Durante o final de semana, tirei um tempo pra dar uma lida, atualizada e reciclada em alguns textos, e obviamente parei pra dar uma olhada no que andam falando sobre a nossa Geração Internet por aí. Eis então que me deparo com um texto fantástico sobre o emburrecimento de uma geração.

Leia, pense e comente…

geração internet (por Olivia Maia)

“a internet está criando uma geração burra?

como pode deixar burro uma coisa que te dá possibilidades? que dá escolhas? que obriga a fazer escolhas?

mas hein?

sim, a nossa sociedade está ficando a cada dia mais burra. não vamos discutir o que é óbvio. mas é por causa da internet? do computador? da tecnologia? do iphone? duvido muito. a internet é só um espaço em que se pode disponibilizar informações. há informações falsas? sim. mas sempre houve, fora dela. sempre haverá. há bobagens e propaganda enganosa. como há fora da internet. como há na televisão e nos jornais e em toda a grande mídia de um modo geral.

a diferença é que na internet você pode escolher.

estão fazendo as escolhas erradas? não duvido. depois de anos aprendendo a assisir às maiores futilidades na televisão, por que esperar que vão procurar ensaios críticos sobre proust na internet? se ninguém se deu ao trabalho de desligar a televisão para, digamos, ler um livro sobre física nuclear, por que esperar que essa gente vá à internet pesquisar sobre a biodiversidade no congo?

claro que não. essa gente vai à internet para assistir a bobagens no youtube, porque é isso que aprenderam com a televisão. vão escrever scraps no orkut do amigo, porque a internet sempre vai ser espelho do que existe fora dela. vão ficar em redes sociais. não fosse a internet, estariam assistindo à MTV (eu diria que a MTV parece ficar a cada dia mais estúpida, mas concluí que ela não fala mais para a minha geração, então eu não seria mais capaz de compreendê-la).

não se lê? claro que não. mas tenho certeza que lêem mais do que antes da internet. ou, ainda: quem lê mal na internet não leria coisa nenhuma se não fosse a internet.

como, então, culpar a burrice da sociedade moderna por uma ferramenta que permite a escolha? não é a internet que dita a escolha. a culpa não é da internet. é da escolha. é do que determina as escolhas. mais que isso: o problema é justamente que as pessoas ainda não são capazes de se livrar do clichê da escolha comum e descobrir o quanto existe por trás dos vídeos do youtube ou da pesquisa rasa na wikipedia.

e não? vão dizer: o google me deixou muito burro, não preciso saber mais nada, basta jogar ali na caixa de busca. mas que merda, hein? desde quando tenho a obrigação de decorar todos os nomes dos rios do estado do maranhão? ou o nome daquele ator, daquele filme? a gente aprende na escola que saber é decorar e reproduzir na prova, e isso é uma estupidez sem tamanho. isso serve pra escola. isso não serve pra vida.

como poderia ser ruim uma ferramenta — que seja o google — que te dá a possibilidade de se lembrar dessas informações menores? que tal ocupar a cabeça com qualquer atividade mais… sei lá, criativa? que tal usar a internet como ela pode ser usada?

internet é escolha. e nisso ela é diferente da televisão e de toda a grande mídia. na grande mídia o objetivo é quebrar as pernas da possibilidade de escolher. há esse e aquele canal, esse e aquele programa. mas estão quase todos ligados a uma noção de que se deve falar ao espectador “médio”. claro que há um jogo de interesses por trás disso, e nesse jogo de interesses melhor mesmo é emburrecer todo mundo. e por isso o que existe é o clichê.

e convenhamos, quem vocês pensam que está sendo acusado de burro por usar a internet?

o nosso querido espectador “médio”.

o que há na televisão se reproduz na internet. o que há em toda a grande mídia se reproduz na internet. mas a internet é infinitamente maior que isso. e a merda é que a grande massa não se dá conta disso. o computador com a internet vira mais um joguinho estúpido para passar o tempo e matar a hora de estudar. pelo menos estão clicando e escrevendo — feito macacos, mas –. o que não deixa de ser melhor do que passar o dia na frente da televisão. ou não?”

Sábios, já eram os Titãs, com um de seus clássicos:

Televisão (1985)
Marcelo Fromer / Tony Bellotto / Arnaldo Antunes

“A televisão me deixou burro, muito burro demais
Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais

É que a televisão me deixou burro, muito burro demais
E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais.”

Em nota, Olivia Maia revelou que o texto foi uma despretenciosa resposta à recente publicação “The Dumbest Generation” (A Geração Mais Estúpida). Leia mais.

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Volta e meia me deparo com coisas fantásticas na Web. Muitas delas, já existiam há algum tempo e eu simplesmente desconhecia. Exemplo disso é o site BootieUSA.com, indicado por um colega de trabalho.

O site é especializado em conteúdo musical na linha mashup. Para quem não sabe mashups musicais nada mais são do que misturas de uma ou mais músicas dentro da mesma música. O mais legal de tudo isso é que essas “montagens” não são produzidas por nenhuma gravadora. É o tipo de música ideal para se tocar em festas. Na Europa isso é bastante comum.

São os próprios internautas que montam os arquivos e semeiam pela web. Muitos são Dj’s, outros são apenas curiosos amantes da música, que sempre sonharam em ouvir uma parceria quase que impossível na vida real, como Metallica X Duran Duran.

Conteúdo gerado por usuários nem sempre é de boa qualidade. Há muita coisa boa, mas há também muito lixo. Com relação aos mashps musicais vale a mesma regra. Há misturas geniais, outras nem tanto. Ouça você e tire suas próprias conclusões.

Eu já conhecia os mashups musicais, mas fiquei feliz em conhecer um site especializado no assunto. Se você conhece algum outro, não deixe de compartilhar conosco através dos comentários.

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Long Tail, Cauda Longa. O assunto já foi falado, discutido, comentado e, Chris Anderson, autor do livro The Long Tail (A Cauda Longa) está colhendo feliz os louros de sua empreitada, tanto que atualmente está preparando um livro focado na Economia da Gratuidade.

Nunca é demais ler sobre o que Chris Anderson escreve. No entanto, acredito que, em algumas vezes, ele até exagera um pouco, principalmente quando fala de gratuidade. Mas, quando se é alguém que trabalha com tendências, é natural ser evangelista de determinadas questões, correndo inclusive, o risco de errar.

Hoje, o portal iMasters publicou um texto sobre a “Cauda Longa da Economia Digital”, escrito por Eduardo Favaretto. Recomendo a leitura. Abaixo, segue um pequeno trecho. A versão completa você pode ler aqui.

“Lembro-me muito bem na década de 80, durante minha adolescência no interior do Estado de São Paulo, o acesso que eu tinha aos poucos programas na TV, transmitidos por broadcast para milhões de brasileiros. Era uma mesmice acentuada toda semana. Os grandes sucessos na programação eram raros, mas encantavam multidões quando aconteciam. O cinema era uma outra opção sofrível, principalmente devido à demora acentuada para os poucos bons filmes chegarem às salas fora das grandes Capitais – o mundo era pequeno sem a Internet” (…).

Não seja preguiçoso e continue a ler o artigo clicando aqui :]

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Já não é mais novidade, e faz algum tempo, que a Internet está recebendo cada vez mais investimentos em termos de publicidade. Anunciantes, em sua maioria, quando planejam suas estratégias de comunicação offline, sempre solicitam às suas agências algum plano focando o meio online, apesar de muitos anunciantes ainda demonstrarem certo grau de desconhecimento com relação à ferramentas de comunicação online.

No mundo, isto já é uma realidade mais avançada que no Brasil. Prova disso são os investimentos em publicidade na Internet estarem ultrapassando aqueles realizados na TV. Isto já está acontecendo na Inglaterra e tende a ser realidade em vários países.

Hoje, em matéria publicada na Folha Online, a Notícia de que a Internet conquistou o Festival de Cannes é realmente animadora. Não falo isso somente por ser profissional do meio, mas também fico contente com o despertar dos anunciantes para esta nova realidade, este novo ponto de contato com seus clientes.

A Internet tem permitido algo que torna a publicidade muito mais interessante: a participação do usuário. Segue trecho da matéria publicada na Folha, dica do meu amigo Inagaki:

“Outra tendência da comunicação trazida pela tecnologia é o maior poder dado ao consumidor. O jornal “The India Times” conclamou os indianos, num anúncio impresso em sua capa, a agir para mudar o país durante as comemorações dos 60 anos da independência. As sugestões deveriam ser mandadas para o site do jornal.

O movimento foi tamanho que surgiram blogs, programas de TV, anúncios espontâneos com celebridades e candidatos que se voluntariavam a virar líderes políticos do país. Houve até uma eleição com mais de 100 milhões de votos por SMS para escolher esses líderes. Um deles pode vir a ser o próximo primeiro-ministro da Índia.”

Como podemos ver, estamos, mais do que nunca, em uma era onde será possível participar na decisão de vários processos relacionados a qualquer tema. Antigamente, o VOCÊ DECIDE, veiculado pela Rede globo tempos atrás, era o máximo em interação, lembra?

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Não é de hoje que sonhamos em acessar e controlar o conteúdo gráfico de nossas telas, com a ponta de nossos dedos. É claro que todos já vimos, ou ao menos já ouvimos falar das façanhas do MacOs em girar seus aplicativos, o fantástico XGL incorporado ao Ubuntu, que gira suas desktops como a um cubo, e como não poderia deixar de copiar, o Windows Vista que implementou efeitos parecidos ao do MacOs às suas janelas.

Um pouco além disso, já existem projetos e até produtos como INTOI, Office of Tomorrow e o Microsoft Surface que já é usado pela AT&T (já postado pelo Cunha), que fazem qualquer um sentir-se como ao Tom Cruise em Minority Report.

Tá! Mas aí você me pergunta: “Isso é fora de nossa realidade”. Bem, a CoolIris lançou a algum tempo, um complemento para navegadores web, que apresentava as imagens do Google e do Flickr em um “3d Wall”. Recentemente foi publicada sua nova versão, o PicLens 1.7, que conta com algumas novidades bem interessantes.

Ao ativa-lo, o PicLens apresenta as imagens do site em um painel de terceira dimensão, navegável com um simples arrastar de cursor. Há também um sistema integrado de busca de imagens e vídeos. Sim, agora ele também exibe vídeos do Youtube e sites compatíveis. Essa busca se estende a sites de compras como o Amazon e diversas galerias de imagens.

A maior novidade desta versão, fica por conta do Discover, que é um painel de canais, que sugere um conteúdo filtrado e temático, com imagens e vídeos, que podem ser exibidos em miniatura, tamanho original ou em tela cheia. Há também a opção de apresentação em slideshow e de visualizar a página na internet onde está inserida a imagem/vídeo e retornar ao 3D Wall, sem perder o ponto de navegação. Ele também é compatível com diversos navegadores, incluindo o novo Firefox 3.

httpv://www.youtube.com/watch?v=i0JAAlONQMU

Para popularizar a ferramenta, seu site, além de disponibilizar o plugin em versão completa e lite, também disponibiliza três coisas muito interessantes. Um guia para desenvolvedores que têm interesse em tornar seus sites compatíveis com o PicLens. Um aplicativo para publicar rapidamente galerias compatíveis. E um plugin para blogs com plataforma WordPress.

Em meu multi-display, têm sido uma experiência muito legal, mas confesso que se meus monitores fossem toutch, eu iria gostar muito mais.

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Ontem, ao acessar o site da WIRED, me deparei com a campanha de lançamento do Mobile Instinct da Samsung, concorrente do iPhone, inclusive no preço: 129 dólares, contra 199 da versão mais barata do iPhone. Confira funcionalidades do Instinct no hotsite da campanha, onde há, inclusive, uma comparação com o iPhone da Apple.

O Square banner que redireciona para o hotsite já me atraiu pela ambição: “THE GREATEST PRODUCT PLACEMENT MOVIE OF ALL TIME”, algo como “A maior campanha de Product Placement em cinema de todos os tempos”.

Ao acessar o hotsite, muito bem produzido, com um approach bastante cinematográfico, a informação de que a empresa vai pagar 20 dólares para quem adicionar uma imagem do celular Instinct em um vídeo qualquer do YouTube, causa impacto. É uma espécie de “viral estimulado”. Muita coisa boa deve sair daí.

Campanhas online criativas e ousadas sempre chamam a atenção. Esta, mesmo que não gere o número suficiente de vídeos com usuários exibindo o celular Instintic, sem dúvida causará um bom buzz para o celular da Samsung.

A campanha ou, a “estréia do filme”, acontecerá no dia 30 deste mês. Vale a pena ficar de olho nos resultados desta ação!

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Carla De Bona, (ou Carlinha, Carlana e tantos outros apelidos carinhosos que conquistou durante os últimos anos) é uma garota daquelas com quem você sente medo de ser comparado. Aplicada, determinada e espevitada, mas com um inconfundível sorriso que está sempre em seu rosto.

Aos 18 anos, Carla saiu de Criciúma, sul de Santa Catarina, e veio morar em Florianópolis. Longe da família, dedicou-se aos estudos e trabalho. Está se formando em Design Gráfico pela UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), que diga-se de passagem, é a mesma instituição onde Rodrigo Cunha e eu, nos graduamos.

Carla De Bona no JapãoApós concluir um curso técnico do SENAI/SC, foi convidada a participar da WordSkills 2007, conhecida como a Olimpíada Mundial do Conhecimento, onde venceu a etapa regional e a nacional. Na etapa internacional da competição, em Shizuoka no Japão, Carla, como única representante do sexo feminino na delegação brasileira, conquistou nada menos que a medalha de prata na categoria Web Design.

Hoje, Carla Marangoni De Bona, aos 22 anos, trabalha no SENAI/SC e usa no dia-a-dia, o seu talento e conhecimento. Também desenvolve projetos paralelos de design gráfico em geral e continua dando muito orgulho à dona Hilda e ao seu Lídio.

Confira o vídeo promocional que o SENAI produziu para homenagear a jovem designer.

Flickr da Carla

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Acaba de chegar às lojas de todo o país, o mais novo álbum de Gilberto Gil, “Banda Larga Cordel”. Desde “Quanta”, de 1997, que o artista não lançava um álbum de inéditas.

Com produção de Liminha, o disco foi lançado em 26 países e traz 14 faixas, incluindo algumas que fizeram parte de sua “Banda Larga Tour”.

Qualquer semelhança da capa do álbum com um ícone de feed, não é mera coincidência.

“Banda Larga Cordel demonstra mais uma vez a fascinação de Gil pelo universo tecnológico, o que vem acontecendo desde a Tropicália, quando ele compôs Cérebro Eletrônico e Futurível de 1969.” Diz Pedro Leite, Coordenador da Itapema FM SC.
E diz também: “Gil analisa o impacto da tecnologia nas formas de produção popular, no comportamento do povo, na ambivalência moral que surge com a novidade eletrônica.”

Via Pedro Leite

Update:

Gil, conta, canta e discute sobre a “infovia” num vídeo caseiro em sua cozinha.

Banda Larga Cordel
Gilberto Gil

Composição: Gilberto Gil

“… Quem não vem no cordel banda larga
Vai viver sem saber que mundo é o seu …”

Veja:Letra completa

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Muito tenho falado do YouTube por aqui. Talvez seja pelo fato de sempre haver algo relacionado a ele na mídia, sempre algo novo.

E desta vez não é diferente. Foi anunciado ontem uma notícia bombástica: o YouTube irá permitir o upload de vídeos de até 1GB que, em média, resulta em um vídeo com uma duração em torno de 1h 38min.

A princípio, a funcionalidade estará disponível apenas para parceiros de conteúdo. Mas, não é difícil crer que logo será possível que qualquer um suba vídeos de longa duração. Mas, por traz de tudo isso, há quem diga que a Google só tomou essa decisão graças ao crescimento acelerado do HULU. O HULU é um site que disponibiliza filmes, séries e desenhos animados completos e gratuitos para residentes nos EUA.

É um site legal juridicamente falando, já que se trata de uma parceria com a NBC e a Fox o que, de certa forma, já lhe garante audiência e credibilidade. Ele já é um dos 10 sites de vídeos com mais audiência nos EUA. O site é sustentado através de um modelo de publicidade online. Pois bem, o que isso tudo tem a nos dizer? Que impacto isso traz para a TV e para a Internet?

Para a Internet é fácil. Como já prevíamos, não só a publicidade está migrando para a TV (na Inglaterra, por exemplo, está previsto que o investimento em Internet irá ultrapassar, ainda este ano, os investimentos em publicidade na TV!), mas também o conteúdo. O HULU já exibe muitos dos programas de grande audiência da TV. No HULU você pode assistir os programas quando quer, quantas vezes quiser.

Logicamente a Google não ficaria só olhando tudo isso, permitindo apenas a exibição de vídeos de curta duração e de difícil monetização. Agora, a estratégia é não ficar atrás do HULU, que já segue uma tendência. Com a exibição de programas maiores e de grande audiência, adotar modelos de publicidade mais eficazes torna-se uma tarefa muito mais fácil, já que o usuário ficará mais tempo assistindo aos vídeos.

Não estou falando dos velhos comerciais de 30 segundos, apesar de acreditar que esse formato ainda terá chance através destes portais. No entanto, acredito que o formato que mais trará resultados será aquele que utilizar a interatividade (recurso implementado pelo Google no YouTube há poucos dias) de forma inteligente, permitindo que usuários possam comprar roupas, eletrodomésticos ou qualquer objeto que apareça na tela, já que agora é possível criar links dentro dos vídeos apontando para outros endereços.

E a TV? Bem, principalmente na Europa, os investimentos em propaganda na televisão estão tendo um decréscimo acentuado. No Brasil e no resto do mundo, tende a acontecer o mesmo, mas de forma mais lenta. Novamente, com todos esses acontecimentos, não há como negar: A Internet é a mídia não só do momento, mas está começando a se transformar na principal mídia do mercado. Que assim seja.

(*) Post publicado originalmente no blog da TrendHunter, onde também escrevo todas as semanas.

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Nesta terça-feira (17), foi aprovada, pera CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), a sugestão de projeto de lei que de define o crime de pedofilia e apresenta medidas para criminalizar ações como a aquisição e a posse de pornografia na internet.

Sem dúvida a iniciativa, mesmo que tardia, é muito bem vinda e irá amenizar e muito este tipo de ação inescrupulosa, porém creio que ainda não seja algo eficaz, nem tão pouco definitivo. Por dois motivos:

Sempre haverá a discussão sobre a privacidade virtual, já que todos seremos afetados por um controle mais aprofundado de conteúdo navegado, e publicado. Talvez seja o preço que tenhamos que pagar, pra tentarmos deixar nossos filhos um pouco menos expostos.

E segundo motivo, é que sempre será muito complicado responsabilizar provedores de serviço de acesso e hospedagem, que já tem suas dificuldades de se manterem estáveis, quanto mais controlar tudo o que entra em sai de suas redes.

A proposta prevê que “oferecimento, compartilhamento, publicação ou transmissão” em meios como a internet passaria a ser punida com pena de prisão de três a seis anos.

“O projeto inclui uma série de crimes que não estavam previstos na legislação, como a posse de materiais pornográficos, o armazenamento destes na internet, a compra de material e a exposição dos produtos, ainda que não aconteça a venda” (Demóstenes Torres DEM-GO, relator da CPI)

O diretor de Relações Institucionais do portal UOL, Gil Torquato, explicou à CPI, no último dia 12, sobre as estratégias da empresa no combate à pedofilia na internet. A audiência aconteceu na Assembléia Legislativa de São Paulo, com presença do presidente da comissão, o senador Magno Malta (PR-ES). O diretor falou sobre o serviço de denuncias do UOL e sobre o “Desktop Mágico“, um programa de gerenciamento de conteúdo para os pais.

Ainda há muito a fazer, mas sem dúvida há pessoas capazes e dispostas a combater este crime. Nos resta fazer nossa parte, proteger as crianças e denunciar.

Links relacionados:
SaferNet Brasil
WCF Brasil

Update:

NÃO FAÇA DENÚNCIA ATRAVÉS DE NOSSOS COMENTÁRIOS!
Se você tem uma denúncia a fazer sobre abuso sexual de jovens ou criaças, faça-a através do serviço Disque-Denúncia, das 8 horas às 22 horas, por meio do telefone 0800 99 0500. A ligação é gratuita.

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