Arquivo de outubro de 2007

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Hoje, uma notícia publicada no site do TERRA, me chamou a atenção: “A Internet beneficiou o Mercado de Livros”. Acredito que muita gente, pelo menos no início da Internet, acreditava que os livros talvez fossem mesmo sumir. Isso, sem citar, é claro, os livros em PDF que, até hoje, continuam aí.

O tempo passou e, eu e muitas pessoas - acredito que você também -, chegamos à conclusão de que é muito ruim ler conteúdos extensos via Web. Gostamos de ler Blogs, Feeds, Twitters. Coisas mais objetivas.

Para não entrar em contradição, serei mais objetivo: É verdade que estamos aprendendo mais através de Twitters, Feeds, Blogs e outras tecnologias, que com revistas ou, até mesmo, alguns livros? A possibilidade de se especializar, compartilhando conteúdo através de nichos de conhecimento, tem tornado todo o resto menos interessante?

As vezes penso que sim. Muitas vezes, tenho a sensação de estar lendo algo já obsoleto em publicações sobre tecnologia, negócios. Isto acontece porque é praticamente impossível, para a mídia tradicional, acompanhar as mutações do mercado de tecnologia, do mercado Web. Sim, já é um mercado. Há milhões de players nele, competindo dia após dia por fluxo.

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Fonte: Época Negócios

Você tem a mesma sensação? Bem, de qualquer forma, acredito que ainda é válida a experiência de mídias complementares. Continuemos a acompanhar nossos blogs, feeds e twitters de cada dia. Mas não deixemos nunca, de observar o que continua a ser publicado em publicações de qualidade.

Muitas vezes, blogs costumam noticiar apelas o que está gerando buzz, justamente para ganharem fluxo. Isso prejudica demais uma visão mais apurada de mercado, para quem acompanha somente esse tipo de mídia.

No entanto, falei aqui sobre a matéria “A Nokia quer ser POP”, publicada na revista Época Negócios. Através dela, enxergamos o outro lado. O lado talvez, menos glamuroso, se comparado ao mundo de Jobs. O mundo da Nokia. O Mundo que o iPhone está enfrentando.

Acredito que é esse tipo de experiência que enriquece o nosso conhecimento e, principalmente, a nossa visão de mercado. Viva os Blogs, Feeds, Twitters, mas Viva também as revistas especializadas e de qualidade, que sempre nos oferecem um contraponto a tudo e, principalmente, nos ajudam a sonhar com a cabeça nas nuvens e os pés no chão.


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E a tecnologia USB continua a gerar novas oportunidades para o mercado. Quem se aproveita agora, é a banda de Orlando Matchbox Twenty [Matchbox 20, como queiram...].

Li hoje, no site do USA Today que o novo álbum da banda, intitulado de EXILE ON MAINSTREAM [trocadilho com EXILE ON MAINSTREET, álbum clássico dos Rolling Stones], lançado em 2 de Outubro, também está disponível em versão USB.

O dispositivo, com todas as faixas do álbum recém-lançado, vídeo do 1º single e entrevistas com a banda, vem acompanhado de um bracelete com o nome da banda e do álbum e está disponível para compra exclusivamente no site da Best Buy.

O Matchbox Twenty irá comercializar os braceletes também em versões exclusivas durante a turnê do ano que vem, onde, depois do show, fãs poderão adquirir o acessório que irá conter as músicas tocadas no show. Não é a 1ª vez que um artista faz uso deste sistema. Willie Nelson já comercializou braceletes em seus shows, com o mesmo intuito.

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Além de oferecer extras, o bracelete é bem bacana

Escrevi, durante o mês passado, uma série de 5 posts, onde tentei imaginar como seria o Mundo Digital no ano de 2020 [Parte I, II, III, IV e V]. É praticamente impossível acertar previsões deste tipo. Na realidade foi mais um devaneio, com a intenção de instigar as mentes alheias.

No penúltimo deles, onde abordei o tema MÚSICA, falei que as bandas iriam disponibilizar o conteúdo do show da noite diretamente para os MOBILES [celulares, iPods] daquelas pessoas que estavam presentes no show. Porém, acredito que até lá, ou até muito antes disso, essa distribuição será GRATUITA. Como falei naquele post, a briga será pela DISTRIBUIÇÃO. Na realidade, ela já está acontecendo.

É por isso que gosto de falar sobre tecnologia, web e tendências. É imprevisível demais. Quando achamos que tudo está indo em uma direção, tudo muda e vai para a direção oposta ou continua e evolui de uma forma inesperada. Podemos tirar várias lições e aprender muito com o mercado. É isso que continua a alimentando a minha vontade de escrever neste blog.

Por falar nele, muito em breve terei grandes novidades por aqui. Stay Tuned!

UPDATE: Assista abaixo, ao clipe de How Far We’ve Come, primeiro single do novo álbum do Matchbox 20.



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Os Games serão FREE?

por Rodrigo Cunha em 17/out/2007 as 14:40 | Arquivo de Rodrigo Cunha
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Halo 3: O jogo mais comentado de 2007! Já imaginou se ele fosse FREE? :]

Parece que a onda Radiohead está estourando nos 4 continentes.

Li hoje, em um artigo escrito por Chris Anderson, em seu blog, uma colocação, no mínimo, provocativa: A indústria de videogames declara que, ao contrário da indústria da música, não pode distribuir conteúdo gratuito. Segundo eles, não há formas alternativas de negócio que façam com que o modelo seja viável de outra forma.

Chris Anderson diz que há sim, inúmeras formas de tornar a distribuição de games gratuita, como um modelo de negócios rentável. Segundo ele, há a possibilidade de inserção de publicidade nos games [isso já é feito], venda de níveis adicionais [também já existe], acessórios extras para os personagens e uma infinidade de outros ítens.

Porém, desta vez não concordo com Anderson. Para uma softhouse construir um jogo para a geração atual de videogames, os custos são altíssimos. Com o crescente avanço da tecnologia utilizada nos consoles, é cada vez maior a demando por gráficos e animações melhores.

Dessa forma, estúdios necessitam de mão-de-obra cada vez mais qualificada, o que é bastante caro. Muitas empresas já trabalham com o modelo de publicidade nos jogos, além da venda de patchs [muitas vezes também distribuídos de forma gratuita] e de novos acessórios.

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O “modelo Radiohead” já entrou para a história!

Mas o que fazer quando um jogo não se torna um HIT? O que fazer quando foram investidos milhões na produção dele e não houve o retorno esperado? Como satisfazer os acionistas? Vejo os modelos de publicidade atuais, inseridos no contexto do jogo, como uma forma de dispositivo de segurança.

Caso o jogo não se torne um HIT, a arrecadação com publicidade e a venda de outras modalidades de jogo, pelo menos deve pagar os custos de produção. Tudo isso, sem contar com a questão da pirataria, que há muito, corrói o faturamento dos estúdios.

Há inúmeros casos de jogos excelentes, mas que simplesmente não emplacaram. E muitas vezes, os títulos são verdadeiras obras-primas. Como exemplo, Shadow of the Colossus e ICO, ambos desenvolvidos pela SONY, para o Playstation 2, não se tornaram HITs, apesar da qualidade muito acima da média.

Diferentemente do que acontece com as bandas, que hoje praticamente tem apenas despesas com estúdios de gravação, podendo lançar seus trabalhos FREE [ou utilizando o modelo Radiohead] e depois faturar através de shows, os estúdios, caso não consigam emplacar um game, ficam impossibilitados de explorar algo relacionado ao título fracassado. Resta tentar uma continuação. Porém, geralmente há descrença, exatamente como acontece em Hollywood.

No entanto, vejo que, num futuro próximo, como já falei em um post anterior, o modelo de distribuição de jogos deve ser mesmo on-line, não havendo mais a distribuição física. Quando este modelo passar a funcionar inteiramente, reduzindo drasticamente os custos de produção, distribuição, marketing, entre outros, o modelo de distribuição FREE tenderá a se tornar uma realidade.

Alguém arriscaria a aplicação do modelo Radiohead para a venda de games? :]


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A Apple é páreo para a Nokia?

por Rodrigo Cunha em 15/out/2007 as 14:12 | Arquivo de Rodrigo Cunha
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Estamos sofrendo um verdadeiro bombardeio de informações da Apple e do lançamento de seus aplicativos. Todos os dias, surge alguma novidade, seja do destravamento do iPhone, polêmicas acerca da parceria que amarra o iPhone à operadora AT&T, entre outras. Há um buzz interminável em torno do iPhone.

Desta forma, acaba pairando no ar, uma certa impressão de que a Apple está dominando o mercado de celulares. No entanto, a realidade é bastante diferente. A Época Negócios deste mês, está com uma matéria muito boa, onde aborda a guinada da Nokia em busca de liderança em serviços de Internet. Entre algumas medidas tomadas pela empresa, está o lançamento do portal de venda de músicas online Nokia Music Store. Pelo visto, teremos várias lojas do tipo, cabendo aos players, disputar mercado através da exclusividade na venda de artistas.

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Loja online da Nokia: mais concorrência e vantagem para os consumidores

O CEO da Nokia, OPK [ele é finlandês e seu nome é quase impronunciável: Olli-Pekka Kallasvuo], está dando sinais de querer competir com nomes como Steve Jobs, Bill Gates e Eric Schmidt. A Nokia está comprando uma série de empresas de serviços Web, para poder agregá-los em seus telefones celulares. Entre eles, a distribuidora de música online Loudeye, a Gate 5 [companhia de software de navegação com GPS], e o Twango [portal de compartilhamento de fotos, vídeos e áudio].

Alguns dados da matéria da revista:

- 3 bilhões de pessoas no mundo têm celulares. Destes, 900 milhões são Nokia;

- De cada 100 novos celulares vendidos no mundo todo, 36,9 são da Nokia. É mais do que Samsung, Motorola e Sony Ericssom vendem juntas;

- A Nokia vende cerca de 1 milhão de celulares por dia e vai fechar este ano com 360 milhões de aparelhos comercializados;

- Já a Apple sonha em vender 10 milhões de celulares antes do fim de 2008.

Com estes dados, já é possivel chegar a uma conclusão: A Apple vai precisar remar muito para chegar a incomodar até mesmo, as concorrentes menores da Nokia. No entanto, devemos admitir que a empresa de Jobs recém chegou ao mercado. Ela tem a seu favor, um CEO carismático e um aparelho celular [é estranho chamar o iPhone de celular, não é mesmo?] que sucede e inclui todas as características do iPod, inclusive todo o charme e glamour.

Tudo isto vai ajudar a Apple nessa escalada. Porém, não temos como negar que será muito difícil e que poderá levar anos a fio. No entanto, já vejo várias pessoas desistindo de celulares ditos ‘comuns’ para ‘dar um jeito’ de comprar um iPhone.

Bem, logo a coisa deve esquentar ainda mais, com a chegada do tão alardeado Google Phone. Eu, por enquanto, sigo com meu celular velhinho, que só envia SMS.

Para ler a matéria “A Nokia quer ser POP” na íntegra, acesse este link. Vale a pena!

Assista também, ao vídeo de apresentação da Nokia Music Store, logo abaixo.


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RADIOHEAD: Vendemos bem, obrigado!

por Rodrigo Cunha em 14/out/2007 as 18:08 | Arquivo de Rodrigo Cunha
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Estou, neste exato momento, escrevendo este post ao som de 15 Step, a 1ª faixa do novo álbum do Radiohead, entitulado de “In Rainbows”. Já percebi que a banda mudou seu som mais uma vez.

Eu, que não sou fã da banda de Thom Yorke mas gosto de acompanhar alguns trabalhos deles [sim, sou aquele tipo de cara que ainda prefere os primeiros álbuns], não estaria ouvindo o novo álbum agora se não fosse o buzz que toda a campanha de lançamento de “In Rainbows” gerou.

Sem dúvida, veremos outras iniciativas partindo de outros artistas neste sentido.

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Já imaginou se o seu chefe resolve te pagar o salário que ele bem entender? =)

Fico pensando. O Radiohead não faz música para as massas. No entanto, foi destaque em vários jornais de todo o mundo, em toda a Internet e, inclusive, no Jornal da Globo. Caso não houvessem ousado tanto, não teriam obtido nem a terça parte do destaque em noticiários que conseguiram. É de se imaginar que a turnê do grupo, tenderá a arrecadar um bom dinheiro.

Segundo informação postada no blog do Tiago Dória, as pessoas que baixaram as MP3 via website da banda, pagaram em média R$14,50 pelo download. Logicamente, muita gente fez o download sem pagar um tostão sequer. De qualquer forma, isto aconteceria logo depois que o disco fosse lançado, ou até mesmo antes, já que as MP3 possivelmente vazariam Internet a dentro.

Bom, se fosse por um Van Halen, Red Hot Chili Peppers ou The Police - talvez as únicas que eu pagaria pelo download - eu certamente teria pago uma quantia justa. Já no caso do Radiohead, fiz download através do modo tradicional.

Que venham novas atitudes como a do Radiohead. Vida longa a Thom Yorke e sua trupe!

Ps.: Até agora, estou achando o disco mais acessível que os anteriores. Para tirar uma conclusão mais profunda, precisarei ouvir mais algumas vezes. Falam que as grandes obras-primas não se rendem fácil =)

UPDATE: Já ouvi o disco várias vezes, em loop. É muito bom mesmo. O melhor é que é diferente de tudo que está no mercado. Não há sombras de clichê. Não sei se é o melhor deles [ouvi pouco os anteriores]. Dê uma chance a esta pérola. Garanto que valerá a pena. Só uma coisa. Antes de tirar uma conclusão, faça como eu: escute várias vezes. O disco é tão bom, que você nem irá perceber que já ouviu vááááááárias vezes.


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