Arquivo de novembro de 2007

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E o Facebook continua na corrida para ser a maior Rede Social do mundo. O blog de tecnologia Techcrunch anunciou hoje que o Facebook recebeu mais US$60 milhoes de dolares de um bilionario investidor de Hong Kong, chamado Li Ka-shing.

No mes passado, a empresa ja havia recebido, atraves de um acordo publicitario com a Microsoft, a quantia de US$240 milhoes de dolares. Esses investimentos fazem do Facebook, a maior empresa baseada em Internet.

Tanto dinheiro investido na empresa certamente faz com que ela seja vista como uma empresa com valor estimado na casa dos US$ 15 bilhoes de dolares. Muitos acham que o valor atribuido ao Facebook indica o comeco de uma nova Bolha.

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Contudo, nao acredito nessa hipotese. Da mesma forma que o Diego Monteiro, diretor executivo da Via6, disse em um artigo publicado no site da Epoca Negocios, que pode ser lido na integra aqui, os investimentos sao realizados tendo em vista o valor futuro:

“[...] Não quer dizer que as empresas compram esses sites por status, mas sim porque percebem valor nele. Que é o valor futuro dele. Por exemplo, é uma tendência clara que no futuro as pessoas vão ver bem menos TV e bem mais vídeo na web. Por isso, o YouTube tem esse valor enorme, porque grande parte das receitas hoje das gigantes de mídia tende a ir de alguma maneira para os exibidores de vídeo na web. Isso é valor futuro. Não é faturamento, não é lucro. É valor futuro”.

Ainda iremos ouvir falar muito do Facebook. A guerra entre as redes sociais esta apenas iniciando. O lancamento do OpenSocial pela Google so veio a colocar mais lenha na fogueira. De qualquer forma, vale a pena conferir alguns dados de audiencia de sites de Redes Sociais e outros servicos.

Nota-se, na tabela abaixo, que o Facebook cresceu mais em termos de audiencia do que seu concorrente mais expressivo, o MySpace, no mesmo periodo. Isso e ate esperado, tendo em vista que o MySpace comeca a atingir maturidade, com uma base de usuarios ja bastante extensa e, portanto, sem grandes espacos para aumento dessa base.

O ranking de audiencia compara acessos relizados em Outubro de 2006 com Outubro deste ano. Um fato que me chamou atencao foi a ausencia do Orkut no ranking.

Confira os numeros na tabela abaixo:

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Fonte: Techcrunch

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Foto via Wired

E a batalha na indústria fonográfica continua. O último capítulo envolve Doug Morris, CEO da Universal Music, que tem planos para destronar o iTunes de sua egemonia no mercado de música digital. Doug, que já chamou os usuários de iPod de “ladrões”, agora resolveu entrar no jogo e pretende montar uma loja no estilo iTunes, a Total Music, que pretende trabalhar com a assinatura ou aluguel de músicas (???? assinatura????? isso é tão “ontem”). Clique aqui para ler o artigo completo na Wired.

Com relação a todas essas brigas entre gravadoras e tecnologia que estamos assistindo cada vez com mais frequencia, continuo bastante cético com relação ao futuro dessa “indústria”. Acredito que o modelo iTunes, que até agora vem se mostrando vitorioso, não terá fôlego para se expandir pelo mundo afora. Sabemos que ele funciona muito bem em alguns países, principalmente nos Estados Unidos.

Porém, ele ignora completamente o Brasil e outros países. Até onde eu sei, as razões declaradas são de que há problemas de ordem legal entre gravadoras e a Apple, uma vez que artistas que lá fora pertencem a um selo, aqui pertencem a outro. Isso até pode ser verdade, mas todos sabemos que talvez o grande motivo para a Apple não se empenhar para a liberação do iTunes por aqui chama-se PIRATARIA.

É claro que o problema não está localizado nas pessoas que compram CD de música no camelô. Essas não utilizam iPod e arrisco dizer que a grande maioria nem acessa a Internet. Mas como nós ficamos? Já estamos de saco cheio de tanto ouvir aquele papo de não baixar música de forma ilegal, já que você, na mentalidade das gravadoras [e falam isso para benefício próprio, é claro], estaria prejudicando o artista.

Qual a alternativa que nos resta? Baixar músicas através dos vários programas P2P disponíveis. É aí que eu queria chegar. Acredito que logo tudo será P2P. Sendo assim, como impedir os downloads ditos “ilegais”. Não acredito que pagar por Mp3 será algo que vá funcionar por muito tempo. As bandas que estão nascendo nessa Era Digital já pensam dessa forma. É, denovo, aquela história de choque de gerações.

Tenho ciência de que não sou o único que pensa dessa forma. Todo mundo já sabe que artista ganha dinheiro com Show. Daqui em diante, a briga será por distribuição. Não adianta esconder mais o jogo. A indústria fonográfica não existirá mais como a conhecemos. O que os advogados fazem é tentar prorrogar o prazo de validade dessa indústria, há muito já expirado.

Os artistas não estão preocupados. Apesar de ouvirmos discursos prontos na TV, que são ensaiados pelas próprias gravadoras, esses artistas ainda não cortaram o cordão umbilical que têm com as majors justamente por ainda terem medo.

No entanto, aumenta cada vez mais o número daqueles que se libertam. O caso do Radiohead e da Madonna, que recentemente assinou com uma produtora de shows e pretende obter receita através desse acordo, deixando em breve a sua gravadora, refletem bem o que estou dizendo.

O que você acha? Estou errado ou realmente o iTunes vive os últimos momentos de glória? Dê uma olhada na figura abaixo, extraída da sessão Wired-Tired-Expired, da edição de Dezembro da ótima WIRED. A iTunes Store está classificada como Tired, que poderíamos traduzir, como “CANSADO”.

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Foto via Wired

Será mesmo que o modelo iTunes está começando a dar sinais de cansaço?

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Domingo é dia de estréia da TV Digital em São Paulo. Com a falta de informações sobre o serviço, há uma certa desorientação em torno do assunto. Na realidade, há desinteresse por parte do povo em geral que, por não entender e não encontrar informações suficientes sobre o assunto, acaba desistindo de entender como a coisa irá funcionar.

Há, por exemplo, gente achando que no Domingo o sinal da TV Analógica será encerrado em São Paulo e, como conseqüência disso, ficará sem imagem em seu aparelho de TV. Desde o anúncio da TV Digital no Brasil até agora, é bem verdade que não houve uma grande cobertura do assunto pela imprensa. Pelo menos não em termos explicativos, detalhes técnicos.

Para quem vive na Internet, o assunto já se encontra até um tanto desgastado, devido às inúmeras matérias publicadas a respeito. Aproveito para destacar a ultima edição da Revista Meio Digital que, traz na capa uma matéria muito boa sobre o assunto. Mas e quem não tem acesso a Web ou não tem paciência para fuçar no Google?

Além do site da TV Digital, que traz bastante informação sobre o assunto, o jornal ESTADÃO - sim, aquele mesmo que chamou os blogueiros de “feiosos” - publicou hoje um manual sobre a TV Digital, explicando como ficará a questão da TV a Cabo, dos Decodificadores, dos Prazos de Implementação e outras questões que valem à pena a leitura.

Uma confusão bastante comum que percebo, é a confusão de conceitos que as pessoas fazem em torno da TV Digital com a transmissão em Alta Definição [HD]. O manual deixa isso tudo bem claro de uma forma bastante objetiva. Além da cartilha, há uma crítica escrita por Etienne Jacintho, relatando a experiência da redação do Estadão com uma amostra do serviço em uma TV Full HD:

“[...] Em uma degustação feita na redação do Estado com uma TV Full HD, muita gente, em vez de admirar a qualidade das imagens, queria mesmo ver a Paula Toller, do Kid Abelha. E a bela recebeu críticas.

Se as pessoas gongaram a loira - desculpem, mas Paula é linda mesmo em HD -, pense no que vai acontecer quando a Band colocar o Raul Gil no ar em alta definição. O que ele fará com aquele cabelo ainda é uma incógnita… E essa será justamente a primeira atração da rede em HD. Resta à Band torcer para que o apresentador não espante a audiência!”, diz Etienne de forma hilária!

Não há dúvidas de que muitas “máscaras” irão cair. Mas cá entre nós: será que a TV Aberta irá produzir conteúdo que justifique a TV em Alta Definição? Os que dependem dela continuarão a assistir à mesma programação, só que agora em alta definição e com alguma interação “dispensável”? Bem, por um bom tempo parece que sim.

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Amazon Kindle. A notícia do lançamento do leitor digital de livros da Amazon está em todo canto, seja na mídia tradicional - as revistas VEJA e ÉPOCA desta semana publicaram matéria sobre o assunto - ou na Internet, através de blogs e sites especializados.


Li a reportagem publicada na revista VEJA, onde Jeff Bezos [que você vê na figura acima], dono da Amazon.com declara: “O Kindle pode não substituir os livros, mas faz mais coisas do que eles”. Muito bem. O Kindle não substitui mesmo os livros. Faz mais coisas do que ele? Hm…. vejamos…

A grande sacada do Kindle é permitir acesso via Wi-Fi aos mais de 88.000 títulos de publicações disponíveis na Amazon.com para download, além de vários jornais, como o Wall Street Journal. Sim, logicamente, o download é PAGO! Bezos pretende, com o lançamento do Kindle, representar para o mercado editorial o que o iPod representou para o mercado fonográfico.

Delírio? Completo. Em primeiro lugar, não há como comparar o número de pessoas que ouvem música e o número de pessoas que costumam comprar livros. Música é algo que está na natureza do ser humano. Música se ouve em qualquer lugar a quase todo instante. Com os livros a história é um pouco diferente. Há quem não abra mão de ler um livro em sua poltrona confortável, em casa.

Comparar o impacto dos iPods ao que supostamente será causado pelo Kindle é delírio na certa. Não é preciso concentração para ouvir música, muito menos silêncio. A maioria das pessoas ouvem música em qualquer lugar, no ônibus, metrô, avião. Já ler um livro, muitas vezes exige concentração e conforto.

De qualquer forma, creio que o lançamento do Kindle é algo positivo. O fato de permitir consultas à Wikipedia é bastante útil. Além do mais, ele tem o poder de armazenar, em média, 200 livros. Não sei bem por que alguém armazenaria 200 livros, mas…

Agora imaginem se o Kindle permitisse o download de livros por uma quantia irrisória. Algo no estilo do iTunes, onde você compra somente as faixas prediletas de um disco. Já que Bezos delirou, por que eu não posso? Imaginem que, num futuro próximo, o Kindle [ou seja lá qual for o nome do gadget] permita o download de livros GRATUITAMENTE, de forma que o modelo fosse completamente sustentado por meio de publicidade!

Delírio? Sim, muito provável. Mas quem sabe o rumo que a publicidade online tomará nos próximos anos? O que você acha?

Sobre o Kindle:
Preço: US$ 399 [mesmo preço do iPhone]
Peso: 300 gramas. Tem a espessura de um lápis

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É, as pessoas ainda resistem às facilidades da tecnologia. Hoje fui pego de surpresa com o seguinte relato:

- Pessoal, vocês não vão acreditar…
- O que foi cara?
- É bem coisa do Russi mesmo. Quinta-Feira estarei viajando e não poderei apresentar a minha parte no seminário…
- E aí, falou com o professor? O que ele disse?
- Então, ele pediu para que eu “filmasse” a minha apresentação e enviasse à vocês para que incluam no seminário …
- Caraca, que cara maluco. O que esse doido tem em mente? Maluco, bem coisa dele mesmo.

Quem vai filmar a própria apresentação é o Israel, meu companheiro de Seminário. Ele vai gravar direto de um Hotel, pois estará viajando. Assim que ele contou sobre a exigência do professor, minha primeira reação foi: “esse cara tá maluco mesmo!” Mas essa foi a reação inicial.

O Prof. Russi não estará mais na universidade a partir de quinta-feira. Por que não fazer uso das facilidades da tecnologia? Melhor para o professor e para o aluno, que poderá apresentar o trabalho com calma e sem precisar marcar um dia extra para comparecer na universidade.

Talvez, o único empecilho fosse o aluno não ter uma câmera digital ou uma webcam, mas isso não se aplica quando a universidade em questão é a ESAG - Escola Superior de Administração e Gerência. De qualquer forma a maioria dos presentes reprovou a exigência do professor.

Creio que esse tipo de solução será cada vez mais comum. Na realidade já é. Mas nem todos gostam de “mudar as coisas”. Logicamente, os critérios de avaliação variam de professor para professor. Também não dá para aplicar essa solução a qualquer aluno faltante no dia da apresentação do seminário.

Aqueles que tem pavor em falar em público - que não são poucos - poderiam apelar para o recurso facilmente. No entanto, dependendo do caso, acredito ser uma boa alternativa. Como disse o escritor norte-americano William Gibson, “O futuro já chegou. Só que ainda está mal distribuído”.

Muita gente ainda demonstra resistência na hora de fazer uso de “facilidades tecnológicas”.