Arquivo de outubro de 2007

Web FREE ou PREMIUM? E agora?

por Rodrigo Cunha em 3/out/2007 as 16:10 | Arquivo de Rodrigo Cunha
Este é um grande desafio para quem está lançando um serviço na Web. Lançar um site com o conteúdo aberto aos usuários, ou utilizar áreas restritas, onde somente aqueles que pagam uma mensalidade poderão ter acesso?

Tivemos, recentemente, o caso do jornal New York Times, que resolveu abrir todo o seu conteúdo aos usuários. A conclusão que os responsáveis pelo jornal chegaram foi de que a publicidade arrecadada por um fluxo maior de usuários, poderá gerar uma receita superior aquela gerada pela arrecadação de mensalidades em áreas de acesso restrito.

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Frustração é acessar um conteúdo e receber esta mensagem na tela

Inspirado no NYT, o Financial Times também ensaia uma abertura de conteúdo. Saiba mais aqui.

Várias start-ups enfrentam a mesma questão quando estão elaborando seus Planos de Negócio. É neste momento que surge a pergunta fatídica: Ok, o serviço é original, útil e bastante relevante. Mas como vou ganhar dinheiro com isso? De onde virá a receita? É neste momento que o empreendedor decide por um modelo PREMIUM, FREE (com ou sem publicidade) ou por um misto dos dois.

Defendo sempre a adoção do modelo FREE. Lançando um serviço “limpo”, sem publicidade nos primeiros meses, haverá mais chances de atrair mais usuários. Inserir publicidade logo de cara pode colocar em cheque a credibilidade do serviço.

Não é nenhum pecado mostrar para os outros que você quer lucrar com o serviço. É somente uma questão de bom senso e de pensamento a longo prazo. Na Web, não podemos ser imediatistas. Não só na nela, mas também fora dela.

Com o tempo e com o número de usuários cadastrados já bastante satisfatório, pode-se pensar em incluir publicidade (AdSense ou venda de espaço para banners) ou mesmo tentar incluir algum serviço PREMIUM, desde que este seja relevante e não apenas algo que sirva como desculpa para arrecadar um dinheiro a mais.

Posso até estar enganado, mas penso desta forma porque trabalho com projetos para Web e sempre me deparo com estas questões. Antes de mais nada, os usuários de um serviço precisam CONFIAR nele. Esta confiança só é construída ao longo do tempo, com um serviço de boa qualidade e sempre voltado ao bem estar do cliente/usuário.

Para ler mais a respeito, o Rafael Barifouse, do blog Tecneira, publicou um post bastante interessante, incluindo algumas lições do Mundo Web.


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Sou louco por Web. Quem me conhece sabe. Estou sempre em busca de revistas especializadas, sites, blogs e start-ups que estão despontando no mercado, além de sempre estar desenvolvendo meus próprios projetos. Porém, no Brasil, sinto bastante a carência de publicações voltadas, exclusivamente a Web.

Certamente há quantidade, mas pouca qualidade, convenhamos. A maioria das publicações fala o óbvio. Coisas que qualquer um que passar 30min. na rede acaba descobrindo. Certamente, através de blogs especializados como o do Tiago Doria, Fábio Seixas, HiTech Live, Futuro.vc, É Nóis, Tecneira, entre muitos outros, acabamos encontrando bastante conteúdo relevante, atualizado e original. Logicamente, não estou citando aqui monstros como o TechCrunch, Gizmodo ou mesmo o Engadget, ambos em americanos.

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Edição de Outubro: conteúdo excepcional + suplemento GeekPedia

Mas há uma publicação americana que está sempre na vanguarda dos acontecimentos. Ela é cool, tem estilo e um padrão editorial muito acima da média. Em minha opinião, tem o mesmo apeal de uma Rolling Stone. Bom, a esta altura, você já deve saber sobre qual publicação estou me referindo.

Trata-se da revista WIRED. É uma das poucas revistas que está disponível na Íntegra na Web, mas que continuo a ter o prazer em comprá-la (já deixei de comprar algumas vezes, como já escrevi aqui, mas não consigo ficar muito tempo sem folheá-la).

Folhear a WIRED é um evento a parte. As matérias são extremamente interessantes, trazendo assuntos do meio científico, artístico e, principalmente assuntos relacionados à tecnologia. A edição mais recente, por exemplo, traz como matéria de capa, uma matéria sobre o Ethanol. Há também, uma entrevista com Ridley Scott, que fala sobre o lançamento da nova versão de seu Blade Runner.

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Da esq. p/ dir.: edições de Setembro, Agosto e Julho. Capas sensacionais!

Há ainda uma matéria sobre como o CEO Mark Zuckerberg transformou o site de relacionamentos FaceBook em um novo modelo de Internet, onde os API’s são estrela. E o que dizer de um texto sobre como o Vale do Silício está entrando na “Onda Verde”? Ah, eu já ia me esquecendo. A edição de Outubro vem acompanhada de um ótimo suplemento, o GeekPedia: Pessoas, Lugares, Idéias e Tendências que você precisa saber agora. Indispensável para qualquer empreendedor 2.0!

Com tudo isso, tenho cada vez mais certeza: os jornais terão sim, seu fim. E as revistas também, pelo menos a grande maioria que publica “conteúdo padrão”. As restantes, que tiverem estilo próprio, conteúdo exclusivo e que te dêem prazer em folhear, como a revista WIRED, continuarão existindo. No Brasil, a Época Negócios começa a surfar nessa onda, esbanjando um design bárbaro aliado à qualidade editorial muito acima dos padrões.

Houve também o lançamento da revista Meio Digital, do grupo Meio & Mensagem, sobre o qual falei aqui. O mais interessante é que estas duas últimas publicações que citei, também possuem conteúdo aberto na ÍNTEGRA na Web, ou seja, já pensam de outra forma.

É tudo uma questão de ESTILO. Sempre haverá espaço para ORIGINALIDADE e BOM GOSTO.


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Parece que YouTube é sempre assunto do momento. O buzz atual é a inclusão de anúncios AdSense nos vídeos do portal. Já era hora de a Google tornar o site rentável. Há poucas semanas, fora anunciado um sistema que permite a exibição de banners na parte inferior dos vídeos. Agora, foi a vez de incluir os usuários na “farra da publicidade online”.

O AdSense, serviço de publicidade que está fazendo a Google rir à toa, poderá ser incluso e exibido na parte superior dos vídeos. Porém, ainda não vi nenhum vídeo com a modalidade habilitada. Da mesma forma que os banners, a funcionalidade está sendo inserida de forma gradual.


Palestra sobre otimização do AdSense. Não deixe de conferir!

Essa notícia é ótima para os “novos produtores”. Imagine que você crie um excelente vídeo, sobre algum assunto polêmico que está em pauta. Após a criação, você poderá inserir seu código AdSense e disponibilizar o vídeo no YouTube. Os links que farão parte do anúncio, tenderão a ser pertinentes ao vídeo, o que irá aumentar a propabilidade de clicks.

Quem gostar do vídeo, certamente irá disponibilizá-lo em seu blog. Com isso, o vídeo que você criou e os SEUS anúncios AdSense, ficarão expostos na blogosfera, aumentando ainda mais as chances de clicks nos anúncios.

Imagine que o seu vídeo se tornou um VIRAL. A chance de os anúncios receberem clicks, aumenta de uma forma incalculável.

Com tudo isso, acredito que muita gente que não produzia vídeo, passará a produzir. Muita gente com boas idéias, mas que não acreditava no potencial delas, acabará arriscando mais. Tudo isso só fará aumentar o número de “novos produtores”, que estão aí para rivalizar com a “Mainstream Media”, ou seja, a mídia tradicional.

E você? O que acha da expansão do modelo AdSense para o YouTube?


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