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Esses dias, em conversa com um amigo, estávamos discutindo a questão da velocidade com que os novos gadgets estão evoluindo. A conversa começou inspirada por uma frase dita pelo antropólogo francês Clotaire Rapaille, e postada, originalmente, no blog do Tiago Dória:

“O principal é que não há continuidade. As pessoas passam de um equipamento para o outro sem ter tempo de verdade para se integrar e se conectar a ele”

É bem verdade que isso se aplica de uma forma mais visível à tecnologia, principalmente quanto trata-se de gadgets – celulares, iPods, PDAs e outras quinquilharias.

Com esses aparelhos é assim: compramos, nos apaixonamos, ficamos horas decifrando como utilizar novos serviços [que muitas vezes nem vamos utilizar], mostramos para todo mundo, nos sentimos bem e satisfeitos com o aparelho. Até que, passado algum tempo, começamos a olhar para ele com indiferença.

É, aquele gadget que você comprou, que te fez ficar trancado em casa por horas a fio e depois fez com que você saísse mostrando até para a empregada [que para sua surpresa olha com indiferença, e te acha um abobado, fazendo com que você murmure coisas do tipo: "Essa gente não está preparada para entender o Novo Mundo mesmo"], já não causa mais tanto impacto. Pelo menos para você – já que para a maioria, ele ainda é um gadget de última geração.

Logo, já estamos de olho no mais novo lançamento do mercado. Aquele que saiu até no Jornal da Globo! Você começa a imaginar como seria ter o gadget antes de todo mundo. Como seria ter aquele aparelho em mãos, afinal é algo revolucionário! Aí começamos a falar coisas do tipo: “Ah, meu iPod já era. Tá vendo? Comprei faz 1 ano e já está ultrapassado”

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Ainda descobrindo as “novas funções” :]


Bom, o ponto onde quero chegar é um só: tudo isso faz lembrar SEXO! Sim, o sexo casual. E por que não? Vou citar o exemplo de um homem que cai na famosa rotina. Quando ele conquista a mulher tão desejada, é tudo uma maravilha: ele se apaixona [as vezes menos, as vezes mais],
fica horas decifrando como utilizar os novos serviços [sim, cada mulher tem a sua particularidade que PRECISA ser entendida ou, ao menos.... bom, precisa haver uma tentativa de entendimento].

Em seguida, ele mostra para todo mundo [afinal, que graça teria você namorar com aquela loira fenomenal e morar em uma ilha deserta, onde ninguém saberia que você CONSEGUIU o feito?], ele se sente bem com o aparelho [resumindo, ele é "O CARA"].

Até que chega aquela fase. É, você sabe qual. Não só porque leu no início do texto. Não. Mas porque é muito provável que você tenha vivenciado a experiência. É, ele começa a olhar para a namorada com certa indiferença. Ele constatou que há novas vedetes no mercado. Ele comenta com um amigo:

“Olha cara, tá vendo? Enquanto eu estava sozinho, nada me aparecia. Tá vendo agora? A Carol, sim, a Carol, aquela morena descomunal não para de me ligar. Ela é demais sabe? Ela tem algo que a Ju não tem. Eu sempre quis ter uma mulher assim. Além de tudo, ela é mais nova!”

Pronto. A partir daí é só uma questão de tempo para que o sujeito comece a imaginar como seria ter aquela mulher. Qual deve ser a sensação? Afinal de contas, também é algo revolucionário para ele. Ela não saiu no Jornal da Globo, mas muitos a colocariam na capa da Revista Playboy.

O fato é que, voltando ao contexto da frase dita pelo antropólogo Rapaille, nós temos uma relação promíscua com nossos celulares, iPods. Usamos até quando nos interessa. Depois, quando o TESÃO acaba, dispensamos, até que venha o outro e assim por diante.

É como se estivéssemos buscando apenas sexo!

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Parece que a iniciativa da banda Radiohead, aquela que deu aos consumidores a opção de pagar o quanto desejassem pelas mp3 do álbum In Rainbows, está começando a fazer escola.

Desta vez, quem resolveu ousar foi o rapper Saul Willians [um mero desconhecido para mim, a não ser pelo fato de estar sendo produzido por Trent Reznor, do Nine Inch Nails]. O modelo adotado por Willians será semelhante ao utilizado pelo Radiohead, exceto por 2 coisas:

1. Não haverá, posteriormente, lançamento de CD nas lojas. As vendas serão realizadas somente através de mp3.

2. O outro detalhe fica por conta da venda dos arquivos. O Radiohead permitia que os consumidores pagassem quanto quisessem pelos arquivos de mp3. Já Saul Willians permitirá que você escolha entre pagar 5 dólares OU não pagar nada.

Até que ponto essa estratégia é válida? Bom, é certo que se Saul não estivesse lançando seu álbum desta maneira, eu não estaria falando dele aqui. Antes de tudo, uma estratégia como essa, surte um belo efeito de marketing, que tende a ser sentido na venda de ingressos para show.

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Será possível fazer uso da “estratégia Radiohead” sem ter grande Status? A “Cauda Longa” entrará em ação?


No entanto, acho bastante arriscado para um artista desconhecido. Como Saul Willians não tem status de Radiohead, fica muito mais difícil um consumidor preferir pagar 5 dólares a fazer o download FREE somente por curiosidade [como eu].

Fala-se – é difícil saber até que ponto isso é verdade – que o Radiohead arrecadou até agora, com o lançamento das mp3 através daquele modelo, nada menos que 10 milhões de dólares!

De qualquer forma, vamos acompanhar o desenrolar dessa história nos próximos dias, já que o download das mp3 do rapper Saul Willians, será liberado no Website, na próxima quinta-feira, 1º de Novembro.

Curiosidade: O nome do álbum a ser lançado por Saul Willians é The Inevitable Rise and Liberation of Niggytardust, uma clara referência ao clássico lançado pelo inglês David Bowie, em 1972, cujo nome é The Rise and Fall of Ziggy Stardust.

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Sim. Eu fui um dos que testou o Joost na época de lançamento. Falei aqui sobre as primeiras impressões que tive. Naquela época, eu realmente estava maravilhado com a novidade. Mas, passado algum tempo, fiz o que muitos já fizeram: desinstalei o programa do meu computador.

Razão: Não tenho mais motivação para acessá-lo. Era um programa a mais ocupando espaço no meu HD. Na época de lançamento, recebi vários e-mails de usuários que leram meu post. Eles reclamavam de um ERRO. O mais comum era o famoso “Windows XP Crash – tvprunner – 0.9.1″. Além disso, nada no Joost conseguiu me prender por mais de 3 dias! Sinto que a maioria das pessoas que instalou o programa também passou por isso.

Mas as coisas podem melhorar. Mike Volpi, CEO do Joost, anunciou recentemente que agora a empresa está trabalhando para que o Joost rode via browser, sem a necessidade da realização de download de um programa a ser instalado [talvez ainda seja necessário baixar algum add-on].

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Há vários clipes no Joost, mas nada que se compare a oferta disponível no YouTube

De qualquer forma, vejo o esforço da empresa bastante positivo, no sentido de conquistar mais usuários e trazer de volta os antigos, já que muitos relutavam em instalar o programa. A pergunta que fica é: Será que mesmo com acesso via browser, o Joost será atraente?

Usuários do Joost recebem, periodicamente, e-mails informando da adição de novos canais e programas. Abri e li vários desses e-mails. Até agora, nenhum deles me convenceu a reinstalar o programa. A esperança fica na possibilidade de mais canais de shows [de qualidade], esportes, humor, filmes… Não há muito conteúdo licenciado. Há sim, muita coisa independente.

Acredito que, por enquanto, as pessoas estão em busca de programas que já passam na TV. Como são pouquíssimos os programas conhecidos, a maioria prefere acompanhar os passos do Joost assim como eu, de longe.

Agora imaginem se o Joost, rodando via Browser, viesse a disponibilizar seriados como LOST, Heroes… Funcionaria? Não sei. Talvez nem seja essa a proposta deles. Não podemos esquecer que, de agora em diante, NENHUM formato de mídia vai liderar sozinho. Todos se complementam e, aquela idéia de que a Internet iria acabar com a TV, já foi colocada debaixo do tapete faz tempo – pelo menos por enquanto.

O mesmo vale para o Joost que, no início, veio com a proposta de acabar com a TV a Cabo. O Joost é só mais uma novidade. E a TV Digital? As discussões em torno do setup box - aquela caixinha que permitirá a conversão do sinal analógico para o digital – andam acaloradas.

A briga atual é: Será permitido que os usuários, além de gravarem os programas, terão também a possibilidade de pular os comerciais? Tomara que sim. Ninguém suporta mais comerciais da forma como são exibidos.

E você, o que acha?

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A revista Meio Digital, edição nº 2, traz, além da matéria de capa sobre a TV Digital no Brasil, várias outras reportagens de grande relevância para profissionais de Web, Publicitários, Homens de Marketing ou, simplesmente, empreendedores desta nova era, que estão encarando a Web 2.0 como uma nova forma de fazer negócios.

Dou destaque para a matéria que trata da relação que a Geração Internet tem com as marcas. Título da reportagem: Nascidos e Criados na Rede.

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Eles são formigas. Mas têm megafones

Assim como eu, você já deve ter percebido como as crianças e os adolescentes de hoje, se relacionam com as marcas que mais simpatizam. Dão importância ao Website, Responsabilidade Sócio-Ambiental e, principalmente, querem interagir, ser consultados e ouvidos. Eles querem, de fato, participar e deixar a sua marca.

Para ler a reportagem e a revista Meio Digital na íntegra, acesse este link http://www.meiodigital.com.br

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“Privacidade Online? Para pessoas jovens, isso é passado”
, é uma das manchetes de hoje do excelente portal do jornal USA Today.

Privacidade está deixando de ser algo polêmico. Pelo menos para a Geração Internet. É notável o número de pessoas que querem se expor, de qualquer forma, ao mundo. Essa “galera” quer mais é mostrar o seu EU, o seu ESTILO, seu jeito ÚNICO de ser. Esses jovens querem falar para todo mundo que eles tem uma IDENTIDADE. Há inclusive, gente NÃO IMPORTANTE, contratando seguranças para chamar a atenção!

Ter estilo virou regra. Ser diferente, hoje em dia, está mais do que na moda. Geeks e Nerds estão na moda!?! As Redes Sociais ajudaram e muito, não só no nascimento de Comunidades específicas no meio online, mas na transposição desses encontros para o mundo real. Hoje, pessoas que achavam que “não eram normais”, acabam se identificando cada vez mais com outras, através dessas tecnologias. Dentro deste cenário, as pessoas pensam: “EU SOU NORMAL”.

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Fonte: USA Today

Andei pesquisando alguns fóruns onde pessoas discutiam sobre privacidade na Web. Percebi que a GRANDE MAIORIA delas não se importa em expor seus dados na Web, desde que, em contrapartida, ganhem algo em troca. Este ganho, por exemplo, pode ser através de networking, convites para eventos, propostas futuras de negócios, relacionamentos, oportunidades de trabalho e etc.

É imensurável o mundo de possibilidades que se abre. Espalhar fotos pelo Flickr chega a ser uma religião para esse pessoal. Essas pessoas se esmeram para criar seu perfil em Blogs, Redes Sociais, Twitter, entre outros [este último uma grande oportunidade para expor personalidade], sempre no intuito de encontrar outras pessoas que compartilham das mesmas idéias e preferências.

Cada vez menos, as pessoas querem se esconder. No entanto, quem não nasceu dentro do universo Web, não aceita esse mundo e reluta muito, quando o assunto é a exposição de informações pessoais na Web. É evidente a necessidade de cautela, mas desde que o Google virou VERBO – parafraseando o texto do USA Today -, se expor virou condição de EXISTÊNCIA.

Enfim, agradeça se o Google te achou e te ‘Rankeou’ :]

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Hoje, uma notícia publicada no site do TERRA, me chamou a atenção: “A Internet beneficiou o Mercado de Livros”. Acredito que muita gente, pelo menos no início da Internet, acreditava que os livros talvez fossem mesmo sumir. Isso, sem citar, é claro, os livros em PDF que, até hoje, continuam aí.

O tempo passou e, eu e muitas pessoas – acredito que você também -, chegamos à conclusão de que é muito ruim ler conteúdos extensos via Web. Gostamos de ler Blogs, Feeds, Twitters. Coisas mais objetivas.

Para não entrar em contradição, serei mais objetivo: É verdade que estamos aprendendo mais através de Twitters, Feeds, Blogs e outras tecnologias, que com revistas ou, até mesmo, alguns livros? A possibilidade de se especializar, compartilhando conteúdo através de nichos de conhecimento, tem tornado todo o resto menos interessante?

As vezes penso que sim. Muitas vezes, tenho a sensação de estar lendo algo já obsoleto em publicações sobre tecnologia, negócios. Isto acontece porque é praticamente impossível, para a mídia tradicional, acompanhar as mutações do mercado de tecnologia, do mercado Web. Sim, já é um mercado. Há milhões de players nele, competindo dia após dia por fluxo.

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Fonte: Época Negócios

Você tem a mesma sensação? Bem, de qualquer forma, acredito que ainda é válida a experiência de mídias complementares. Continuemos a acompanhar nossos blogs, feeds e twitters de cada dia. Mas não deixemos nunca, de observar o que continua a ser publicado em publicações de qualidade.

Muitas vezes, blogs costumam noticiar apelas o que está gerando buzz, justamente para ganharem fluxo. Isso prejudica demais uma visão mais apurada de mercado, para quem acompanha somente esse tipo de mídia.

No entanto, falei aqui sobre a matéria “A Nokia quer ser POP”, publicada na revista Época Negócios. Através dela, enxergamos o outro lado. O lado talvez, menos glamuroso, se comparado ao mundo de Jobs. O mundo da Nokia. O Mundo que o iPhone está enfrentando.

Acredito que é esse tipo de experiência que enriquece o nosso conhecimento e, principalmente, a nossa visão de mercado. Viva os Blogs, Feeds, Twitters, mas Viva também as revistas especializadas e de qualidade, que sempre nos oferecem um contraponto a tudo e, principalmente, nos ajudam a sonhar com a cabeça nas nuvens e os pés no chão.

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E a tecnologia USB continua a gerar novas oportunidades para o mercado. Quem se aproveita agora, é a banda de Orlando Matchbox Twenty [Matchbox 20, como queiram...].

Li hoje, no site do USA Today que o novo álbum da banda, intitulado de EXILE ON MAINSTREAM [trocadilho com EXILE ON MAINSTREET, álbum clássico dos Rolling Stones], lançado em 2 de Outubro, também está disponível em versão USB.

O dispositivo, com todas as faixas do álbum recém-lançado, vídeo do 1º single e entrevistas com a banda, vem acompanhado de um bracelete com o nome da banda e do álbum e está disponível para compra exclusivamente no site da Best Buy.

O Matchbox Twenty irá comercializar os braceletes também em versões exclusivas durante a turnê do ano que vem, onde, depois do show, fãs poderão adquirir o acessório que irá conter as músicas tocadas no show. Não é a 1ª vez que um artista faz uso deste sistema. Willie Nelson já comercializou braceletes em seus shows, com o mesmo intuito.

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Além de oferecer extras, o bracelete é bem bacana

Escrevi, durante o mês passado, uma série de 5 posts, onde tentei imaginar como seria o Mundo Digital no ano de 2020 [Parte I, II, III, IV e V]. É praticamente impossível acertar previsões deste tipo. Na realidade foi mais um devaneio, com a intenção de instigar as mentes alheias.

No penúltimo deles, onde abordei o tema MÚSICA, falei que as bandas iriam disponibilizar o conteúdo do show da noite diretamente para os MOBILES [celulares, iPods] daquelas pessoas que estavam presentes no show. Porém, acredito que até lá, ou até muito antes disso, essa distribuição será GRATUITA. Como falei naquele post, a briga será pela DISTRIBUIÇÃO. Na realidade, ela já está acontecendo.

É por isso que gosto de falar sobre tecnologia, web e tendências. É imprevisível demais. Quando achamos que tudo está indo em uma direção, tudo muda e vai para a direção oposta ou continua e evolui de uma forma inesperada. Podemos tirar várias lições e aprender muito com o mercado. É isso que continua a alimentando a minha vontade de escrever neste blog.

Por falar nele, muito em breve terei grandes novidades por aqui. Stay Tuned!

UPDATE: Assista abaixo, ao clipe de How Far We’ve Come, primeiro single do novo álbum do Matchbox 20.


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Halo 3: O jogo mais comentado de 2007! Já imaginou se ele fosse FREE? :]

Parece que a onda Radiohead está estourando nos 4 continentes.

Li hoje, em um artigo escrito por Chris Anderson, em seu blog, uma colocação, no mínimo, provocativa: A indústria de videogames declara que, ao contrário da indústria da música, não pode distribuir conteúdo gratuito. Segundo eles, não há formas alternativas de negócio que façam com que o modelo seja viável de outra forma.

Chris Anderson diz que há sim, inúmeras formas de tornar a distribuição de games gratuita, como um modelo de negócios rentável. Segundo ele, há a possibilidade de inserção de publicidade nos games [isso já é feito], venda de níveis adicionais [também já existe], acessórios extras para os personagens e uma infinidade de outros ítens.

Porém, desta vez não concordo com Anderson. Para uma softhouse construir um jogo para a geração atual de videogames, os custos são altíssimos. Com o crescente avanço da tecnologia utilizada nos consoles, é cada vez maior a demando por gráficos e animações melhores.

Dessa forma, estúdios necessitam de mão-de-obra cada vez mais qualificada, o que é bastante caro. Muitas empresas já trabalham com o modelo de publicidade nos jogos, além da venda de patchs [muitas vezes também distribuídos de forma gratuita] e de novos acessórios.

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O “modelo Radiohead” já entrou para a história!

Mas o que fazer quando um jogo não se torna um HIT? O que fazer quando foram investidos milhões na produção dele e não houve o retorno esperado? Como satisfazer os acionistas? Vejo os modelos de publicidade atuais, inseridos no contexto do jogo, como uma forma de dispositivo de segurança.

Caso o jogo não se torne um HIT, a arrecadação com publicidade e a venda de outras modalidades de jogo, pelo menos deve pagar os custos de produção. Tudo isso, sem contar com a questão da pirataria, que há muito, corrói o faturamento dos estúdios.

Há inúmeros casos de jogos excelentes, mas que simplesmente não emplacaram. E muitas vezes, os títulos são verdadeiras obras-primas. Como exemplo, Shadow of the Colossus e ICO, ambos desenvolvidos pela SONY, para o Playstation 2, não se tornaram HITs, apesar da qualidade muito acima da média.

Diferentemente do que acontece com as bandas, que hoje praticamente tem apenas despesas com estúdios de gravação, podendo lançar seus trabalhos FREE [ou utilizando o modelo Radiohead] e depois faturar através de shows, os estúdios, caso não consigam emplacar um game, ficam impossibilitados de explorar algo relacionado ao título fracassado. Resta tentar uma continuação. Porém, geralmente há descrença, exatamente como acontece em Hollywood.

No entanto, vejo que, num futuro próximo, como já falei em um post anterior, o modelo de distribuição de jogos deve ser mesmo on-line, não havendo mais a distribuição física. Quando este modelo passar a funcionar inteiramente, reduzindo drasticamente os custos de produção, distribuição, marketing, entre outros, o modelo de distribuição FREE tenderá a se tornar uma realidade.

Alguém arriscaria a aplicação do modelo Radiohead para a venda de games? :]

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Estamos sofrendo um verdadeiro bombardeio de informações da Apple e do lançamento de seus aplicativos. Todos os dias, surge alguma novidade, seja do destravamento do iPhone, polêmicas acerca da parceria que amarra o iPhone à operadora AT&T, entre outras. Há um buzz interminável em torno do iPhone.

Desta forma, acaba pairando no ar, uma certa impressão de que a Apple está dominando o mercado de celulares. No entanto, a realidade é bastante diferente. A Época Negócios deste mês, está com uma matéria muito boa, onde aborda a guinada da Nokia em busca de liderança em serviços de Internet. Entre algumas medidas tomadas pela empresa, está o lançamento do portal de venda de músicas online Nokia Music Store. Pelo visto, teremos várias lojas do tipo, cabendo aos players, disputar mercado através da exclusividade na venda de artistas.

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Loja online da Nokia: mais concorrência e vantagem para os consumidores

O CEO da Nokia, OPK [ele é finlandês e seu nome é quase impronunciável: Olli-Pekka Kallasvuo], está dando sinais de querer competir com nomes como Steve Jobs, Bill Gates e Eric Schmidt. A Nokia está comprando uma série de empresas de serviços Web, para poder agregá-los em seus telefones celulares. Entre eles, a distribuidora de música online Loudeye, a Gate 5 [companhia de software de navegação com GPS], e o Twango [portal de compartilhamento de fotos, vídeos e áudio].

Alguns dados da matéria da revista:

- 3 bilhões de pessoas no mundo têm celulares. Destes, 900 milhões são Nokia;

- De cada 100 novos celulares vendidos no mundo todo, 36,9 são da Nokia. É mais do que Samsung, Motorola e Sony Ericssom vendem juntas;

- A Nokia vende cerca de 1 milhão de celulares por dia e vai fechar este ano com 360 milhões de aparelhos comercializados;

- Já a Apple sonha em vender 10 milhões de celulares antes do fim de 2008.

Com estes dados, já é possivel chegar a uma conclusão: A Apple vai precisar remar muito para chegar a incomodar até mesmo, as concorrentes menores da Nokia. No entanto, devemos admitir que a empresa de Jobs recém chegou ao mercado. Ela tem a seu favor, um CEO carismático e um aparelho celular [é estranho chamar o iPhone de celular, não é mesmo?] que sucede e inclui todas as características do iPod, inclusive todo o charme e glamour.

Tudo isto vai ajudar a Apple nessa escalada. Porém, não temos como negar que será muito difícil e que poderá levar anos a fio. No entanto, já vejo várias pessoas desistindo de celulares ditos ‘comuns’ para ‘dar um jeito’ de comprar um iPhone.

Bem, logo a coisa deve esquentar ainda mais, com a chegada do tão alardeado Google Phone. Eu, por enquanto, sigo com meu celular velhinho, que só envia SMS.

Para ler a matéria “A Nokia quer ser POP” na íntegra, acesse este link. Vale a pena!

Assista também, ao vídeo de apresentação da Nokia Music Store, logo abaixo.

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Estou, neste exato momento, escrevendo este post ao som de 15 Step, a 1ª faixa do novo álbum do Radiohead, entitulado de “In Rainbows”. Já percebi que a banda mudou seu som mais uma vez.

Eu, que não sou fã da banda de Thom Yorke mas gosto de acompanhar alguns trabalhos deles [sim, sou aquele tipo de cara que ainda prefere os primeiros álbuns], não estaria ouvindo o novo álbum agora se não fosse o buzz que toda a campanha de lançamento de “In Rainbows” gerou.

Sem dúvida, veremos outras iniciativas partindo de outros artistas neste sentido.

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Já imaginou se o seu chefe resolve te pagar o salário que ele bem entender? =)

Fico pensando. O Radiohead não faz música para as massas. No entanto, foi destaque em vários jornais de todo o mundo, em toda a Internet e, inclusive, no Jornal da Globo. Caso não houvessem ousado tanto, não teriam obtido nem a terça parte do destaque em noticiários que conseguiram. É de se imaginar que a turnê do grupo, tenderá a arrecadar um bom dinheiro.

Segundo informação postada no blog do Tiago Dória, as pessoas que baixaram as MP3 via website da banda, pagaram em média R$14,50 pelo download. Logicamente, muita gente fez o download sem pagar um tostão sequer. De qualquer forma, isto aconteceria logo depois que o disco fosse lançado, ou até mesmo antes, já que as MP3 possivelmente vazariam Internet a dentro.

Bom, se fosse por um Van Halen, Red Hot Chili Peppers ou The Police – talvez as únicas que eu pagaria pelo download – eu certamente teria pago uma quantia justa. Já no caso do Radiohead, fiz download através do modo tradicional.

Que venham novas atitudes como a do Radiohead. Vida longa a Thom Yorke e sua trupe!

Ps.: Até agora, estou achando o disco mais acessível que os anteriores. Para tirar uma conclusão mais profunda, precisarei ouvir mais algumas vezes. Falam que as grandes obras-primas não se rendem fácil =)

UPDATE: Já ouvi o disco várias vezes, em loop. É muito bom mesmo. O melhor é que é diferente de tudo que está no mercado. Não há sombras de clichê. Não sei se é o melhor deles [ouvi pouco os anteriores]. Dê uma chance a esta pérola. Garanto que valerá a pena. Só uma coisa. Antes de tirar uma conclusão, faça como eu: escute várias vezes. O disco é tão bom, que você nem irá perceber que já ouviu vááááááárias vezes.

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