Arquivo de setembro de 2007

Google, até quando?

por Rodrigo Cunha em 5/set/2007 as 14:14 | Arquivo de Rodrigo Cunha
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A supremacia da Google poderá ser quebrada? Para muitos é até uma resposta bastante simples: “Lógico que sim. Toda marca tem lá seus pontos fortes e fracos”. Isto é uma verdade, é claro, mas também vale lembrar que a Google, que conhecemos no início deste século, já é bem diferente da atual gigantesca corporação que a marca está atrelada.

A Google não para de comprar serviços Web promissores. Compra sites de conteúdo gerado por usuário, compra empresas de marketing digital e por aí vai. E parece que as aquisições não têm mais fim. Isso sem mencionar os serviços desenvolvidos pela própria empresa, como o ótimo e polêmico Google Maps, que desde já enfrenta questões éticas.

Imagine esta manchete delirante na capa de um jornal portal: “Google implanta sistema de câmeras que transmitirão, via satélite e ao vivo, as ruas e cidades dos grandes centros urbanos para todo o Planeta”. Seria algo, sem dúvida, impraticável, não do ponto de vista técnico, mas no que diz respeito a questões éticas, políticas, de privacidade e tantas outras questões que é melhor nem citar aqui. Não do ponto de vista técnico. 1984?

O Google Maps está se sofisticando cada vez mais. Processos alegando invasão de privacidade continuam tramitando. Será que vai parar? A Web está se tornando BETA. A grande maioria dos serviços estréia em versão BETA (vide Orkut e outros tantos), e continuam assim, pois estão sempre evoluindo. É muito difícil lançar um serviço e continuar com as mesmas funcionalidades por mais de 1 ano, por exemplo.

E a nova vedete da Web? Em todos os cantos se fala da Wikia Search, o suposto Google Killer. O serviço, criado pelo fundador da Wikipedia, deve dar as caras em dezembro. O motor de busca da Wikia Search irá trabalhar de forma diferente do Google. As pesquisas serão baseadas em opiniões de usuários sobre determinados sites.

Os sites mais bem avaliados terão seus links exibidos no início da página de resultados. Todos sabemos das limitações que um computador possui em avaliar conteúdo. O cérebro humano continua sendo muito mais eficaz nessa tarefa. Correndo na mesma raia, há o Powerset. Para saber mais a respeito dele, leia o post do Tiago Dória sobre o assunto.

Sinceramente? Custo a acreditar em Sistemas que nascem com a promessa de matar outro. Geralmente não passa de hype. Alguém ainda usa o Joost? Li esta pergunta há uns 2 meses atrás em um blog e venho a repeti-la por aqui: Qual foi a última vez que você fez uso do Joost? Quer saber minha resposta? Eu não faço meu login por lá há meses… Ontem recebi um e-mail anunciando novos canais. Mas ainda não me interessei em conferi-los.

Hype. Todos os serviços Web nascem assim. Não sou contra o hype. Mas acho que antes de sairmos anunciando aos 4 ventos que o Joost irá acabar com a Tv a Cabo, por exemplo, devemos analisar melhor o Sistema em questão. Eu mesmo, fui um dos que ficou maravilhado de início. Saí anunciando sobre as maravilhas do Sistema. De qualquer forma, ainda acho o Joost sensacional. Mas ele ainda precisa amadurecer muito.

Alguns hypes são mesmo hype. Outros, quando a poeira baixa, continuam lá. É o caso recente do FaceBook. E você? Acha que a Google continuará fazendo o barulho que faz até quando? Será uma companhia estilo Apple e Microsoft, que existirá por décadas a fio?


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Mais informação em menos tempo!

por Rodrigo Cunha em 3/set/2007 as 14:22 | Arquivo de Rodrigo Cunha
Revista da Semana! Gostei desse nome. Ele tem potencial. Acontece em bancas pequenas, quando o cliente já conhece o “jornaleiro”: “Ei amigo, chegou a revista da semana?”

A tal revista da semana, neste caso, nada mais é do que a Época, Isto É, Carta Capital, VEJA ou qualquer outra publicação semanal. São as famosas Revistas da Semana.

Aproveitando o gancho, como você já deve ter percebido nas bancas, a Editora Abril colocou no mercado uma revista semanal bastante acessível por módicos R$ 4,90. O anúncio na TV, em horário nobre, foi muito bem executado, passando a mensagem de forma simples, objetiva e bem humorada.

Confesso que não li a publicação por completo. Ao tomar conhecimento do lançamento, fui até a banca mais próxima para apenas folheá-la. Imaginei que fosse algo no estilo NewsWeek, com menos matérias que uma VEJA da vida, por exemplo. Ao folhear a publicação, me surpreendi com o tamanho dos textos: extremamente curtos e objetivos.

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Revista da Semana: Mais informação em menos tempo!

Em um página, por exemplo, há 3, 4 tipos de matérias diferentes. É tudo muito objetivo, muito resumido. Não pude avaliar se as “notas” são ou não bem escritas, mas acredito que sejam, afinal, passar bom conteúdo em espaço limitadíssimo, sem comprometer a mensagem, é tarefa para jornalistas competentes.

Gostei do slogan que anda circulando nos banners de sites de notícias: “Mais informação em menos tempo!”. Não acho que a publicação venha a ser uma concorrente para a revista VEJA, da mesma editora, uma vez que a Revista da Semana vem a focar num público que se condena por não ter tempo de ler! É possível que a estratégia de atingir esse público tenha resultado.

A revista até tenta correr atrás da Internet. Tenta passar o maior número de informações possíveis, em pouco tempo. Tudo isso já é reflexo das mudanças dos padrões editoriais em todo o mundo. Ao contrário da VEJA, a Revista da Semana pode ser lida no próprio site, na íntegra. Parece que as editoras estão percebendo que não adianta mais lutar contra a Web. É uma batalha perdida. O que fazer? Brigar de igual para igual.

Por algum tempo ainda, haverá espaço para as duas mídias. Hoje, por exemplo, passei pelo site do Blue Bus e li a seguinte manchete: “Portugal ganhará o seu 6º diário gratuito até o final do ano”. Mais adiante: “Acordo do Google por notícias, pode afetar os sites dos jornais e de TV’s”. Como assim? É que o Google, ao invés de apenas fornecer links para outros sites de notícia, agora publica em sua página notícias de diversas agências, como a France Presse e a Canadian Press.

Os tempos mudam. Mas será que iremos nos acostumar a ter cada vez mais informações em mesmo tempo? E a profundidade das coisas? Tudo tenderá a ser mais superficial? Eu acho que sim, pelo menos para a maioria. O Twitter é mestre na afirmação dessa tese. Felizmente, sempre haverá aqueles que irão buscar mais profundidade.

Credito boa parte dessa parcela aos blogueiros que, a medida que o tempo passa, evoluem cada vez mais, emitindo opiniões, contestando outras e gerando conteúdo de verdade, ao invés de simplesmente replicar notas de portais de notícias. Estadão, não somos MACACOS, definitivamente!


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