Já conheço o cineasta alemão Roland Emmerich de outros carnavais. Vide ‘Independence Day’ e o ‘O Dia depois de amanhã’. Esses são exemplos de filmes tecnicamente impecáveis, que impressionam pelos efeitos de última geração. Mas pecam pela total falta de fidelidade com a realidade.
Tudo bem que blockbusters são feitos, em sua maioria, apenas para entreter o público, nada mais que isso, mas fazer o expectador de otário é outra coisa. Em 2012 Emmrich retorna a destruir o planeta. Só que desta ao invés de Ets e o clima, agora é a profecia da qual o calendario Maia previa que o mundo iria acabar no ano de 2012, tudo ia ser destruído e blá blá blá. Em 2012 todos os clichês de um Blockbuster são repetidos sem moderação.
Mas, se você é daqueles fãs cinéfilos ferrenhos passa bem longe de 2012, pois o que você vai encontrar é somente efeitos especiais bombásticos, muita correria, irrealidade, acrobacias e puutz, piadinhas que incomodam. É incrível ver personagens tão idiotas, vendo o mundo desaparecer sob seus pés e ainda conseguem soltar piadinhas, algo realmente inacreditável. Mas se você não se importa com nada disso e está apenas querendo se divertir e se distrair, quem sabe você se divirta com esse 2012.
A trama do filme é bem fraca e os personagens são apresentados apressadamente sem maiores preocupações, apenas para nos familiarizarmos com os mesmos. Vamos ao Script do filme então, não falarei em maiores detalhes, lhes apresentarei o protagonista da história.
Jackson Curtis (John Cusak) é um escritor frustrado que trabalha de chofer de uma limosine e tenta reconquistar seus filhos e é aquela coisa boba, os filhinhos logicamente odeiam o pai e não estão nem um pouco interessados em acampar com seu velho. Curtis está divorciado de sua esposa, Kate Curtis (Amanda Peet) que mora com outro cara. Não precisa dizer muito, são eles que serão os heróis da trama e logo começa a correria.
O mundo começa a desaparecer, prédios casa e prédios são destruídos e as crateras no chão começam engolir toda a cidade da Califórnia e mundo. Jackson fará de tudo (mesmo!) para salvar sua família. Passarão por cenas tão inacreditáveis quanto absurdas. Em meio a toda catástrofe, sobra muito pouco para desenvolver uma história e exigir uma atuação melhor dos atores, já que o principal do filme é chocar ao máximo possível com as cenas de destruição.
Até mesmo Rio de Janeiro é vítima. Assistir via Globo News ao Cristo Redentor caindo aos pedaços e o povo carioca correndo em pânico é assustador. Até aí tudo bem. Irrealidade já era algo que já havia tomado o longa, mas eu novamente pensei: “Estou assistindo um blockbuster”, nada de ser tão chato.
Mas o que foi imperdoável foram algumas piadinhas totalmente fora de hora, se é que existiria uma brecha para discontração quando se o mundo que você conhece está sendo destruído, isso foi tipicamente ‘Blockbusteriano’ e incomodou bastante. Tudo bem, já tínhamos visto a mentirada circular pelas telas, mas precisa de gracinha?
Custava ter pelo menos um compromisso com a seriedade? Aí já é demais. Fora o affair entre a filha do presidente Laura Wilson (Thandie Newton) e o geologista Adrian Helmsley (Chiwetel Ejifor) que fica óbvio desde o início que tudo vai acabar em beijinhos e abraços.Mas claro, temos alguns pontos positivos além dos efeitos especiais de última geração.
Danny Glover como o presidente Thomas Wilson traz uma certa credibilidade e seriedade a trama, sendo uma clara referência ao governo atual comandado por Barack Obama. Outro destaque é Woody Harrelson como o doidasso Charlie Frost, que já sabia que o mundo ia acabar antes de todo mundo.
Pena que não vai muito além disso. 2012 não chega a ser um filme ruim, mas dificilmente irá virar um clássico do gênero. Repito que serve apenas como um passatempo, e só. Mas como já era de se esperar, financeiramente o filme foi o sucesso esperado. Para os acionistas isso já basta. Originalidade? Que vá as farras.
Nota: 












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