Assim como eu, sei que a grande maioria dos profissionais da internet, publicidade e comunicação em geral, se já não eram por natureza, acabam se tornando grandes aficcionados por tecnologia e as mais absurdas bugigangas e sistemas inovadores, que por sua vez prometem sempre resolver todos os problemas de nossa vida moderna.
Não é atoa, nem muito menos sem razão, que a turma do Casseta e Planeta criou as “Organizações Tabajara“. O brasileiro em geral, é um maniaco por inutlidades, pechinchas e principalmente por ser enganado pela primeira novidade que aparece.
É claro que muitas novidades vêm realmente para ajudar, e às vezes ajudar muito, mas na grande maioria, são a mesma coisa, só com outra cara.
A evolução tecnológica tem o seu crescimento em progressão geométrica, e por este motivo, quem vive dela precisa estar atento às novidades, mas precisa mais ainda estar atento aos passos em falso.
Me lembro bem que há alguns anos chegou ao mercado brasileiro, o inovador, fantástico e ultra-espaçoso ZipDrive, que contava com uma publicidade massiva da Iomega, e com isso todas as agências, gráficas e afins, investiram pesado nessa maravilhosa novidade. Se encheram dos famosos leitores roxos, e estocaram disquetes de 100MB. Mas o fantástico mesmo, foi ver que meses depois, já era possível comprar em qualquer lojinha de informática, gravadores e CDs de 700MB por preços bem acessíveis.
Assim como no mundo dos hardwares, o mundo dos softwares não é diferente. O motivo de no Brasil o software de edição gráfica vetorial mais utilizado ser o CorelDraw, sem dúvida não é pelo desempenho ou inovação de sua plataforma, mas sim de uma massificação prematura há alguns anos atrás.
Obviamente no mundo da web, as inovações são muito mais recentes e, com isso, tudo ainda depende de experimentação. É claro que as migrações na área de comunicação online são expressivas e têm mostrado o seu valor, como a evolução de limitados relay chats, para eficientes e integrados comunicadores multi-plataforma.
Gosto muito do exemplo da migração do Fotolog, para o Orkut. Ambos foram febre nacional, que fez com que usuários brasucas fossem esmagadora maioria em serviços extrangeiros. Mas a evolução em relação a socialização, foi gigantesca. Isto não está em questão. A questão é que com isto, a nossa “geração internet”, gosta de boicotar qualquer coisa “antiga”, só porque apareceu uma novidadezinha que promete ser a salvação do universo. Bem “Tabajara”.
Sim, alguém tatuou mesmo.
Até uma semana atrás, muita gente idolatrava o Twitter (só faltava tatuar no peito), pois não há quem possa negar, que mesmo com diversas ferramentas novas pintando por aí, ele veio quebrar a banca, ainda mais com os inúmeros aplicativos criados com base em sua API.
Agora, sou obrigado a me pronunciar, quando leio coisas como “twitter é coisa do passado”, ou “a onda agora é o Jaiku“. Como se fosse vantagem migrar para uma ferramenta nova, só por que meia dúzia de curiosos já estão por lá.
Migração? Essa palavra me lembra vantagem, melhora, mudança que valha a pena. Modinha é coisa de adolescente que não sai do shopping.
Google Trends (twitter, jaiku, pownce, tumblr, plurk)
Não estou dizendo que não devemos experimentar, ou que a migração neste caso não será uma boa, mas mudemos pelas melhorias, e não pela “moda”. Mudemos pelo desenvolvimento e não só porque alguém descobriu que o Interney já se cadastrou no Plurk. =)