Arquivo de dezembro de 2007

1 ano de Geração Internet!

Postado por Rodrigo Cunha em 24/dez/2007
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Hoje o post é comemorativo e longo. O Geração Internet, que iniciou suas atividades no dia 25 de Dezembro de 2006, com o nome iGeração, completa 1 ano no ar! Aproveitando a ocasião, farei uma síntese das minhas atividades como blogueiro e como cheguei até o então Geração Internet. Olhando para trás, me parece que faz muito mais tempo. Comecei a blogar em 1999. Na ocasião, escrevia no blog Mr. Hilton [sem nenhuma relação com a Paris Hilton, por favor!].

Eu era apenas mais um daqueles curiosos em entender o que significavam blogs, na época conhecidos como Weblogs. Naquela época, todos utilizavam o serviço para relatar acontecimentos do dia-a-dia. Era a fase dos Diários Virtuais, que seguiu firme até meados de 2004, aproximadamente. Tendo assimilado o conceito, passei a escrever sobre situações saia justa e a filosofar sobre o porquê de certas coisas que me aconteciam.

O Mr. Hilton, cujo domínio já pertence a outra pessoa, era algo inspirado em Seinfeld. Pena que não passava de inspiração. Algo como “Por que quando você se despede de alguém no ônibus e desce a escada, acena novamente para a pessoa quando o ônibus arranca?”.

Ou ainda “Por que, quando cruzamos com uma pessoa no corredor do escritório por mais de uma vez, sempre repetimos o nome da pessoa ou fazemos algum sinal com as sobrancelhas?” [Ok, essa eu robei do J. Seinfeld]. Eram posts assim, completamente non-sense, que eu escrevia quando o fluxo de trabalho no CPD do Conselho Regional de Medicina aliviava.

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Vai um bolo geek aí?

Findo o Mr. Hilton, passei um longo período sem blogar e a ler blogs. No final de 2004, voltei a acompanhá-los de perto e então percebi que o cenário havia mudado bastante, desde a época em que deixei de escrever, em meados de 2000.

Passei praticamente o ano de 2005 observando o movimento como telespectador. No final do ano, mais precisamente no mês de Dezembro, retomo minhas atividades como blogger com o lançamento do Entra Nessa, cuja proposta era falar sobre Marketing, Tecnologia e Entretenimento, ainda que de uma forma bastante informal.

No dia 12 de Julho de 2006, o Entra Nessa muda de nome e passa a chamar-se MARKETEC, assumindo no nome, a proposta do blog, que continuava a tratar de Marketing e Tecnologia e Propaganda. Nessa fase, iniciei um namoro firme com a publicidade e a propaganda, namoro este que deixou sequelas até hoje.

O Marketec “morre” no dia 14 de Janeiro de 2007. Na ocasião, percebi que não seria produtivo escrever em 2 blogs, uma vez que o iGeração [atual Geração Internet], entrou no ar no dia 25 de Dezembro de 2006.

A partir daí, assumo de vez o iGeração como meu blog principal. A proposta do iGeração era falar da Geração Y, a Geração da Internet. Comecei falando de música, games & afins. No entanto, a medida que me aprofundava no assunto Web, mais sentia vontade de conhecer e pesquisar sobre essa “nova alternativa de negócios”.

Logo, o iGeração trocaria de nome para Geração Internet, incluindo a aquisição de um domínio .com. Nesse momento, o blog passa a dar mais ênfase ao “mercado internet” e à “economia 2.0″, analisando de uma forma mais profunda, os serviços disponibilizados na rede com o advento da Web 2.0.

Em todo esse tempo, principalmente em 2007, aprendi que escrever um post não é uma tarefa fácil. Mais importante, aprendi que audiência se conquista aos poucos, sem pressa, com conteúdo de qualidade e posts frequentes.

Durante o ano de 2007, conheci vários blogueiros e tenho me relacionado com várias pessoas do meio. O balanço é mais do que positivo! Tenho aprendido muito escrevendo e lendo outras fontes e blogs. Espero aprender muito mais neste ano que está chegando.

Como diria um ex-chefe meu: “Se você já aprendeu tudo, melhor morrer. E só deixamos de aprender quando morremos”. A frase é um tanto batida, mas não deixa de ser uma grande verdade que muitos, infelizmente, esquecem ou ignoram.

Para o ano de 2008, o Geração Internet têm novos planos, como a adição do Geraldo Protta como colaborador e a implementação de um novo layout, mais dinâmico e interativo. Algumas surpresas extras estão sendo preparadas para o ano que se aproxima. Stay Tuned!

À todos os meus leitores e à blogosfera em geral, Boas Festas! Que todos tenham um 2008 repleto de realizações, novos projetos, novas inspirações, muita Internet, muita evolução, muita discussão e aprendizado.

NOS FALAMOS EM 2008, AQUI MESMO!

Cultura Livre

Postado por Rodrigo Cunha em 21/dez/2007
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Boas leituras na Web. Estou sempre atrás do artigo que vai me fazer questionar certezas que tenho. Sempre atrás de algo que vai me inspirar a ter uma grande idéia.

Enfim, busco sempre o que há de melhor e o que há de novo por 3 motivos: AMO Internet e a Economia Digital, AMO encontrar coisas interessantes pela rede e dar a minha opinião neste blog e, finalmente, AMO aprender sobre este mercado em mutação DIÁRIA!

Mesmo “garimpando” bastante pela rede, é humanamente impossível encontrar todas as pérolas. Por sorte, há vários “garimpeiros” fazendo o mesmo trabalho que eu e compartilhando suas opiniões, seja através da Blogosfera, do Twitter

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Há pouco mais de 1 semana, encontrei algo bastante interessante. Trata-se do ebook CULTURE FREE. Este livro, lançado diretamente na Web sob licença Creative Commons, já existe desde 2004. No entanto, a versão traduzida para o Português, começou a circular faz pouco tempo, creio eu.

O título da versão em português é Cultura Livre: Como a mídia usa a tecnologia e a lei para barrar a criação cultural e controlar a criatividade, do autor Lawrence Lessig [veja website aqui], um dos fundadores do Creative Commons e defensor da Internet Livre.

Ainda não li o livro, mas ele é considerado uma referência entre vários blogueiros e jornalistas de todo o mundo. Em tempos onde a mídia tradicional tenta, de todas as formas, manter o mesmo poder que exercia antes do surgimento da Internet, uma leitura desse porte é bastante conveniente.

Para fazer o download do livro em português [formato PDF], clique aqui.

As Redes Sociais em 2011

Postado por Rodrigo Cunha em 20/dez/2007
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No último dia 14, o eMarketer divulgou o relatório The Promise of Social Network Advertising [A Promessa da Publicidade em Redes Sociais]. O relatório divulga os resultados de 2006 e 2007, além e traz projeções até o ano de 2011, com relação ao aumento do número de usuários adultos e jovens em Redes Sociais nos EUA.

O relatório também demonstra os gastos, cada vez maiores, com publicidade em Redes Sociais em todo o mundo. Em todos os casos, é apontado um aumento tanto de jovens quanto de adultos, até o ano de 2011. Entretanto, o dado que mais salta aos olhos, é o aumento dos gastos com publicidade. Comparando-se apenas o ano de 2006 com 2007, houve um aumento de nada menos que 155%!

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O Uso de Redes Sociais por Adultos Americanos entre 2006-2011 [em milhões e % de usuários adultos de Internet] - Fonte: eMarketer

A população de adultos que hoje faz uso de Redes Sociais, gira em torno de 37%. Até 2011, esse número subirá 49%. Nada mal. Debra Aho Williamson, Analista Senior do eMarketer e autora do relatório, prevê que no ano de 2011, a metade dos adultos com acesso à Internet e 84% de todos os jovens online, farão uso de Rede Sociais todo o mês. Segundo Debra, os dados falam por si. As Redes Sociais deverão continuar cada vez mais presentes na vida dos Internautas.

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O Uso de Redes Sociais por Jovens Americanos entre 2006-2011 [em milhões e % de usuários jovens de Internet] - Fonte: eMarketer

Com relação aos gastos com publicidade para 2008, há uma previsão de um aumento de 82% com relação ao ano de 2007. Ainda segundo o relatório de Debra, o MySpace e o Facebook juntos, recebem mais de 70% de todos os gastos com publicidade nos EUA. Ela também afirma que esse crescimento é garantido, a não ser que os jovens deixem de fazer uso de Redes Sociais ao crescerem, o que ela considera improvável. Atualmente, 70% de todos os jovens dos EUA fazem uso desses sites.

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Gasto Mundial com Publicidade em Redes Sociais entre 2006-2011 [milhões e % de aumento] - Fonte: eMarketer

Não há dúvida quanto ao crescimento desenfreado das Redes Sociais, tanto no Brasil como no mundo afora. Elas são um sucesso absoluto nos quatro cantos do mundo. É natural que, com o crescimento cada vez maior dessas redes, haja aumento de propagandas, usuários fake, vírus - como o que atuou no Orkut no último dia 19 - e muito, mas muito spam.

Pessoalmente, creio que haverá, aos poucos, o surgimento de Redes Sociais cada vez mais especializadas em serviços específicos. Acredito que elas se dividirão em partes menores, onde a tendência é de um “convívio” mais ordenado. Aí está uma ótima oportunidade para Empreendedores Digitais. Mãos à Obra!

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Ok, o título do post é um tanto apocalíptico. Mas não consegui encontrar outro para descrever de forma tão direta o assunto que irei dar continuidade. Dando seqüência ao post anterior e, respondendo a pergunta lançada no título do mesmo, penso que Hollywood talvez não tenha aprendido a lição deixada pelo Napster.

Nem bem comentei sobre a probabilidade de os roteiristas encontrarem um meio para se desvincular dos estúdios - já que a greve ainda não foi encerrada e ambas as partes continuam insatisfeitas - já começam a surgir novidades acerca do assunto.

O José Murilo, do EcoDigital, me passou um link de uma matéria publicada pelo Los Angeles Times, por coincidência, no mesmo dia do meu post, que trata das “novas investidas” de roteiristas de cinema. Parece que, enquanto a greve segue, vários deles estão se reunindo com investidores afim de viabilizar projetos na Internet.

O objetivo? Atingir diretamente o consumidor final, sem o intermédio dos grandes estúdios! Soa grandioso certo? Até pode ser, mas não passa de um movimento natural, que já vem ocorrendo em vários setores da indústria do entretenimento, devido às facilidades proporcionadas pela nova Web.

Dentre os investidores que estão apostando nas idéias de alguns roteiristas, estão a Accel e a Dagres’ Spark Venture Capital. Essas empresas vêm conversando com os roteiristas deste o início da greve, que teve início há 7 semanas atrás.

Na realidade já havia movimentação em torno de iniciativas desse tipo, mas a greve só vem acelerando as coisas. Segundo a matéria do LA Times, alguns roteiristas revelaram que, se a greve tivesse durado cerca de 1 semana, teriam voltado ao trabalho normalmente. Como a greve continua, alguns continuam aproveitando o “tempo livre” para aperfeiçoar esses projetos.

Algumas possibilidades que poderiam surgir:

1. Os roteiristas poderiam investir em uma ferramenta semelhante ao Youtube. Associados a produtoras independentes, lançariam seus filmes e os venderiam através do portal. Para os consumidores, seria como pagar para assistir à um filme no cinema. Conseguindo se desvincular dos estúdios, poderiam permitir, além o domínio total das obras por tempo indeterminado, outras iniciativas que hoje não são possíveis graças ao domínio dos Estúdios.

2. Criação de um portal onde os usuários poderiam sugerir finais diferentes para um filme. Os melhores “finais alternativos”, escolhidos pelos próprios usuários, seriam filmados, gerando alguma renda para quem os criou.

Alguns pontos que favorecem a criação de tais modelos:

1. Haveria a possibilidade de realizar filmes para nichos com maior freqüência, uma vez que seria muito mais fácil atingir os mais variados nichos através da Web, tornando a produção desses conteúdos rentável graças a onipresença da Cauda Longa na Web. A indústria independente, finalmente brigaria lado a lado com os novos blockbusters, pelo menos no que se refere a distribuição.

2. Dentre os usuários de banda larga, a proporção dos que assistem à vídeos pelo menos 1 vez por semana, aumentou de 45% [percentagem obtida há 1 ano atrás] para 61%, segundo estudos da firma de pesquisa de marketing Horowitz Associates Inc., cujo relatório foi publicado esse mês.

E o capitalismo segue “em reforma”…

Ps.: A revista Rolling Stone desse mês, traz uma matéria sobre o desempenho, cada vez mais fraco, das bilheterias de cinema em todo o mundo.

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Ontem, no Manhattan Connection, programa exibido a partir das 23h aos Domingos, no canal pago GNT, os participantes da mesa discutiram brevemente sobre a relação da Internet com o impacto da greve de roteiristas na indústria cinematográfica. Escrevi um post sobre o assunto no mês passado, onde publiquei na íntegra, um artigo escrito pelo roteirista-chefe da série LOST, publicado no jornal New York Times.

Ricardo Amorim, um dos gênios componentes da mesa do programa, juntamente com Caio Blinder, levantou, a certa altura, uma observação bastante interessante. Resumindo, ele disse que toda vez que há uma greve no setor, é natural que novas tecnologias e meios alternativos de transmissão sejam beneficiados.

A última greve de roteiristas de Hollywood ocorreu em 1988, e durou longos 5 meses. Na ocasião, o movimento impulsionou o advento da TV a Cabo. Já a greve atual, está contribuindo para impulsionar os estúdios a levarem em consideração, de uma vez por todas, a Internet como meio de transmissão de suas produções.

Entretanto, os estúdios insistem em afirmar que não obtém grandes dividendos com a comercialização de publicidade em séries e filmes através de seus websites e do iTunes. Obviamente, isso é uma falácia e os roteiristas já perceberam. Tanto que agora estão reivindicando o seu quinhão do que é comercializado na Web.

Essa greve, além da reivindicação dos roteiristas, acaba por jogar lenha na discussão sobre os direitos autorais na Web, já que os roteiristas começam a enxergar reais possibilidades de ganhos em geração de conteúdo para a rede. Enquanto isso, a TV aberta americana irá sofrer por falta de conteúdo já no início do próximo ano.

Como por consequência, o faturamento com venda de publicidade também deverá despencar. Com a falta de séries inéditas na TV, a saída será exibir reprises de séries, o que fatalmente acarretará em perda de audiência generalizada.

A não regularização da situação até o momento, já causa, além dos prejuízos na TV aberta, um impacto bastante profundo nas produções que estavam programadas para estrear em 2009, 2010. Sendo assim, é muito provável que o ano de 2009 seja o pior ano para o cinema americano.

Não é uma situação fácil de se resolver. Se os estúdios ainda não resolveram incluir os roteiristas nos ganhos obtidos através da Internet, é porque deve haver muita grana em jogo mesmo. No entanto, roteiristas, se quiserem, poderão “se virar” fazendo uso da Internet, produzindo conteúdo diretamente para a rede, sem o intermédio dos estúdios tradicionais.

Já os estúdios não tem saída. Ou assumem que o “novo modelo é viável” e deixam de ganhar na “surdina” e passam a compartilhar os ganhos com toda a cadeia produtiva, ou acabam sendo vítima do mesmo mal que afetou a indústria da música, quando as gravadoras não reconheceram, no dia 1º de Junho de 1999, a oportunidade que havia no surgimento do Napster. Seguindo a lição deixada pelo Napster, Hollywood poderá faturar alto, juntamente com toda a cadeia produtiva, num palco chamado Internet. Mas será que a lição foi assimilada?

Dar as costas para a evolução e aos novos padrões que a Web está impondo e, tentar a todo custo, fazer pressão para postergar o abandono do “velho”, quando este não tem mais fôlego perante aos “novos paradigmas” já se mostrou uma atitude BURRA. As gravadoras conhecem essa história muito bem.