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iPhone no Brasil

por Geraldo Protta em 10/jun/2008 as 11:43 | Arquivo de Geraldo Protta

É isso mesmo. Em breve o iPhone estará invadindo o mercado brasileiro (agora oficialmente), e muita gente mal pode esperar por isso.

Ontem (9/Jun) em San Francisco/CA, o presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, lançou oficialmente o novo iPhone. Agora contando com a tecnologia 3G e diversas outras melhorias em hardware e software. Porém isso não evitou a queda de 2,2% nas ações da companhia.

Steve Jobs no lançamento oficial do novo iPhone 3G por $199
Steve Jobs no lançamento oficial do novo iPhone 3G por $199

“Isto muda o jogo para todos fabricantes de smartphones”, disse Tim Bajarin, líder da Creative Strategies, se referindo ao preço.

A versão de lançamento do iPhone, com 8 gigabytes de memória, irá custar 199 dólares, frente aos 399 dólares do iPhone da antiga geração com mesma memória. Uma versão do novo iPhone com duas vezes mais memória irá custar 299 dólares. Ambos começarão a ser vendidos em 22 países a partir de 11 de julho. “Isto coloca a Apple lado a lado com outros rivais como a Nokia e RIM”, disse Shannon Cross, da Cross Research, se referindo à Research in Motion Ltd, que produz o aparelho BlackBerry. “O iPhone não é mais um dispositivo caro. Ele tem agora um preço para as massas”. Ao todo, 70 nações passarão a vender o aparelho até o fim deste ano.

“O novo iPhone irá funcionar em rede de terceira geração (3G) de telefonia móvel e inclui capacidade de navegação por satélite” disse Jobs a desenvolvedores na conferência em San Francisco, um ano depois de o iPhone original começar a ser vendido.

O novo sistema do iPhone deve ser lançado no início de julho e será gratuito para donos do iPhone, mas vai custar US$ 9,95 para usuários de iPodsTouch.

Durante o evento, a Apple também apresentou os “programinhas” desenvolvidos por meio do kit de desenvolvimento de software (SDK), criado para que terceiros criem aplicativos autorizados para o iPhone. No aplicativo do serviço de blogs TypePad, será possível fazer postagens de textos e fotos por meio do iPhone. O sistema também deixa o usuário utilizar imagens de suas galerias armazenadas no aparelho.

Claro 3GNo mesmo dia em que anunciou nos Estados Unidos o lançamento do novo iPhone 3G, a Apple publicou, em seu site em português, o nome da operadora Claro (do grupo América Móvil) na lista das empresas que oferecerão o novo aparelho. No momento do anúncio do novo iPhone, o site da Claro chegou a ficar alguns minutos inacessível.


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A Apple no Meio Corporativo

por Rodrigo Cunha em 18/abr/2008 as 15:25 | Arquivo de Rodrigo Cunha


Mac OS X Leopard: comendo pelas beiradas.

Acabei de ler um ótimo artigo sobre o mercado corporativo de sistemas operacionais, onde é colocada em questão o fato do aumento das vendas do OS X da Apple nas empresas. Segundo analistas da área, a empresa de Jobs triplicou suas vendas no meio corporativo em 2007.

Mas macmaníacos não devem se animar. Apesar de, mesmo que através de passos muito lentos a Apple venha, cada vez mais, conquistando espaço na venda de Sistema Operacional para empresas, é sabido que o foco da Steve Jobs não é o meio corporativo.



Através da análise gráfica, podemos perceber o avanço do OS X da Apple e o fracasso na adoção do Windows Vista nas empresas.

O marketing da Apple é todo voltado ao mercado doméstico, ao iPhone e ao iPod. Comerciais em horário nobre falando sobre estes produtos e as hilárias campanhas Mac x PC, aliadas ao fracasso retumbante do Windows Vista, vem fazendo com que a Apple, mesmo sem querer, comece a ganhar a confiança de gerentes de TI nas empresas.

Mas, mesmo assim, para os analistas, o que valem são os números frios e a credibilidade quase inabalável que a Microsoft possui em soluções corporativas. Leia o artigo completo, publicado no site AppleMania.


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Microsoft compra Apple? Não não…

por Rodrigo Cunha em 7/fev/2008 as 18:20 | Arquivo de Rodrigo Cunha

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É o assunto do momento. Microsoft quer comprar a Yahoo!. Todo site ou blog que trata de tecnologia, já abordou o assunto, seja através de uma nota ou fazendo uma análise mais completa sobre o assunto. Quem vem fazendo uma cobertura detalhada e repleta de análises é o blog Google Discovery, do Renê Fraga.

A Microsoft é conhecida por copiar ao invés de criar. Parece que inovação é uma palavra que não faz parte do vocabulário da empresa. A postura da empresa é sempre cisuda, sempre “preto e branca”, sem graça, sem sal, brocochó, e outros adjetivos que você certamente tem aí guardados com você.

Na Web, da mesma forma que acontece com empresas do “mundomicroyahoo físico”, as empresas têm seguidores. Muitos deles, bastante fanáticos [acesse aqui algumas fotos criadas por usuários revoltados com a proposta da Microsoft]. Fico imaginando o seguinte cenário, obviamente algo praticamente impossível de acontecer: MICROSOFT COMPRA APPLE! Ou, MICROSOFT COMPRA A GOOGLE!

Vamos imaginar estes dois cenários, sem qualquer compromiso, esquecendo de normas contra a formação de monopólios e outras questões, e usando de bastante humor. Falar que protestos aconteceriam nos quatro cantos do mundo seria óbvio demais, certo? Soldados da marca Apple Usuários de Macs, desde designers até entusiastas do carismático - pelo menos para nós - Steve Jobs, ficariam órfãos de inovação, ousadia e bom gosto quando o assunto é design.

pic10 iPods mudariam seu design e passariam a tornar-se semelhantes aos atuais Zune, mp3 player da Microsoft. O preço das canções no iTunes sofreria um acréscimo e o DRM retornaria, já que Bill Gates encontraria uma forma de fazer com que a “tranca” fosse aceita pelos usuários. Não haveria outra forma de ouvir música, pelo menos de forma legal. A já tradicional MacWorld, sempre tão festejada e aguardada por jornalistas e seguidores da maçã em todo o mundo, passaria a ser substituída por uma newsletter via Windows Live Mail.

O Google, nas mãos da Microsoft, também poderia sofrer várias alterações. As sedes da empresa não seriam mais tão cool. A administração tradicional e todo o peso de uma empresa pesada corporativamente como a Microsoft, contaminariam a Google, a ponto de reduzir quase a zero o ritmo de criação de novas ferramentas. O Google Docs mudaria seu nome para Office Live e teria várias funções restritas. Um acesso Premium seria oferecido.

Com tudo isso, Steve Jobs passaria a fazer uso de um PC. Ele assumiria, em entrevista coletiva, que todos os seus anos frente à Apple não serviram para nada mais além do que colocar em prática seus devaneios. Segue um trecho de uma [im]possível e fictícia entrevista:

“[...], não. Todo o esforço foi inválido. Sempre tive novas idéias e sempre procurei priorizar a simplicidade aliada ao design. Infelizmente, a grande maioria das pessoas sjobsnão me entendeu. O grande número de retardados que me endeusavam mundo afora, não foram suficientes paraa garantir o futuro da Apple…

[...]são pessoas repugnantes. Além do mais, essas pessoas eram tão cegas que acreditavam em qualquer merda que eu dizia. Também cansei daqueles “Uauuuuu” sabe? Eles vinham dessas pessoas quando eu realizava eventos.

Acho que ouviria o mesmo som se eu mostrasse a bunda para elas. Em alguns momentos, achava que alguns rapazes realmente me desejavam. Eu me sentia muito mal com tudo isso. Agora, vivo feliz, continuo amigo de Bill. Tenho um PC em casa e fiz uso do “Churras Calculator” para organizar nosso primeiro churrasco. Em meu blog, hospedado no Live Spaces, manterei contato com todos que me apoiaram nesta decisão. Muito obrigado!”

Bem, voltando ao mundo real, graças à Deus: o que eu acho da possível fusão entre Microsoft e Yahoo!? Bem, logicamente preferiria continuar a ver a Yahoo! independente, sem os tentáculos de Bill. Mas, sabemos que no mercado, quando uma proposta é boa e pode teazer vantagens para ambos os lados, é muito improvável que não aconteça. Aos que pretendem abandonar o Flickr [serviço integrante do Yahoo!], caso a compra do Yahoo! pela Microsoft se concretize, um recadinho: “Vão arranjar uma mulher”.

Ok, Ok. Gostaria que a Apple comprasse a Yahoo! Pronto.

Ps.: O post anterior, “Você compraria algo da CCE?”, foi perdido “graças” ao Windows Live Writer. É nisso que dá elogiar demais algo da Microsoft ¬¬


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Não vou falar do MacBook AIR!

por Rodrigo Cunha em 15/jan/2008 as 20:36 | Arquivo de Rodrigo Cunha
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AIR, tão desejado quanto uma pizza?

Não, eu não irei falar do MacBook AIR. Também não vou dizer que fiquei sem “AIR” quando vi o novo lançamento da Apple. Mesmo sabendo que o trocadilho seria infame, acabei escrevendo. Não sei porque essas coisas acontecem. Será falta de assunto?

Steve Jobs sabe como mobilizar as pessoas no sentido de fazer com que façam propaganda do lançamento de novos produtos Apple. Eu mesmo, acabo de incluir o vídeo MacBook AIR - A Guide Tour em meu Orkut. Não dá! Quando vemos algo que nos chama atenção, é impossível não propagar a mensagem. Mesmo não ganhando nada com isso. Há uma sensação de satisfação aí. É natural, espontâneo. Você abre a janela de contato no MSN com algum amigo e diz: “Já viu o novo….?”.

Poucos executivos conseguem se comunicar tão bem com o público como Steve o faz. Ele criou um personagem. E esse personagem, quando aparece, causa admiração. Faz com que as pessoas esperem algum anúncio deslumbrante.

E é aí que está o problema. Será que só eu esperava mais da MacWorld? Ou seria exagero, tolice mesmo, esperar por algo tão inovador como o iPhone? Afinal, quando trata-se de Apple, nossas expectativas vão às estrelas. Sempre há muito hype em torno de Steve Jobs.

Não cheguei a me frustrar, mas o AIR não será mais um BAM BAM BAM, como muitos já estão falando. Afinal de contas, era óbvio o lançamento de um produto assim. Se a Apple não fizesse primeiro, outra faria. Por coincidência, em um projeto que estou desenvolvendo, até citei como mero exemplo ilustrativo, o lançamento de um produto parecido, pela própria Apple, com outro nome logicamente, afinal, não sou nenhum adivinho.

Essa não, acabei falando do AIR. Jobs, você me paga. Mas por que diabos ele me pagaria? Ele sabe que, a esta altura, o lançamento já repercutiu em qualquer blog que se propõe a falar de tecnologia, design… . Isso sem falar que vários sites saíram do ar pelo excesso de informações postadas sobre o evento, como o Twitter. Experimente digitar MacBook AIR no Google :]

Quer que as pessoas façam propaganda de você? Tente aprender algo com o Steve.

Para saber o que houve com detalhes na MacWorld ‘08, tudo o que você precisa está no Google Discovery.


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Foto via Wired

E a batalha na indústria fonográfica continua. O último capítulo envolve Doug Morris, CEO da Universal Music, que tem planos para destronar o iTunes de sua egemonia no mercado de música digital. Doug, que já chamou os usuários de iPod de “ladrões”, agora resolveu entrar no jogo e pretende montar uma loja no estilo iTunes, a Total Music, que pretende trabalhar com a assinatura ou aluguel de músicas (???? assinatura????? isso é tão “ontem”). Clique aqui para ler o artigo completo na Wired.

Com relação a todas essas brigas entre gravadoras e tecnologia que estamos assistindo cada vez com mais frequencia, continuo bastante cético com relação ao futuro dessa “indústria”. Acredito que o modelo iTunes, que até agora vem se mostrando vitorioso, não terá fôlego para se expandir pelo mundo afora. Sabemos que ele funciona muito bem em alguns países, principalmente nos Estados Unidos.

Porém, ele ignora completamente o Brasil e outros países. Até onde eu sei, as razões declaradas são de que há problemas de ordem legal entre gravadoras e a Apple, uma vez que artistas que lá fora pertencem a um selo, aqui pertencem a outro. Isso até pode ser verdade, mas todos sabemos que talvez o grande motivo para a Apple não se empenhar para a liberação do iTunes por aqui chama-se PIRATARIA.

É claro que o problema não está localizado nas pessoas que compram CD de música no camelô. Essas não utilizam iPod e arrisco dizer que a grande maioria nem acessa a Internet. Mas como nós ficamos? Já estamos de saco cheio de tanto ouvir aquele papo de não baixar música de forma ilegal, já que você, na mentalidade das gravadoras [e falam isso para benefício próprio, é claro], estaria prejudicando o artista.

Qual a alternativa que nos resta? Baixar músicas através dos vários programas P2P disponíveis. É aí que eu queria chegar. Acredito que logo tudo será P2P. Sendo assim, como impedir os downloads ditos “ilegais”. Não acredito que pagar por Mp3 será algo que vá funcionar por muito tempo. As bandas que estão nascendo nessa Era Digital já pensam dessa forma. É, denovo, aquela história de choque de gerações.

Tenho ciência de que não sou o único que pensa dessa forma. Todo mundo já sabe que artista ganha dinheiro com Show. Daqui em diante, a briga será por distribuição. Não adianta esconder mais o jogo. A indústria fonográfica não existirá mais como a conhecemos. O que os advogados fazem é tentar prorrogar o prazo de validade dessa indústria, há muito já expirado.

Os artistas não estão preocupados. Apesar de ouvirmos discursos prontos na TV, que são ensaiados pelas próprias gravadoras, esses artistas ainda não cortaram o cordão umbilical que têm com as majors justamente por ainda terem medo.

No entanto, aumenta cada vez mais o número daqueles que se libertam. O caso do Radiohead e da Madonna, que recentemente assinou com uma produtora de shows e pretende obter receita através desse acordo, deixando em breve a sua gravadora, refletem bem o que estou dizendo.

O que você acha? Estou errado ou realmente o iTunes vive os últimos momentos de glória? Dê uma olhada na figura abaixo, extraída da sessão Wired-Tired-Expired, da edição de Dezembro da ótima WIRED. A iTunes Store está classificada como Tired, que poderíamos traduzir, como “CANSADO”.

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Foto via Wired

Será mesmo que o modelo iTunes está começando a dar sinais de cansaço?


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