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Rolling Stone: Antes e Depois
Rolling Stone: Antes e Depois

Então a revista Rolling Stone vai mesmo deixar de ser grande? É o que diz notícia do New York Times, via Blue Bus:

“A ediçao da Rolling Stone que chegará às bancas em 17 de outubro será em tamanho standard, usado pela maioria das publicaçoes e menor que o formato que se tornou uma marca registrada da revista. Com a mudança, a expectativa é aumentar as vendas em banca, já que a Rolling Stone poderá estar junto com outros títulos nos expositores dos pontos de venda - os racks para revistas sao feitos em sua maioria para o formato standard.

Além da mudança de tamanho, passará a ser impressa em papel com brilho, será colada (e nao mais grampeada), terá de 16 a 20 mais páginas por ediçao e projeto gráfico mais arejado. As novidades foram testadas em julho, leia aqui, e a Wenner Media diz que a reaçao foi majoritariamente positiva. Jann Wenner, fundador, publisher e editor, diz que o formato maior, ao qual os fãs estao acostumados, anterior aqui, combina apenas com nostalgia.”

Uma das coisas que eu acho mais importantes em uma revista é o seu formato. É o que pode fazer muita diferença no momento de alguém comprar ou não determinada revista. É o que faz alguém deixar para ler online. É o que faz muita gente continuar a comprar a Wired em “carne e osso”.

Já falei aqui, várias vezes, que ler online, principalmente grandes artigos, não é nada agradável na web. Gosto de ler coisas mais breves e objetivas. É muito difícil manter o foco em matérias muito grandes, até porque os links acabam nos levando para outras matérias, gerando uma inevitável dispersão.

Falando em revistas em “carne e osso”, estou desde a semana passada atrás da nova edição da revista Rolling Stone Brasil. Fiquei sabendo ontem que a edição do mês estaria nas bancas hoje, pela manhã. Não contei tempo e comprei na primeira banca que vi. A expectativa da chegada da nova edição é algo que somente uma revista com formato diferenciado pode fazer.

Quanto ao novo formato da Rolling Stone, ele me parece promissor. Só saberemos se a revista continuará a ser “diferente” após folhearmos as novas páginas e ter em mãos “a nova alma” de um formato histórico onde, muitas vezes, pessoas compravam a edição justamente pelas capas bombásticas e ousadas.

Agora tudo vai ficar menor. Espero que agrade a todos nós. Espero que esta mudança não esteja sendo implementada apenas por motivos econômicos. Caso não me agrade, é mais uma que deixarei de comprar. Passarei a acompanhar pela web. E não serei o único. A Geração Internet também.

[UPDATE]

Aproveitando o assunto, aproveite para conhecer este site. Ele apresenta uma forma mais dinâmica e atrativa de se ler artigos. O website tem interface baseada em Windows (tudo para apoiar o próprio nome do serviço [Leia no Trabalho], para “disfarçar” o que o colaborador está fazendo). A leitura dos artigos imita o formato Powerpoint e os assuntos estão organizados em pastas. Achei bastante funcional e agradável. Porém, para acessar um portal com muita informação, creio que o formato atual seja mais funcional. Conheça o portal e dê sua opinião.


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Ranking de Redes Sociais no Japão

por Rodrigo Cunha em 8/ago/2008 as 10:31 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Foi publicado ontem, no TechCrunch, mais um artigo falando sobre a maior rede social japonesa, o MIXI. Dessa vez, a consultoria comScore revelou alguns números que quantificam a disparidade na liderança da rede. Para surpresa geral, mesmo com números baixíssimos de visitantes únicos, o Orkut aparece na lista na frente do Facebook.

O MIXI tem 3 motivos principais para liderar o mercado japonês de redes sociais:

1. É praticamente 100% acessível via celular, o que possibilita a ele uma larga vantagem, já que japoneses são “canibais de celular”;

2. Japoneses são mais preocupados com segurança e privacidade, além de preferirem ficar como anônimos em muitos casos;

3. Facebook e Myspace demoraram demais para entrar no Japão, o que fez com que o MIXI conquistasse o mercado sem concorrentes.

Dê uma conferida nos dados de acesso das redes sociais. O número de visitante únicos está em milhões.

Fonte: TechCrunch


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Mini DVDs

por Rodrigo Cunha em 7/ago/2008 as 10:27 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Ontem, dando uma passada básica pela Fnac paulista, meu roteiro diário durante o almoço, quando vou conferir lançamentos de livros/dvds/revistas, percebi algo que ainda não tinha reparado. Talvez isso já exista há algum tempo, eu não sei, o fato é que gostei do que vi. Trata-se do Mini DVD.

Contando com um preço bastante convidativo (R$ 14,90), vi alguns exemplares, como o da banda UB 40. Logicamente, os mini DVDs possuem menos espaço, da mesma forma que os mini CDs. Este do UB 40 era um show com 12 faixas.

Gostei do formato, quando vi pensei: “O que? Fita cassete novamente?”. O formato é muito semelhante, de tão pequeno que é o disco. Isso pode facilitar a comercialização de pocket shows, mini-séries, curta-metragens, documentários e afins.

Espero que o formato funcione e que títulos variados sejam lançados, já que até 2010, há previsões de que o BluRay tome conta do mercado, embore eu ache ainda muito cedo. O Mini DVD é um gás a mais para o formato DVD. Vamos ver aonde até onde vai.


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A Cultura dos Celulares no Japão

por Rodrigo Cunha em 6/ago/2008 as 0:30 | Arquivo de Rodrigo Cunha

“O sucesso do Mixi no Japão é, além de ser um site japonês para japoneses, ser acessível do celular. Vi muita gente navegando pelo site fuçando a vida alheia (e eu tava fazendo o quê né?), andando na rua, no trem, esperando na fila…

É uma coisa que não dá pra ter idéia daí, fora do Japão talvez só a Korea deva ter algo parecido. A japaiada não larga mão do seu “keitai†(celular) porque dá pra fazer quase tudo com o aparelho, ele só não arruma a casa nem dá colo…

O comentário acima foi inserido no post anterior pelo Sato, um amigo que está morando no Japão já há algum tempo. Aqui no Brasil, andar com o celular é comparável a andar com as chaves de casa. Há até um certo grau de “fanatismo”.

Mas, não utilizamos o celular para tudo. E não é só por aqui. Na maioria dos países, o SMS é a tecnologia mais utilizada, apesar de os aparelhos trazerem cada vez mais funcionalidades e facilidades. Mas, no Japão, o “Keitai” (celular) não possui apenas facilidades e funcionalidades extras. Ele é praticamente integrado com tudo.

As telas desses aparelhos são grandes e possuem alta resolução. Não é incomum ver pessoas lendo livros na tela desses aparelhos. É algo comum já há algum tempo. Essa e várias outras atividades são realizadas através do celular.Isso não quer dizer que tudo isso também vá acontecer aqui no Brasil.

As vezes tudo é uma questão cultural. Japonês ama animes e consome esse tipo de história o tempo todo. Por aqui já é diferente. Muita coisa não depende apenas de tecnologia e inovação. Muito está ligado a questões culturais. A Web é global. Mas os costumes não são.


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NIXI: a maior rede social Japonesa*

por Rodrigo Cunha em 5/ago/2008 as 9:59 | Arquivo de Rodrigo Cunha

mixi.jp

Quando falamos em redes sociais mundo afora, todos lembram, principalmente, do MySpace e Facebook. Mas não é assim em todos os lugares. No Brasil, o Orkut lidera com folga o ranking de redes sociais.

No Japão, um gráfico revelado através do Google Trends, publicado pelo blog de tendências e startups baseadas no modelo Web 2.0, o excelente TechCrunch, mostra que nem MySpace, nem Facebook e, muito menos o nosso querido Orkut fazem sucesso por lá.

O lançamento de serviços na Web é semelhante a serviços offline: o sucesso deles depende muito de questões culturais. Isso talvez explique o fato de o Google não emplacar na China e em outros países.

No Japão, a rede social com a maior audiência e número de usuários cadastrados é o MIXI. Um fato que me chamou bastante a atenção foi a home do site.

Lá há a possibilidade de compar um espaço publicitário para divulgar produtos, filmes, entre outros. Funciona como uma espécie de Outdoor online.

No momento, a home do MIXI está veiculando uma peça de Batman, o Cavaleiro das Trevas, que estreará por lá somente no próximo Sábado, dia 9.

Fico imaginando quanto paga um anunciante para anunciar com exclusividade na home da maior rede social de um país.

(*) Post publicado originalmente no blog da TrendHunter, onde também escrevo todas as semanas.


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