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Segundo notícia divulgada pelo Link, o site Mininova excluiu todo o conteúdo protegido por direito autoral e limitou o upload de novos torrents ao proprietário da obra.
O Mininova já era o maior repositório de torrents da rede, ao lado do PirateBay, quando a agência antipirataria holandesa BREIN deu início ao processo que praticamente encerrou as atividades do site.
O Mininova segue online, mas agora como plataforma de distribuição de conteúdo legal e gratuito – ou seja, apenas usuários aprovados podem fazer o upload de novos arquivos torrent.
A decisão da corte de Utrecht, na Holanda, saiu no final de agosto, obrigando o site a excluir todo o conteúdo protegido por direitos autorais, e a desenvolver um filtro capaz de impedir o upload de novos arquivos ilegais. O Mininova afirma que, após meses de testes com diferentes técnicas de rastreamento, não foi possível encontrar uma opção que atendesse aos requerimentos da Justiça holandesa, e ainda mantivesse um fluxo constante de adição de torrents ao site.
Sem opções, não restou outra alternativa ao Mininova senão apagar quase todos os torrents disponibilizados – foi registrada uma queda de mais de 1,3 milhão de arquivos apenas entre os dias 24 e 26 de novembro, de acordo com dados do próprio site.
O Mininova, assim como o PirateBay, ainda possui alternativas legais para recorrer da decisão do tribunal. Mas enquanto o PirateBay optou por interromper por completo suas atividades, o renovado Mininova desponta como uma maneira realista de provar que um formato de arquivo e uma nova tecnologia de distribuição de mídia não deveriam ser sacrificados em detrimento do usuário.
Usuários órfãos do Mininova já superam a perda
Os ex-usuários do Mininova, apesar do baque inicial, parecem já ter migrado para outras soluções. Numa pesquisa rápida feita pelo Twitter, o Link constatou que muitos internautas têm, na ponta da língua, a alternativa a qual já aderiram. Alguns optaram por outros sites de torrent, como o isoHunt, outros migraram para fóruns de compartilhamento, mas ninguém ficou chupando o dedo. O Blog do Link publicou um balanço geral das opções.
CRONOLOGIA
1999:
A era Napster
O Napster era um software de compartilhamento de arquivos criado por Shawn Fanning e que deu início à revolução do download. Através de conexões Peer-to-Peer (P2P), o usuário podia baixar arquivos MP3 de diversas fontes simultaneamente.
2001:
Nasce o torrent
O protocolo BitTorrent foi criado para facilitar o compartilhamento de grandes quantidades de dados. Graças a sua velocidade e eficiência, ajudou a popularizar a troca de arquivos maiores – como filmes, jogos de videogame e discografias de artistas.
2004:
Suprnova sai do ar
O Suprnova foi criado no fim de 2002 na Eslovênia e até 2004 já havia se tornado o principal repositório de torrents na internet. No final de 2004, o site interrompeu suas operações após uma série de ameaças de processo. O domínio foi doado ao PirateBay em 2007.
2006:
PirateBay é investigado
Na manhã do último dia de maio de 2006, a polícia sueca obteve um mandato judicial para buscar e apreender os servidores do PirateBay. 65 policiais participaram da ação, que causou polêmica internacional. Três funcionários do site chegaram a ser detidos.
2008:
Mininova é processado
Criado em janeiro de 2005 como sucessor do Suprnova, rapidamente assumiu a posição de central distribuidora de torrents. O site foi processado pela organização Antipirataria holandesa BREIN em 2008, na mesma semana em que atingiu 5 bilhões de downloads.
2009:
Trackers se despedem
Após longa batalha judicial, tanto o Mininova quanto o PirateBay decretaram o fim – mesmo que temporário – de seus serviços. Trackers e torrents foram retirados do ar no Mininova, e o PirateBay segue inacessível. Ambos os sites aguardam apelação.
O GeracaoInternet ressalta que:
“Pirataria é a apropriação, reprodução e utilização de obras (escritas, musicais ou audiovisuais) protegidas por direitos autorais, sem devida autorização. Ela pode acontecer de diferentes formas, desde a compra de CDs e DVDs falsificados, até o download de arquivos pela internet. Independente dos meios, a pirataria é qualificada como crime, e é punida como tal. Por ser um fenômeno que cresce bastante atualmente, principalmente por conta da expansão da internet de banda larga, é necessário saber identificar e combater a pirataria.” (APCM)
Fonte: Link
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Este artigo é uma parceria com o Portal dos Games, cuja equipe colabora com o Geração Internet
A série Resident Evil é palco de inúmeros estilos de jogos como ação, terror, tiro em primeira pessoa, e sempre foi apreciado pelos fãs que são aficionados por derrotar a famosa horda de zumbis. Agora Resident Evil: The Darkside Chronicles chega trazendo mais uma inédita aventura vivida na pele de Leon S. Kennedy para Nintendo Wii.
Confira os fatos!
O enredo começa quando Leon e Krauser são enviados para uma pequena aldeia da América do Sul para impedir um ex-traficante de consolidar seu plano com a organização da Umbrella. Como estamos acostumados a ver, toda a localização povoada pela Umbrella traz nossos conhecidos e amados comedores de cérebro por toda a parte, e aqui não é diferente. Durante sua jornada muitos mistérios são revelados sobre como Leon e Claire Redfield sobreviveram à queda de Raccoon City e escaparam do centro de detenção de Rockfort Island.
Essas lembranças ao passado com certeza irão agradar aos fãs que terão muitas respostas de acontecimentos anteriores e mesmo se você nunca teve alguma experiência com outros jogos da série Resident Evil, toda essa nostalgia pode ser útil para lhe ajudar no presente.
Como Resident Evil: The Darkside Chronicles se trata de um game de tiro, não há muita opção a fazer a não ser seguir seu traçado pré-determinado pelo jogo, se movendo sempre dentro uma rota dentro dos limites de sua perspectiva.
Embora tudo isso seja obrigatório, chega a ser chato, principalmente em batalhas com chefes de fases, onde seu espaço de ação é muito restrito, dificultando toda a jogabilidade. Sem contar que os chefes possuem uma mira fora do comum e raramente erram o alvo.
Embora o jogo tente compensar essa deficiência de câmera com um sistema de auto-bloqueio, que ajuda muito. Essa opção se encontra disponível apenas na dificuldade fácil e ainda por cima a momentos em que não funciona bem.
Mas o sistema de câmera não é o único problema de Resident Evil: The Darkside Chronicles, que lhe aplica muitas surpresas como, por exemplo, passar por um corredor e exterminar inúmeros zumbis e após a ação terminar e sem saber de onde, novos zumbis são tele transportados para o local e tudo tem que ser feito novamente.
Além disso, sua margem de segurança longe de um zumbi é muito incoerente e quando você menos espera é agarrado por um zumbi que estava muito distante de você, ou seja, nunca temos certeza se onde estamos é um local seguro.
Às vezes é possível evitar os ataques apertando no tempo certo os botões indicados na tela, mas isso não funciona bem com os chefes de fases, só é eficaz para inimigos mais fracos.
Ao longo da aventura você é acompanhado por um parceiro que deveria ajudar você a sobreviver. Infelizmente ele ou ela não fazem nada e você deve se manter vivo por conta e até mesmo livrar a barra de seu companheiro. Felizmente um amigo pode lhe oferecer um apoio de verdade, mas não é possível participar de uma campanha em andamento.
Quando jogar com um amigo é possível ter um pouco mais de tempo para recolher itens e explodir locais secretos para encontrar ouro e arquivos colecionáveis. O ouro encontrado pelo caminho pode ser investido para atualizar sua arma de diversos modos e os arquivos podem ser acessados para ajudar a aumentar seu conhecimento.
Resident Evil: The Darkside Chronicles recria locais memoráveis de outros jogos da série e visualmente é muito mais detalhado que seu antecessor, assim como também a volta de vários temas familiares que ajudam muito a construir um clima de tensão e que serão reconhecidos facilmente pelos fãs do game estão de volta.
Se você estiver a fim de fazer uma viagem nostálgica ao passado, Resident Evil: The Darkside Chronicles é o local certo para isso. Até mesmo o novo cenário sul americano parece ter sido inspirado de jogos anteriores. Definitivamente Resident Evil: The Darkside Chronicles é uma verdadeira viagem no tempo. Assista ao trailer abaixo:
Nota: 




Confira o trailer:
Nota: Conteúdo fornecido pelo Portal dos Games, em antiga parceria com o Geração Internet.
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Ontem fez 8 anos que George Harrison faleceu. O eterno guitarrista dos Beatles morreu no 29 de Novembro de 2001 de câncer no pulmão, o músico tinha 58 anos.
George Harrison era conhecido também por ser o Beatle quieto, era o mais discreto dos Beatles, mas isso jamais inibiu seu talento como músico. Com os Beatles, George nos deu memoráveis canções como: “Here comes the sun”, “While My Guitar Genly Weeps”, “Taxman”, “Something” entre outras.
Com o fim dos Beatles, George lançou seu primeiro disco solo, o antológico ‘All Things Must Pass’, considerado o seu melhor álbum solo e o mais cultuado. Basta dizer que o álbum tinha a clássica ‘My Sweet Lord’ de destaque, a ‘Imagine’ de Harrison.
O sucesso de George em carreira solo seguiu por anos. Uma das lembranças dos brasileiros de Harrison, principalmente da banda Los Hermanos foi o fato do guitarrista participar da regravação do hit ‘Anna Julia’.
O ex-vocalista do Traffic Jim Capaldi reuniu uma banda de sonhos que incluía George Harrison, Ian Paice (Baterista Deep Purple) e Paul Weller.O resultado foi um ‘remake’ da canção homônima de sucesso que causou bastante entusiasmo nos integrantes dos Los Hermanos.
O último trabalho de Harrison acabou sendo o relançamento do álbum ‘All Things Mus Pass’ em CD duplo com 5 faixas inéditas.Para aqueles que querem conhecer o trabalho de Harrison, ouçam os álbuns ‘Revolver’, ‘Abbey Road’, talvez sejam os discos onde pode ver uma maior contribuição do músico com os Beatles.
Em carreira solo, recomendo o já citado ‘All Things Must Pass’ e a coletânea ‘Let it Roll’, lançada este ano.
Nota: Conteúdo fornecido pelo Ocean of Noise, em antiga parceria com o Geração Internet.
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A última edição da revista Exame:PME, destacou em sua capa, “uma lista com 10 aplicações em tecnologia descobertas por pequenos e médios empresários para melhorar os seus negócios”.
Para ilustrar a capa da edição, ninguém menos que Fábio Seixas, criador do Camiseteria, que abre a listagem com sua ferramenta e um ótimo case de sucesso.
Uma prova de que é possívem alavancar pequenos negócios com o uso de ferramentas da internet acessíveis a qualquer pequena ou média empresa.
“Como as ferramentas da internet podem aumentar as vendas e diminuir os gastos numa pequena ou média empresa? Dez empreendedores que encontraram aplicações não escritas em nenhum manual mostram o caminho.”
O cliente faz o produto

Fabio Seixas
Camiseteria, confecção, Rio de Janeiro, RJ
Faturamento: 1,8 milhão de reais(1)
Ferramenta: Blog
Uso comum nos negócios: Manter um canal oficial de interação com os clientes
O que a Camiseteria faz: Desenvolve novos produtos com ajuda dos internautas
Resultado: Praticamente não há nenhum encalhe
(1) Previsão para 2009
O carioca Fabio Seixas, de 34 anos, não sabia nem fazer barra de calça quando, em 2005, fundou a confecção online Camiseteria. Seu sócio, Rodrigo David, de 33 anos, também não. Seixas é analista de sistemas. David, designer. Eles se inspiraram num concurso de um site americano para bolar um modelo de negócio em que o produto final é desenvolvido pelo próprio cliente.
Qualquer pessoa pode enviar uma proposta de estampa à Camiseteria. Se cumprir certos pré-requisitos, o desenho é exibido no site da empresa, junto com esboços de outros internautas. Depois, os clientes dão notas às ideias. Somente as estampas que recebem nota mínima são impressas nas coleções. Seus autores recebem 600 reais, além de 400 reais em produtos da marca.
Audiência, na Camiseteria, é vital. “Se pouca gente mandar desenhos e menos gente ainda quiser votar, nada disso dará certo”, diz Seixas. “É preciso atrair visitas e ainda fazer das eleições um hábito.” Para divulgar o negócio, Seixas resolveu usar um blog, que fica dentro do site. Na época, algumas grandes empresas já tinham blogs corporativos, utilizados para colher sugestões ou reclamações do público. Na Camiseteria, o blog é mais que um canal de relacionamentos genérico. “Para nós, é também uma ferramenta para desenvolver novos produtos”, diz Seixas.
No início, Seixas escrevia sobre os bastidores da fundação da empresa, postava fotos dos primeiros clientes vestidos com as camisetas e anunciava sorteios. Num ou noutro post, convidava os leitores a dar notas às estampas em processo de escolha e a mandar mais e mais desenhos. Deu certo. Hoje, o movimento no site já permite lançar até 800 camisetas por semana. Cerca de dois terços desse volume são estampados com desenhos recém-aprovados. O restante é reedição de alguma estampa cujo estoque acabou. Produzindo apenas camisetas com desenhos pré-aprovados ou relançando itens cuja procura seja maior que a demanda, a Camiseteria não ganha muito na escala — o preço médio das camisetas é 55 reais, mais ou menos o dobro de uma Hering básica. Em compensação, minimiza o risco de ser paralisada por encalhes, comuns nas empresas de moda — apenas 2% dos modelos não são vendidos num prazo de cinco semanas. “É um resultado excepcional nesse setor”, diz o consultor de varejo Eugênio Foganholo. (Carla Aranha)
Torpedos para produzir mais

Clóvis Souza
Giuliana Flores, floricultura online, São Paulo, SP
Faturamento: 16 milhões de reais(1)
Ferramenta: SMS
Uso comum nos negócios: Enviar malas diretas para oferecer produtos
O que a Giuliana Flores faz: Manda um torpedo a quem comprou flores assim que elas são entregues
Resultado: A produtividade dos atendentes da central telefônica aumentou 133%
(1) Em 2008
Até três anos atrás, os vendedores da floricultura online Giuliana Flores não paravam de receber telefonemas. Mas o fundador Clóvis Souza, de 39 anos, não estava contente. “O call center vivia congestionado e apenas 30% das chamadas se convertiam em vendas”, diz ele. “E não era por causa de preços altos ou atendentes ruins.” O problema estava no grande número de clientes querendo saber se as pessoas para quem haviam comprado flores já as tinham recebido. Como eles ligavam uma, duas, várias vezes, as linhas viviam ocupadas — e os vendedores passavam boa parte do tempo dando atenção àqueles compradores, em vez de fechar novos negócios.
Souza entendia do assunto, pois já estivera do outro lado. Aos 17 anos, quando cursava o colegial, encheu-se de coragem, comprou um buquê de rosas vermelhas na floricultura em que trabalhava e mandou entregar para a namoradinha. As horas seguintes foram de alta ansiedade. “Só melhorei quando o entregador disse que ela tinha recebido.”
A Giuliana Flores precisava tomar a iniciativa de notificar os clientes. Souza ficou em dúvida sobre qual tecnologia usar. Sistemas de rastreamento sofisticados, como o da Fedex, que informa em tempo real onde está a encomenda, não cabiam no orçamento. Contratar gente só para avisar os clientes por telefone aumentaria os custos e poderia nem acabar com o gargalo. A solução apareceu quando Souza convenceu-se de que era melhor separar venda e pós-venda em diferentes canais. “Escolhi o SMS”, diz ele.
Ao comprar flores pelo site ou pelo televendas, o consumidor diz se quer receber um torpedo confirmando a entrega. Ao chegar ao destino, o motorista avisa a central da floricultura por rádio — o que não gera custo adicional. Na mesma hora, quem recebe a informação digita o celular do cliente num site, que dispara o torpedo — são cerca de 1 300 mensagens por mês. “Tudo acontece sem passar pelo call center”, diz Souza. O congestionamento acabou e os negócios fluíram. Hoje, as estatísticas de telefonemas convertidos em vendas mostram que a produtividade dos vendedores aumentou 133% em relação à do sistema anterior. (Cecília Abbatti)
Os funcionários gastam menos

Rodolfo Reis
Inovy, Fornecedora de TI, Poços de Caldas, MG
Faturamento: 1,2 milhão de reais(1)
Ferramenta: Twitter
Uso comum nos negócios: Divulgar notícias sobre produtos
O que a Inovy faz: Orienta os funcionários a deixar recados no Twitter para cortar custos com ligações
Resultado: A despesa com telefonia móvel diminuiu 30%
(1) Previsão para 2009
O engenheiro Rodolfo Reis, de 28 anos, criou seu perfil no Twitter para, como os mais de 50 milhões de usuários da ferramenta, saber o que andam dizendo por aí e panfletear a internet com opiniões sobre um pouco de tudo. Em pouco tempo ele achou uma utilidade bem objetiva para essa mistura de miniblog e rede social na qual se disparam textos de até 140 caracteres — reduzir os gastos com telefonia móvel na Inovy, empresa especializada em instalar sistemas de transmissão de vídeo e voz pela internet fundada por ele e pelo engenheiro Luiz Castilho, de 28 anos, na cidade mineira de Poços de Caldas. “Já conseguimos reduzir a conta em 30%”, diz ele.
Tudo começou quando, em maio, Reis ficou inconformado com os 4 000 reais que vieram na conta dos cinco smartphones usados pelos dois sócios e alguns vendedores. “Boa parte eram ligações breves e mensagens de texto trocadas entre nós mesmos”, diz Reis. Se ao menos uma parte dessa comunicação interna fosse feita de graça pela internet, pensou Reis, daria para economizar um bocado, uma vez que o plano com a operadora de telefonia permite acesso ilimitado à rede.
Com seus textos minúsculos e recursos que vão pouco além do essencial, o Twitter poderia servir — bastaria a cada um usar o smartphone para entrar na sua página e verificar se um colega deixou algum recado. Cada um da equipe criou uma nova página no Twitter só para isso. Depois, ativaram um recurso que deixa as mensagens visíveis apenas a membros autorizados. Agora, sempre que Reis entra no Twitter, ele encontra ali uma espécie de mural de recados. “Foi tudo muito simples”, diz Reis. (Cecília Abbatti)
Para cada foto, o cliente deixa um e-mail

Caito Maia
Chilli Beans, Rede de lojas de óculos, São Paulo, SP
Faturamento: 57 milhões de reais(1)
Ferramenta: Webcam
Uso comum nos negócios: Fazer reuniões entre funcionários, clientes e fornecedores
O que a Chilli Beans faz: Coloca um computador com webcam dentro das lojas para coletar e-mails
Resultado: Já existem 150 000 contatos de interessados nos produtos da marca
(1) Estimativa de mercado/2008
O empreendedor Caito Maia, de 40 anos, fundador da rede de lojas de óculos escuros Chilli Beans, sempre achou que, apenas com a imagem num espelho, uma pessoa não tem como saber direito se determinado modelo ficou bom no rosto ou não. Por isso, ele queria que as lojas tivessem câmeras para os clientes se fotografarem. Se, além disso, eles pudessem anexar as imagens a um e-mail e mandar aos amigos, seria possível, mesmo a distância, saber a opinião deles.
Com essas ideias na cabeça, Maia mandou instalar nas lojas computadores equipados com webcans e conectou tudo à internet. Hoje, 235 lojas da Chilli Beans já têm o equipamento. O cliente experimenta um modelo que lhe agradou, tira fotos de si mesmo de vários ângulos e as envia para quem quiser. Detalhe: para entrar na página que dispara essas mensagens, é preciso preencher um cadastro com alguns dados pessoais, que inclui um endereço de e-mail para receber malas diretas da empresa.
Em cinco anos, a Chilli Beans formou uma lista com 150 000 e-mails obtidos dessa forma. Portanto, nele existem apenas destinatários de grande valor para o crescimento da empresa — pessoas certamente interessadas em óculos, que no mínimo ouviram falar da marca, pisaram numa loja Chilli Beans pelo menos uma vez na vida e chegaram a provar o produto. “Muitas grandes empresas adorariam ter um mailing do público delas que fosse tão preciso como esse”, diz Walter Sabini Júnior, da Virid, especializada em e-mail marketing.
Todo mundo que já ficou meses, até mesmo anos, recebendo malas diretas, às vezes caprichadas, mas que vão para o lixo porque o destinatário não faz parte do público certo, tem uma ideia de quanta energia uma empresa pode desperdiçar tentando acertar uma mosca com um canhão. Usado com inteligência, porém, um bom mailing pode ser eficiente para divulgar produtos e serviços a um custo baixo — daí o grande interesse em ter uma lista dessas. “O mais difícil é justamente formar um mailing de qualidade como o que a Chilli Beans conseguiu”, afirma Sabini. (Hugo Vidotto)
O estoque diminuiu

Rodrigo Ferraz
AZ Empreendimentos, grupo de entretenimento, Belo Horizonte, MG
Faturamento: 25 milhões de reais(1)
Ferramenta: Enquete online
Uso comum nos negócios: Pesquisar a opinião do mercado
O que a AZ faz: Usa as votações dos clientes na logística dos estoques
Resultado: O custo do estoque caiu 20%
(1) Previsão para 2009
O advogado e administrador mineiro Rodrigo Ferraz, de 42 anos, começou a trabalhar aos 22 numa corretora de valores de Belo Horizonte. Ele ficou entusiasmado com aqueles gráficos de preços que sobem e descem conforme o humor dos investidores. “Foi na corretora que me interessei mais por esse tipo de estatística”, diz ele. Mais tarde, trabalhando na transportadora da família, criou vários índices com todo tipo de medição, como custo por quilômetro rodado e média de vida útil dos pneus. “Peguei essa mania de medir tudo”, diz Ferraz.
Por isso, as pessoas mais próximas não estranharam muito quando ele passou a examinar minúcias em indicadores que implantara no restaurante Haus München — uma das empresas de seu grupo, o AZ Empreendimentos, que reúne negócios de entretenimento na capital mineira. De um lado, Ferraz estudava o gráfico de vendas mensais de cervejas, a especialidade da casa. Do outro, o ranking das mais apreciadas — obtido com uma ferramenta de enquete online na qual o freguês dá notas de 1 a 5 para quatro quesitos (aroma, sabor, cor e espuma). “Notei que algumas marcas bem avaliadas não apareciam entre as mais vendidas”, diz ele. “Fui investigar.”
O problema estava na administração do estoque. Não admira — o Haus München mantém cerca de 300 tipos de cerveja no cardápio. Com alguma frequência, Ferraz errava nas previsões e comprava muito de uma marca que terminava encalhando. O contrário também ocorria. “Algumas marcas são tão específicas e caras que é difícil concluir se a venda de, digamos, dez unidades por mês, é alta ou baixa”, diz ele. “O ranking me ajuda a entender uma informação que, isolada, não tem significado para o empreendedor.”
Certa vez, Ferraz notou que as garrafas da cerveja belga Duvel, vendida a 30 reais, vinham se acumulando. Ao mesmo tempo, aparecia muito bem avaliada no ranking. Ferraz supôs que ela estivesse apenas escondida em meio a outros itens no menu. A Duvel foi destacada e, no mês seguinte, suas vendas quintuplicaram — foi preciso até pôr mais no estoque. “Sem o ranking, a decisão teria sido parar de comprá-la”, diz Ferraz. Em cerca de um ano e meio, essa matemática ajudou a reduzir o custo do estoque em 20%. (H.V.)
O brinquedo ficou sério

Guilherme Benchimol
XP Investimentos, corretora, Rio de Janeiro, RJ
Faturamento: 75 milhões de reais(1)
Ferramenta: Game online
Uso comum nos negócios: Atrair mais acessos para o site da empresa
O que a XP fez: Criou um jogo online para aumentar as receitas
Resultado: 30% dos jogadores tornaram-se clientes
(1) Estimativa de mercado/2008
Divirta-se negociando contratos futuros de commoditties agrícolas.” Essa não parece ser a coisa mais divertida para fazer durante o tempo livre, parece? Pois esse é o slogan de um jogo online lançado pela corretora de valores XP Investimentos, do Rio de Janeiro, há quase um ano, e que já atraiu 5 000 jogadores. No jogo, internautas investem dinheiro de mentirinha em contratos de soja, boi, milho e café, numa simulação das negociações feitas na bolsa de mercadorias e futuros da BM&F Bovespa. Os jogadores acompanham a alta e a queda nos preços para definir quando comprar ou vender suas commodities fictícias. Os preços, por sua vez, mudam de acordo com variáveis preestabelecidas no sistema do game, como clima, safras e notícias de jornais. O objetivo do internauta é galgar posições num ranking de jogadores com o maior capital acumulado.
A ideia apareceu há dois anos, durante reuniões em que os sócios da XP buscavam alguma forma de despertar o interesse em operações com commodities para pessoas que não sabem como isso funciona. Para a XP, a brincadeira ficou séria. “Em poucos meses, foi preciso contratar seis pessoas somente para gerenciar o game”, diz o economista Guilherme Benchimol, de 33 anos, sócio da corretora. Dos jogadores, 1 500 tornaram-se clientes que passaram a investir de verdade em commodities — que, hoje, respondem por 10% das receitas da XP. “Foi uma revolução”, diz Benchimol. “Antes do jogo não tínhamos nem dez clientes que aplicavam nesses mercados.” (Bruno Vieira Feijó)
O cliente leva um susto

Rony Conde Marques
CMarqx, imobiliária, São Paulo, SP
Faturamento: 10 milhões de reais(1)
Ferramenta: Chat
Uso comum nos negócios: Criar um canal para os consumidores tirarem dúvidas
O que a CMarqx faz: Prospecta novos clientes abordando internautas no site
Resultado: 7,5% das vendas são feitas para pessoas detectadas pelo chat
(1) Estimativa de mercado/2008
Quem entra no site da imobiliária CMarqx, de São Paulo, à procura de um imóvel novo, encontra diversos vídeos e fotos em 360 graus das casas e apartamentos à venda ali. Conforme a pesquisa avança, aumenta a chance de o internauta levar um susto ao ser interpelado, de repente, por uma janelinha amarela flutuante com a frase: “Olá, você gostaria de tirar alguma dúvida?” Se clicar no “sim”, será direcionado para um chat com um atendente.
Muitos dos melhores negócios fechados pela CMarqx começaram dessa forma. Do total de imóveis vendidos em que o contato inicial com o cliente foi feito pela internet, quase um terço vem de pessoas abordadas por esse chat que funciona ao contrário dos chats comuns. No chat comum, como o de companhias aéreas, cabe ao cliente fazer a primeira pergunta. No chat da CMarqx, quem toma a iniciativa é a empresa. “O objetivo é captar a atenção do cliente antes que ele saia do site para fazer outra coisa”, diz Rony Conde Marques, de 47 anos, fundador da empresa.
Para aumentar a chance de esse tipo de prospecção dar frutos, junto com o chat reverso, a equipe da CMarqx usa uma outra tecnologia — uma espécie de rastreador que informa, em tempo real, o que o visitante está fazendo. Na tela dos computadores da empresa, o atendente enxerga um relatório, no qual constam quais páginas as pessoas que estão online acabaram de visitar, quanto tempo passaram em cada uma, e em que parte do site cada uma está naquele momento. “Pelo tipo de pesquisa, dá para inferir se a pessoa procura um apartamento de um quarto ou uma casa grande num condomínio”, diz Marques. “Se percebemos um interesse concreto, tentamos a abordagem.”
Os atendentes da CMarqx são instruídos a fazer mais que tirar dúvidas. Eles convidam o cliente a marcar uma visita ao showroom de algum lançamento pelo qual manifestou interesse e perguntam se ele aceitaria receber uma ligação de um dos corretores — se possível, agora mesmo. “Um internauta que passa mais de 3 minutos pesquisando um site já pode ser considerado um alvo em potencial”, diz Tales Loyelo, gerente da Snap System, que forneceu a tecnologia para a CMarqx. (H.V.)
Vamos estar monitorando sua ligação

Marcelo Rissato
VegaNet, call center, São Paulo, SP
Faturamento: 32 milhões de reais(1)
Ferramenta: VoIP
Uso comum nos negócios: Reduzir gastos de ligações telefônicas
O que a VegaNet faz: Usa o sistema para fazer controle de qualidade do call center
Resultado: A produtividade dos funcionários que monitoram as ligações aumentou em 25%
(1) Previsão para 2009
Na VegaNet, empresa paulistana de serviços de call center, 50 funcionários ficam ouvindo a conversa dos outros — e isso é muito bom para os negócios. A equipe é responsável pelo controle de qualidade do serviço prestado pelas 1 500 pessoas da central a grandes clientes, como Itaú, Renault e Aché. Mais ou menos como aqueles agentes secretos britânicos que começam com 00, eles têm licença para bisbilhotar. Cada um escuta entre 20 e 30 ligações por dia e anota tudo. O atendente tirou a dúvida do consumidor de forma clara? Conhece mesmo o produto que está oferecendo? Não deixa o pobre cliente dependurado ouvindo músicas bobinhas?
Há três meses, a VegaNet trocou o sistema anterior por um de VoiIP (sigla de voz sobre IP, aquela tecnologia de programas de transmissão de áudio pela internet, como o Skype). A mudança permitiu aos funcionários da escuta telefônica melhorar o controle de qualidade. “Ganhamos 25% em produtividade”, diz Marcelo Rissato, de 36 anos, sócio da VegaNet.
O ganho só foi possível porque Rissato cruzou as metas de qualidade da VegaNet com o uso inteligente dos recursos embutidos na tecnologia — que acabou com a necessidade de gravar as conversas antes das análises e fornece, em tempo real, relatórios com a duração de cada ligação, entre outras possibilidades. Uma das vantagens é que, agora, o pessoal da qualidade não apenas escuta — eles também “veem” as ligações, pois podem reunir, num único arquivo, o áudio da gravação com um vídeo que mostra o que o funcionário fazia no computador ao falar ao telefone. “Qualquer pequena ou média empresa que já monitora a forma como os funcionários tratam clientes e fornecedores ao telefone e já instalou ou vai instalar VoIP pode fazer o mesmo”, diz Paula Zandomeni, da In Voice, que faz análise de custo de ligações telefônicas para outras empresas. (H.V.)
O funcionário escreve as regras e as obedece

Luiz Alberto Ferla
Knowtec, pesquisa e inteligência de mercado, Florianópolis, SC
Faturamento: 6 milhões de reais(1)
Ferramenta: Wiki
Uso comum nos negócios: Reunir informações inseridas e atualizadas pelos
próprios funcionários
O que a Knowtec faz: Usa a wiki para disseminar processos entre as filiais
Resultado: Os custos com treinamento de funcionários recém-contratados caíram pela metade
(1) Previsão para 2009
O engenheiro Luiz Alberto Ferla, de 43 anos, encontrou numa wiki (a tecnologia que permite aos usuários da enciclopédia online Wikipédia compartilhar e alterar seus verbetes), a melhor forma de manter um manual das principais tarefas e rotinas de sua empresa, a catarinense Knowtec, que faz relatórios de inteligência de mercado para setores como bionergia e agronegócios. Os responsáveis de cada departamento das unidades da empresa em Florianópolis, Brasília, São Paulo e Seattle, nos Estados Unidos, criam verbetes com descrições do passo a passo a ser seguido em cada tipo de trabalho. Há, entre outras instruções, roteiros completos de como devem ser os relatórios entregues aos clientes. Já foram criados 621 verbetes. O conteúdo é constantemente aperfeiçoado pelos 51 funcionários da empresa — em dois anos, eles já fizeram mais de 5 040 contribuições. Se um deles encontrar uma nova fonte que possa ser consultada nas pesquisas, por exemplo, é só acrescentar no manual — simples e ágil assim. “A descrição dos processos acompanha as mudanças decorrentes do nosso crescimento”, diz Ferla. “Mesmo um funcionário recém-contratado aprende depressa, sem que os antigos tenham de responder sempre às mesmas perguntas.” Dessa forma, os custos com esse tipo de treinamento caíram pela metade. (H.V.)
Você está contratado!

Abel Reis
AgênciaClick, marketing digital, São Paulo, SP
Faturamento: 75 milhões de reais(1)
Ferramenta: Rede social
Uso comum nos negócios: Fazer networking
O que a AgênciaClick faz: Busca funcionários numa rede social criada pela própria empresa
Resultado: Dez pessoas foram entrevistadas. Duas já foram contratadas
(1) Estimativa de mercado/2008
O site da paulistana AgênciaClick, especializada em marketing de mídias sociais, foi transformado numa rede social há dois anos. Entre os mais de 3 400 membros que já se cadastraram, há funcionários, clientes e, a maior parte, internautas interessados em novidades sobre campanhas interativas e vídeos virais. Na rede, eles participam de debates, criam grupos de discussão e postam vídeos e fotos. “Vez ou outra, alguma dessas pessoas dá sinais de que poderia ser aproveitada em nossa equipe”, diz o sócio Abel Reis, de 46 anos. Dez profissionais garimpados já foram entrevistados. Duas contratações aconteceram até agora.
Os membros criaram grupos na rede com nomes como “Eu quero trabalhar na AgênciaClick” e “O que farei quando chegar lá na AgênciaClick”. Alguns se apresentam diretamente aos sócios, que também estão na rede. “São pessoas que, sem a rede, talvez não tivessem como mostrar ideias e propostas diretamente para nós”, diz Reis. Outros espalham links de seu portfóflio de trabalho em vários tópicos de discussão. A rede conta ainda com uma área para receber currículos. Reis vem movimentando a rede com o objetivo específico de caçar talentos. Uma das contratações, por exemplo, foi de um estagiário que venceu uma disputa lançada no último ano — criar uma campanha de conscientização ambiental para a internet. (B.V.F.)
Fonte: Camiseteria e Exame:PME
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Infelizmente não consegui alimentar minha alma”rockeira” ontem, com o show do AC/DC aqui em São Paulo. Se tivesse ido, teria feito aqui um review espirituoso e para lá de emocionante.
Mas, para não deixar de registrar um dos maiores e melhores momentos “rock” no Brasil este ano, publico na íntegra o review do show, escrito pelo ótimo portal Whiplash (onde você pode, inclusive, conferir mais fotos do show)! No final, alguns vídeos da apresentação de ontem. De chorar heim =)
Confira:
E nesta sexta-feira (27/11/2009), num Estádio do Morumbi (São Paulo) tomado por mais de 65 mil fãs, o AC/DC conseguiu adicionar uma façanha em seu currículo já irretocável: até a chuva parou para vê-los e ouvi-los tocar. Precisa falar mais alguma coisa?
Como diria o poeta, “chovia a cântaros” na Zona Sul da capital paulista até por volta das 21h. Quem se encaminhava ao Morumbi, ou quem já estava no estádio à espera do show, foi castigado por uma chuva que não dava mostras de que poderia parar. Mas até São Pedro, o dono das chaves do Céu e comandante da grande central meteorológica da Terra, quis prestar o seu tributo ao AC/DC. Sim, pelas duas horas de espetáculo que viriam a seguir, não seria demais concluir que Angus Young e Cia. fizeram a chuva parar.
O primeiro – e único – show do AC/DC no Brasil após intermináveis 13 anos de espera tinha mesmo uma aura toda especial. Desde a batalha desumana para adquirir ingressos, comparável à vergonhosa venda de tíquetes para a turnê de Madonna em 2008, até o nosso inevitável ciúme em ver que a banda marcou três shows seguidos em Buenos Aires (2, 4 e 6 de dezembro, no estádio do River Plate) e apenas um no Brasil, tudo aumentava a expectativa para uma apresentação perfeita no Morumbi. Mas o final justificou todos os meios.
Se, por um lado, a escassez de datas no Brasil minou as oportunidades de milhares e milhares de fãs pelo país afora, a exclusividade do show em São Paulo transformou o Morumbi num bonito mosaico de sotaques. Desde o “paulistês” carregado do interior até os tons inconfundíveis de quem veio do Nordeste, era possível ouvir de tudo ao redor e dentro do estádio. Este cronista, por exemplo, teve a oportunidade de acompanhar um casal de amigos americanos ao show. Acostumados a grandes espetáculos em organizadas arenas de Chicago e Houston, eles se impressionaram (e também se assustaram, é verdade…) com o mundaréu de gente, com a civilizada baderna, com o trânsito simplesmente surrealista e com a devoção inflamada dos fãs brasileiros.
Mas falemos do show, que começou com espantáveis cinco minutos de atraso (nem dá para chamar isso de atraso). Às 21h35, os refletores se apagaram para revelar um mar de luzinhas vermelhas piscantes – as tiaras de chifrinhos vendidas a R$ 10 na porta do estádio, compradas por pelo menos um terço da platéia. Os telões, de resolução perfeita, começaram a exibir o desenho animado de abertura: uma aventura da banda dentro de um trem descontrolado e em altíssima velocidade – o “Rock N’ Roll Train”, música de abertura do álbum “Black Ice”. Aos primeiros acordes das guitarras de Angus e Malcolm, uma gigante locomotiva abriu caminho no palco para mais um show do AC/DC.
“Não falamos bem ‘brasileiro’ (sic), mas falamos rock n’ roll”, disparou Brian Johnson ao saudar a platéia. Nem deu para
rir com o erro macarrônico do simpático vocalista, pois “Hell Ain’t a Bad Place to Be” e a espetacular “Back in Black” chegaram na sequência para tirar o fôlego da galera.
“Big Jack”, a segunda das quatro músicas de “Black Ice” executadas, foi muito bem recebida e comprovou que os discos novos do AC/DC são trabalhados à perfeição – é por isso que a banda opta por hiatos de sete anos ou mais entre seus lançamentos recentes, em vez de se arriscar a soltar discos ‘meia-boca’ a cada dois anos (infelizmente, muitas boas bandas das antigas parecem ainda não ter aprendido esta lição…). “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” (uma das melhores músicas da noite), “Shot Down in Flames”, “Thunderstruck” (igualmente maravilhosa) e “Black Ice” (outra novidade do repertório) arrebataram o público, que se divertia como nunca em um Morumbi já completamente sem chuva.
“Esta música é sobre uma vagabunda… “, anunciou Brian Johnson, entre risos e acordes distorcidos da guitarra de Angus. “Esta música se chama ‘The Jack’”, completou, para delírio da galera. Mostrando estar no espírito da música, uma das moças da platéia não teve dúvidas ao se ver no telão: levantou a blusa e exibiu o sutiã para todo o Morumbi apreciar.
Que tal uma pausa para respirar? Nunca… O sino gigante desceu ao centro do palco para anunciar, com suas badaladas inconfundíveis, que “Hells Bells” estava prestes a começar. Depois dela, “Shoot to Thrill” manteve as gargantas aquecidas e abriu caminho para a animada “War Machine”, último petardo da lista de “Black Ice” no set atual.
Fazendo jus ao seu caráter épico, o show entrou na reta final com uma sequência de clássicos inesquecíveis: “Dog Eat Dog”, “You Shook Me All Night Long” (cantada em uníssono) e “T.N.T.” (pesada e arrebatadora). Ao chamar “Whole Lotta Rosie”, Brian Johnson brincou: “Trouxemos uma antiga namorada para o show de hoje…” – foi a senha para uma gigante e corpulenta Rosie inflável, de provocantes luvas, sutiã e cinta-liga vermelhas, tomar forma montada na locomotiva do Rock N’ Roll Train que adornava o palco. Para o fecho perfeito, um clássico atemporal: “Let There Be
Rock”, ilustrada por um emocionante videoclipe com imagens dos mais de 35 anos de carreira da banda e ainda emendada por um insano solo de quase 20 minutos de Angus Young. Sim, àquela altura do campeonato ele ainda era capaz de correr para todos os cantos do palco, provocando os fãs e dedilhando acordes distorcidos em sua guitarra.
É claro que ninguém arredou o pé do estádio diante do falso adeus de Brian Johnson. Poucos minutos depois, um alçapão esfumaçado se abriu no meio do palco para mostrar Angus Young saindo direto da estrada do inferno: “Highway to Hell” abriu o bis com toda a autoridade possível. Lindo, mas também triste, pois todos sabiam que o show chegava ao fim, foi ver os canhões se posicionando ao som das notas de “For Those About to Rock”. Execução perfeita, salva de tiros e muita ovação marcaram a despedida de Angus, Malcolm, Brian, Cliff Williams e Phil Rudd. Acabou? Não exatamente: uma queima de fogos estonteante foi a cereja do bolo de um show que beirou a perfeição. Não foi à toa que até a chuva pagou tributo e ficou calada durante todo o restante da noite.
Se o AC/DC saúda todos que curtem rock n’ roll, o Brasil teve o privilégio de saudar, mais uma vez, uma das melhores e mais respeitadas bandas de todos os tempos. Tivesse São Paulo recebido mais shows do AC/DC ao longo dos anos, talvez o apelido de “Terra da Garoa” nem existiria.
AC/DC – São Paulo (Morumbi) – 27/11/2009
Rock N’ Roll Train
Hell Ain’t A Bad Place To Be
Back In Black
Big Jack
Dirty Deeds Done Dirt Cheap
Shot Down In Flames
Thunderstruck
Black Ice
The Jack
Hells Bells
Shoot To Thrill
War Machine
Dog Eat Dog
You Shook Me All Night Long
T.N.T.
Whole Lotta Rosie
Let There Be Rock
(Bis)
Highway To Hell
For Those About To Rock (We Salute You)
Não fui ao show mas, lendo reviews, assistindo a vídeos no YouTube e ouvindo amigos, dou nota máxima para este show:
Nota: 




Para te deixar com ainda mais água na boca ou ódio por não ter ido, assista a algunas vídeos da apresentação do quinteto australiado no estádio do Morumbi, em São Paulo, dia 27/11:
HIGHWAY THE HELL
THUNDERSTRUCK
SHOCK ME ALL NIGH LONG
Fonte: Whiplash
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A nova aventura de Command & Conquer irá contar com várias novidades e melhorias, entre elas uma jogabilidade baseada por classes, bases móveis, que dispensa a coleta de recursos e um sistema de evolução persistente, onde o jogador adquire experiência e aprimora suas habilidades em todas as modalidades do game.
Command & Conquer 4 também vai contar com modo de 5 contra 5 baseado em objetivos e os fatos ocorrem quatro anos após os eventos vistos em Command & Conquer 3: Tiberium Wars.
O enredo se passa no ano de 2062, onde a humanidade está à beira da extinção e faltam apenas 6 anos até que a misteriosa estrutura cristalina Tiberium torne toda a terra inabitável. Agora a GDI e a Brotherhood of Nood vão tentar impedir que isso aconteça neste jogo que vai trazer a conclusão do universo Tiberium.
Aqui o jogador poderá enfrentar a campanha solo sozinho ou em modo cooperativo com seus amigos. Segundo os produtores o objetivo com esse modo é incentivar batalhas cooperadas, tanto no modo campanha como no modo online.
Command & Conquer 4 está previsto para chegar ao PC em março de 2010. Fique com o ótimo trailer abaixo:
Nota: Conteúdo fornecido pelo Portal dos Games, em antiga parceria com o Geração Internet.
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Sempre que diretores sonhadores como Spike Jonze aparecem com um trabalho, digamos… diferentoso, a crítica ‘especializada’ torce o nariz. Parte do time de cineastas subestimados pela Academia, o diretor de 39 anos mais uma vez teve seu talento colocado em xeque, mas virou a mesa e é hoje a bola da vez no mass entertainment from US.
Isso porque ‘Where the wild things are’ (bisonhamente traduzido por aqui como ‘Onde vivem os monstros’) foi, ao lado do thriller ‘Atividade Paranormal’, fenômeno de bilheterias na terra do Homer. Só em seu final de semana de estreia, em outubro, a produção rendeu nada menos que 32 milhões de dólares, mais da metade do segundo colocado.
O filme, baseado no livro homônimo de Maurice Sendak, escritor e ilustrador de obras infanto-juvenis, conta a história de Max, garoto traquinas que é mandado de castigo para seu quarto depois de desobedecer a mãe. Mesmo preso, sua imaginação continua livre para voar, e logo o transporta para um reino desconhecido. Encantado, Max é apresentado à terra dos Monstros Selvagens, onde as travessuras são a lei, e ele é o rei.
O que chamou a minha atenção para o filme – além do trailer sinistro aí embaixo e do fato do livro ter apenas 9 frases escritas – foi seu elenco estelar. Lá estão peso-pesados como Catherine Keener e Mark Ruffalo (atuando), amparados pelas vozes de Forest Whitaker, James Gandolfini, Paul Dano e Chris Cooper.
A direção e o roteiro ficam a cargo de Jon-Jonze, que desde o inspirador ‘Adaptação’ (2002) não dá as caras em L.A (dizem que o filme levou 5 anos in-tei-ros para ficar pronto). Ás dos videoclipes, o cineasta ganhou meu respeito com ‘Quero ser Malkovich’ e ‘A Natureza Quase Humana’, ambos frutos de sua parceria com Charlie Kaufman, seguramente o roteirista mais humano que pisou em Hollywood nos últimos 20 anos.
Para um filme inicialmente despretensioso, ‘Where the wild things are’ vem fazendo bagunça. Além da bilheteria espantosa e das tomadas impressionantes, o longa vem sendo apontado pelo público como um clássico instantâneo. Pena que a estreia por aqui é só em janeiro!
Fique com o trailer:
Nota: Conteúdo fornecido por Renato Sansão, em antiga parceria com o Geração Internet.
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Ao que tudo indica, os Raimundos têm um novo vocalista. Depois de anos de ostracismo após a saída de Rodolfo, que acabou convertendo-se ao evangelismo, a banda volta a ser notícia. Tico Santa Cruz dos Detonautas será o novo vocalista da banda.
A idéia de assumir os vocais dos Raimundos veio do próprio Tico, que em seu Twitter anunciou que gostaria de cantar com os caras. Santa Cruz inicialmente iniciará atuando apenas em alguns shows, mas caso a química role a banda irá além e fará uma grande turnê a partir de 2010.
O guitarrista do Raimundos, Digão, comentou a possibilidade: “Vamos fazer enquanto for bacana”, disse o guitarrista em entrevista ao Guia da Folha Online. Digão ainda comentou que irá cantar algumas músicas também, já que quando Rodolfo deixou a banda foi ele quem assumiu os vocais. Mas quem cantará a maioria será mesmo Tico Santa Cruz e Digão ficará mais na guitarra e nos backing vocals.
Dá uma olhada aí embaixo nos Detonautas tocando a ótima “Eu quero ver o oco”, dos Raimundos. Leva jeito? =)
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Já conheço o cineasta alemão Roland Emmerich de outros carnavais. Vide ‘Independence Day’ e o ‘O Dia depois de amanhã’. Esses são exemplos de filmes tecnicamente impecáveis, que impressionam pelos efeitos de última geração. Mas pecam pela total falta de fidelidade com a realidade.
Tudo bem que blockbusters são feitos, em sua maioria, apenas para entreter o público, nada mais que isso, mas fazer o expectador de otário é outra coisa. Em 2012 Emmrich retorna a destruir o planeta. Só que desta ao invés de Ets e o clima, agora é a profecia da qual o calendario Maia previa que o mundo iria acabar no ano de 2012, tudo ia ser destruído e blá blá blá. Em 2012 todos os clichês de um Blockbuster são repetidos sem moderação.
Mas, se você é daqueles fãs cinéfilos ferrenhos passa bem longe de 2012, pois o que você vai encontrar é somente efeitos especiais bombásticos, muita correria, irrealidade, acrobacias e puutz, piadinhas que incomodam. É incrível ver personagens tão idiotas, vendo o mundo desaparecer sob seus pés e ainda conseguem soltar piadinhas, algo realmente inacreditável. Mas se você não se importa com nada disso e está apenas querendo se divertir e se distrair, quem sabe você se divirta com esse 2012.
A trama do filme é bem fraca e os personagens são apresentados apressadamente sem maiores preocupações, apenas para nos familiarizarmos com os mesmos. Vamos ao Script do filme então, não falarei em maiores detalhes, lhes apresentarei o protagonista da história.
Jackson Curtis (John Cusak) é um escritor frustrado que trabalha de chofer de uma limosine e tenta reconquistar seus filhos e é aquela coisa boba, os filhinhos logicamente odeiam o pai e não estão nem um pouco interessados em acampar com seu velho. Curtis está divorciado de sua esposa, Kate Curtis (Amanda Peet) que mora com outro cara. Não precisa dizer muito, são eles que serão os heróis da trama e logo começa a correria.
O mundo começa a desaparecer, prédios casa e prédios são destruídos e as crateras no chão começam engolir toda a cidade da Califórnia e mundo. Jackson fará de tudo (mesmo!) para salvar sua família. Passarão por cenas tão inacreditáveis quanto absurdas. Em meio a toda catástrofe, sobra muito pouco para desenvolver uma história e exigir uma atuação melhor dos atores, já que o principal do filme é chocar ao máximo possível com as cenas de destruição.
Até mesmo Rio de Janeiro é vítima. Assistir via Globo News ao Cristo Redentor caindo aos pedaços e o povo carioca correndo em pânico é assustador. Até aí tudo bem. Irrealidade já era algo que já havia tomado o longa, mas eu novamente pensei: “Estou assistindo um blockbuster”, nada de ser tão chato.
Mas o que foi imperdoável foram algumas piadinhas totalmente fora de hora, se é que existiria uma brecha para discontração quando se o mundo que você conhece está sendo destruído, isso foi tipicamente ‘Blockbusteriano’ e incomodou bastante. Tudo bem, já tínhamos visto a mentirada circular pelas telas, mas precisa de gracinha?
Custava ter pelo menos um compromisso com a seriedade? Aí já é demais. Fora o affair entre a filha do presidente Laura Wilson (Thandie Newton) e o geologista Adrian Helmsley (Chiwetel Ejifor) que fica óbvio desde o início que tudo vai acabar em beijinhos e abraços.Mas claro, temos alguns pontos positivos além dos efeitos especiais de última geração.
Danny Glover como o presidente Thomas Wilson traz uma certa credibilidade e seriedade a trama, sendo uma clara referência ao governo atual comandado por Barack Obama. Outro destaque é Woody Harrelson como o doidasso Charlie Frost, que já sabia que o mundo ia acabar antes de todo mundo.
Pena que não vai muito além disso. 2012 não chega a ser um filme ruim, mas dificilmente irá virar um clássico do gênero. Repito que serve apenas como um passatempo, e só. Mas como já era de se esperar, financeiramente o filme foi o sucesso esperado. Para os acionistas isso já basta. Originalidade? Que vá as farras.
Nota: 





















“Pirataria é a apropriação, reprodução e utilização de obras (escritas, musicais ou audiovisuais) protegidas por direitos autorais, sem devida autorização. Ela pode acontecer de diferentes formas, desde a compra de CDs e DVDs falsificados, até o download de arquivos pela internet. Independente dos meios, a pirataria é qualificada como crime, e é punida como tal. Por ser um fenômeno que cresce bastante atualmente, principalmente por conta da expansão da internet de banda larga, é necessário saber identificar e combater a pirataria.” (





