Arquivo de fevereiro de 2008

CAMPUS PARTY: A festa do Networking!

por Rodrigo Cunha em 17/fev/2008 as 20:48 | Arquivo de Rodrigo Cunha
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Parte da “família” RIOT na Campus Party, da esq. p/ dir.: Joice Gulman, Luiza Gomes, Fernando R., Caio “Brogui”, Dani Dias e Luiz Jerônimo. Agachado, EU.


NOTA: O sorteio de 2 ingressos para o filme CLOVERFIELD continua. A divulgação dos ganhadores serrá realizada no próximo dia 20, Quarta-Feira. Para participar, clique aqui e, nos comentários do post, informe seu Nome, Endereço e E-mail. Boa Sorte! :]

Agora sim. Campus Party. A “festa” que tem a fama de ser a maior lan house do mundo, na realidade, é muito mais que isso. Ela tem jogos, videogames, games online. Mas também, coloca em suas mãos, algo muito mais precioso: networking.

Essa ferramenta tão essencial em qualquer profissão, foi a minha principal motivação em visitar a feira. Passei por lá nos dias 14 e 15. Conheci blogueiros notáveis, como o Mr. Inagaki, do blog Pensar Elouquece, o Gustavo J.Reige, do Outros Olhos, Lúcia Freitas, a organizadora do Mega Evento, e tantos outros que não me recordo agora, isso sem mencionar pessoas que nem mesmo tem blogs, mas estão de antenas em pé!

Todos estavam lá para tentar, ao menos, entender no que as novas mídias, de fato, estão contribuindo para criar novas formas de comunicação e interação com as pessoas. Como já disse, não me foquei demais em estandes de empresas que estavam participando do evento, mas dei uma conferida em alguns. Alguns me decepcionaram bastante. Yahoo! e Google por exemplo.

Este último, representado pelo YouTube, era tímido e simples. Os dois estavam focados em peuenas ações. Mas nada que criasse impacto. Acredito que ano que vem, caso haja uma 2ª edição (e tem tudo para acontecer), isso deve mudar.

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VJ Rafa, da MTV, entrevista o colega Renê Fraga, do Google Discovery. Ao fundo e “discostas”, EU :]

O estante da CCE, cujo blog e “adesivo” de personalização valem ser conferidos de perto e com bastante atenção, foi o mais criativo e ousado de todos. Se destacou por vários detalhes, como área de personalização de notebooks, lounge e muito bom gosto. As cores utilizadas no estante não fizeram por menos. Chamaram bastante a atenção.

Vale registrar também, os debates e embates sobre Blogs Vs. Mídia Impressa. Não gostaria de utilizar este “Vs.”, mas, na realidade, o cenário atual, ainda é este. Ainda havia no ar aquele clima de competição. Não há, pelo menos pela maioria, a percepção de que as novas mídias estão aí para servir de complemento. A idéia de “extermínio” e todo o deslumbramento antes, defendido por nós mesmos, blogueiros, amadureceu muito.

Já há rumores de que a Telefônica, patrocinadora oficial do evento, confirmou para 2009, mais uma edição do evento. Não é para menos. Tirando alguns problemas com a Internet - o que foi inaceitável -, não houveram maiores problemas.

A segurança estava atenta e, o esquema de cadastramento de notebooks, apesar de incômodo, dava uma certa segurança a todos que estavam na “bancada de blogueiros”, de sair e conferir os debates, sem precisar carregar suas máquinas de um lado para o outro.

Aos que não foram, não percam a próxima. Da mesma forma que os blogs e a dita “nova comunicação”, este evento veio para ficar!

Ps.: Repórteres, por favor! Procurem investigar e pesquisar mais sobre um assunto quando forem cobrir uma feira. Ao realizar uma entrevista sobre a gama de assuntos que havia disponíveis por lá, a maioria deles preferia colocar toda aquela “loucura” dentro de um mesmo pacote, chacoalhar e perguntar: “Como é essa vida nerd? Como vocês se conhecem? E essa coisa de blogs?” ¬¬

Parabéns ao VJ e blogueiro RAFA, da MTV. Ao entrevistar o colega Renê Fraga, do Google Discovery, utilizou perguntas inteligentes e pertinentes. Que assim seja!

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SORTEIO: 2 Ingressos para CLOVERFIELD!

por Rodrigo Cunha em 14/fev/2008 as 10:12 | Arquivo de Rodrigo Cunha
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Ainda não assistiu CLOVERFIELD? Nããããããããão? Ah, Já? Eu quero assistir denovo, e você? Pois bem, estou sorteando 2 ingressos! Mas, vamos bater um papo antes :]

A Internet está, cada vez mais, servindo de trampulim para divulgação de filmes, graças a sites especializados em vídeos, como YouTube & Cia. Ok, você já percebeu isso. Então você também ficou impressionado, meados do ano passado, com surgimento do primeiro teaser trailer do filme. Certo? Quem, afinal, estava destruindo Nova York? Quem havia destruído a Estátua da Liberdade? Convenhamos, o que seria de CLOVERFIELD sem a tecnologia atual? Resposta: Mais uma cópia de GODZILLA.



Deste então, eu, cinéfilo e internauta, também fiquei na espectativa até o último final de semana, quando resolvi assistir ao filme. CLOVERFIELD é o filme da Geração Internet! É o filme da geração celebridade, das pessoas que priorizam primeiro, colocar na Web, algo relevante, mesmo que seja algo bizarro. O que importa, é a audiência. E isso não é negativo. Muita coisa boa já surgiu graças a essas facilidades. A Internet tem intensificado tudo isso, tornando mais viável tornar-se, por exemplo, um “repórter”.

O filme, como muitos de vocês já devem ter assistido, foca na história de jovens que, ao participarem da festa de despedida de um amigo que está indo para o Japão, são surpreendidos quando ouvem uma forte explosão. A partir daí, o filme segue como uma espécie de “Você é um deles e também está fugindo do monstro”. A câmera em primeira pessoa proporciona, a todo momento, a sensação de que você está em Nova York, junto com aquelas pessoas.

Isso fica bastante evidente logo na primeira grande cena de fuga, quando o grupo resolve atravessar uma ponte. Não publicarei spoilers, fique tranquilo! Mas, um aviso: quando for assistir ao filme, não fique fazendo perguntas para si mesmo como: “Como a bateria da câmera dura tanto?”, ou ainda, “Até parece que ele filmaria essa cena. Ele teria saído correndo!”.

A intenção na filmagem das cenas de CLOVERFIELD é te colocar no grupo. Imagine você, em uma sala de cinema, e a sequência de ação é interrompida para o protagonista substituir a bateria da câmera. Se isso acontecesse, você perderia toda a sensação de estar com aquele grupo e voltaria a sentir-se um mero espectador. E essa, sem dúvida, não é a proposta do filme.

Gostou? Então vamos ao que interessa: Estou sorteando 2 ingressos para o filme CLOVERFIELD. Para concorrer, vá nos comentários deste post e informe os seguintes dados:

- NOME COMPLETO;
- ENDEREÇO COMPLETO;
- E-MAIL.

O resultado será divulgado no dia 21/02, próxima Quinta-Feira. O filme poderá ser assistido em qualquer sala de cinema brasileira, de Segunda a Quinta-Feira, exceto no Cinemark Shopping Iguatemi - SP e no Grupo Estação.

BOA SORTE :]


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Microsoft compra Apple? Não não…

por Rodrigo Cunha em 7/fev/2008 as 18:20 | Arquivo de Rodrigo Cunha

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É o assunto do momento. Microsoft quer comprar a Yahoo!. Todo site ou blog que trata de tecnologia, já abordou o assunto, seja através de uma nota ou fazendo uma análise mais completa sobre o assunto. Quem vem fazendo uma cobertura detalhada e repleta de análises é o blog Google Discovery, do Renê Fraga.

A Microsoft é conhecida por copiar ao invés de criar. Parece que inovação é uma palavra que não faz parte do vocabulário da empresa. A postura da empresa é sempre cisuda, sempre “preto e branca”, sem graça, sem sal, brocochó, e outros adjetivos que você certamente tem aí guardados com você.

Na Web, da mesma forma que acontece com empresas do “mundomicroyahoo físico”, as empresas têm seguidores. Muitos deles, bastante fanáticos [acesse aqui algumas fotos criadas por usuários revoltados com a proposta da Microsoft]. Fico imaginando o seguinte cenário, obviamente algo praticamente impossível de acontecer: MICROSOFT COMPRA APPLE! Ou, MICROSOFT COMPRA A GOOGLE!

Vamos imaginar estes dois cenários, sem qualquer compromiso, esquecendo de normas contra a formação de monopólios e outras questões, e usando de bastante humor. Falar que protestos aconteceriam nos quatro cantos do mundo seria óbvio demais, certo? Soldados da marca Apple Usuários de Macs, desde designers até entusiastas do carismático - pelo menos para nós - Steve Jobs, ficariam órfãos de inovação, ousadia e bom gosto quando o assunto é design.

pic10 iPods mudariam seu design e passariam a tornar-se semelhantes aos atuais Zune, mp3 player da Microsoft. O preço das canções no iTunes sofreria um acréscimo e o DRM retornaria, já que Bill Gates encontraria uma forma de fazer com que a “tranca” fosse aceita pelos usuários. Não haveria outra forma de ouvir música, pelo menos de forma legal. A já tradicional MacWorld, sempre tão festejada e aguardada por jornalistas e seguidores da maçã em todo o mundo, passaria a ser substituída por uma newsletter via Windows Live Mail.

O Google, nas mãos da Microsoft, também poderia sofrer várias alterações. As sedes da empresa não seriam mais tão cool. A administração tradicional e todo o peso de uma empresa pesada corporativamente como a Microsoft, contaminariam a Google, a ponto de reduzir quase a zero o ritmo de criação de novas ferramentas. O Google Docs mudaria seu nome para Office Live e teria várias funções restritas. Um acesso Premium seria oferecido.

Com tudo isso, Steve Jobs passaria a fazer uso de um PC. Ele assumiria, em entrevista coletiva, que todos os seus anos frente à Apple não serviram para nada mais além do que colocar em prática seus devaneios. Segue um trecho de uma [im]possível e fictícia entrevista:

“[...], não. Todo o esforço foi inválido. Sempre tive novas idéias e sempre procurei priorizar a simplicidade aliada ao design. Infelizmente, a grande maioria das pessoas sjobsnão me entendeu. O grande número de retardados que me endeusavam mundo afora, não foram suficientes paraa garantir o futuro da Apple…

[...]são pessoas repugnantes. Além do mais, essas pessoas eram tão cegas que acreditavam em qualquer merda que eu dizia. Também cansei daqueles “Uauuuuu” sabe? Eles vinham dessas pessoas quando eu realizava eventos.

Acho que ouviria o mesmo som se eu mostrasse a bunda para elas. Em alguns momentos, achava que alguns rapazes realmente me desejavam. Eu me sentia muito mal com tudo isso. Agora, vivo feliz, continuo amigo de Bill. Tenho um PC em casa e fiz uso do “Churras Calculator” para organizar nosso primeiro churrasco. Em meu blog, hospedado no Live Spaces, manterei contato com todos que me apoiaram nesta decisão. Muito obrigado!”

Bem, voltando ao mundo real, graças à Deus: o que eu acho da possível fusão entre Microsoft e Yahoo!? Bem, logicamente preferiria continuar a ver a Yahoo! independente, sem os tentáculos de Bill. Mas, sabemos que no mercado, quando uma proposta é boa e pode teazer vantagens para ambos os lados, é muito improvável que não aconteça. Aos que pretendem abandonar o Flickr [serviço integrante do Yahoo!], caso a compra do Yahoo! pela Microsoft se concretize, um recadinho: “Vão arranjar uma mulher”.

Ok, Ok. Gostaria que a Apple comprasse a Yahoo! Pronto.

Ps.: O post anterior, “Você compraria algo da CCE?”, foi perdido “graças” ao Windows Live Writer. É nisso que dá elogiar demais algo da Microsoft ¬¬


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money

Volta e meia estou visitando o blog do Chris Anderson, autor do excelente livro A Cauda Longa. No post de hoje, Anderson, que geralmente discute e defende a questão da gratuidade de serviços na Web, não fugiu a regra.

Ele coloca duas questões importantes que viabilizam a gratuidade da maioria dos serviços na Web: a questão da audiência [tráfego] e da reputação [links].

O principal ponto que Anderson defende é o fato de muitos ainda acharem que coisas que não podem ser medidas através de dinheiro, não possuem valor algum. Algo como sem custo = sem valor.

Ele defende que converter audiência e reputação em dinheiro é extremamente simples. E é mesmo. Porém, é uma questão de tempo, de cultivo de relacionamentos, feedback e conteúdo de qualidade constante.

A regra vale para blogs, portais em geral, sites de redes sociais e por aí vai. Muito provavelmente, a velha máxima também pode ser aplicada aqui. Qual?Aquela que diz que "Tempo é dinheiro!".

Mas não é tão fácil assim. Quando busquei alguém para investir em um projeto meu, que envolvia mídias sociais, a pergunta que nunca calava era: "Como você pretende ganhar dinheiro com isto?".

Geralmente, há muito pragmatismo nessas horas. Apesar de ser muito importante iniciar algo já com um modelo de receita definido - e neste caso eu já tinha um - resolvi deixar bem claro para um dos potenciais parceiros da minha empreitada, que não gostaria de colocar em prática, pelo menos no início, o meu modelo de receitas.

Por fim, a pessoa insistia que publicidade na Web ainda era algo muito incipiente, e que ganhar dinheiro com ela era "coisa de gringo". Ledo engano.

Quando falamos em publicidade na Web, muitos acham que trata-se somente de banners e, quando muito, do AdSense, da Google, quando na realidade, a publicidade online vem englobando, cada vez mais conteúdo e, não raro, divertising, ao invés de advertising. E é aí que o jogo começa a ficar interessante.

Anderson, termina seu post afirmando que um serviço FREE tem sim seu valor e um dos meios de mensurá-lo é através do tempo que o internauta gasta com ele. Em minha opinião, esse tempo pode ser chamado de capitalização. Foi o que o YouTube fez antes de incluir anúncios em vídeos, por exemplo.

Ao final de seu post, Anderson faz uma brincadeira: "Será que precisarei lembrar os analistas de Wall Street de que tempo é dinheiro?"

Grande parte desses analistas, ainda não está mesmo preparada para reconhecer potencial em um projeto promissor, mesmo que este ainda esteja no papel. A maioria ainda aposta no imediatismo. Faz até algum sentido, convenhamos. Atire a primeira pedra quem não tem, pelo menos um pouco, de aversão a riscos?

Porém, é importante perceber que o mercado Web, volta e meia dá demonstrações de que é um mercado com vida própria e em constante mutação.

Prova disso é que, a cada ano que passa, encontramos uma nova forma de criar um modelo mais eficiente que o anterior. Tudo ainda é muito novo e é sim necessário assumir riscos. Vantagem? Que tal o primeiro lugar na fila?

Por exemplo, neste ano que se inicia, algo que tende a amadurecer ainda mais, já que 2007 foi o ano dos blogueiros, é a publicidade em blogs…

and there we go!


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