O diretor Chan-wook Park é o gênio por trás de Oldboy (leia o review do GI aqui), um dos melhores e mais aclamados filmes da última decada. Agora, ele resolveu se arriscar em um assunto da moda: histórias de vampiro. Ainda que ele não tenha criado uma obra do nível de Oldboy, ele trouxe um certo grau de originalidade para o gênero, fazendo de Sede de Sangue um trabalho satisfatório.
Um padre é voluntário num experimento que busca a cura de uma doença fatal. Como resultado ele consegue a própria morte. Só que esta morte dura pouco tempo e ele acorda transformado. Ele está muito mais forte, com os sentidos aguçados, com aversão a luz solar e com sede. Muita sede.
Sim, o padre se transforma em um vampiro. Como todo bom vampiro ele precisa de sangue humano para sobreviver. Seu apetite sexual, antes inexistente, agora é incontrolável. Como a garota Tae-Ju está cansada do seu marido e em busca de novas aventuras, o encontro é inevitável. Obviamente, isso trará consequências.
Chan-wook Park é excelente para criar sequências criativas, sempre contando com uma fotografia extremamente bela. Some-se a isso o fato de ter sangue para todo o lado e um pouco de sexo também. É realmente um trabalho visual digno de nota. Infelizmente, o filme sofre por ter um ritmo de irregular. Chega um momento em que a história se torna chata e um tanto sem sentido, como se fosse uma mera desculpa para um requinte estético aprimorado.
Além disso, Sede de Sangue quase derrapa para um lado trash, o que diminuiria sua qualidade. Ainda bem que o final, cheio de poesia e simbolismo, manteve o nível do início. Destaco também a atuação de Ok-bin Kim, que pegou uma personagem complicada, mas soube dar vida a ela de uma maneira marcante, sem ser caricatural.
Nota: 












Rodrigo Cunha






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