto a censura, e peço desculpas por minha distração, pois isso já ocorre no Brasil. O jornal O Estado de São Paulo e o portal de notícias www.estadao.com.br estão há quase 4 meses sob censura do governo brasileiro.

Ranking da liberdade de imprensa indica retrocesso na América Latina (Estadão)

Aproveitando a recente visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, não poderiamos deixar de alertar a toda a Geração Internet, sobre os perigos de uma parceria obscura como as tomadas entre o “nosso” presidente, e este dissimulado que nega o holocausto, censura a imprensa e a Internet, reprime os estudantes e patrocina o terrorismo.

O presidente iraniano, que foi eleito sob acusação de fraude, e insiste nas ofensivas apimentadas sobre diversos povos e nações que nem têm a ver com seu país, vêm firmando parcerias com diversos líderes autoritários e até golpistas. Além de ser assumido parceiro do grupo terrorista Hesbollah, Ahmadinejad firmou recentemente, acordos com o governo comunista cubano e com o presidente Hugo Chavez (aquele mesmo que fechou rádios e emissoras de televisão).

Lula tenta pela terceira vez criar meio de sanção à imprensa (O Globo)

Agora imagino que você esteja se perguntando “e o que eu tenho a ver com isso?“. Se jornalistas venezuelanos, blogueiros cubanos e a população do Irã, que vive sob repressão, se levanta para alertar o mundo sobre os problemas da censura, nós que temos acesso à informação e temos a imprensa totalmente livre, devemos ficar muito atentos com quem o governo brasileiro se une, pois da mesma forma que o desarmamento poderia facilmente ser uma ferramenta de golpe no país, uma progressiva censura aos meios de comunicação, poderia roubar aquilo que é mundialmente conhecida como nossa maior riquesa, a liberdade.

Veja como iranianos driblam censura na Internet:

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Ótimo vídeo de Luli Radfaher, sobre a NOVA ESCOLA, a escola do século 21.

Nesta apresntação, ele fala sobre a escola da idade média e a escola atual, que continua praticamente a mesma, sem grandes avanços e facilidades que a tecnologia e a internet poderia trazer as aulas.

Mas, ele também deixa claro que de nada adianta toda a parafernalha se não houverem professores treinados para esta nova realidade. Imperdível. Para tudo e assiste agora! =)

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Diferentemente do que muitos pensam (e comemoram), o dia 2 de setembro de 1969 foi marcado pelo sucesso na comunicação experimental na rede local da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles), com a tecnologia que viria a dar, somente no dia 29 de outubro de 1969, menos de 2 meses depois, origem à primeira conexão entre dois locais, caracterizando o nascimento do que conhecemos hoje como Internet.

Retrospectiva:

1969: Em 2 de setembro, dois computadores na UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles) trocam dados sem sentido no primeiro teste da Arpanet, uma rede militar experimental. A primeira conexão entre dois locais –a UCLA e a Stanford Research Institute, também na Califórnia– acontece em 29 de outubro, apesar de a rede ser interrompida após digitarem as duas primeiras letras da palavra “logon”. A Universidade da Califórnia Santa Bárbara e a Universidade de Utah também se juntam à rede depois.

1970: A Arpanet chega à sua primeira ligação na costa leste dos Estados Unidos, na empresa Bolt, Beranek e Newman (agora BBN Technologies), em Cambridge, Massachusetts.

1972: Ray Tomlinson traz também o e-mail à rede, escolhendo o símbolo “at” ou “@” como maneira de especificar endereços de e-mail pertencendo a outros sistemas.

1973: A Arpanet ganha suas primeiras ligações internacionais, na Inglaterra e Noruega.

1974: Vint Cerf e Bob Kahn desenvolvem a técnica de comunicações TCP, permitindo que múltiplas redes se compreendam, criando a verdadeira internet. Posteriormente, o conceito se divide em TCP/IP antes de sua adoção formal, em 1º de janeiro de 1983.

1983: O DNS (Domain Name System) é proposto. A criação de sufixos como “.com”, “.gov” e “.edu” chega um ano depois.

1988: Um dos primeiros worms da internet, Morris, causa danos a milhares de computadores.

1989: A Quantum Computer Services, agora AOL, inaugura o serviço America Online para computadores Macintosh e Apple 2, começando uma expansão que acabaria por conectar cerca de 27 milhões de norte-americanos em 2002.

1990: Tim Berners-Lee cria a WWW (World Wide Web) enquanto desenvolvia maneiras de controlar computadores a distância na Cern (Organização Europeia para Pesquisa Nuclear).

1993: Marc Andreessen e colegas na Universidade de Illinois criam o Mosaic, primeiro navegador a combinar gráficos e texto em uma única página, abrindo a web para o mundo com um software fácil de usar.

1994: Andreessen e outros na equipe do Mosaic formam uma empresa para desenvolver o primeiro navegador comercial, o Netscape. Isso chama a atenção da Microsoft e de outros desenvolvedores que iriam investir no potencial comercial da web. Dois advogados da área de imigração apresentam o spam ao mundo, ao fazer propaganda de seus serviços de “green card lottery” –programa de distribuição de vistos norte-americanos.

1995: A Amazon.com abre suas portas virtuais.

1998: Google monta um projeto iniciado nos dormitórios de Stanford. O governo dos Estados Unidos delega a supervisão das políticas relacionadas a nomes de domínios para a Icann (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers). O Departamento de Justiça e 20 Estados acusam a Microsoft, criadora do onipresente sistema operacional Windows de abusar de seu poder de mercado, frustrando a competição com o Netscape e outros.

1999: O Napster populariza o compartilhamento de arquivos de música, levando a sucessores que mudaram permanentemente a indústria das gravadoras. A população usuária de internet no mundo ultrapassa 250 milhões de pessoas.

2000: O “boom” das empresas de tecnologia dos anos 1990 dá lugar à explosão da bolha do setor. A Amazon.com, eBay e outros sites são seriamente prejudicados em um dos primeiros usos em larga escala do ataque de negação de serviço, que enche um site com tanto tráfico falso que usuários de verdade não conseguem visitá-lo.

2002: A população usuária de internet do mundo ultrapassa 500 milhões de pessoas.

2004: Marck Zuckerberg inicia o Facebook, em seu segundo ano de curso na Universidade Harvard.

2005: É inaugurado o site de compartilhamento de vídeos YouTube.

2006: A população usuária de internet do mundo ultrapassa 1 bilhão de pessoas.

2007: A Apple lança o iPhone, trazendo o acesso a internet sem fio a mais milhões de pessoas.

2008: Os usuários de internet do mundo ultrapassam 1,5 bilhões de pessoas. O total só na China chega a 250 milhões, ultrapassando os Estados Unidos como o país com a maior população usuária de internet do mundo. Os desenvolvedores do Netscape interrompem o navegador pioneiro, embora seu “sucessor”, Firefox, permaneça forte. Importantes companhias aéreas intensificam o uso de serviços de internet nos voos.

2009: O “Seattle Post-Intelligencer” torna-se o primeiro grande jornal diário a ficar exclusivamente online. O Google anuncia o desenvolvimento de um sistema operacional com foco na web.

Sites de Internet por países (Wikipedia)

Sites de Internet por países (Wikipedia)

Então hoje é dia de comemorar a popularização desta fantástica ferramenta de integração cultural, profissional e social. Seja através de seu e-mail, mensageiro instantâneo, telefone voip, rede social ou blog, mini-blog.

Viu como a Internet se tornoi importante no seu dia-a-dia? Então comemore!

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A internet já foi acusada de matar o jornalismo impresso algumas vezes. Os blogs, o Twitter e até mesmo sites que falam de tudo e não contam com jornalistas em seu quadro de colaboradores (conhece o tipo?) já foram apontados como os disparadores do tiro de morte. A aparente falta de rumo na migração dos jornalões para a web seria a prova definitiva que o crime de fato ocorreu. Mas ainda não é o caso de martelar o último prego do caixão.

É inegável que o período é de reflexão para a mídia impressa. Seja qual for a saída encontrada, porém, ela passará por uma adequação de linguagem. Ou seja, o jornalismo precisa se adaptar ao novo meio, a internet. Um exemplo está vindo do desenvolvimento de especiais multimídia, com destaque para o trabalho do grupo Clarín, da Argentina.

Esses trabalhos são uma conversão das chamadas “grandes reportagens” para o meio eletrônico. As “grandes reportagens” são aquelas em que é dado ao repórter um tempo maior de produção, para que haja um maior aprofundamento. Geralmente são encontradas em revistas e nas edições de domingo dos grandes jornais. Da mesma forma, um especial pode levar meses para ser finalizado.

O que mais chama a atenção  é a utilização integrada de mídias através de uma interface convidativa e imersiva, de onde se pode navegar para vídeos, textos, fotos e arquivos em áudio, dependendo do produto. Vai muito além da mera colagem de links e slideshows que ainda é dominante no jornalismo on-line.

Iniciativas como essa da Argentina mostram que o jornalismo não deve ter medo da internet, mas sim se adaptar a ela antes que seja tarde, a indústria musical que o diga. O papel pode estar com os dias contados (eu não concordo com isso), mas enquanto houver notícias, será necessário alguém para contá-las. Os jornalistas que melhor souberem observar as mudanças, melhor saberão usar as novas ferramentas.

Navegue  pelos especiais multimídia do Clarín.com: http://www.clarin.com/diario/especiales/index.html

Leia o bom (e curto) artigo da professora Raquel Longhi sobre a narrativa jornalística online: http://www.compos.org.br/data/biblioteca_374.pdf

Nota: Conteúdo fornecido por Bruno Volpato, em antiga parceria com o Geração Internet.
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A internet vai sobreviver ao período eleitoral brasileiro, embora não totalmente incólume. É o que faz crer o texto aprovado ontem (16/09) na Câmara dos Deputados sobre a reforma eleitoral. A polêmica que vinha transformando o senador Eduardo Azeredo no grande vilão da liberdade eletrônica de pensamento acabou ficando reduzida, no fim das contas, a uma visão míope a respeito da realização de debates na web.

Como bem escreveu Hélio Schwartzman em artigo na Folha de S. Paulo, tudo que é proposto pelos políticos brasileiros já nasce viciado, dada a predisposição dos nobres deputados e senadores a legislar em causa própria. Inicialmente, o texto tinha uma redação que deixava uma série de dúvidas, principalmente graças a um trecho que dizia ser vedado “dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação, sem motivo jornalístico que justifique”.

Ora, o que seria “tratamento privilegiado”? E motivo “jornalístico que justifique”?  O TSE saberia definir, caso consultado? Se seus ministros entenderem tanto de jornalismo quanto o pessoal do STF – aqueles que acham ser jornalista é o mesmo que ser cozinheiro – a coisa poderia se complicar. Na raiz disso tudo estava o simples e histórico fato de que políticos não gostam que se fale mal deles, ainda mais em época de sufrágio. “Vamos controlar essa tal de internet”, foi uma conclusão até que coerente dos nossos representantes.

A pressão contrária foi grande e acabou derrubando essas restrições. Menos uma. O texto manteve a equiparação da internet às rádios e televisões no que tange às regras de realização de debates. Devem ser convidados pelo menos 2/3 dos candidatos e assegurar a participação de todos aqueles cujos partidos tenham dez congressistas. O problema é o seguinte: rádios e TVs são concessões públicas, sites e portais não, portanto isso simplesmente não faz sentido.

Na ânsia de controlar o que é dito sobre eles, nossos políticos atropelaram a lógica, demonstrando total desconhecimento sobre o funcionamento da internet, esse monstrengo de sete cabeças. O restante da chamada reforma eleitoral vai pelo mesmo caminho: foi tacanha, ignorando anseios públicos como a divulgação de doadores e regras mais duras de fidelidade partidária. Essa reforminha é mais um exemplo da forma de se fazer política no Brasil: somos refém dos interesses daqueles que deveriam representar os nossos.

Nota: Conteúdo fornecido por Bruno Volpato, em antiga parceria com o Geração Internet.
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O post de hoje é um vídeo de um autêntico representante da nova Geração Internet. O “indivíduo” que brinca no iPhone no vídeo abaixo, provavelmente, quando tiver mais alguns anos de vida, nem vai entender o que é Geração Internet. Os garotos da idade dele já nasceram nesta realidade.

Touchscreen, algo revolucionário para a nossa geralçao. Para eles? É como playmobil ou comandos em ação: é somente algo com que eles brincavam desde crianças.

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E os geradores de conteúdo? E o conteúdo gerado pelo consumidor 2.0? Continuamos, cada vez mais, inserindo conteúdo na rede.

Mas, com a famosa correria do dia a dia, com a necessidade de dar e receber informações num ritmo que não se imaginava há 10, 15 anos atrás, a forma como escrevemos e informamos tem mudado bastante.

A figura ao lado, demonstra como, através dos novos serviços web disponíveis, como a nossa comunicação está se adaptando a esta realidade. Tem se tornado bastante comum a indicação de conteúdo.

Para muitos, é perda de tempo escrever algo que já foi dito. Com isso, não somente escrever sobre algo acaba por definir sua pernalidade na web. Recomendar conteúdo também ajuda a identificar quem você é.

Perceba, através da figura, como blogs e twitters, estão tornando tudo mais dinâmico e imediato. Antes dos blogs, escrevíamos mais. Depois veio o Twitter, tornanto tudo mais simples. Seria o compartilhamento de opiniões e títulos de notícias. Agora, começa a ficar comum o Re-Tweeting, que acontece quando você quer falar para a sua audiência, algo que alguém já disse.

Estamos escrevendo menos e indicando mais? Sim. Você concorda?

Logo surgirá um serviço que comunicará o que você está pensando (he he). Não, não vamos falar de 1984 nem de George Orwell, certo? Para por aqui. Chega de escrever. Vou indicar, aproveitando que citei Orwell, o comercial da Apple lançado em 1984, que brinca com a idéia do “Big Brother”. Lembrei dele agora, lendo meu camarada Jonathan, do Ad Me.

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