Ontem, no portal Cotidiano, da Universidade Federal de Santa CatarinaUFSC, dei uma breve entrevista sobre Spam, publicidade online, mídias sociais e tendências relacionadas a este mercado.

A entrevista foi realizada através de e-mail, o que me deixou bastante a vontade para estruturar melhor minhas idéias. Confesso que não imaginava ter escrito tanto.

O conteúdo da entrevista, transcrito na íntegra, segue abaixo. Participe através dos comentários caso discorde de algum ponto ou tenha algo a acrescentar. Vamos lá:

- O e-mail, com a demonização do spam, ainda pode ser considerado uma ferramenta de marketing eletrônico?

O e-mail pode, sim, ser considerado uma ferramenta de marketing eletrônico. Há, hoje, diversas ferramentas que segmentam o disparo de e-mails de forma bastante eficaz. É possível, por exemplo, segmentar por idade, sexo, cidade, perfil, renda, entre outros. O chamado “e-mail marketing” é veiculado, com mais eficácia, dentro de newsletters de portais de conteúdo. Como esses portais possuem, geralmente, uma base de usuários cadastrados bastante grande, devido à exigência de inscrição para poder utilizar alguns serviços, torna-se bastante viável utilizar uma base de usuários de um portal. No entanto, a utilização de sites verticais (especializados em um assunto específico = maior segmentação) em uma campanha tende a gerar resultados melhores.

- Você considera uma empresa que aposta no spam como forma de divulgação atrasada, para dizer o mínimo?

Sim. Enviar e-mails para uma grande base sem qualquer forma de segmentação e sem um target específico definido não só é uma forma de divulgação atrasada, como também desperdício de tempo e descontrução de marca, já que a maioria das pessoas que recebem este tipo de e-mail manifestam alguma espécie de irritação.

- Quais são as formas mais eficientes de marketing eletrônico, hoje em dia?

O termo “marketing eletrônico” talvez não englobe todas as possibilidades existentes hoje no mercado de marketing on-line. Talvez “publicidade on-line/digital” ou mesmo “marketing on-line”, como já descrito, traduzam melhor o que há disponível hoje neste mercado. Dentro das formas mais eficientes, podemos citar a mídia on-line em sites.

A veiculação de banners pode até ser antiquada para alguns, mas hoje os formatos “rich media”, que permitem uma maior interação com os usuários através das peças veiculadas, tendem a gerar mais resultado: essas peças possuem um formato mais atraente, o que estimula a interação com o formato veiculado. Partindo para as novas formas de se fazer publicidade on-line, podemos citar as estratégias em mídias sociais, que já estão se tornando bastante corriqueiras dentro do planejamento de mídia on-line de diversas agências.

Esse tipo de estratégia aborda publieditoriais em blogs (inserção de posts patrocinados), patrocínio de comunidades no Orkut (área de descrição da comunidade e atuação de usuários que gerenciam a marca dentro das comunidades), criação de perfil no Twitter (ferramenta de microblogging que está começando a se popularizar pela facilidade de uso e pelo potencial de atrair usuários e divulgar promoções instantâneas), atuação em fóruns, listas de discussão e sites de crowdsourcing (sites moderados pelos próprios usuários, que cuidam do rankeamento das notícias mais interessantes), entre outros.

Além disso, a criação de hotsites e a veiculação de propaganda inserida dentro de conteúdo específico, juntamente com as estratégias citadas anteriormente, formam o conjunto para uma estratégia de propaganda on-line bem sucedida. Estar ligado às novas tendências e atento para aonde os usuários estão indo na web, é de suma importância para qualquer profissional que atua no mercado de propaganda e marketing on-line.

- O que ainda está por vir?

Podemos esperar, cada vez mais, ferramentas sociais, onde os usuários tenderão a interagir e a gerar conteúdo com cada vez mais frequência. Os “novos jovens”, já estão nascendo dentro da realidade da Web 2.0. Muito em breve, a web não será mais uma mídia diferenciada. Para os jovens que estão chegando, a web já é mídia tradicional. As ferramentas serão cada vez mais rápidas no que tange ao compartilhamento de informações. Ferramentas de microblogging, como o Twitter, são apenas um exemplo desta tendência que já está se concretizando. Blogs, apesar de cada vez mais influentes, estão começando não a perder, mas a compartilhar espaço com microbloggings, que são mais dinâmicos e muito mais velozes no compartilhamento de dados. Estar sempre pronto para utilizar novas ferramentas é essencial.

- O spam, como forma de marketing, vai morrer?

O spam talvez nunca morra. Sempre haverá pessoas que acreditam que propagar uma mensagem para a massa é mais eficaz do que segmentar essa mensagem. Atuar em nichos é hoje muito mais interessante. Hoje, poucas pessoas podem fazer muito barulho, graças às ferramentas disponíveis na Internet e ao poder que cada uma delas tem de gerar audiência para si. O velho ditado continua valendo: “Quantidade não é sinônimo de qualidade”. Essa frase resume tudo.

- Como funciona uma consultoria dada pela sua empresa?

Minha empresa trabalha como uma espécie de “braço on-line” para agências que ainda não trabalham com mídia on-line para seus clientes. Também trabalhamos com agências que já planejam algo neste sentido, mas que precisam de auxílio no planejamento de campanhas.

Elaboramos planos de mídia on-line em sites segmentados e portais genéricos (banners e formatos diferenciados), projetos especiais de conteúdo (que prevêem a elaboração de conteúdo patrocinado por determinado cliente) e Estratégias em Mídias Sociais (blogs, Orkut, Twitter, fóruns, listas de discussão, entre outros).

Dado o briefing, pensamos na melhor forma de o cliente atingir o resultado almejado. Há casos onde precisamos utilizar todos os itens descritos acima. Já em outros casos, apenas um e assim por diante. Tudo depende do target a ser atingido, do problema a ser resolvido e do que o cliente prefere. Nós apenas recomendamos.

A matéria, em sua íntegra, você pode conferir aqui.


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Comentários:
  1. Samsung disse, Responder este comentário

    Baré Analista de Tendências?
    Certamente.

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