Ah, Ghostbusters! Acho que não há quem não goste desse filme. E agora que a produção do o 3º filme já é praticamente certa, vale a pena relembrar o 1º filme. E o melhor, em HD!
Foi lançado o BluRay desta maravilha e abaixo publico o review feito pelo site IGN. ENJOY!
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Foi publicado esta semana, um ótimo texto sobre o cinema nacional. Escrito por Luiz Felipe Pondé para a Folha Ilustrada, o texto aponto os maiores problemas do cinema brasileiro. Como concordo com o texto em gênero e número e achei o conteúdo interessante, resolvi compartilhá-lo na íntegra com vocês. No entanto, gostaria de deixar claro que tenho apreço por vários filmes nacionais como O Alto da Compadecida, Cidade de Deus, O Cheiro do Ralo, Meu nome não é Johnny, entre outros. A razão de publicar o texto neste blog está relacionada a forma com que o autor aborda a indústria do cinema nacional como um todo.
Não esqueçam de deixar seus comentários.
GLAUBER ROCHA PODERÁ SER CONFUNDIDO COM A LATA DE LIXO DO CINEMA NACIONAL, por Luiz Felipe Pondé
O Oscar do filme “O Segredo dos Seus Olhos” foi um prêmio mais do que justo para o cinema argentino. O cinema de “los hermanos” é melhor do que o nosso. E digo isso com lágrimas nos olhos porque sou envolvido diretamente na formação de novos cineastas no Brasil. E por que não conseguimos fazer filmes como nossos primos argentinos?
Resumidamente, eu diria que nosso cinema é, em grande parte, imaturo, sem tradição estética, obcecado por certos temas monótonos, quase amador em termos de conteúdo, e se vê como instrumento de transformação social.
Começaria perguntando o seguinte: a arte deve ser política? Não. Muitas vezes isso atrapalha. E mesmo quando o for, deve ir além desse lero-lero de luta de classes, como no caso do “Segredo dos Seus Olhos” e o tratamento do ambiente pré-ditadura na Argentina, que não é foco principal do enredo. A política mata a arte, tornando-a datada como um panfleto qualquer. A política como tema da arte acaba sempre banal como a política o é na realidade: arranjos pragmáticos de violência e interesses. Quando ela se faz mais do que isso, fica mentirosa ou ridícula.
Nosso cinema varia entre cinema político chato e uma verborragia psicanalítica adolescente. Com exceções.
Outro problema é o culto dispensado a figuras como Glauber Rocha. Se ele foi “revolucionário” em algum momento, o foi apenas no aspecto formal (ainda que eu o tenha sempre achado apenas cansativo e presunçoso, e essa coisa de “cinema novo” sempre me pareceu sobrevalorizada), mas quanto ao conteúdo, acho-o apenas datado e equivocado. Sua intenção revolucionária banhada em marxismo condenou sua visão de mundo a uma “historinha” que parece ter sido escrita em centros acadêmicos de gente de 18 anos (nos anos 60 e 70), que pouco revela da vida real e a sangria moral e existencial que ela realmente é.
Lembremos que foi o próprio Glauber que escreveu em meados dos anos 60 que Machado de Assis seria esquecido porque não captou a luta de classes no período do Segundo Império no Brasil. Meu Deus, tenha piedade dele, porque não sabia a besteira que falava! Machado de Assis é eterno, enquanto ele, assim que a maioria dos formadores dos jovens cineastas pararem de idolatrá-lo, poderá ser confundido com a lata de lixo da história do cinema nacional.
Algumas obsessões de conteúdo, ao meu entender, travam a produção nacional no nível de cineclube de centro acadêmico estudantil. Nada mais aborrecido do que alunos que acham que mudam o mundo: normalmente isso nada mais é do que uma forma chique de matar aula e estudar pouco. Com raras exceções. A força do jovem está no ato de emprestar aos dramas humanos ancestrais a beleza de seu encantamento, desprendimento, coragem e futuro desencantamento.
Para além de chanchadas requentadas, o pressuposto de que o cinema seja instrumento de consciência social, enche o saco de qualquer pessoa que gosta de cinema. Nada mais monótono do que cinema com consciência social, além do mais, porque sabemos que a “indústria do bem” não passa de um disfarce. Os agentes de transformação social pela arte são mero produto, como qualquer outro produto da indústria cultural.
Cinema deve contar histórias, onde o olhar da câmera deve estar no lugar da voz. O conteúdo deve se alimentar de questões eternas, por isso, melhor se alimentar de temas morais do que de políticos, quando não for apenas bom entretenimento. E deve falar à alma e não a pseudodramas políticos de época.
Muitos de nossos futuros cineastas vêm da elite econômica (fazer cinema demanda muito dinheiro e disponibilidade de tempo), e muitas vezes são torturados com falsos dramas de consciência justamente porque são membros da elite. Como se devessem se redimir do que são, dando voz apenas aos pobres, bandidos e miseráveis do país.
E aí vem a repetição: Nordeste, fome, miséria, bandido (como se só por ser bandido, alguém fosse necessariamente vítima de alguma forma de injustiça, quando na realidade muitos bandidos o são porque são maus mesmo), ditadura (essa, então, no cinema, é uma enorme indústria de vítimas bem-sucedidas), favela. E daí, nós recomeçamos: Nordeste, fome, miséria, bandido, ditadura, favela… Nordeste, fome…
Voltemos a Shakespeare, Dostoiévski, Machado de Assis, deixemos Foucault, Glauber e Bourdieu “dormirem” um pouco no formol, para ver se eles sobrevivem ao tempo.
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Não faz muito tempo que li sobre a produção ‘A Caixa’. Mas a simplicidade do nome ou até a beleza ressaltada de Cameron Diaz no pôster podia-se imaginar mais um daqueles suspenses que inundam as locadoras e pouco mais tarde são exibidos no ‘Supercine’ após a chatice do Zorra Total.
No entanto fui surpreendido por um review intrigante da Revista Veja, onde derramaram-se em elogios para a ‘A Caixa’, que estreou na Sexta-Feira dia 26 no Brasil. Fui vê-lo e realmente trata-se de um filme muito bom e curioso. Um suspense com uma história digamos, bem bizarra, mas bem conduzida e bem tramada.
A história se passa em 1976 e começa com o casal Norma Lewis (Cameron Diaz), Arthur Lewis (James Marsden, o Cyclops de X-Men) e seu filho Walter Lewis (Sam Oz Stone). Norma é uma professora e Arthur é um cientista da Nasa.
Ao abrir a porta, Norma se depara com um pacote. Ao abrir, a família Lewis se depara com uma caixa de madeira com um botão. Junto com o pacote tem um recado dizendo que um homem iria visitar os Lewis a partir das 17h00. A hora chega e pontualmente o misterioso homem toca a campainha.
O homem se apresenta como Arlington Steward (Frank Langella). Ele começa enfim explicar os motivos de presentear a família com a tal caixa. Steward faz uma oferta. O lance é o seguinte: Se Norma apertar o botão ela ganha 1 milhão de dólares para fazer o que bem entender. Mas calma, as coisas não são assim tão fáceis. Ao apertar o botão ela até pode ganhar a pasta com a grana oferecida pelo homem, mas uma pessoa que eles não conhecem será morta, simples assim.
Pode ser uma pessoa boa como alguém no corredor da morte. Logicamente que Norma ficadesconfiada, principalmente pelo aspecto nada agradável de Steward, que tem uma parte do rosto desfigurada. No entanto, Norma fica pensativa e pensa que ajudaria muito a família, que passa por uma certa crise e o desconto que tinham no colégio de seu filho está prestes a acabar.
Depois de discutirem sobre o assunto, o marido de Norma, Arthur acha tudo isso uma bobagem, não acredita na história e chega analisar a caixa a procura de escutas. Arthur acredita que o homem não passa de um doente mental. Repentinamente Norma aperta o botão e diz: “Ora bolas, não vai acontecer nada”.
Acontece. E é então que começa a trama de verdade, que oras passa pelo bizarro, sublime e podemos classificá-lo como um Suspense com toques de ficção científica. O diretor Richard Kelly (Donnie Darko) acerta em cheio. Podemos notar uma certa influência de Stanley Kubrick em algumas partes, principalmente na trilha sonora, com acordes dissonantes, tornando o clima bastante desagradável e cheio de perigos.
Logicamente que não tão genial como um Kubrick da vida. Mas Richard fez o trabalho de casa direitinho e traz uma conclusão que surpreende, mas deixa no ar várias questões que se fossem respondidas, talvez perdesse um pouco do mistério que cerca a trama.
Apesar dos prós, o filme infelizmente foi destruído pela crítica e pelo público, recebendo na maioria notas ruins, o que é uma pena, pois se trata de um filme ótimo e instigante. Aqui no Brasil, ‘A Caixa’ parece seguir o mesmo caminho, talvez justiça seja feita quando o filme for lançado em DVD/Blu-Ray. O seu reconhecimento tardio é melhor que nada.
Nota: 




Assista ao trailer abaixo:
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Ao ver o trailer de mais uma animação em 3D, eu pensei justamente isso “mais uma animação em 3D”.
Vendo a programação de cinema, eu procurava algo divertido e talvez banal. Só pelo simples ato de ir ao cinema. Meus amigos, queriam ver a animação do dragão. Pois ao verem o trailer que passou antes de Avatar, ficaram maravilhados; visto que foi sua primeira experiência em 3D.
Vamos nessa! Escolhido o filme, vamos às opções: legendado ou dublado? Meus amigos são xiitas e não abrem mão de filmes legendados. Pra mim, tanto faz, mas um filme em 3D legendado, seria algo novo. Aceitei embarcar nessa nova jornada. Tirando o fato dos óculos 3D do cinema em questão atrapalharem muito, pois as lentes são pequenas com bordas espessas e são entregues com lentes sujas,… esperem! Tem alguém sentado na minha poltrona. Isso é muito desagradável! Mas sem problemas. O cidadão se levanta do meu lugar.
Trailers, trailers e trailers. Faz parte do cinema. Curiosamente eu não vi aquelas enormes propagandas inoportunas de produtos aleatórios que nos forçam a ver antes que possamos desfrutar de trailers e do filme em si. Ou, se houveram propagandas, foram anteriores à minha chegada.
Antes de começar, vale lembrar que durante o filme ocorreram várias conversas e até telefone tocando durante a projeção. Fora alguns espaçosos sem educação que ficam batendo e colocando os pés sobre os encostos das poltronas à sua frente, incomodando uma fileira quase que inteira. Pra não ficar mais chato que já estou, vou interpretar os dois flashes que vi como obra da minha imaginação. Normalmente se pensa que crianças é que fariam isso, mas eu estava na sessão das 22h20. WTF?
O.K.! Vamos lá!
Como falei anteriormente, minhas expectativas eram das menores, visto que era mais uma animação 3D com personagens cartunescos. Algo normalmente divertido, mas só.
Já nas primeiras falas do filme, ficar lendo as legendas é uma tarefa árdua. A simplicidade do enredo, a facilidade do contexto, mais a simplicidade dos diálogos, permitiu que eu não me ativesse muito às legendas e mais ao visual. E isso foi ótimo, pois todo o trabalho de construção visual do “ambiente” ou “cenário” da história foi de tal beleza, que não havia como tirar os olhos “daquilo”. O “passeio” por tais lugares é algo incrível.
Como eu disse, a história é simples, mas não deixa de ser muito interessante e foi me prendendo a atenção. Clichês? Se houve, não percebi, pois minha atenção era noutras coisas. Claro que histórias de superação e de nerds se dando bem, já são conhecidas, mas quem liga?
Algumas “tiradas” me lembraram o filme Águia de Aço (Iron Eagle, 1986). Quem conhece, entenderá o que digo. Mas isso não compromete a originalidade do filme. Em determinado momento, eu rezava para não haver clichê e pensava “Surpreenda-me, por favor!”. Minhas preces foram atendidas. E foram além. A partir de certo ponto, cada coisa que você acha o “curso normal”, acaba dando uma virada. O conceito “final feliz”? Não sei. Eu ainda estou revendo tal conceito.
Sobre o “3D que atira coisas no espectador”, não vi nada que chegasse a tal ponto. Achei sóbrio nesse sentido. Acho difícil falar mais que isso sem que acabe soltando um spoiler. Minha longa introdução com “chatices” foi pra chegar ao resultado final:
Mesmo com todas as “adversidades” citadas, eu saí com um saldo positivo enorme com relação ao filme e na “ida ao cinema” como um todo. Tudo que aconteceu de ruim, não foi suficiente para tirar meu sorriso e nem a minha sensação de ter assistido à um incrível filme!
Recomendo fortemente. Assista legendado ou dublado, mas assista! Um dos meus amigos – André, saiu da sala de projeção com um desejo fixo “Eu quero ter um dragão!”. Já o Daniel ainda parecia meio hipnotizado. Será que isso é o suficiente?
Digo mais! Se na última premiação do Oscar, “Up – Altas Aventuras” foi indicado aos prêmios de melhor filme e melhor animação, isso é o mínimo que espero de “Como Treinar O Seu Dragão”.
Nota: 




Fique com o trailer abaixo:
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Não seria ironia dizer que God of War III é um dos jogos mais aguardados para 2010 e sem dúvida entendo plenamente essa expectativa, afinal um jogo que foi um sucesso no Playstation 2 não pode deve ser diferente no Playstation 3.
Depois de tudo que vimos sobre o jogo e da versão demo que testamos claro que nossa ansiedade também está à flor da pele, e o lançamento do jogo foi aguardado por nós nos últimos três anos desde seu anúncio oficial. Agora com o jogo na mão tenho a responsabilidade de passar tudo o que God of War III transmite e posso adiantar que é muita coisa, mas muita coisa mesmo.
Confira os fatos!
God of War III traz de volta as batalhas épicas, com gráficos extraordinários e um enredo elaborado, que coloca Kratos no centro da carnificina e da destruição, enquanto procura se vingar dos Deuses do Olimpo. Como sabemos o palco para esse desafio são baseados na mitologia Grega, que vão desde montanhas ameaçadoras do Monte Olimpo até às profundezas negras do Inferno.
Uma novidade muito apreciada aqui é seu sistema de loads screens, que são raros e também o fato da maioria dos vídeos serem em tempo real, ou seja, enquanto você observa a Titã Gaia escalar o monte Olimpo em uma visão cinematográfica é possível ainda controlar Kratos que responde totalmente a seus comandos.
A escala do jogo está fantástica e os chefes de fases são gigantescos e as vezes Kratos chega ser menor que a unha dos Titãs. Podemos destacar duas grandes batalhas a de Hades um chefe de fase que possuí uma arma semelhante à Blades of Chaos, que tenta arrancar a alma de Kratos em combate e ao qual temos acesso ao derrotá-lo e também à batalha contra o Titã Cronos, um gigante monstruoso que causa grande euforia durante a luta que literalmente acontece em cima do Titã.
Outra novidade que God of War III traz é a visão denominada pelos produtores de First Person Killer, uma visão onde vemos com os próprios olhos do inimigo a surra que ele leva de Kratos. Tenho que admitir que não deva ser uma boa ideia encarar Kratos olho no olho.
O arsenal de Kratos está bem variado e mais uma vez ele conta sua Blades of Chaos – sua espada extensível através de correntes – como arma principal. Além disso, Kratos poderá utilizar diversas outras armas a hora que desejar podendo alterá-las com um simples toque nas setas direcionais do controle. Podemos citar como exemplos de armas além da Blades of Chaos uma garra metálica preza ao pulso por argolas deslizantes e também um arco e flecha acionado com o botão L2 do controle.
Como nos jogos anteriores é possível agarrar os inimigos, executá-los ou arremessá-los. Agarrando o inimigo e pressionando o botão quadrado, Kratos corre utilizando o inimigo como uma espécie de escudo e vai em direção aos demais. Mas durante o jogo ocorre o contrário e grande parte dos inimigos é que se aglomera em cima de Kratos, que com movimentos no direcional analógico manda todos pelos ares.
Kratos também utiliza magias e novas habilidades, no entanto, o que diferencia God of War III dos títulos anteriores é a incapacidade de escolher o tipo de magia através das setas de direções. Estes botões servem agora como já dissemos anteriormente para outro propósito, sendo que a cada seta é atribuída uma arma e a cada arma está atribuído um tipo de magia. Sendo assim, no final do jogo Kratos terá cinco novas armas à sua disposição.
Podemos citar como exemplo de magia uma onde ele praticamente evoca soldados espartanos que se aglomeram ao seu redor formando uma espécie de casco com os escudos e desferindo golpes com suas longas lanças pontiagudas – um movimento de defesa e ataque típico relatado nas histórias dos espartanos – tudo é muito rápido e todos os inimigos ao redor são dilacerados.
Já como uma nova habilidade, Kratos pode se locomover de forma muito rápida por pequenos espaços de tempo. Uma habilidade muito útil para se locomover por pequenos trechos e enfrentar mais de um chefe de fase durante uma batalha.
Novos movimentos tornam a lista de Kratos mais robusta com especial atenção para a combinação L1+ botão “O” em que Kratos atira sua arma que se prende a um inimigo e se atira contra o mesmo ou, no caso de outras armas, puxa o inimigo contra si e o projeta pelo ar com um murro direto.
Este movimento com a Blades of Chaos serve também para atravessar precipícios agarrado às pernas de harpias ou regressar rapidamente ao combate quando somos atirados para o ar pela investida de um minotauro.
Além dos Titãs que são a grande sensação das batalhas e causam um maior impacto durante a jogatina enfrentamos inimigos menores como um Centauro, um Ciclope e uma Chimera. Todos são chefes de fase e a forma de destruí-los é atacá-los até que um botão de comando apareça em cima de suas cabeças para dar início a sequência de finalizações, os Quick Time Events – os movimentos de finalização marcados por uma sequência de botões. Essas finalizações são na verdade mini-games que a cada botão certo da continuidade a sequência e uma vez acionado um botão errado ela é interrompida.
Na verdade essas sequências são fantásticas, muito violentas e são elas que enchem nossos olhos enquanto são executadas. No caso do Centauro suas tripas são arrancadas e a Chimera é morta com seu próprio chifre. Já o Ciclope tem seus olhos arrancados como de costume, mas antes disso, serve como arma para Kratos que agora pode comandar o monstrengo antes de derrotá-lo.
Graficamente os cenários estão gigantescos e detalhados de forma fantástica. Os produtores como já dissemos se preocuparam com a escala do jogo e isso deixa as cenas de ação muito intensas e brutais. Isso sem falar que agora todo o sangue derramado durante a matança fica preso no corpo de Kratos, e também na lâmina de sua arma.
Os cenários estão minuciosamente detalhados e as diferentes zonas percorridas em God of War III são bastante distintas. Outro ponto de destaque é o fato dos cenários, em particular os exteriores, nunca estar estático ou vazio. Há sempre qualquer coisa acontecendo. Os Titãs escalam o Monte Olimpo enquanto lutam contra os olimpianos que os tentam parar, corpos caem para os abismos, harpias voam ao longe, tornando o mundo de God of War III totalmente vivo.
O número de inimigos na tela também é maior e agora vamos ver um máximo de 50 inimigos, contra os quinze das versões anteriores. O poder gráfico do Playstation 3 deixa visível o número de polígonos que vão dar forma a Kratos.
Enquanto que em God of War II o personagem fazia uso de 5 mil polígonos, neste novo jogo vamos ver Kratos quatro vezes mais detalhado, ou seja, composto por 20 mil polígonos.
O som é outro fator de destaque, principalmente na trilha sonora que é bem intensa e causa muita adrenalina durante o jogo. As dublagens também estão satisfatórias e a voz imponente de Kratos continua pondo medo em seus inimigos. Além disso, os passos de Kratos, os cascos dos minotauros e centauros, o metal das armas, a colisão dos corpos e, em especial, as correntes das Blades of Chaos, tudo tem o seu som destacado e a sua representação está espetacular.
Outra preocupação que os produtores tomaram muito cuidado foi em relação à dificuldade que o jogo oferece em relação aos enigmas, que nos jogos anteriores deixaram muitos jogadores de cabelo em pé. Eles continuam nessa terceira edição, mas com uma dificuldade mais moderada. Dessa forma, God of War III foca mais a ação do que a resolução de quebra-cabeças.
Podemos concluir que os produtores encerram essa trilogia com chave de ouro e todas as expectativas criadas em torno do game nesses últimos três anos valeram a pena em cada minuto esperado. Ainda teríamos muito a falar sobre o jogo, que tem tranquilamente mais de 10 horas de duração, mas não podemos revelar todas as surpresas do jogo e acabar com a expectativa de cada jogador. Só nos resta dizer aos donos do Playstation 3 que God of War III não pode faltar de maneira nenhuma em sua coleção.
Nota: 




Assista abaixo ao ótimo video review do site IGN:
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O ChatRoulette tem sido pauta frequente aqui no blog. Já publiquei inclusive conteúdo referente ao público que faz uso da ferramenta. Volta e meia temos algo para falar desta nova ferramenta de comunicação.
As vezes penso no ChatRoulette como algo estúpido e inútil. Outras vezes o vejo como uma excelente forma de se divertir afinal, de qual outra forma você poderia ver e conversar com qualquer pessoa ao redor do mundo de forma aleatória?
Como a ferramenta vem sendo cada vez mais utilizada, não é surpresa que a publicidade comece a olhar para a ferramenta e passe a enxergar potencial. Depois do pianista que improvisava música para as pessoas e da banda que lançou um videoclip utilizando imagens do ChatRoulette, vi hoje no Brainstorm#9 que temos agora a 1ª marca a anunciar na ferramenta.
Trata-se da Buzz TV, um canal americano focado em filmes de horror. A McCann Erickson Madrid, agência responsável pela campanha, utilizou uma abordagem para lá de adequada. Como o canal Buzz.TV é focado em filmes de horror, nada melhor que simular um assassinato cinematográfico via ChatRoulette, certo?
Assista ao videocase da campanha abaixo:
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Essa eu vi no blog do Tiago Dória: tava demorando para uma banda (ou uma candidata a banda) lançasse um videoclip no ChatRoulette? Pois bem, é possível que outras já o tenham feito mas a primeira que conseguiu tornar o feito público em massa foi a francesa I AM UN CHIEN.
A música não tem nada demais. Mas, pelo menos serviu para balançar algumas cabeças do outro lado da tela =)
Será que alguma banda se tornará famosa através do ChatRoulette?
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Enquanto aguardamos o alardeado Toy Story 3, você que curte bonecos de personagens do cinema pode gostar dessa. Foi lançado o Buzz Lightyear iDance. Qual é a dele? Dançar ao som da música que você coloca.
Ele também pode ser plugado a um iPod, iPhone ou qualquer outro tocador de música. Eu ainda vou ter uma estante só pra por esses bonecos.
O Buzz Lightyear iDance custa US$26,49 na Amazon.com.
Assista abaixo a um pequeno vídeo exibindo o Buzz dançando =)
via DigitalDrops
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Será que eu preciso dizer alguma coisa? Só o fato de olhar para essas fotos faz qualquer um ter vontade de ver essa animação.
O bom é que Mary e Max não é “apenas” um excelente trabalho técnico e sim uma mistura de um requinte visual invejável com uma história tocante que consegue atingir o cidadão mais coração de pedra desse mundo.
Mary é uma garota de 9 anos que vive na Austrália. Felicidade para ela é comer leite condensado e assistir seu desenho favorito ao lado de um galo de estimação. O pai é ausente e a mãe é alcoolatra. Na escola ela é perseguida. Até que um dia ela resolve mandar uma carta aleatória para um americano.
Max é obeso e sofre da síndrome de Asperger (clique aqui se você quiser saber mais… em inglês). Ele nutre uma paixão doentia por chocolate e gosta do mesmo desenho que Mary. Além disso, é solitário também. Até que um dia ele recebe uma carta vinda da… Austrália!
Acompanhamos a troca de cartas e a amizade entre os dois crescendo cada vez mais. De uma maneira ingênua eles falam sobre diversos assuntos, que nos fazem rir e nos emocionar quase que ao mesmo tempo.
São coisas pequenas que fazem a diferença, como quando Max diz que não consegue chorar e Mary coleta suas próprias lágrimas e dá para o seu amigo.
Um filme esteticamente perfeito e muito rico em conteúdo. Noventa minutos de prazer cinematográfico que não tenho medo de sair recomendando por aí.
Nota: 




Assista ao trailer abaixo:
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Nesse final de semana assisti a O Livro de Eli (The Book of Eli, 2010), dirigido pelos irmãos Hughes e produzido e estrelado por Denzel Washington. O filme fala sobre fé, principalmente durante o período pós-apocalipse, onde o filme se passa.
Logo de cara já fica claro que a comida e a água são recursos bastante escassos. Sim, já vimos isso em Mad Max. E não é só a falta de comida e água que remetem ao clássico da década de 80, onde Mel Gibson foi lançado ao estrelato. Em toda a 1ª metade fo filme é possível encontrar algo de Mad Max, seja através do cenário desolador ou através dos próprios inimigos com quem Eli (Denzel Washington) luta para seguir sua jornada.
Lendo pela 1ª vez o nome O Livro de Eli fica difícil imaginar sobre o que o livro se trata. De forma rápida e sem spoilers, o tal livro é a Bíblia sagrada. Eli recebeu a missão de atravessar um deserto desolado por uma suposta guerra que devastou todo o mundo e seguir sempre em direção Oeste.
Eli recebeu a missão de forma “divina” e ele é dono de uma fé inabalável, que não só o faz seguir em frente, como lhe garante força e “proteção” para seguir a diante.
Apesar de tratar novamente de um tema cada vez mais frequente no cinema, o apocalipse, o filme procura não explicar em detalhes o que aconteceu, certamente por conta de tantas outras produções que já o fizeram, de uma forma ou de outra.
Em sua jornada, Eli tem como maior inimigo Carnegie (Gary Oldman). Carnegie é uma espécie de lider de uma pequena vila que se formou no meio de um grande vazio.
Ele sabe que sozinho não tem como liderar e governar o espaço por muito tempo, pois precisa de “algo mais”. Para Carnegie, a Bíblia é uma arma que pode servir para comandar as pessoas e fazê-las obedecerem a ele.
Por esta razão, Carnegie deseja mais a bíblia do que a própria vida. Assim que Eli cruza a vila, Carnegie percebe que não se trata de apenas mais um “zé ninguém”, um andarinho qualquer. E então, faz de tudo para que Eli permanceça na vila e divida com ele os ensinamentos da Bíblia para que juntos, iniciem a “reconstrução” de uma futura nação.
Só que as coisas não assim tão simples e Eli escapa sozinho para cumprir sua missão, que é levar a bíblia até o tal “local seguro”, descrito a ele através de uma “voz” que o encorajou e lhe permitiu que a fé tomasse conta de seu ser. No caminho Eli acaba tendo a indesejável companhia de Solara (Mila Kunis), suposta filha de Carnegie.
O produção possui uma fotografia bastante elaborada e que transmite, a todo momento, a noção de devastação e de vazio trazidos pelo apocalipse. Não há vida. Em meio a tanto vazio, o que pode-se enxergar são carros velhos, ferros retorcidos e pontes destruídas, além de cavernas e casas caindo aos pedaços.
Também digna de nota é a trilha sonora, que acompanha a todo o instante a devastação e o vazio presente na tela. Questões bíblicas e temas ligados a fé preenchem toda a fita.
A Bíblia é vista como uma forma de por ordem novamente no mundo e, principalmente, como uma forma de ajudar a construir tudo aquilo que foi perdido.
Porém, durante o filme tudo isso é questionado. Será mesmo essa a melhor forma de construir o mundo? E se a guerra que pôs fim ao mundo se iniciou graças à Bíblia, como coloca o próprio Eli em uma conversa com Solara? Não estaria ele contribuindo apenas para o recomeço de um novo ciclo?
No último ato do filme é possível tirar algumas conclusões ou, se você for muito a fundo, talvez tenha várias dúvidas sobre o que supostamente irá acontecer quando o filme chegar a seu fim. Certamente, como o longa trata de um tema complexo, é difícil chegar a conclusões e acredito que talvez nem tenha sido a intenção dos irmãos Hughes.
Com relação as atuações, Denzel Washington está bastante discreto. Até a 1ª metade, ele lembra Stallone em Rambo ou seja, entra em cena mudo e sai calado. Dali em diante, quando tem a companhia de Solara, começa a falar sobre a sua missão e o porque da importância de manter a fé.
Gary Oldman tem aqui mais um belo e intenso papel. Mas, achei que ficou faltando um pouco mais dele no filme. Oldman poderia ter sido melhor aproveitado. Também achei o filme curto. Várias outras questões poderiam ter sido exploradas e tornado o longa mais completo.
No final, a sensação é: “Bacana, tudo muito legal mas…. só isso?”. Mesmo assim, recomendo O Livro de Eli principalmente pela bela fotografia, trilha sonora, ambientação e também pela reflexão que o filme traz com relação a fé e a reconstrução do mundo através dos ensinamentos da Bíblia e a forma como ela pode se tornar uma arma perigosíssima nas mãos de pessoas erradas.
Nota: 




Assista ao trailer abaixo:















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