Arquivo de janeiro de 2008

Música FREE! Agora vai?

Postado por Rodrigo Cunha em 28/jan/2008

qtrax

O barulho começou já no Domingo, 27. No twitter, o gustavojreige, do blog Outros Olhos, enviou o link para o site do Qtrax. Pronto foi o suficiente para eu entrar e perceber que o Qtrax pode sim, vir a ser um modelo viável de negócio e, porque não acabar com essa chatisse que gira em torno do download gratuito de músicas?

Se você sabe do que se trata o Qtrax, pule esta breve introdução. O Qtrax, nada mais é do que um serviço de compartilhamento de músicas legalizado. É uma espécie de eMule, KaZaa, só que dentro dos conformes da lei. Mas como assim? Bem, para nós usuários, pouca coisa muda, afinal, continuaremos a fazer o download de músicas de forma gratuita. A diferença é que os artistas serão pagos através da publicidade veiculada no site e no player do Qtrax. A Microsoft é um dos anunciantes já confirmados.

Mas, essa historia não parece um conto de fadas para você? Me lembra aqueles sonhos, onde você acorda bem na parte onde não queria. Pois é. O Qtrax tem sim alguns motivos para duvidarmos de tanta bondade. Um deles é o fato de você não poder ouvir as músicas em um iPod, pelo menos até meados de Abril, quando a empresa prometeu suporte ao gadget.

Ah, as músicas virão com DRM para que a empresa saiba quantas vezes a música foi executada e se foi compartilhada. Peraí, denovo o DRM? Enquanto que a Amazon MP3 anuncia que suas canções não possuem DRM, o Qtrax já inicia dando marcha ré?

Outro motivo é o fato de que foi anunciado que a EMI, Sony BMG, Universal Music e Warner Music, fariam parte da parceria que permite que artistas destas gravadoras façam parte do acervo do Qtrax. Mas, a verdade é que tirando a Sony BMG, todas as outras negaram que o acordo havia sido firmado. A Universal e a EMI afirmaram que as negociações estão em curso, mas ainda não há nada fechado.

Mesmo com tudo isso em pauta, analise comigo. Suponhamos que as gravadoras fechem o acordo. Como será o catálogo dos artistas? Haverá somente canções antigas? O serviço conseguirá acompanhar os lançamentos? E novos artistas, esses que estouram na Web todos os dias, e que nem gravadora tem? Poderiam fazer parte do serviço mesmo sem gravadora, e ganhar com o modelo de publicidade oferecido pelo Qtrax?

Imagine que tudo será perfeito e funcionará de forma mais que perfeita. Como ficaria o iTunes em meio a tudo isso? Sim, porque funcionando com músicas, esse modelo poderia funcionar com filmes e seriados também. E aí, o que faria Steve Jobs? Será por isso que a Microsoft irá anunciar no Qtrax? :]

E agora, a pergunta que nao quer calar: É necessário que hajam gravadoras para que tudo isso funcione? Porque o Qtrax simplesmente não abriga esses artistas e compartilha publicidade diretamente com eles, possuindo esses artistas, gravadoras ou não?

Ps.: Como ainda não é possível efetuar o download do Qtrax para testá-lo, pretendo, assim que ele estiver disponível, publicar minhas impressões deste que pode ser um grande marco para a indústria fonográfica. Espero não estar exagerando e que o modelo realmente se concretize. Vamos torcer!

Ser NERD ainda é NERD?

Postado por Rodrigo Cunha em 24/jan/2008

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Ser NERD! De uns anos para cá, tal adjetivo vem se tornando…hmmmm… POP? Que POP? Esse cara tá maluco? Nerd não pega ninguém. Como nerd vai ser pop? Bem, talvez seja exagero achar que ser nerd é pop, mas você e eu sabemos e temos percebido, cada vez mais, que parece que o adjetivo hoje vem se tornando cada vez mais cool? Ok, você entendeu.

Ano passado, foi produzido um filme-documentário sobre NERDS. Não cheguei a assistí-lo e nem me recordo do nome, no entanto, ouvi gente falando que o enfoque dado a “essa gente” foi algo mais desencanado mesmo. Não diferente foi a reportagem, da semana

passada, no Jornal Hoje sobre “essa gente”. Ao final da reportagem, a reporter solta a pérola: “Nossa, eles bebem até cerveja”. Ué? Ela achava o que?

Nerd sempre foi associado a freak. Pessoas com a vida social nula. Não se relacionavam, viviam trancados em quartos montando e desmontando robos, estudando circuitos e toda aquela parafernalha. O cinema sempre mostrou isso, principalmente na década de 80. Não que esse tipo de nerd tenha deixado de existir. Não. Eles ainda estão por aí.

Mas a onipresença da Internet tem criado uma nova geração de nerds. Esses nerds não são essencialmente anti-sociais, o que chegaria a ser uma contradição, uma vez que a essencia da Internet é a participação, seja ela online ou offline. Não importa.

Fato é que agora um nerd pode criar um blog e virar celebridade. O nerd pode ser cool. E agora? Ok, para um nerd ser mais que um nerd, ele vai precisar se expor, se relacionar dentro e fora do universo chamado blogosfera. E esse universso vem tomando dimensões maiores a cada dia. De repente, blogs começam a virar matéria de jornal, matéria EM JORMAL, começam a influenciar a forma como jornalistas fazem jornalismo…

“Caraca”, garotas em massa estão fazendo parte desse meio. Sim, inclusive as bonitas, porque existe aquele esteriótipo onde mulher ligada em tecnologia é feia. Algo semelhante aquele que diz que mulher que gosta de rock “é tudo baranga”. Não vejo dessa forma mas, como falei, são esteriótipos. Mas enfim…

Hoje, nerds viram executivos de empresas. Empresas PONTO.COM. Na época de Gates e Jobs, não era assim. Não havia o crowdsourcing. Não havia como criar uma “empresa virtual”. Hoje, sujeitos como eles consequem chegar onde eles chegaram com muito mais rapidez. Exemplos abundam: Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google; Kevin Rose, fundador do Digg; Mark Zuckerberg, fundador do Facebook…

Pelo menos para mim, os nerds de hoje têm muito mais atitude. São mais criativos e, por que não, descolados? Eles ainda são nerds? O que é ser nerd, afinal? Shia Labeouf, em Paranóia, era nerd ou cool? Era os dois?

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Nunca encontrei uma foto que representasse tão bem o Ebay :)

A medida que o tempo passa, a Internet vêm amadurecendo e adquirindo identidade própria. Prova disso é a variedade de serviços nela disponíveis. Um mercado real e com novas oportunidades de negócios, vem emergindo.

Semana passada, por exemplo, foi divulgado um vídeo no mínimo hilário, postado originalmente no Cracked, onde a maioria dos serviços que conhecemos, tais como Wikipedia, Google, Digg, Amazon, Ebay, Facebook, entre outros, “vão a uma festa e interagem entre si”. Calma, pessoas representam esses serviços. Mesmo que elas estivessem sem a identificação com o nome dos serviços, alguns seriam fáceis de identificar, uma vez que possuem identidade bastante forte.

A propósito, eu gostaria de ter estado nessa festa por dois motivos: fazer companhia à Jessica - tadinha, sendo assediada por tanto trambiqueiro - e para tirar algumas satisfações com o Sr. Twitter que, ultimamente, vem decepcionando todos que fazem uso dele nas horas em que mais precisam. No entanto, nem ele nem eu fomos à festa. Vai ter que ficar para uma próxima oportunidade mesmo. Uma pena.

No vídeo, destaque para o perfil “muambeiro” do Ebay e para a postura executiva do Amazon, para a Jessica, é claro, para o YouTube fanfarrão, para o “i feel lucky” da Jessica no finalzinho e para os “pegas” entre Digg x Cracked. Sim, é para ter duplo sentido mesmo :)

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Quando leio um post interessante em algum Blog, a primeira coisa que procuro são os comentários recebidos. Geralmente, quando o post é daqueles bem polêmicos, os comentários são efervescentes e, não raro, surgem “disputas” por domínio de opinião. Chega a ser divertido!

É bom demais poder interagir com textos na Web. Quando lemos uma matéria interessante em alguma revista/jornal ficamos impossibilitados de “dialogar” com o autor. Ou aceitamos o que foi dito ou nos revoltamos. Aí precisamos enviar um e-mail para a Seção de Cartas da revista. Aliás, alguém ainda envia cartas? Sim, claro!

Com as revistas é assim. Quando muito, seu comentário será publicado. Mas e daí se publicarem? Certamente você não terá direito a réplica, tréplica…, servirá apenas para você mostrar para os outros: “Tá vendo? Olha…. publicaram o meu comentário”, e nada muito além disso. No máximo, um alienado qualquer vai te achar um cara importante.

Agora, com os blogs é diferente. Tem emoção. É bom saber que você está atingindo, seja concordando ou discordando do post, o “carinha que está por trás do blog”. Essa sensação é que faz com que seja tão bom blogar e ler comentários.

Na Web, quando você faz um comentário que seja interessante em um blog qualquer, certamente não só o blogueiro irá visitar o seu blog, como também é possível que outras pessoas que comentaram o mesmo post façam uma visita em seu site ou blog.

E aí uns assinam o feed de um, outros acessam o blog de quem comentou só para ter certeza de que a opinião partiu de alguém conhecido ou respeitado, há os que olham o PR do blog para medir a credibilidade do sujeito, há aqueles que, ao invés de comentar, resolvem escrever OUTRO POST no lugar dos comentários e há aqueles que tentam provar, mesmo utilizando idéias desconexas, que o autor do post está equivocado, só para atrair atenção.

É muito divertido blogar! É muito divertido ler comentários. Comentem, Discordem, Xinguem [de leve], mas PARTICIPEM :]

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Hoje, li no TechCrunch sobre o lançamento do portal XIMMY. Trata-se de mais um “DIGG-LIKE”. Para quem não conhece, o DIGG é um site onde os usuários submetem links de notícias e, as mais votadas, vão para a capa ou, página principal.

O XIMMY não traz nenhuma grande novidade em sua funcionalidade, quando comparamos ao DIGG, exceto o fato do usuário receber dinheiro quando atinge determinada pontuação! Exatamente, você vai acumulando pontos. Ao enviar uma notícia ou comentar em alguma delas, você ganha 1 ponto.

Caso a notícia que você enviou receba votos suficientes para atingir a 1º página, você ganha 15 pontos. Veja abaixo quantos pontos são necessários para que você ganhe algum “trocado”. O dinheiro é pago via PayPal:

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1.000 pontos => 10 dólares;
1.800 pts => US$ 20;
3.200 pts => US$ 40;
6.000 pts => US$ 80;
12.000 pts => US$ 160;
20.000 pts => US$ 300.
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Bem. As pessoas participam em sites desse tipo não para ganhar dinheiro, mas para contribuir com alguma notícia interessante e, principalmente, arrancar algumas visitas extras em seus blogs, o que, indiretamente, pode acabar rendendo algum trocado caso o blog possua o AdSense ou outro tipo de programa de monetização bem implementado.

Mas o que pode acontecer quando alguém passa a contribuir em um portal desse estilo motivado única e exclusivamente pela grana? Em minha opinião, isso estimula o sensacionalismo. Lógico, sensacionalismo vende, é igual a notícia ruim. Mesmo sem dinheiro na jogada, o Rec6, o Digg brasileiro (sic!), vem se tornando uma mina de títulos sensacionalistas que, muitas vezes, nada ou pouco têm haver com a notícia ou o conteúdo do post linkado.

Agora imagine um sistema onde te pagam para emplacar notícias e comentar. Não é difícil prever a corrida maluca que o XIMMY pode se tornar, caso o portal realmente “aconteça”. No Rec6 há vários links que eu não sei como chegaram na página principal, de tão “sem sal”. Isso sem falar em usuários que enviam mais de 10 links por dia e, por “coincidência”, emplacam 10 links na página principal. Afinal, qual o critério do Rec6? Há algum?

Imagine toda essa agente sendo remunerada por realizar “tais feitos”. Ao que me parece, o único critério do XIMMY é mesmo o número de votos que cada link recebe. Ihhhhhhhh…

Você não acha que já há muitos “DIGG-LIKE” no mercado?

Obs.: Este Blog está concorrendo ao Prêmio IBEST na categoria Tecnologia. Se você gosta do que lê por aqui, aproveite para votar clicando aqui. Thanks :]