Arquivo de outubro de 2007

Por que os Gadgets lembram SEXO?

Postado por Rodrigo Cunha em 30/out/2007
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Esses dias, em conversa com um amigo, estávamos discutindo a questão da velocidade com que os novos gadgets estão evoluindo. A conversa começou inspirada por uma frase dita pelo antropólogo francês Clotaire Rapaille, e postada, originalmente, no blog do Tiago Dória:

“O principal é que não há continuidade. As pessoas passam de um equipamento para o outro sem ter tempo de verdade para se integrar e se conectar a ele”

É bem verdade que isso se aplica de uma forma mais visível à tecnologia, principalmente quanto trata-se de gadgets - celulares, iPods, PDAs e outras quinquilharias.

Com esses aparelhos é assim: compramos, nos apaixonamos, ficamos horas decifrando como utilizar novos serviços [que muitas vezes nem vamos utilizar], mostramos para todo mundo, nos sentimos bem e satisfeitos com o aparelho. Até que, passado algum tempo, começamos a olhar para ele com indiferença.

É, aquele gadget que você comprou, que te fez ficar trancado em casa por horas a fio e depois fez com que você saísse mostrando até para a empregada [que para sua surpresa olha com indiferença, e te acha um abobado, fazendo com que você murmure coisas do tipo: "Essa gente não está preparada para entender o Novo Mundo mesmo"], já não causa mais tanto impacto. Pelo menos para você - já que para a maioria, ele ainda é um gadget de última geração.

Logo, já estamos de olho no mais novo lançamento do mercado. Aquele que saiu até no Jornal da Globo! Você começa a imaginar como seria ter o gadget antes de todo mundo. Como seria ter aquele aparelho em mãos, afinal é algo revolucionário! Aí começamos a falar coisas do tipo: “Ah, meu iPod já era. Tá vendo? Comprei faz 1 ano e já está ultrapassado”

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Ainda descobrindo as “novas funções” :]


Bom, o ponto onde quero chegar é um só: tudo isso faz lembrar SEXO! Sim, o sexo casual. E por que não? Vou citar o exemplo de um homem que cai na famosa rotina. Quando ele conquista a mulher tão desejada, é tudo uma maravilha: ele se apaixona [as vezes menos, as vezes mais],
fica horas decifrando como utilizar os novos serviços [sim, cada mulher tem a sua particularidade que PRECISA ser entendida ou, ao menos.... bom, precisa haver uma tentativa de entendimento].

Em seguida, ele mostra para todo mundo [afinal, que graça teria você namorar com aquela loira fenomenal e morar em uma ilha deserta, onde ninguém saberia que você CONSEGUIU o feito?], ele se sente bem com o aparelho [resumindo, ele é "O CARA"].

Até que chega aquela fase. É, você sabe qual. Não só porque leu no início do texto. Não. Mas porque é muito provável que você tenha vivenciado a experiência. É, ele começa a olhar para a namorada com certa indiferença. Ele constatou que há novas vedetes no mercado. Ele comenta com um amigo:

“Olha cara, tá vendo? Enquanto eu estava sozinho, nada me aparecia. Tá vendo agora? A Carol, sim, a Carol, aquela morena descomunal não para de me ligar. Ela é demais sabe? Ela tem algo que a Ju não tem. Eu sempre quis ter uma mulher assim. Além de tudo, ela é mais nova!”

Pronto. A partir daí é só uma questão de tempo para que o sujeito comece a imaginar como seria ter aquela mulher. Qual deve ser a sensação? Afinal de contas, também é algo revolucionário para ele. Ela não saiu no Jornal da Globo, mas muitos a colocariam na capa da Revista Playboy.

O fato é que, voltando ao contexto da frase dita pelo antropólogo Rapaille, nós temos uma relação promíscua com nossos celulares, iPods. Usamos até quando nos interessa. Depois, quando o TESÃO acaba, dispensamos, até que venha o outro e assim por diante.

É como se estivéssemos buscando apenas sexo!

Radiohead fazendo Escola?

Postado por Rodrigo Cunha em 28/out/2007
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Parece que a iniciativa da banda Radiohead, aquela que deu aos consumidores a opção de pagar o quanto desejassem pelas mp3 do álbum In Rainbows, está começando a fazer escola.

Desta vez, quem resolveu ousar foi o rapper Saul Willians [um mero desconhecido para mim, a não ser pelo fato de estar sendo produzido por Trent Reznor, do Nine Inch Nails]. O modelo adotado por Willians será semelhante ao utilizado pelo Radiohead, exceto por 2 coisas:

1. Não haverá, posteriormente, lançamento de CD nas lojas. As vendas serão realizadas somente através de mp3.

2. O outro detalhe fica por conta da venda dos arquivos. O Radiohead permitia que os consumidores pagassem quanto quisessem pelos arquivos de mp3. Já Saul Willians permitirá que você escolha entre pagar 5 dólares OU não pagar nada.

Até que ponto essa estratégia é válida? Bom, é certo que se Saul não estivesse lançando seu álbum desta maneira, eu não estaria falando dele aqui. Antes de tudo, uma estratégia como essa, surte um belo efeito de marketing, que tende a ser sentido na venda de ingressos para show.

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Será possível fazer uso da “estratégia Radiohead” sem ter grande Status? A “Cauda Longa” entrará em ação?


No entanto, acho bastante arriscado para um artista desconhecido. Como Saul Willians não tem status de Radiohead, fica muito mais difícil um consumidor preferir pagar 5 dólares a fazer o download FREE somente por curiosidade [como eu].

Fala-se - é difícil saber até que ponto isso é verdade - que o Radiohead arrecadou até agora, com o lançamento das mp3 através daquele modelo, nada menos que 10 milhões de dólares!

De qualquer forma, vamos acompanhar o desenrolar dessa história nos próximos dias, já que o download das mp3 do rapper Saul Willians, será liberado no Website, na próxima quinta-feira, 1º de Novembro.

Curiosidade: O nome do álbum a ser lançado por Saul Willians é The Inevitable Rise and Liberation of Niggytardust, uma clara referência ao clássico lançado pelo inglês David Bowie, em 1972, cujo nome é The Rise and Fall of Ziggy Stardust.

JOOST: Agora vai?

Postado por Rodrigo Cunha em 26/out/2007
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Sim. Eu fui um dos que testou o Joost na época de lançamento. Falei aqui sobre as primeiras impressões que tive. Naquela época, eu realmente estava maravilhado com a novidade. Mas, passado algum tempo, fiz o que muitos já fizeram: desinstalei o programa do meu computador.

Razão: Não tenho mais motivação para acessá-lo. Era um programa a mais ocupando espaço no meu HD. Na época de lançamento, recebi vários e-mails de usuários que leram meu post. Eles reclamavam de um ERRO. O mais comum era o famoso “Windows XP Crash - tvprunner - 0.9.1″. Além disso, nada no Joost conseguiu me prender por mais de 3 dias! Sinto que a maioria das pessoas que instalou o programa também passou por isso.

Mas as coisas podem melhorar. Mike Volpi, CEO do Joost, anunciou recentemente que agora a empresa está trabalhando para que o Joost rode via browser, sem a necessidade da realização de download de um programa a ser instalado [talvez ainda seja necessário baixar algum add-on].

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Há vários clipes no Joost, mas nada que se compare a oferta disponível no YouTube

De qualquer forma, vejo o esforço da empresa bastante positivo, no sentido de conquistar mais usuários e trazer de volta os antigos, já que muitos relutavam em instalar o programa. A pergunta que fica é: Será que mesmo com acesso via browser, o Joost será atraente?

Usuários do Joost recebem, periodicamente, e-mails informando da adição de novos canais e programas. Abri e li vários desses e-mails. Até agora, nenhum deles me convenceu a reinstalar o programa. A esperança fica na possibilidade de mais canais de shows [de qualidade], esportes, humor, filmes… Não há muito conteúdo licenciado. Há sim, muita coisa independente.

Acredito que, por enquanto, as pessoas estão em busca de programas que já passam na TV. Como são pouquíssimos os programas conhecidos, a maioria prefere acompanhar os passos do Joost assim como eu, de longe.

Agora imaginem se o Joost, rodando via Browser, viesse a disponibilizar seriados como LOST, Heroes… Funcionaria? Não sei. Talvez nem seja essa a proposta deles. Não podemos esquecer que, de agora em diante, NENHUM formato de mídia vai liderar sozinho. Todos se complementam e, aquela idéia de que a Internet iria acabar com a TV, já foi colocada debaixo do tapete faz tempo - pelo menos por enquanto.

O mesmo vale para o Joost que, no início, veio com a proposta de acabar com a TV a Cabo. O Joost é só mais uma novidade. E a TV Digital? As discussões em torno do setup box - aquela caixinha que permitirá a conversão do sinal analógico para o digital - andam acaloradas.

A briga atual é: Será permitido que os usuários, além de gravarem os programas, terão também a possibilidade de pular os comerciais? Tomara que sim. Ninguém suporta mais comerciais da forma como são exibidos.

E você, o que acha?

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A revista Meio Digital, edição nº 2, traz, além da matéria de capa sobre a TV Digital no Brasil, várias outras reportagens de grande relevância para profissionais de Web, Publicitários, Homens de Marketing ou, simplesmente, empreendedores desta nova era, que estão encarando a Web 2.0 como uma nova forma de fazer negócios.

Dou destaque para a matéria que trata da relação que a Geração Internet tem com as marcas. Título da reportagem: Nascidos e Criados na Rede.

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Eles são formigas. Mas têm megafones

Assim como eu, você já deve ter percebido como as crianças e os adolescentes de hoje, se relacionam com as marcas que mais simpatizam. Dão importância ao Website, Responsabilidade Sócio-Ambiental e, principalmente, querem interagir, ser consultados e ouvidos. Eles querem, de fato, participar e deixar a sua marca.

Para ler a reportagem e a revista Meio Digital na íntegra, acesse este link http://www.meiodigital.com.br

Privacidade é Coisa do Passado?

Postado por Rodrigo Cunha em 23/out/2007
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“Privacidade Online? Para pessoas jovens, isso é passado”
, é uma das manchetes de hoje do excelente portal do jornal USA Today.

Privacidade está deixando de ser algo polêmico. Pelo menos para a Geração Internet. É notável o número de pessoas que querem se expor, de qualquer forma, ao mundo. Essa “galera” quer mais é mostrar o seu EU, o seu ESTILO, seu jeito ÚNICO de ser. Esses jovens querem falar para todo mundo que eles tem uma IDENTIDADE. Há inclusive, gente NÃO IMPORTANTE, contratando seguranças para chamar a atenção!

Ter estilo virou regra. Ser diferente, hoje em dia, está mais do que na moda. Geeks e Nerds estão na moda!?! As Redes Sociais ajudaram e muito, não só no nascimento de Comunidades específicas no meio online, mas na transposição desses encontros para o mundo real. Hoje, pessoas que achavam que “não eram normais”, acabam se identificando cada vez mais com outras, através dessas tecnologias. Dentro deste cenário, as pessoas pensam: “EU SOU NORMAL”.

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Fonte: USA Today

Andei pesquisando alguns fóruns onde pessoas discutiam sobre privacidade na Web. Percebi que a GRANDE MAIORIA delas não se importa em expor seus dados na Web, desde que, em contrapartida, ganhem algo em troca. Este ganho, por exemplo, pode ser através de networking, convites para eventos, propostas futuras de negócios, relacionamentos, oportunidades de trabalho e etc.

É imensurável o mundo de possibilidades que se abre. Espalhar fotos pelo Flickr chega a ser uma religião para esse pessoal. Essas pessoas se esmeram para criar seu perfil em Blogs, Redes Sociais, Twitter, entre outros [este último uma grande oportunidade para expor personalidade], sempre no intuito de encontrar outras pessoas que compartilham das mesmas idéias e preferências.

Cada vez menos, as pessoas querem se esconder. No entanto, quem não nasceu dentro do universo Web, não aceita esse mundo e reluta muito, quando o assunto é a exposição de informações pessoais na Web. É evidente a necessidade de cautela, mas desde que o Google virou VERBO - parafraseando o texto do USA Today -, se expor virou condição de EXISTÊNCIA.

Enfim, agradeça se o Google te achou e te ‘Rankeou’ :]