Arquivo da categoria ‘comportamento’

Os Japoneses são mesmo Todos Iguais?

por Rodrigo Cunha em 14/dez/2007 as 11:19 | Arquivo de Rodrigo Cunha
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Japoneses são mesmo imprevisíveis. O Globo Online anunciou hoje que, das 10 obras de ficção mais vendidas no Japão, 5 delas começaram como “romances de celular”. Sim, essas obras são lidas através de telefones celulares por lá! E mais: aquelas que fazem mais sucesso, são lançadas em livro e, posteriormente, em cinema! Para ler a notícia completa, clique aqui.

Essa questão da participação de “pessoas comuns” e não escritores tradicionais, só vem a reforçar o novo paradigma atuante na pirâmide tradicional que vigorava até o fim do século passado, onde somente os “produtores profissionais” produziam conteúdo para as massas.

Com a entrada das “pessoas comuns” na produção de conteúdo para “pessoas comuns”, começamos a ver coisas até então inimagináveis, como a publicação de livros por “não-escritores” que se tornam sucesso sem nem mesmo passar pelo crivo de editoras!

Ler contos através de celular me parece uma idéia nada agradável. Coisa de japonês! Vá lá entender. Em contrapartida, para compensar as limitações da publicação de histórias nas telinhas, a maioria dos contos possui tamanho reduzido e com bastante diálogo, o que favorece um texto mais dinâmico. Além do mais, as telinhas dos celulares estão com a definição cada vez maior, o que acaba favorecendo a leitura.

Não é novidade alguma o fato de já haver críticas por parte dos escritores tradicionais. Segundo eles, as obras tem pouca profundidade. Não é a mesma coisa que se fala da Internet, onde a crítica maior é o fato de as pessoas saberem um pouco de tudo, mas sem profundidade? Esses novos tempos…

Mas será que isso daria certo aqui no Brasil? Não creio. Brasileiro gosta de assistir a vídeos, fotos e, no máximo, ler SMS de amigos. Brasileiro quer interagir, fazer parte de comunidades. Além do mais, os japoneses já estão a anos-luz de distância de nós brazucas, principalmente quando o assunto é telefonia celular.

Enquanto ficamos abismados pelo mais novo aparelho celular lançado por aqui, no Japão eles já fazem parte de queimas de estoque. Sem contar que essas histórias que fazem sucesso são, muitas vezes, inspiradas em mangás [histórias em quadrinhos japonesas]. Eu, por exemplo, AINDA prefiro ler histórias “em papel”. Meu primo de 12 anos não. E é muito provável que meus filhos também não farão questão do papel. O meio ambiente agradece.

Será que esses japoneses são mesmo todos iguais? Só entre eles mesmo. De resto, eles são é muito diferentes! Será mesmo? Ou eles só antecipam as tendências?


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O Twitter irá "incomodar" as Empresas?

por Rodrigo Cunha em 13/dez/2007 as 15:21 | Arquivo de Rodrigo Cunha
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Hoje, via Twitter, o Rafael Ziggy, dono do blog Sim Viral, lançou uma pergunta que me fez pensar sobre o futuro dessa ferramenta: “Será que irá demorar para que o Twitter seja bloqueado dentro das empresas?”

Que o Twitter é uma ferramenta para lá de interessante para quem sabe usar e compartilhar conteúdo, não há dúvida. Atualmente, a maior parcela de usuários da ferramenta é de profissionais da área de Tecnologia/Web e Publicidade.

Os primeiros, por já ser naturalmente curiosos por novas ferramentas, e o pessoal da Publicidade, por ver no Twitter, uma grande alternativa para “fazer barulho”. Ele já é apontado como uma alternativa de divulgação para empresas que estão lançando produtos/serviços.

Os usuários definem o que é o Twitter
O que eu acho mais interessante no Twitter é o fato de a própria ferramenta ter tomado um rumo diferente daquele propósito para que foi criada. O fato de os usuários não a utilizarem para responder a pergunta básica (O que você está fazendo agora?) talvez tenha sido o maior responsável de “selecionar” usuários. Quem entrou lá para falar que estava com fome, que ia tomar banho, que ia na casa da avó ou que hoje estava triste, não se deu muito bem. Ainda bem!

Retornando à pergunta lançada no início deste post, não acredito que as empresas terão que se preocupar com o Twitter. Pelo menos por um bom tempo. Não creio que a ferramenta irá se tornar tão popular a ponto de incomodar empresas da mesma forma que Orkut e MSN o fazem.

Vejo o Twitter como algo bem específico. Enquanto que o Orkut e o MSN são voltados para usuários casuais em geral, o Twitter é voltado, por enquanto, à pessoas com interesses mais amplos na Web que apenas ler e-mails e conversar em Chats. É mais voltado aqueles que tem interesse em compartilhar conteúdo relevante. Além disso, é uma ótima janela para demonstrar interesses e personalidade. Certamente, contribui para o aumento da sua rede de contatos. Basta saber usá-lo.

Ainda, a grande maioria das pessoas não sabe do que ele se trata. Estou seguindo [recebendo informações] apenas 50 pessoas. Mais do que isso geraria um fluxo indesejável de informações para mim, sem que eu pudesse aproveitar todo o conteúdo disponibilizado pelas pessoas que fazem parte da minha lista.

Você ainda não conhece o Twitter? Experimente visitar o meu perfil para ter uma idéia do que se trata. Se você ja é leitor do meu blog, creio que faça parte dessa ferramenta. Caso você tenha caído nessa página através do Google, é possível que ainda não o conheça. Se você se enquadra no perfil de usuário que citei mais acima, não perca essa oportunidade!


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Minhas Férias no Caribe!

por Rodrigo Cunha em 11/dez/2007 as 0:26 | Arquivo de Rodrigo Cunha
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Parece título de redação de primário. Mas não é.

Bem, para começo de história, as coisas já se normalizaram por aqui. Minhas “férias no Caribe” terminaram antes do previsto. Como o Caribe é um destino desejado por muitos durante as férias, até imaginei que seria mais fácil encontrar uma LAN HOUSE por lá. Mas peraí, procurar uma lan house logo no Caribe? Esse cara tá maluco? É, deve estar, a começar por essa história muquirana de “férias no Caribe”. Mas vamos lá…

Passei alguns dias offline. Creio que uns 4 dias. Quem acessa a Web todos os dias e costuma acompanhar notícias através de RSS, sabe que ficar mais de 2 dias sem checar um agregador de notícias é quase como deixar de conferir a caixa de e-mails pelo mesmo período. No caso dos RSS, parece que tudo acontece exatamente durante o período que você ficou desconectado.

Ao ficar offline, qualquer louco por Web começa a imaginar: “Qual foi a bomba da semana? O que a Google deve ter aprontado? O que o Techrunch falou que acabou deixando todos de olho em uma nova Startup? Afinal, será que o Facebook apresentou alguma outra ferramenta revolucionária?”

Delírios à parte, é assim que costumamos agir quando ficamos desconectados. Com o “fim” das conexões dial up, onde era necessário aguardar até a meia-noite para ter acesso à Web [ou você era daqueles que procurava os famosos "números à cobrar" para burlar o esquema?], nem nos damos conta de que estamos online quando ligamos nossas máquinas.

Ainda me lembro quando uns poucos felizardos alardeavam: “Quando ligo meu PC ele já está na Internet. Nem preciso digitar login nem nada”. “Naquela época” parecia um sonho, algo muito distante da realidade da maioria. É por isso que, quando ficamos sem acesso à Web, temos a impressão de estar “por fora”, completamente desnorteados. Afinal, para que ligar o PC se ele não tem conexão com a Internet?

By The Way, acabei inventando essa história de férias no Caribe para “encobrir” um problema que aconteceu com meu modem, ao fazer algumas mudanças aqui em casa. É, meu “scavuska” me deixou na mão por esses dias. Agora, com tudo em ordem, olho para o Netvibes e tenho preguiça de ler todos aqueles RSS acumulados durante “tanto tempo”.

Será que tanta coisa acontece mesmo ou esse fluxo imenso de informações não passa de muitas notícias irrelevantes agregadas que, servem apenas para fazer você perder o seu tempo?

Bem, é tudo uma questão de seleção e relevância. Foi por isso que falei que fui passar minhas férias no Caribe. É mais interessante do que falar que meu modem estava com problema. É partindo desse princípio que selecionamos o que lemos…


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Foto via Wired

E a batalha na indústria fonográfica continua. O último capítulo envolve Doug Morris, CEO da Universal Music, que tem planos para destronar o iTunes de sua egemonia no mercado de música digital. Doug, que já chamou os usuários de iPod de “ladrões”, agora resolveu entrar no jogo e pretende montar uma loja no estilo iTunes, a Total Music, que pretende trabalhar com a assinatura ou aluguel de músicas (???? assinatura????? isso é tão “ontem”). Clique aqui para ler o artigo completo na Wired.

Com relação a todas essas brigas entre gravadoras e tecnologia que estamos assistindo cada vez com mais frequencia, continuo bastante cético com relação ao futuro dessa “indústria”. Acredito que o modelo iTunes, que até agora vem se mostrando vitorioso, não terá fôlego para se expandir pelo mundo afora. Sabemos que ele funciona muito bem em alguns países, principalmente nos Estados Unidos.

Porém, ele ignora completamente o Brasil e outros países. Até onde eu sei, as razões declaradas são de que há problemas de ordem legal entre gravadoras e a Apple, uma vez que artistas que lá fora pertencem a um selo, aqui pertencem a outro. Isso até pode ser verdade, mas todos sabemos que talvez o grande motivo para a Apple não se empenhar para a liberação do iTunes por aqui chama-se PIRATARIA.

É claro que o problema não está localizado nas pessoas que compram CD de música no camelô. Essas não utilizam iPod e arrisco dizer que a grande maioria nem acessa a Internet. Mas como nós ficamos? Já estamos de saco cheio de tanto ouvir aquele papo de não baixar música de forma ilegal, já que você, na mentalidade das gravadoras [e falam isso para benefício próprio, é claro], estaria prejudicando o artista.

Qual a alternativa que nos resta? Baixar músicas através dos vários programas P2P disponíveis. É aí que eu queria chegar. Acredito que logo tudo será P2P. Sendo assim, como impedir os downloads ditos “ilegais”. Não acredito que pagar por Mp3 será algo que vá funcionar por muito tempo. As bandas que estão nascendo nessa Era Digital já pensam dessa forma. É, denovo, aquela história de choque de gerações.

Tenho ciência de que não sou o único que pensa dessa forma. Todo mundo já sabe que artista ganha dinheiro com Show. Daqui em diante, a briga será por distribuição. Não adianta esconder mais o jogo. A indústria fonográfica não existirá mais como a conhecemos. O que os advogados fazem é tentar prorrogar o prazo de validade dessa indústria, há muito já expirado.

Os artistas não estão preocupados. Apesar de ouvirmos discursos prontos na TV, que são ensaiados pelas próprias gravadoras, esses artistas ainda não cortaram o cordão umbilical que têm com as majors justamente por ainda terem medo.

No entanto, aumenta cada vez mais o número daqueles que se libertam. O caso do Radiohead e da Madonna, que recentemente assinou com uma produtora de shows e pretende obter receita através desse acordo, deixando em breve a sua gravadora, refletem bem o que estou dizendo.

O que você acha? Estou errado ou realmente o iTunes vive os últimos momentos de glória? Dê uma olhada na figura abaixo, extraída da sessão Wired-Tired-Expired, da edição de Dezembro da ótima WIRED. A iTunes Store está classificada como Tired, que poderíamos traduzir, como “CANSADO”.

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Foto via Wired

Será mesmo que o modelo iTunes está começando a dar sinais de cansaço?


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Amazon Kindle. A notícia do lançamento do leitor digital de livros da Amazon está em todo canto, seja na mídia tradicional - as revistas VEJA e ÉPOCA desta semana publicaram matéria sobre o assunto - ou na Internet, através de blogs e sites especializados.


Li a reportagem publicada na revista VEJA, onde Jeff Bezos [que você vê na figura acima], dono da Amazon.com declara: “O Kindle pode não substituir os livros, mas faz mais coisas do que eles”. Muito bem. O Kindle não substitui mesmo os livros. Faz mais coisas do que ele? Hm…. vejamos…

A grande sacada do Kindle é permitir acesso via Wi-Fi aos mais de 88.000 títulos de publicações disponíveis na Amazon.com para download, além de vários jornais, como o Wall Street Journal. Sim, logicamente, o download é PAGO! Bezos pretende, com o lançamento do Kindle, representar para o mercado editorial o que o iPod representou para o mercado fonográfico.

Delírio? Completo. Em primeiro lugar, não há como comparar o número de pessoas que ouvem música e o número de pessoas que costumam comprar livros. Música é algo que está na natureza do ser humano. Música se ouve em qualquer lugar a quase todo instante. Com os livros a história é um pouco diferente. Há quem não abra mão de ler um livro em sua poltrona confortável, em casa.

Comparar o impacto dos iPods ao que supostamente será causado pelo Kindle é delírio na certa. Não é preciso concentração para ouvir música, muito menos silêncio. A maioria das pessoas ouvem música em qualquer lugar, no ônibus, metrô, avião. Já ler um livro, muitas vezes exige concentração e conforto.

De qualquer forma, creio que o lançamento do Kindle é algo positivo. O fato de permitir consultas à Wikipedia é bastante útil. Além do mais, ele tem o poder de armazenar, em média, 200 livros. Não sei bem por que alguém armazenaria 200 livros, mas…

Agora imaginem se o Kindle permitisse o download de livros por uma quantia irrisória. Algo no estilo do iTunes, onde você compra somente as faixas prediletas de um disco. Já que Bezos delirou, por que eu não posso? Imaginem que, num futuro próximo, o Kindle [ou seja lá qual for o nome do gadget] permita o download de livros GRATUITAMENTE, de forma que o modelo fosse completamente sustentado por meio de publicidade!

Delírio? Sim, muito provável. Mas quem sabe o rumo que a publicidade online tomará nos próximos anos? O que você acha?

Sobre o Kindle:
Preço: US$ 399 [mesmo preço do iPhone]
Peso: 300 gramas. Tem a espessura de um lápis


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