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Ser NERD ainda é NERD?

por Rodrigo Cunha em 24/jan/2008 as 1:22 | Arquivo de Rodrigo Cunha

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Ser NERD! De uns anos para cá, tal adjetivo vem se tornando…hmmmm… POP? Que POP? Esse cara tá maluco? Nerd não pega ninguém. Como nerd vai ser pop? Bem, talvez seja exagero achar que ser nerd é pop, mas você e eu sabemos e temos percebido, cada vez mais, que parece que o adjetivo hoje vem se tornando cada vez mais cool? Ok, você entendeu.

Ano passado, foi produzido um filme-documentário sobre NERDS. Não cheguei a assistí-lo e nem me recordo do nome, no entanto, ouvi gente falando que o enfoque dado a “essa gente” foi algo mais desencanado mesmo. Não diferente foi a reportagem, da semana

passada, no Jornal Hoje sobre “essa gente”. Ao final da reportagem, a reporter solta a pérola: “Nossa, eles bebem até cerveja”. Ué? Ela achava o que?

Nerd sempre foi associado a freak. Pessoas com a vida social nula. Não se relacionavam, viviam trancados em quartos montando e desmontando robos, estudando circuitos e toda aquela parafernalha. O cinema sempre mostrou isso, principalmente na década de 80. Não que esse tipo de nerd tenha deixado de existir. Não. Eles ainda estão por aí.

Mas a onipresença da Internet tem criado uma nova geração de nerds. Esses nerds não são essencialmente anti-sociais, o que chegaria a ser uma contradição, uma vez que a essencia da Internet é a participação, seja ela online ou offline. Não importa.

Fato é que agora um nerd pode criar um blog e virar celebridade. O nerd pode ser cool. E agora? Ok, para um nerd ser mais que um nerd, ele vai precisar se expor, se relacionar dentro e fora do universo chamado blogosfera. E esse universso vem tomando dimensões maiores a cada dia. De repente, blogs começam a virar matéria de jornal, matéria EM JORMAL, começam a influenciar a forma como jornalistas fazem jornalismo…

“Caraca”, garotas em massa estão fazendo parte desse meio. Sim, inclusive as bonitas, porque existe aquele esteriótipo onde mulher ligada em tecnologia é feia. Algo semelhante aquele que diz que mulher que gosta de rock “é tudo baranga”. Não vejo dessa forma mas, como falei, são esteriótipos. Mas enfim…

Hoje, nerds viram executivos de empresas. Empresas PONTO.COM. Na época de Gates e Jobs, não era assim. Não havia o crowdsourcing. Não havia como criar uma “empresa virtual”. Hoje, sujeitos como eles consequem chegar onde eles chegaram com muito mais rapidez. Exemplos abundam: Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google; Kevin Rose, fundador do Digg; Mark Zuckerberg, fundador do Facebook…

Pelo menos para mim, os nerds de hoje têm muito mais atitude. São mais criativos e, por que não, descolados? Eles ainda são nerds? O que é ser nerd, afinal? Shia Labeouf, em Paranóia, era nerd ou cool? Era os dois?


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Nunca encontrei uma foto que representasse tão bem o Ebay :)

A medida que o tempo passa, a Internet vêm amadurecendo e adquirindo identidade própria. Prova disso é a variedade de serviços nela disponíveis. Um mercado real e com novas oportunidades de negócios, vem emergindo.

Semana passada, por exemplo, foi divulgado um vídeo no mínimo hilário, postado originalmente no Cracked, onde a maioria dos serviços que conhecemos, tais como Wikipedia, Google, Digg, Amazon, Ebay, Facebook, entre outros, “vão a uma festa e interagem entre si”. Calma, pessoas representam esses serviços. Mesmo que elas estivessem sem a identificação com o nome dos serviços, alguns seriam fáceis de identificar, uma vez que possuem identidade bastante forte.

A propósito, eu gostaria de ter estado nessa festa por dois motivos: fazer companhia à Jessica - tadinha, sendo assediada por tanto trambiqueiro - e para tirar algumas satisfações com o Sr. Twitter que, ultimamente, vem decepcionando todos que fazem uso dele nas horas em que mais precisam. No entanto, nem ele nem eu fomos à festa. Vai ter que ficar para uma próxima oportunidade mesmo. Uma pena.

No vídeo, destaque para o perfil “muambeiro” do Ebay e para a postura executiva do Amazon, para a Jessica, é claro, para o YouTube fanfarrão, para o “i feel lucky” da Jessica no finalzinho e para os “pegas” entre Digg x Cracked. Sim, é para ter duplo sentido mesmo :)


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Quando leio um post interessante em algum Blog, a primeira coisa que procuro são os comentários recebidos. Geralmente, quando o post é daqueles bem polêmicos, os comentários são efervescentes e, não raro, surgem “disputas” por domínio de opinião. Chega a ser divertido!

É bom demais poder interagir com textos na Web. Quando lemos uma matéria interessante em alguma revista/jornal ficamos impossibilitados de “dialogar” com o autor. Ou aceitamos o que foi dito ou nos revoltamos. Aí precisamos enviar um e-mail para a Seção de Cartas da revista. Aliás, alguém ainda envia cartas? Sim, claro!

Com as revistas é assim. Quando muito, seu comentário será publicado. Mas e daí se publicarem? Certamente você não terá direito a réplica, tréplica…, servirá apenas para você mostrar para os outros: “Tá vendo? Olha…. publicaram o meu comentário”, e nada muito além disso. No máximo, um alienado qualquer vai te achar um cara importante.

Agora, com os blogs é diferente. Tem emoção. É bom saber que você está atingindo, seja concordando ou discordando do post, o “carinha que está por trás do blog”. Essa sensação é que faz com que seja tão bom blogar e ler comentários.

Na Web, quando você faz um comentário que seja interessante em um blog qualquer, certamente não só o blogueiro irá visitar o seu blog, como também é possível que outras pessoas que comentaram o mesmo post façam uma visita em seu site ou blog.

E aí uns assinam o feed de um, outros acessam o blog de quem comentou só para ter certeza de que a opinião partiu de alguém conhecido ou respeitado, há os que olham o PR do blog para medir a credibilidade do sujeito, há aqueles que, ao invés de comentar, resolvem escrever OUTRO POST no lugar dos comentários e há aqueles que tentam provar, mesmo utilizando idéias desconexas, que o autor do post está equivocado, só para atrair atenção.

É muito divertido blogar! É muito divertido ler comentários. Comentem, Discordem, Xinguem [de leve], mas PARTICIPEM :]


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Na Web, dá-se um jeito para tudo!

por Rodrigo Cunha em 9/jan/2008 as 16:51 | Arquivo de Rodrigo Cunha

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Web, a mão que nos ampara: muito cuidado com este “chão”!
Fonte da Imagem: Andrez Rodriguez

Este post é baseado em algo que defendi no post anterior: Na Web, dá-se um jeito para tudo! E isso é fato. Indiscutível. Infelizmente, há os que se aproveitam de certas conveniências para praticar coisas não louváveis. Santos Dumont, o pai da aviação que o diga.

A questão do “dá-se um jeito” pode ser estendida por toda a rede. Como no mundo offline [ainda há esta distinção?], na Web são as mesmas pessoas que criam e destroem coisas. Ainda me surpreende o fato de que há gente colocando álbuns inteiros de fotos no Orkut para depois reclamar que alguma foto “vazou” ou está sendo utilizada por outra pessoa, como um “fake”.

Essas pessoas, ao exporem seus dados e fotos na Web, acham que aquilo faz parte delas, no sentido de propriedade. Santo Deus, como podemos falar de privacidade se aquelas fotos, no momento que são inseridas no Orkut ou em qualquer outra Rede Social, estão hospedadas em servidores que nem sequer sabemos onde ficam?

Diga para mim: você nunca teve medo de hospedar um rascunho de algum projeto que esteja tramando em um serviço de hospedagem desconhecido, daqueles que cobram uma taxa irrisória pelo serviço? Além do mais, quem garante que serviços mais tradicionais não têm acesso, no sentido de privacidade, aos dados de usuários?

Quando alguém quer algo, dá-se um jeito. É assim fora da Web e dentro dela. O que podemos fazer é ter mais cuidado com nossos arquivos. Meus projetos nunca são armazenados em servidores alheios. Toda vez que preciso guardar esse tipo de dado, peço hospedagem a amigos de confiança ou carrego os dados comigo, de um lado para o outro, dentro de um pendrive.

Paranóia? Negativo. Longe disso. Apenas me sinto melhor agindo dessa forma. É melhor do que, passado algum tempo da hospedagem de um projeto em um servidor desconhecido, ouvir algum amigo comentando sobre um serviço interessante que conheceu na Web. Surpresa! O serviço é exatamente como o mesmo que você estava planejando implantar, com os mesmos detalhes.

Ok, pode ser mera obra do acaso. Mas eu duvido que você não vá pensar: “Será? É impossível alguém ter criado o serviço exatamente da forma como imaginei”. Geralmente é sim obra do acaso. Mas e se não foi?

Já que está na Web, prepare-se para compartilhar. Prepare-se para aprender a ler coisas que você escreve em outros sites/blogs sem ter obtido o crédito devido pelo conteúdo. Meu irmão já chegou a ler em uma publicação, um texto criado por ele sem nenhum crédito à autoria dele.

Nem mesmo o nome do site. Não estou querendo dizer que isso deve ser comum. Muito pelo contrário. apenas tenha mais cuidado com os artigos que publica. Se há algo em algum deles que alguém não pode ler, fique certo de que esse alguém terá acesso.

Crowdsourcing: Um exército que não conhece derrotas
E o HULU, o mais novo portal de Séries de TV dos EUA? A questão do acesso ao portal, oficialmente restrito apenas a residentes nos EUA, já foi resolvida. Qualquer pessoa que tenha um pouco de paciência e curiosidade, vai encontrar Fóruns explicando como fazer isso ou aquilo.

É a era do Crowdsourcing, da sabedorias das multidões se encontrando na Internet para resolver questões de interesses comuns. Você acompanhou o que aconteceu com o iPhone e a questão do destravamento do aparelho.

A questão do DIGG e o tópico que ensinava como desbloquear HD-DVDs. O surgimento de programas que permitiram o download de vídeos do YouTube. As plataformas para envio de SMS gratuito… e assim vai. Agora, pela primeira vez, o consumidor realmente tem o poder nas mãos. Ele pode fazer o que quiser.

Por fim, com todo este cenário em pauta, caso você esteja pensando em criar algo na Web, entre nela oferecendo mais do que exigindo ou impondo restrições. Se você fizer o contrário, de duas uma: ou os usuários irão te ignorar ou algum jeito de fazer as coisas de uma forma mais fácil e vantajosa será descoberta.

DÃ-SE UM JEITO!


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As Redes Sociais em 2011

por Rodrigo Cunha em 20/dez/2007 as 1:24 | Arquivo de Rodrigo Cunha
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No último dia 14, o eMarketer divulgou o relatório The Promise of Social Network Advertising [A Promessa da Publicidade em Redes Sociais]. O relatório divulga os resultados de 2006 e 2007, além e traz projeções até o ano de 2011, com relação ao aumento do número de usuários adultos e jovens em Redes Sociais nos EUA.

O relatório também demonstra os gastos, cada vez maiores, com publicidade em Redes Sociais em todo o mundo. Em todos os casos, é apontado um aumento tanto de jovens quanto de adultos, até o ano de 2011. Entretanto, o dado que mais salta aos olhos, é o aumento dos gastos com publicidade. Comparando-se apenas o ano de 2006 com 2007, houve um aumento de nada menos que 155%!

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O Uso de Redes Sociais por Adultos Americanos entre 2006-2011 [em milhões e % de usuários adultos de Internet] - Fonte: eMarketer

A população de adultos que hoje faz uso de Redes Sociais, gira em torno de 37%. Até 2011, esse número subirá 49%. Nada mal. Debra Aho Williamson, Analista Senior do eMarketer e autora do relatório, prevê que no ano de 2011, a metade dos adultos com acesso à Internet e 84% de todos os jovens online, farão uso de Rede Sociais todo o mês. Segundo Debra, os dados falam por si. As Redes Sociais deverão continuar cada vez mais presentes na vida dos Internautas.

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O Uso de Redes Sociais por Jovens Americanos entre 2006-2011 [em milhões e % de usuários jovens de Internet] - Fonte: eMarketer

Com relação aos gastos com publicidade para 2008, há uma previsão de um aumento de 82% com relação ao ano de 2007. Ainda segundo o relatório de Debra, o MySpace e o Facebook juntos, recebem mais de 70% de todos os gastos com publicidade nos EUA. Ela também afirma que esse crescimento é garantido, a não ser que os jovens deixem de fazer uso de Redes Sociais ao crescerem, o que ela considera improvável. Atualmente, 70% de todos os jovens dos EUA fazem uso desses sites.

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Gasto Mundial com Publicidade em Redes Sociais entre 2006-2011 [milhões e % de aumento] - Fonte: eMarketer

Não há dúvida quanto ao crescimento desenfreado das Redes Sociais, tanto no Brasil como no mundo afora. Elas são um sucesso absoluto nos quatro cantos do mundo. É natural que, com o crescimento cada vez maior dessas redes, haja aumento de propagandas, usuários fake, vírus - como o que atuou no Orkut no último dia 19 - e muito, mas muito spam.

Pessoalmente, creio que haverá, aos poucos, o surgimento de Redes Sociais cada vez mais especializadas em serviços específicos. Acredito que elas se dividirão em partes menores, onde a tendência é de um “convívio” mais ordenado. Aí está uma ótima oportunidade para Empreendedores Digitais. Mãos à Obra!


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