Muito tenho falado do YouTube por aqui. Talvez seja pelo fato de sempre haver algo relacionado a ele na mÃdia, sempre algo novo.
E desta vez não é diferente. Foi anunciado ontem uma notÃcia bombástica: o YouTube irá permitir o upload de vÃdeos de até 1GB que, em média, resulta em um vÃdeo com uma duração em torno de 1h 38min.
A princÃpio, a funcionalidade estará disponÃvel apenas para parceiros de conteúdo. Mas, não é difÃcil crer que logo será possÃvel que qualquer um suba vÃdeos de longa duração. Mas, por traz de tudo isso, há quem diga que a Google só tomou essa decisão graças ao crescimento acelerado do HULU. O HULU é um site que disponibiliza filmes, séries e desenhos animados completos e gratuitos para residentes nos EUA.
É um site legal juridicamente falando, já que se trata de uma parceria com a NBC e a Fox o que, de certa forma, já lhe garante audiência e credibilidade. Ele já é um dos 10 sites de vÃdeos com mais audiência nos EUA. O site é sustentado através de um modelo de publicidade online. Pois bem, o que isso tudo tem a nos dizer? Que impacto isso traz para a TV e para a Internet?

Para a Internet é fácil. Como já prevÃamos, não só a publicidade está migrando para a TV (na Inglaterra, por exemplo, está previsto que o investimento em Internet irá ultrapassar, ainda este ano, os investimentos em publicidade na TV!), mas também o conteúdo. O HULU já exibe muitos dos programas de grande audiência da TV. No HULU você pode assistir os programas quando quer, quantas vezes quiser.
Logicamente a Google não ficaria só olhando tudo isso, permitindo apenas a exibição de vÃdeos de curta duração e de difÃcil monetização. Agora, a estratégia é não ficar atrás do HULU, que já segue uma tendência. Com a exibição de programas maiores e de grande audiência, adotar modelos de publicidade mais eficazes torna-se uma tarefa muito mais fácil, já que o usuário ficará mais tempo assistindo aos vÃdeos.
Não estou falando dos velhos comerciais de 30 segundos, apesar de acreditar que esse formato ainda terá chance através destes portais. No entanto, acredito que o formato que mais trará resultados será aquele que utilizar a interatividade (recurso implementado pelo Google no YouTube há poucos dias) de forma inteligente, permitindo que usuários possam comprar roupas, eletrodomésticos ou qualquer objeto que apareça na tela, já que agora é possÃvel criar links dentro dos vÃdeos apontando para outros endereços.
E a TV? Bem, principalmente na Europa, os investimentos em propaganda na televisão estão tendo um decréscimo acentuado. No Brasil e no resto do mundo, tende a acontecer o mesmo, mas de forma mais lenta. Novamente, com todos esses acontecimentos, não há como negar: A Internet é a mÃdia não só do momento, mas está começando a se transformar na principal mÃdia do mercado. Que assim seja.
(*) Post publicado originalmente no blog da TrendHunter, onde também escrevo todas as semanas.



















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