Arquivo de junho de 2008

Criando uma geração burra

Postado por Geraldo Protta em 30/jun/2008

Durante o final de semana, tirei um tempo pra dar uma lida, atualizada e reciclada em alguns textos, e obviamente parei pra dar uma olhada no que andam falando sobre a nossa Geração Internet por aí. Eis então que me deparo com um texto fantástico sobre o emburrecimento de uma geração.

Leia, pense e comente…

geração internet (por Olivia Maia)

“a internet está criando uma geração burra?

como pode deixar burro uma coisa que te dá possibilidades? que dá escolhas? que obriga a fazer escolhas?

mas hein?

sim, a nossa sociedade está ficando a cada dia mais burra. não vamos discutir o que é óbvio. mas é por causa da internet? do computador? da tecnologia? do iphone? duvido muito. a internet é só um espaço em que se pode disponibilizar informações. há informações falsas? sim. mas sempre houve, fora dela. sempre haverá. há bobagens e propaganda enganosa. como há fora da internet. como há na televisão e nos jornais e em toda a grande mídia de um modo geral.

a diferença é que na internet você pode escolher.

estão fazendo as escolhas erradas? não duvido. depois de anos aprendendo a assisir às maiores futilidades na televisão, por que esperar que vão procurar ensaios críticos sobre proust na internet? se ninguém se deu ao trabalho de desligar a televisão para, digamos, ler um livro sobre física nuclear, por que esperar que essa gente vá à internet pesquisar sobre a biodiversidade no congo?

claro que não. essa gente vai à internet para assistir a bobagens no youtube, porque é isso que aprenderam com a televisão. vão escrever scraps no orkut do amigo, porque a internet sempre vai ser espelho do que existe fora dela. vão ficar em redes sociais. não fosse a internet, estariam assistindo à MTV (eu diria que a MTV parece ficar a cada dia mais estúpida, mas concluí que ela não fala mais para a minha geração, então eu não seria mais capaz de compreendê-la).

não se lê? claro que não. mas tenho certeza que lêem mais do que antes da internet. ou, ainda: quem lê mal na internet não leria coisa nenhuma se não fosse a internet.

como, então, culpar a burrice da sociedade moderna por uma ferramenta que permite a escolha? não é a internet que dita a escolha. a culpa não é da internet. é da escolha. é do que determina as escolhas. mais que isso: o problema é justamente que as pessoas ainda não são capazes de se livrar do clichê da escolha comum e descobrir o quanto existe por trás dos vídeos do youtube ou da pesquisa rasa na wikipedia.

e não? vão dizer: o google me deixou muito burro, não preciso saber mais nada, basta jogar ali na caixa de busca. mas que merda, hein? desde quando tenho a obrigação de decorar todos os nomes dos rios do estado do maranhão? ou o nome daquele ator, daquele filme? a gente aprende na escola que saber é decorar e reproduzir na prova, e isso é uma estupidez sem tamanho. isso serve pra escola. isso não serve pra vida.

como poderia ser ruim uma ferramenta — que seja o google — que te dá a possibilidade de se lembrar dessas informações menores? que tal ocupar a cabeça com qualquer atividade mais… sei lá, criativa? que tal usar a internet como ela pode ser usada?

internet é escolha. e nisso ela é diferente da televisão e de toda a grande mídia. na grande mídia o objetivo é quebrar as pernas da possibilidade de escolher. há esse e aquele canal, esse e aquele programa. mas estão quase todos ligados a uma noção de que se deve falar ao espectador “médio”. claro que há um jogo de interesses por trás disso, e nesse jogo de interesses melhor mesmo é emburrecer todo mundo. e por isso o que existe é o clichê.

e convenhamos, quem vocês pensam que está sendo acusado de burro por usar a internet?

o nosso querido espectador “médio”.

o que há na televisão se reproduz na internet. o que há em toda a grande mídia se reproduz na internet. mas a internet é infinitamente maior que isso. e a merda é que a grande massa não se dá conta disso. o computador com a internet vira mais um joguinho estúpido para passar o tempo e matar a hora de estudar. pelo menos estão clicando e escrevendo — feito macacos, mas –. o que não deixa de ser melhor do que passar o dia na frente da televisão. ou não?”

Sábios, já eram os Titãs, com um de seus clássicos:

Televisão (1985)
Marcelo Fromer / Tony Bellotto / Arnaldo Antunes

“A televisão me deixou burro, muito burro demais
Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais

É que a televisão me deixou burro, muito burro demais
E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais.”

Em nota, Olivia Maia revelou que o texto foi uma despretenciosa resposta à recente publicação “The Dumbest Generation” (A Geração Mais Estúpida). Leia mais.

Volta e meia me deparo com coisas fantásticas na Web. Muitas delas, já existiam há algum tempo e eu simplesmente desconhecia. Exemplo disso é o site BootieUSA.com, indicado por um colega de trabalho.

O site é especializado em conteúdo musical na linha mashup. Para quem não sabe mashups musicais nada mais são do que misturas de uma ou mais músicas dentro da mesma música. O mais legal de tudo isso é que essas “montagens” não são produzidas por nenhuma gravadora. É o tipo de música ideal para se tocar em festas. Na Europa isso é bastante comum.

São os próprios internautas que montam os arquivos e semeiam pela web. Muitos são Dj’s, outros são apenas curiosos amantes da música, que sempre sonharam em ouvir uma parceria quase que impossível na vida real, como Metallica X Duran Duran.

Conteúdo gerado por usuários nem sempre é de boa qualidade. Há muita coisa boa, mas há também muito lixo. Com relação aos mashps musicais vale a mesma regra. Há misturas geniais, outras nem tanto. Ouça você e tire suas próprias conclusões.

Eu já conhecia os mashups musicais, mas fiquei feliz em conhecer um site especializado no assunto. Se você conhece algum outro, não deixe de compartilhar conosco através dos comentários.

Long Tail, Cauda Longa. O assunto já foi falado, discutido, comentado e, Chris Anderson, autor do livro The Long Tail (A Cauda Longa) está colhendo feliz os louros de sua empreitada, tanto que atualmente está preparando um livro focado na Economia da Gratuidade.

Nunca é demais ler sobre o que Chris Anderson escreve. No entanto, acredito que, em algumas vezes, ele até exagera um pouco, principalmente quando fala de gratuidade. Mas, quando se é alguém que trabalha com tendências, é natural ser evangelista de determinadas questões, correndo inclusive, o risco de errar.

Hoje, o portal iMasters publicou um texto sobre a “Cauda Longa da Economia Digital”, escrito por Eduardo Favaretto. Recomendo a leitura. Abaixo, segue um pequeno trecho. A versão completa você pode ler aqui.

“Lembro-me muito bem na década de 80, durante minha adolescência no interior do Estado de São Paulo, o acesso que eu tinha aos poucos programas na TV, transmitidos por broadcast para milhões de brasileiros. Era uma mesmice acentuada toda semana. Os grandes sucessos na programação eram raros, mas encantavam multidões quando aconteciam. O cinema era uma outra opção sofrível, principalmente devido à demora acentuada para os poucos bons filmes chegarem às salas fora das grandes Capitais - o mundo era pequeno sem a Internet” (…).

Não seja preguiçoso e continue a ler o artigo clicando aqui :]

INTERNET é estrela em CANNES!

Postado por Rodrigo Cunha em 25/jun/2008

Já não é mais novidade, e faz algum tempo, que a Internet está recebendo cada vez mais investimentos em termos de publicidade. Anunciantes, em sua maioria, quando planejam suas estratégias de comunicação offline, sempre solicitam às suas agências algum plano focando o meio online, apesar de muitos anunciantes ainda demonstrarem certo grau de desconhecimento com relação à ferramentas de comunicação online.

No mundo, isto já é uma realidade mais avançada que no Brasil. Prova disso são os investimentos em publicidade na Internet estarem ultrapassando aqueles realizados na TV. Isto já está acontecendo na Inglaterra e tende a ser realidade em vários países.

Hoje, em matéria publicada na Folha Online, a Notícia de que a Internet conquistou o Festival de Cannes é realmente animadora. Não falo isso somente por ser profissional do meio, mas também fico contente com o despertar dos anunciantes para esta nova realidade, este novo ponto de contato com seus clientes.

A Internet tem permitido algo que torna a publicidade muito mais interessante: a participação do usuário. Segue trecho da matéria publicada na Folha, dica do meu amigo Inagaki:

“Outra tendência da comunicação trazida pela tecnologia é o maior poder dado ao consumidor. O jornal “The India Times” conclamou os indianos, num anúncio impresso em sua capa, a agir para mudar o país durante as comemorações dos 60 anos da independência. As sugestões deveriam ser mandadas para o site do jornal.

O movimento foi tamanho que surgiram blogs, programas de TV, anúncios espontâneos com celebridades e candidatos que se voluntariavam a virar líderes políticos do país. Houve até uma eleição com mais de 100 milhões de votos por SMS para escolher esses líderes. Um deles pode vir a ser o próximo primeiro-ministro da Índia.”

Como podemos ver, estamos, mais do que nunca, em uma era onde será possível participar na decisão de vários processos relacionados a qualquer tema. Antigamente, o VOCÊ DECIDE, veiculado pela Rede globo tempos atrás, era o máximo em interação, lembra?

Agora eu sou o Tom Cruise!

Postado por Geraldo Protta em 24/jun/2008

Não é de hoje que sonhamos em acessar e controlar o conteúdo gráfico de nossas telas, com a ponta de nossos dedos. É claro que todos já vimos, ou ao menos já ouvimos falar das façanhas do MacOs em girar seus aplicativos, o fantástico XGL incorporado ao Ubuntu, que gira suas desktops como a um cubo, e como não poderia deixar de copiar, o Windows Vista que implementou efeitos parecidos ao do MacOs às suas janelas.

Um pouco além disso, já existem projetos e até produtos como INTOI, Office of Tomorrow e o Microsoft Surface que já é usado pela AT&T (já postado pelo Cunha), que fazem qualquer um sentir-se como ao Tom Cruise em Minority Report.

Tá! Mas aí você me pergunta: “Isso é fora de nossa realidade”. Bem, a CoolIris lançou a algum tempo, um complemento para navegadores web, que apresentava as imagens do Google e do Flickr em um “3d Wall”. Recentemente foi publicada sua nova versão, o PicLens 1.7, que conta com algumas novidades bem interessantes.

Ao ativa-lo, o PicLens apresenta as imagens do site em um painel de terceira dimensão, navegável com um simples arrastar de cursor. Há também um sistema integrado de busca de imagens e vídeos. Sim, agora ele também exibe vídeos do Youtube e sites compatíveis. Essa busca se estende a sites de compras como o Amazon e diversas galerias de imagens.

A maior novidade desta versão, fica por conta do Discover, que é um painel de canais, que sugere um conteúdo filtrado e temático, com imagens e vídeos, que podem ser exibidos em miniatura, tamanho original ou em tela cheia. Há também a opção de apresentação em slideshow e de visualizar a página na internet onde está inserida a imagem/vídeo e retornar ao 3D Wall, sem perder o ponto de navegação. Ele também é compatível com diversos navegadores, incluindo o novo Firefox 3.

Para popularizar a ferramenta, seu site, além de disponibilizar o plugin em versão completa e lite, também disponibiliza três coisas muito interessantes. Um guia para desenvolvedores que têm interesse em tornar seus sites compatíveis com o PicLens. Um aplicativo para publicar rapidamente galerias compatíveis. E um plugin para blogs com plataforma WordPress.

Em meu multi-display, têm sido uma experiência muito legal, mas confesso que se meus monitores fossem toutch, eu iria gostar muito mais.