Arquivo da categoria ‘livros’

E o negócio da música? Quando surgirá alguém com o modelo certo? Quando alguém irá mostrar o caminho certo? Quando surgirá o novo modelo de negócios que irá substituir, de uma vez por todas, a dependência dos artistas para com as gravadoras? E se esse negocio já existe?

Bem, que artistas não dependem mais de gravadoras é fato. Mas, paira ainda no ar, uma certa incerteza. Ainda há muitos conflitos relacionados a industria da música. Para onde ir? iTunes é mesmo o modelo definitivo? No Brasil, iremos pagar por um arquivo de música? Bem, é claro que não, todos sabem.

Não haverá um modelo de negócios definitivo para a industria da música. Várias formas de lucrar com distribuição estão surgindo. São diversos nichos. Cada pais do seu jeito, cada cultura ditando caminhos diferentes. Distribuição gratuíta ou iTunes?

No Brasil, há um movimento bastante interessante já acontecendo. A já famosa banda Calypso, que inclusive teve seu guitarrista eleito para participar do lamentável quadro Banda dos Sonhos do VMB 2008, realizado pela lamentável MTV, é fruto dessa nova indústria que não para de crescer. É o movimento Tecnobrega, onde artistas do Pará gravam e distribuem seus arquivos através de camelôs, vendas em shows e outras formas diferenciadas e “modernosas”.

Sobre o Tecnobrega, Ronaldo Lemos [diretor do Projeto Creative Commons] e Oona Castro [coordenadora executiva do Instituto Overmundo] lançaram, no último dia 30, o livro “Tecnobrega: O Pará reinventando o Negócio da Música”, onde é dado um panorama geral deste movimento revolucionário e que está criando novos artistas a todo momento.

“O Tecnobrega é um dos fenômenos mais impressionantes em termos de experimentalismo na produção cultural e na invenção de novos modelos de negócio. Este estudo de ponta de Ronaldo Lemos e Oona Castro vai, sem dúvida, tornar-se referência obrigatória para os caminhos da economia criativa nesse momento novíssimo que estamos vivendo”, diz Heloisa Buarque, curadora do projeto”.

Como a Internet está revolucionando não apenas a industria da música, como a indústria editorial, do cinema, le tantas outras, este livro não poderia deixar de também estar disponível também na íntegra na Internet.

Para ler “Tecnobrega: O Pará reinventando o Negócio da Música”, clique aqui e faça o download do arquivo na íntegra em PDF. Bom proveito :)


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O VIRTUAL se tornando REAL?

por Rodrigo Cunha em 4/jul/2008 as 12:33 | Arquivo de Rodrigo Cunha

Prateleira da loja
Prateleira da loja

Ontem, o Blue Bus publicou um vídeo sobre um novo serviço dedicado a compra de livros pela web. O Zoomii é um serviço que transmite ao internauta a sensação de comprar livros em uma loja física.

Dentro do site, através de recursos como ZOOM, é possível visualizar várias prateleiras de livros, separadas por categorias.

A grande vantagem em relação a loja física, continua a ser o espaço, que é ilimitado. Além disso, comprar via Zoomii pode ser mais interessante, já que o serviço transmite aquele feeling de estar em uma livraria.

Há um acordo com a Amazon.com e, quando um livro é vendido dentro da Zoomii, um percentual da venda é da livraria virtual, ou seria física?

Assista ao vídeo abaixo, que demonstra como funciona o serviço:

httpv://www.youtube.com/watch?v=bHuMbNzFKmw

Agora vamos vijar um pouco agora. Seria interessante que também fosse possível comprar música dessa forma. Poderia ser criada uma loja virtual no mesmo estilo, mas fazendo uso de um approach totalmente cool.

Já imaginou uma loja no mesmo estilo da Zoomii, só que comercializando CD’s e permitindo que você conversassse com outras pessoas que também estivessem online na loja, trocando dicas e recomendações de artistas?


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Criando uma geração burra

por Geraldo Protta em 30/jun/2008 as 0:32 | Arquivo de Geraldo Protta

Durante o final de semana, tirei um tempo pra dar uma lida, atualizada e reciclada em alguns textos, e obviamente parei pra dar uma olhada no que andam falando sobre a nossa Geração Internet por aí. Eis então que me deparo com um texto fantástico sobre o emburrecimento de uma geração.

Leia, pense e comente…

geração internet (por Olivia Maia)

“a internet está criando uma geração burra?

como pode deixar burro uma coisa que te dá possibilidades? que dá escolhas? que obriga a fazer escolhas?

mas hein?

sim, a nossa sociedade está ficando a cada dia mais burra. não vamos discutir o que é óbvio. mas é por causa da internet? do computador? da tecnologia? do iphone? duvido muito. a internet é só um espaço em que se pode disponibilizar informações. há informações falsas? sim. mas sempre houve, fora dela. sempre haverá. há bobagens e propaganda enganosa. como há fora da internet. como há na televisão e nos jornais e em toda a grande mídia de um modo geral.

a diferença é que na internet você pode escolher.

estão fazendo as escolhas erradas? não duvido. depois de anos aprendendo a assisir às maiores futilidades na televisão, por que esperar que vão procurar ensaios críticos sobre proust na internet? se ninguém se deu ao trabalho de desligar a televisão para, digamos, ler um livro sobre física nuclear, por que esperar que essa gente vá à internet pesquisar sobre a biodiversidade no congo?

claro que não. essa gente vai à internet para assistir a bobagens no youtube, porque é isso que aprenderam com a televisão. vão escrever scraps no orkut do amigo, porque a internet sempre vai ser espelho do que existe fora dela. vão ficar em redes sociais. não fosse a internet, estariam assistindo à MTV (eu diria que a MTV parece ficar a cada dia mais estúpida, mas concluí que ela não fala mais para a minha geração, então eu não seria mais capaz de compreendê-la).

não se lê? claro que não. mas tenho certeza que lêem mais do que antes da internet. ou, ainda: quem lê mal na internet não leria coisa nenhuma se não fosse a internet.

como, então, culpar a burrice da sociedade moderna por uma ferramenta que permite a escolha? não é a internet que dita a escolha. a culpa não é da internet. é da escolha. é do que determina as escolhas. mais que isso: o problema é justamente que as pessoas ainda não são capazes de se livrar do clichê da escolha comum e descobrir o quanto existe por trás dos vídeos do youtube ou da pesquisa rasa na wikipedia.

e não? vão dizer: o google me deixou muito burro, não preciso saber mais nada, basta jogar ali na caixa de busca. mas que merda, hein? desde quando tenho a obrigação de decorar todos os nomes dos rios do estado do maranhão? ou o nome daquele ator, daquele filme? a gente aprende na escola que saber é decorar e reproduzir na prova, e isso é uma estupidez sem tamanho. isso serve pra escola. isso não serve pra vida.

como poderia ser ruim uma ferramenta — que seja o google — que te dá a possibilidade de se lembrar dessas informações menores? que tal ocupar a cabeça com qualquer atividade mais… sei lá, criativa? que tal usar a internet como ela pode ser usada?

internet é escolha. e nisso ela é diferente da televisão e de toda a grande mídia. na grande mídia o objetivo é quebrar as pernas da possibilidade de escolher. há esse e aquele canal, esse e aquele programa. mas estão quase todos ligados a uma noção de que se deve falar ao espectador “médio”. claro que há um jogo de interesses por trás disso, e nesse jogo de interesses melhor mesmo é emburrecer todo mundo. e por isso o que existe é o clichê.

e convenhamos, quem vocês pensam que está sendo acusado de burro por usar a internet?

o nosso querido espectador “médio”.

o que há na televisão se reproduz na internet. o que há em toda a grande mídia se reproduz na internet. mas a internet é infinitamente maior que isso. e a merda é que a grande massa não se dá conta disso. o computador com a internet vira mais um joguinho estúpido para passar o tempo e matar a hora de estudar. pelo menos estão clicando e escrevendo — feito macacos, mas –. o que não deixa de ser melhor do que passar o dia na frente da televisão. ou não?”

Sábios, já eram os Titãs, com um de seus clássicos:

Televisão (1985)
Marcelo Fromer / Tony Bellotto / Arnaldo Antunes

“A televisão me deixou burro, muito burro demais
Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais

É que a televisão me deixou burro, muito burro demais
E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais.”

Em nota, Olivia Maia revelou que o texto foi uma despretenciosa resposta à recente publicação “The Dumbest Generation” (A Geração Mais Estúpida). Leia mais.


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A tecnologia pode ajudar?

por Geraldo Protta em 4/jun/2008 as 21:49 | Arquivo de Geraldo Protta

Muita gente culpa, e em alguns casos com razão, a tecnologia e as grandes indústrias, pelo desemprego, pelo desequilíbrio econômico, e até mesmo pela pobreza de muitos povos, mas será que este sistema capitalista, munido de toda a tecnologia por ele criada, não pode trabalhar em prol da humanidade?

Ontem, a GloboNews veiculou uma entrevista com C.K. Prahalad, autor do livro “A Fortuna na Base da Pirâmide”. Prahalad, que se tornou um dos gurus de Bill Gates, documenta os casos de empresas, não só na Ãndia como no Brasil, que descobriram o potencial dos mais pobres, tornando-os consumidores.

Como os casos citados na entrevista, a tecnologia e o uso da internet, tem uma grande e importante função nesta possível revolução.


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