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G.I. Joe – O que esperar de brinquedos no cinema?

 URL curto: http://bit.ly/bW0h6q

Quando ainda criança, assisti ao sofrível filme de He-Man. Sim! Um famigerado filme em live action do herói dos desenhos animados das manhãs da Globo e também dos bonecos (nada de action figure) da outrora desejada Estrela. Uma tentativa de imortalizar na sétima arte uma das obras mais aclamadas da cultura infantil dos anos 80, falha miseravelmente como adaptação.

Depois dessa triste experiência, Hollywood fica tímida e menos receptiva a tais adaptações. E após um longo período de jejum, o sucesso de adaptações de quadrinhos traz uma nova esperança (na nossa galáxia mesmo) e eis que então vão pipocando rumores de interesse em se fazer um filme de Transformers e até um novo He-Man; este na época dos boatos teria direção de John Woo.

Eis que o público deu uma segunda chance e Hollywood mostrou que fez a lição de casa. Com o sucesso de Transformers, o pessoal das gravatas decidiu trazer pro cinema a série de brinquedos e desenhos com o maior acervo de personagens e veículos que tínhamos conhecimento: G.I. Joe, ou melhor, Comandos em Ação.

No final de 2008 surge um trailer fan made de Thundercats, muito bem elaborado, usando cenas de 27 filmes, um editor de imagens quadro por quadro e um editor de vídeo, mostrando como poderia (ou poderá) ser legal um filme dos felinos de Thundera, continuando num bom nível de adaptações deste gênero, com safra iniciada por Michael Bay.

Comandos em Ação, agora com nome definido: “G.I. Joe – The Rise of Cobra”, já nos teasers os críticos desceram a lenha, dizendo que os gráficos eram muito artificiais/não-realistas. Mas os “Comandos” não eram? Combatentes paramilitares com trajes ultra modernos aliados a ninjas e mercenários, com veículos futuristas (salvo alguns reais, como o caça F-14 e o helicóptero AH-1 Cobra) em histórias mais que fantasiosas.

Se isso fez sucesso, por que tirar a graça da brincadeira? Era justamente esse o diferencial de G.I. Joe. Eu não quero ver um documentário sobre as forças armadas dos Estados Unidos ou de qualquer outro país. Quero ver Comandos em Ação. Os mesmos que me levaram à inúmeras vitórias em “batalhas épicas” na minha infância (Não vamos falar das derrotas, ok?).

Os trailers saiam, eu lia as piores críticas e lembrava o que um amigo costuma falar: “Quer realismo? Vai ver documentário!”. A curiosidade pra ver o filme aumentou, mas sem gerar fortes expectativas, a não ser pelo fato de virar criança novamente, da mesma forma que aconteceu ao assistir Transformers.

No elenco alguns nomes me chamaram atenção: Arnold Vosloo, Dennis Quaid, Marlon Wayans, a beldade Sienna Miller, o espadachim Ray Park (Darth Maul de Star Wars Episódio I, Groxo de X-Men) e mais uma participação não creditada do fanfarrão Brendan Fraser. Achei interessante também a escolha do diretor Stephen Sommers, responsável pelos títulos sobrenaturais A Múmia (cinessérie) e Van Helsing.

Sem preconceito e sem expectativas exageradas, fui ver o filme. Ele puxa um pouco para o lado sóbrio e adulto, sem excessos de realismo e sem perder o “infanto-juvenil” dos marmanjos que curtiram os Comandos em Ação quando moleques. A história não tem enrolação, pois como no clássico desenho a premissa é ação. As principais origens são mostradas rapidamente e ao longo do filme, com explicações fáceis auxiliadas por flash-backs.

A indumentária dos personagens é diferente dos desenhos, com menos cores e mais seriedade, salvo a exceção de Snake Eyes (Ray Park) e Storm Shadow (Byung-hun Lee) que estão iguais aos clássicos. A Baronesa (Sienna Miller) é mais gata que a Scarlett (Rachel Nichols), ao contrário dos desenhos.

Os cenários são os mais diversos: Ártico, Deserto do Saara, Paris e Washington. A “enxurrada” de veículos é muito boa. A batalhas acontecem em terra, na água e no ar, com uma citação especial para o avião negro de Cobra, Night Raven.

Ou seja, temos no filme os Comandos em Ação (no duplo sentido). O filme tem algumas pequenas modificações necessárias ou não com relação ao desenho, sem perder o seu conceito original. E como sempre nas histórias dos “Joes”, fica um ótimo gancho para uma próxima aventura.

Não é aquele filme para ganhar o Oscar. É apenas uma diversão. Assim como os Comandos em Ação eram na minha infância.

Um ótimo filme pra quem é saudosista e não virou adulto, no sentido “ficção-científica” da palavra. Nada de ficar reclamando que isso ou aquilo é fisicamente impossível.

Que se exploda. Quero mais é fantasiar. E é nisso que o filme se baseia. Fantasia e ficção-científica (aquilo que foge às regras da ciência aplicada).

Assisti duas vezes, vou comprar quando sair em DVD e recomendo.

Se você ainda não teve a oportunidade, assista ao trailer abaixo:

Assista abaixo ou no YouTube:
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