É sobre isso que eu quero falar hoje. Sobre o prazer de assistir a um filme antes que ele faça estréia no cinema. Até quando vale a pena assistir a um filme na tela do PC, onde muitas vezes a imagem é horrenda, captada da tela de cinemas mundo afora?
Arquivo de novembro de 2007
Jovens de 15-20 anos descobrindo e ouvindo Duran Duran, assistindo e discutindo sobre o filme O Poderoso Chefão de [1972], Scarface [1983], descobrindo o Chacrinha e tantos outros no YouTube. Mais parece coisa de De Volta Para o Futuro [1985]. Felizmente não é!
A Internet nos deu esse poder. O poder de pesquisar e obter respostas instantâneas. O poder de descobrir coisas que ficaram perdidas no tempo. Isso é, sem dúvida, uma dádiva. Era muito ruim ficar conversando com pessoas mais novas sobre “coisas da nossa época” e perceber que, mesmo com muito esmero, dificilmente conseguíamos traduzir o sentimento vivido.
Hoje, quem é curioso e ouve a essas conversas, pode entrar na Web e descobrir algo genial. Pode, inclusive, saber mais sobre determinado filme, artista, do que aqueles que viveram na época.
Só para se ter uma idéia, a Comunidade de admiradores do filme O Poderoso Chefão tem quase 30.000 pessoas! Levando-se em conta que o filme é do ano de 1972 e 99% das pessoas que acessam o Orkut nem sequer era nascida na época, o número é relativamente grande.Na Inglaterra, não é incomum assistir a banda novas fazendo covers de Duran Duran, por exemplo. Em todo lugar, as famosas Festas anos 80 são regadas à vídeos de YouTube e mp3 baixadas via Internet, sem as quais, seria praticamente impossível reproduzir as “pérolas” da época, a não ser que você tenha aquele amigo que tem a mania de colecionar tudo. Ah, ele também precisa estar, no mínimo, perto dos 30.
É extremamente prazeroso acessar o Google e pesquisar sobre um filme antigo, uma banda extinta e descobrir coisas que você nem imaginava ter acontecido na época. As revistas envelhecem, perdem a capa e, inevitavelmente, vão para o lixo, junto com as notícias. Na Internet só as notícias envelhecem. Mas tudo continua lá. Tudo sobrevive ao tempo.
De certa forma, a tecnologia nos permite avançar como nunca. Mas ela também nos proporciona uma viagem ao passado. Que bom!
O mais novo deles, publicado no blog PDA, é a compra da Skype - marca hoje pertencente ao eBay - pela Google. Analisando friamente, há sentido no rumor, uma vez que a Google, ultimamente, vem se empenhando no mercado de telefonia. Mesmo não tendo lançado o tão falado gPhone, a empresa não esconde o interesse na área.
O projeto ANDROID, um sistema operacional aberto para celulares, confirma esta iniciativa. De qualquer forma, parece que todo mundo torce pela Google, principalmente os anti-Microsoft =]
Aguardemos…

Damon Lindelof, roteirista-chefe da série de televisão LOST. Foto via Tecneira
Greve de roteiristas em Hollywood. Assim como Rafael Barifouse, dono do blog Tecneira e repórter da revista Época NEGÓCIOS comentou, eu também ainda não havia parado para pensar nos detalhes dessa greve.
Pensei no lógico: o Sindicato de Roteiristas reivindicando por direitos negligenciados pelos Estúdios e Emissoras de TV. E é mesmo. Mas não SÓ isso. O que motivou a greve é algo que está mudando paradigmas no mundo do entretenimento, dos negócios, da economia. Ela mesma, a Internet.
Vou passar a bola para Damon Lindelof, roteirista-chege da série de televisão LOST. O artigo foi publicado no New York Times na última segunda-feira [12]. Não irei me prolongar, já que o artigo de Damon é extenso, porém muito ousado e esclarecedor. Sendo assim, leiam para que possamos discutí-lo através dos comentários, ok?
DE LUTO PELA TV
Por Damon Lindelog, de Los Angeles
A TELEVISÃO está morrendo.
Eu devia ter me dado conta disso quatro anos atrás quando comprei meu primeiro TiVo, mas a negação é sempre a primeira fase do luto. Eu simplesmente não podia reconhecer que essa maravilhosa invenção anunciava o início do fim.
TiVo armazena seus filmes e séries em um hd (como de um pc), permitindo que você assista o episódio do “The Daily Show” da noite anterior tão facilmente quanto você abre documentos no seu laptop. Na verdade, uma vez que você tenha baixado transmissão original - perdão, eu quero dizer ‘gravado’ - pode vê-lo no seu momento de lazer. Na manhã seguinte. No próximo ano. Quando bem quiser. Para que agora? Você é dono desse episódio. E o melhor de tudo, você o tem de graça.
A televisão sempre foi gratuita. Claro, se você quiser ver todos os jogos da NFL (Liga de Futebol americano) em alta definição, terá que pagar, mas as redes de tv ainda oferecem sua programação totalmente de graça. transmissão redes continuam a oferecer os seus horários para todo absolutamente nada. O único porém, é claro, é a obrigatoriedade de ter que assistir comerciais. Economicamente é uma troca justa. As emissoras gastam para fazer as séries, as oferecem ao público, e recuperam o investimento através das propagandas. O que infelizmente nos traz a coisa mais maravilhosa que o TiVo faz: ele permite que você ignore os comerciais que mantém todo sistema funcionando.
Vinte porcento dos lares americanos já possuem esses aparelhos que armazenam filmes e séries de tv indefinidamente e permitem que você ignore os comerciais. Esses aparelhos provavelmente vão proliferar em uma escala significante em breve, e quase todo mundo terá um. Eles também vão ficar menores, e a tela retangular na sua sala não será realmente televisão, será um computador. E o que trará tudo aquilo que você assiste? Não será o cabo de tv; será a internet.
Isso provavelmente pode parecer empolgante para quem gosta de tv, mas se você está envolvido na produção dessas séries, não é nada mais que aterrorizante. Deve ter sido assim que os artistas de palco sentiram-se na primeira vez que viram um filme mudo; sentados ali dando conta que eles acabavam de se tornar extintos: afinal, quem iria querer ver um espetáculo de sapateado quando poderia ver Harold Lloyd dependurado em um relógio a 15 metros de altura?

Roteiristas reivindicam participação na publicidade gerada na Web
Mudanças sempre provocam medo, mas eu já acreditei que a morte da nossa amada televisão uniria todos aqueles afetados, os talentos e estúdios, criadores e afins. Estamos todos com medo e deveríamos sentí-lo juntos. No entanto estamos profundamente divididos.
O sindicato dos roteiristas americanos - WGA na sigla em inglês- e do qual orgulhosamente faço parte entrou em greve. Passei a semana passada em picket do lado de fora dos estúdios Walt Disney, meu empregador, cantando slogans e caminhando lentamente pela calçada.
A motivação para essa ação drástica - e uma greve é drástica, uma verdade que venho conhecendo ainda mais a cada dia que passa - é o desejo do sindicato em receber uma porção derivada da renda gerada pela internet. Isso não é novidade: a mais de 50 anos os roteiristas tem direito a receber uma pequena parcela dos lucros dos estúdios gerados pela reexibição de nossos filmes ou séries; quando algo que criamos é produzido ou vendido em dvd, recebemos royalties. Os estúdios porém, recusam-se a aplicar a mesma regra para a internet.
Minha série, Lost, já foi exibida centenas de milhões de vezes desde a disponibilização no site da ABC. Os downloads exigem que o espectador assista uma propaganda, da qual a emissora recebe alguma coisa. Quem escreveu os episódios não ganha nada. Também somos um sucesso no iTunes (onde os episódios de séries são vendidos a $1,99 cada). E de novo, não recebemos nada.

LOST via site da ABC
Se a greve durar mais que três meses, uma temporada inteira da tv vai terminar em dezembro. Não teremos dramas, comédias, ou Daily Show. A greve também vai impedir que qualquer piloto seja gravado, portanto mesmo que a greve chegue ao fim até lá, você não verá nenhuma série nova até janeiro de 2009. Tanto o sindicato e os estúdios concordam em um ponto: a situação seria brutal.
Eu provavelmente serei arrastado pelas ruas e queimado vivo se os fãs tiverem que esperar mais um ano pela volta de Lost. E quem poderia criticá-los? A opinião pública pode estar ao noso lado agora, mas depois que a audiência tiver passado um mês ou mais assistindo “America’s Next Hottest Cop” e “Celebrity Eating Context”, tenho poucas dúvidas de que a corrente vai se virar contra nós. O que me leva à segunda fase do luto: raiva.
Estou furioso porque sou acusado de ser ganancioso pelos estúdios que estão sendo gananciosos. Estou bravo porque minha ambição é justa e razoável: se dinheiro é ganho com o meu produto através da internet, então tenho direito a uma parcela. A ambição dos estúdios, por outro lado, esconde-se atrás do cinismo, de declarações de que não ganham nada na internet, de que a exibição online é puramente “promocional”. É mesmo?
Sobretudo, estou furioso por não estar trabalhando. E não trabalhar significa não ser pago. Meu salário semanal é consideravelmente maior do que a pequena porcentagem dos ganhos da internet que estamos tentando obter nessa negociação e se eu ficar no picket por apenas três meses, jamais vou recuperar essas perdas, independente do acordo que for feito.
Mas estou disposto a aguentar firme para um tempo maior que três meses porque essa é uma luta pela sobrevivência de uma geração futura de roteiristas, cujo trabalho não será televisionado, mas sim distribuído através de um chip.
As coisas ficaram feias e as linhas de comunicação se perderam completamente entre o sindicato e os estúdios. Talvez ainda não seja tarde demais, já que ambos os lados da disputa tem uma coisa em comum: nosso luto por como as coisas costumavam ser. Em vez de brigarmos uns com os outros, talvez devêssemos nos mover em prol da tv.
Porque a terceira fase do luto é a barganha.
E precisamos barganhar, porque quando a televisão finalmente desaparecer, ainda existirá entretenimento; ainda teremos séries e filmes, bem ali na tela da sala. E tal qual os donos dos teatros de vaudeville que se reergueram, os estúdios vão descobrir formas de ganhar rios de dinheiro do que quer que seja exibido na tela.
E nós ainda estaremos escrevendo cada palavra.
Daniel Lindelof é co-criador e roteirista-chefe da série de televisão LOST
Quando alguém me pergunta o que é e como funciona o Facebook, costumo dizer que ele é um álbum. Nele, você vai colando figurinhas. Algumas são interessantes, outras não. Só que esse álbum nunca se completa. Ele sempre está em mutação. Surgem novos aplicativos e funcionalidades. No embalo, há poucas semanas, o MySpace também anunciou a abertura de sua API, com a inclusão dele e de outras redes sociais no programa OpenSocial, da Google.
Já era em tempo. Ninguém aguentava mais se inscrever em Redes Sociais. Ou você dá atenção para 1 ou 2 delas ou se inscreve em todas que aparecerem somente para “estacionar” o seu perfil. Surgiram tantas redes que muitas estavam servindo de garagem. Alguém lembra do Gazzag? Pois é, no Gazzag eu estacionei um perfil. Fiz o mesmo no MySpace. Mas no FaceBook foi diferente. Gostei de “colar figurinhas”.
Hoje testei o SandBox do Orkut, que nada mais é do que parte da integração com o OpenSocial, uma iniciativa muito maior. Se você já utiliza o FaceBook e “colou algumas figurinhas”, as “novidades do Orkut” não irão te impressionar. Mas, se você não possui perfil no FaceBook, prepare-se para entender o porquê de as Redes Sociais estarem sendo apontadas como os futuros Sistemas Operacionais.
Alguns exemplos de aplicativos rodando no Orkut*

MSN for Orkut: Não é como o original, mas para um app, funciona surpreendentemente bem!

iLike for Orkut: Funciona da mesma forma que no FaceBook. Você seleciona as músicas que vai exibir

Facebook for Orkut: Da mesma forma que o Facebook tem um app que permite acessar o Orkut, há uma app para acessar o FaceBook no Orkut. Este app ainda apresenta vários problemas

Planilha de texto: Nada além de uma planilha de texto. Futuramente, quem sabe o Office passa a figurar na lista de apps do OpenSocial. Imagine poder desinstalar a maioria dos Softwares do seu computador e ter acesso a eles através de uma Rede Social, em qualquer computador!

DIGG: App do popular portal colaborativo de notícias
(*) O OpenSocial ainda não está aberto a todos! Por isso, ele ainda não está funcionando de maneira adequada. Ele está aberto apenas para pessoas que queiram desenvolver aplicativos para a Rede. De qualquer forma, para saber como ter acesso a estes aplicativos, leia o post dedicado ao assunto no Blog do Edney.





















