Arquivo da categoria ‘comportamento’

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É, as pessoas ainda resistem às facilidades da tecnologia. Hoje fui pego de surpresa com o seguinte relato:

- Pessoal, vocês não vão acreditar…
- O que foi cara?
- É bem coisa do Russi mesmo. Quinta-Feira estarei viajando e não poderei apresentar a minha parte no seminário…
- E aí, falou com o professor? O que ele disse?
- Então, ele pediu para que eu “filmasse” a minha apresentação e enviasse à vocês para que incluam no seminário …
- Caraca, que cara maluco. O que esse doido tem em mente? Maluco, bem coisa dele mesmo.

Quem vai filmar a própria apresentação é o Israel, meu companheiro de Seminário. Ele vai gravar direto de um Hotel, pois estará viajando. Assim que ele contou sobre a exigência do professor, minha primeira reação foi: “esse cara tá maluco mesmo!” Mas essa foi a reação inicial.

O Prof. Russi não estará mais na universidade a partir de quinta-feira. Por que não fazer uso das facilidades da tecnologia? Melhor para o professor e para o aluno, que poderá apresentar o trabalho com calma e sem precisar marcar um dia extra para comparecer na universidade.

Talvez, o único empecilho fosse o aluno não ter uma câmera digital ou uma webcam, mas isso não se aplica quando a universidade em questão é a ESAG - Escola Superior de Administração e Gerência. De qualquer forma a maioria dos presentes reprovou a exigência do professor.

Creio que esse tipo de solução será cada vez mais comum. Na realidade já é. Mas nem todos gostam de “mudar as coisas”. Logicamente, os critérios de avaliação variam de professor para professor. Também não dá para aplicar essa solução a qualquer aluno faltante no dia da apresentação do seminário.

Aqueles que tem pavor em falar em público - que não são poucos - poderiam apelar para o recurso facilmente. No entanto, dependendo do caso, acredito ser uma boa alternativa. Como disse o escritor norte-americano William Gibson, “O futuro já chegou. Só que ainda está mal distribuído”.

Muita gente ainda demonstra resistência na hora de fazer uso de “facilidades tecnológicas”.


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A Lenda de Beowulf. É muito provável que você já deva ter lido à respeito do novo filme de Robert Zemeckis [De volta Para o Futuro, Forrest Gump, Náufrago]. Aliás, também é provável que você já deva ter assistido.

É sobre isso que eu quero falar hoje. Sobre o prazer de assistir a um filme antes que ele faça estréia no cinema. Até quando vale a pena assistir a um filme na tela do PC, onde muitas vezes a imagem é horrenda, captada da tela de cinemas mundo afora?

Acredito que A Lenda de Beowulf vai fazer muitos pensar duas vezes antes de fazer o download do filme. Talvez nem pensem e resolvam assistir direto no cinema. Mas por que? Beowulf, animação toda produzida em CGI, estará em exibição no formato 3D.

Sim, você poderá usar Óculos 3D para assistir à aventura de Zemeckis. Segundo os que já assistiram, a experiência é sem precedentes. Eu, que sou da geração do Master System [alguém lembra daqueles óculos 3D que na verdade só atrapalhavam?], toda vez que ouço esse papo de Óculos 3D, acabo dando de ombros, tendo em vista as experiências que já tive no passado.

Mas enfim, e aqueles que se orgulham de baixar tudo que é filme pela Internet, antes de assistí-lo no cinema? O farão dessa vez? Pelo que li em fóruns mundo afora, o que se diz é que assintir à BEOWULF em 2D [sem os óculos] não vale a pena. Parece que todo o encanto está no 3D mesmo.

Sem duvida, quem fizer o download da animação vai perder muito do feeling da aventura. Talvez, após ter assistido em casa com imagem de baixa qualidade, quando for assistir no cinema, não seja surpreendido como seria, caso estivesse assistindo no cinema pela 1ª vez.

Acredito que produções em 3D irão se intensificar com a popularização dos cinemas em 3D. Como o preço hoje é praticamente o dobro das sessões “normais”, a tendência é que somente os mais privilegiados frequentem as salas.

No entando, com a expansão dessas salas, o preço deve cair e mais produções do gênero deverão surgir. James Cameron já está produzindo um longa em 3D [de ficção científica para variar] com data de estréia prevista para algum dia de 2008. Steven Spielberg e George Lucas também acreditam no formato e também estão produzindo conteúdo.

Por estas e outras razões é que duvido que a indústria do cinema entre em colapso como entrou recentemente a industria da música. A experiência conjunta de se assistir a um filme, somada a novas tecnologias, é praticamente insubstituível!

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"Tenho 95 anos e sou Blogueira!"

por Rodrigo Cunha em 12/nov/2007 as 0:46 | Arquivo de Rodrigo Cunha
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Você deve ter aquele primo que vive antenado. O moleque sabe de tudo. Ele é daqueles que chega e te deixar envergonhado, por você não saber de algo importante. Mas logo ele? Caramba, o moleque tem 10 anos e já está fuçando em sites que você nem sabia que existia. Mas como? Logo você? Você tinha que saber! Como pode?

É meus amigos. Está cada vez mais comum. Costumamos dizer que a infância antigamente era melhor. Vivíamos brincando nas ruas. Os brinquedos eram mais divertidos. As pessoas eram mais honestas. Tudo isso, na realidade, não passa de choque de geração. Hoje, já estamos acostumados a ver crianças/adolescentes “nascendo” na frente de computadores. Namorando. Estudando. Brincando.

Ontem, li no blog Próxima Onda, do Ivan Martins, Redator-Chefe da Revista Época Negócios, que hoje [dia 12] estréia a 1ª novela via Celular no Brasil. Se chamará “A Escolha de Sofia”. Cada capítulo irá durar 2 minutos! Sim, uma “pílula de entretenimento”. Será que alguém passaria 40 minutos assistindo a uma novela segurando um aparelho celular? É ruim heim?

Isso veio para ficar. Não estamos nos perdendo. Estamos nos achando no século 21. E é só o começo. Detesto quando vejo alguma reportagem, principalmente na TV, condenando esse novo “modo de vida”. Geralmente, quando vejo na TV uma reportagem sobre Internet, é sempre algo dando ênfase a aspectos negativos: piratas, vício, falta de privacidade. Raramente vemos algo além disso. Isso só faz com que quem ainda não se familiarizou com a Internet, passe a ter medo e continue longe dela.

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Maria Amelia Lopez tem 95 anos! A Web não será segregada por idade como é hoje
Foto via Colmeia

Costumamos ter a percepção de que aqueles que não são familiarizados com a Web são, em sua maioria, pessoas mais velhas, o que não deixa de ser uma realidades. No entanto, não são só os mais novos que estão plugados. Sim, eles são a maioria.

Mas o século 21 também já está começando a “afetar” os mais idosos. Semana passada, li no blog da Colméia que, uma senhora chamada Maria Amelia Lopez, espanhola de 95 anos, é blogueira! Sim, ela tem 95 anos e possui mais de 60 mil leitores! Tem também a Dona Arlinda, brasileira. Ela é dona do Fotolog “Ser Idosa É Ser Feliz”.

O que tudo isso representa? Logo, não só “os mais novos” terão blogs, fotologs, páginas em Orkut, Facebook, Myspace. Todos estarão na Web, desde os mais novos aos mais idosos. Será quase como assistir TV, uma das coisas mais comuns. Na realidade, já está se tornando, não é mesmo?


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Tem uma idéia? E agora?

por Rodrigo Cunha em 9/nov/2007 as 13:54 | Arquivo de Rodrigo Cunha
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Ontem, o Interney publicou um texto pra lá de interessante. Ele fala sobre as pessoas que têm idéias sobre projetos Web e procuram sócios. Ele aborda esse novo tipo de empreendedorismo, o Empreendedorismo Digital, onde muitos já estão se aventurando.

Ainda sem muitas garantias, empreender na Web vem se tornando uma coqueluche entre entusiastas da idéia. Blogueiros, Webdesigners, Desenvolvedores e principalmente os mais antenados, todos estão atentos ao mercado digital, às novas formas de constituir empresa. Já é sim, uma nova forma de fazer negócio.

Sempre tive vontade de montar um negócio próprio. Bem, a maioria dos brasileiros têm esse sonho, porém, motivado pela falta de oportunidades no mercado, fato gerador inclusive, do espantoso mercado informal no Brasil. Mas isso já é outra história.

Há algum tempo, venho elaborando um Projeto Web. Passei pela fase da empolgação [uau, vou conquistar o mundo], pela fase do mãos à obra [elaboração de Plano de Negócios e Website Conceitual], pela fase da procura [quem vai apoiar a idéia? porque vai apoiar? como o negócio vai gerar receita?] e pela fase da negociação [parceria com uma empresa de apoio a novos projetos].

Não é fácil. Muita gente acha que é fácil. “O cara foi lá, teve uma idéia, implantou, e agora está ganhando rios de dinheiro”. Não é assim que funciona. A maioria das histórias que ouvimos, vêm sempre recheada de um certo grau de romantismo. Depois que o sujeito vence, fica mais fácil contar a história. A batalha, que é sempre toda em preto e branco e sem som, torna-se, depois que o projeto vinga, algo colorido e glamouroso.

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Ter a idéia é simples. É quase a melhor parte. Ela é como um sanduíche: a 1ª fatia do pão é a idéia propriamente dita [as vezes, quando a idéia não é boa o suficiente, a fatia do pão é aquela que fecha o pacote, aquela bem dura e deformada. O recheio é a batalha [que nem sempre é saborosa] e a 2ª fatia do pão é o projeto executado. Quando você vence, você saboreia o sanduíche por inteiro. Provavelmente, irá querer comer mais, se gostar do sabor.

Como o Edney citou no seu post, Se ter uma idéia fosse sinônimo de genialidade viveríamos como que semideuses, bares então seriam um verdadeiro Olimpo. Quantas vezes você não ouviu a seguinte frase enquanto bebia: “Cara, eu tenho uma idéia!”

O que eu quero dizer com tudo isso? Simples. Aos que têm algum tipo de projeto Web a ser implantado e, como eu, têm uma idéia boa o suficiente para se auto-motivar [isso é imprescindível, já que a maioria não estará tão empolgada como você está], não desistam após o 1º revés. Eu já desisti várias vezes de desenvolver algo na Internet, por diversos fatores. Passado algum tempo, eu via a “minha” idéia executada por um outro alguém, quase sempre com sucesso.

Não é nada agradável você perceber que, se tivesse ido em frente, poderia ter emplacado o seu projeto. A idéia poderia ter se tornado um caso de sucesso. De qualquer forma, vale o aprendizado. Se você nunca tentou implementar um projeto Web antes, não desista. Caso a sua idéia seja realmente boa [procure certificar-se disso], siga em frente.

Não espere, faça agora! Você sempre vai ter concorrentes [geralmente clones], mas quem chega primeiro, quase sempre tem mais chances de sobreviver. Vejam o Twitter. Uma idéia simples. Depois dele? Gozub, Pownce, Jaiku [este último comprado pela Google, promete]… Por qual deles você e a maioria têm preferência?


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Na Web, RELEVÂNCIA é TUDO

por Rodrigo Cunha em 6/nov/2007 as 10:01 | Arquivo de Rodrigo Cunha
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Relevância. É a palavra do momento. Como as opções de serviços e portais na Web, crescem dia a dia, eles precisam, principalmente os novos, mostrar relevância. Precisam ser essenciais. Precisam entregar uma solução simples, para um problema nem tão simples assim.

Assim é o Google AdSense, que quando bem implementado, entrega anúncios relevantes ao editor. No entanto, nem todos serviços conseguem ser assim. Alguns apenas fazem barulho, justamente por não ter o que oferecer. Apenas seguem uma moda passageira, onde pegam carona até a próxima esquina.

Com o tempo, passei a ser mais seletivo com relação aos meus Feeds. Nessa tarefa, o NetVibes me ajudou bastante. Tudo em nome da relevância. Não consigo escapar dela. Sem ela, fatalmente me afogo em um mar de informações desconexas que só irão fazer com que eu perca meu tempo e foco.

Na Web, estou sempre em busca de soluções práticas. Acredito que o Open Social da Google vai nos ajudar muito na tarefa de integração de conteúdo. Temos cada vez menos tempo para nos associar em Redes Sociais. E, quando o fazemos, criamos o login e raramente retornamos. Não é relevante entrar, todos os dias, em todas as Redes Sociais que temos cadastro.

Também acredito muito no portal Mercado Fechado. Através dele, quando quero vender algo, anuncio somente para meus amigos. Cá entre nós, é muito melhor negociar entre amigos, com pessoas que você tem próximo à você. Isso é relevância²!

Twitter. No Twitter, a questão da relevância salta aos olhos. Há aqueles que criam perfil apenas para falar o que estão fazendo, bater papo. Pura irrelevância. Para isso existe MSN, Gtalk. Por sorte, há aqueles que enriquecem o serviço, oferecendo links interessantes, dicas de vários assuntos, coberturas de eventos ao vivo, etc.

Tornar o Twitter relevante depende só de você. Depende das pessoas que você escolhe para seguir. De nada adianta seguir 200 pessoas, esperando que elas também sigam você. O objetivo no Twitter não é ser o mais seguido.

Embora muitos o façam, o Twitter é mais interessante quando você segue justamente aquelas pessoas que falam sobre as coisas que mais interessam à você. Isso é relevância. Caso contrário, a sua página de informações será inundada por informações desconexas.

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