Arquivo de setembro de 2007

Chegamos na 4ª Parte do especial “Como será o Mundo Digital no ano de 2020″. Confesso que estou tendo dificuldades em colocar tudo que imagino em tão pouco espaço, tendo sempre o cuidado para não me estender demais, tendo em vista que estou escrevendo para um blog, e também para não passar por cima de idéias que poderiam ser melhor exploradas.

Mesmo assim, vamos em frente. O tema deste post será sobre a INDÚSTRIA DA MÚSICA: Quais serão os impactos que o Mundo Digital irá impor para as gravadoras, além dos já correntes? Haverá gravadoras em 2020? Será mais difícil emplacar, devido a quantidade e variedade que a Web nos oferece? Os CDs irão mesmo acabar?

Muitas destas questões até conseguimos discorrer com certa facilidade, tendo em foco os impactos atuais causados pela tecnologia. Procurarei não focar no HOJE, mas em 2020, nas POSSIBILIDADES. Sempre gosto de deixar isto bem claro, desde a 1ª parte deste especial. Here we go again…

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THE POLICE

Conhecer novos artistas hoje é, sem sombra de dúvida, muito mais fácil do que em qualquer época na história. Tem-se até a impressão de existir mais gente no ofício de músico. A Internet possibilitou, mais do que nunca, a aproximação de culturas distantes no mapa, mas que, através dela Web, se tornaram-se vizinhas e até chegam a compartilhar do mesmo ‘bairro’. Eu, sinceramente, nunca vi tanta gente ouvindo música como agora. É impossível sair na rua e não perceber alguém com fones de ouvido, balançando a cabeça, batendo o pé, batucando. Há tempos atrás, quem usava fones de ouvido nas ruas, era ‘descolado’.

Com tudo isso, a indústria fonográfica assiste, pasma, a essa evolução que não para mais. Assisti ontem, um programa onde um dos diretores de uma grande gravadora declarou: “Não estamos mais na fase da transição. A transição já passou. Foi ontem. E nós estamos atentos aos novos formatos. Acredito que nos próximos anos, as gravadoras ressurgirão através de um outro modelo, mais maduras”. No mesmo programa, um dono de loja de discos declarou: “Para mim, o grande vilão foi o CD. As gravadoras têm grande parcela de culpa por adotarem o modelo”. Bem, cada um tem o direito de defender a sua opinião e, principalmente, o seu negócio.

MUDANÇA DE ÉPOCA
Uma coisa é certa: não há mais como sustentar o modelo atual. Se agora que a Internet começou a mostrar do que é capaz, tudo isso é só o início. Sim, leva tempo para o mundo se acomodar a esse ‘terremoto’. Kevin Kelly, fundador da revista Wired, foi muito feliz em sua colocação: “Não estamos mais em uma época de mudança, mas sim em uma MUDANÇA DE ÉPOCA“. Acho que ele deixa bem claro porque o mundo está passando por todo esse período de incerteza. “Um investimento perfeitamente sensato na segunda-feira pode se tornar uma especulação tola no dia seguinte”, disse Robert J. Samuelson, colunista da Revista NewsWeek, na Época Negócios deste mês.

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ARCTIC MONKEYS: Promovidos pela Web

Além das mudanças que todos os mercados estão enfrentando, a indústria da música agora passa a ser refém da tecnologia. E as pessoas começam a perceber isso. Descobri, semana passada, 2 sites bastante curiosos. O primeiro deles, o SELLABAND propõe um modelo de negócios completamente oposto do atual vigente. O conceito, chamado de Crowdfunding, que nada mais é do que a economia da doação, partindo do princípio que você conhece o receptor e sente prazer em ajudá-lo, para que ele consiga alcançar um status que, de alguma forma, também irá beneficiar você. Para saber como funciona o serviço, acesse o post sobre Crowdfunding e o Sellaband no Update Or Die, clicando aqui.

O outro é o Hype Machine, que foi mencionado na nossa Rolling Stone, deste mês. O site é como um GOOGLE voltado exclusivamente para descobrir novas bandas. Você simplesmente digita o nome do artista em uma caixa e clica em search. Em seguida, o serviço reúne várias informações sobre a banda, incluindo MySpace, link para a compra do CD na Amazon ou do arquivo digital no iTunes, link para Blogs que estão falando do artista e um link para ouvir a música, geralmente hospedada no blog onde ela foi mencionada.

Não é necessário o download de Mp3. Com isso, o serviço trabalha dentro do que se diz “legalidade” (e se fosse ilegal? seria até 2020?). Para testar o serviço, busquei pela banda inglesa ARCTIC MONKEYS. Para minha surpresa, o sistema retornou vários links, um deles com uma versão rara de You Know That I’m Not Good, da inglesa Amy Winehouse, executada por eles próprios.

5 POSSIBILIDADES PARA 2020
Dados estes exemplos, vamos TENTAR IMAGINAR como poderá ser o ‘negócio da música’ no ano de 2020:

1. Os shows serão SEMPRE transmitidos através dos portais (portais? até lá, como já falei aqui, serão uma espécie de Second Life evoluído). Para assistí-los, o usuário pagará uma taxa, e terá o direito de assistir ao show na íntegra. Em 2020 não haverão mais as dificuldades atuais com a transmissão de dados em massa. A qualidade das imagens transmitidas pela Web, avançará de forma espantosa, e será possível comprar o pacote inteiro da turnê de seu artista predileto.

2. Foi ao show? Gostou da música? Se estiver com um iPod (ou algo do gênero), Celular ou um MOBILE qualquer, poderá fazer o download, via Wireless, de todo o show, minutos após o seu fim. A concorrência entre artistas será pela DISTRIBUIÇÃO de material.

3. Como não haverão mais gravadoras, pelo menos não como as conhecemos hoje, haverá gente especializada em divulgar artistas na Web. Sempre será necessário que haja alguém para organizar essa parte. Como já está provado que sem gravadora é possível até ir mais longe, como já fizeram CSS e Bonde do Rolê, entre outros, estar bem colocado na rede será como ter uma fita DEMO: Primordial.

4. Como será mais difícil fazer SUCESSO em escala global por muito tempo, devido a grande variedade e facilidade com que as pessoas descobrem novos talentos, haverá um ciclo de artistas cada vez menor. 40, 50 anos de carreira? Rolling Stones, Madonna, Michael Jackson? NUNCA MAIS! Acostume-se a discutir cada vez mais no boteco: “As bandas antigas é que eram boas. Duravam 20, 30 anos…”.

5. Como ainda estaremos lutando por TEMPO, lançar álbuns como é feito hoje, com até 15 faixas, será algo completamente fora de questão. Como haverão mais artistas em evidência que hoje (mesmo que por menos tempo), lançar um disco duplo então, será um ato insano. As bandas irão gravar gradualmente, durante o ano. Com isso irão conseguir prender, por mais tempo, a atenção de seus seguidores. Como não dependerão de gravadoras, assim que houver inspiração, gravarão algo.

Ah, os CDs? Acho que eles não irão acabar. Mas serão rebaixados da posição atual que ocupam: servirão apenas de cartão de visita =D

O que mais você acrescentaria nesta lista? Sugira através dos comentários. Até a Parte V!

UPDATE: Assista ao vídeo abaixo, que tenta imaginar como será a MÍDIA em 2050. Vale à pena!

Leia também:
Parte I: A TV e a Internet no ano de 2020
Parte II: Os Mp3 Players no ano de 2020
Parte III: O Cinema no ano de 2020


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Muito bem. Chegamos à 3ª parte da série “Como será o Mundo Digital em 2020?”. Depois de tentar imaginar como será a TV, a Internet e os Mp3 Players no ano de 2020, vamos viajar um pouco mais, dessa vez, sobre as possibilidades do Cinema.

O CINEMA NO ANO DE 2020
Muito se falou, em 2001, quando foi lançado o filme/animação FINAL FANTASY: The Spirits Within. A mídia fez muito alarde, colocando em cheque até o futuro do emprego de atores: Seriam eles substituídos por personagens animados gerados em computadores de última geração, com texturas próximas à realidade e expressões quase perfeitas? Eu ainda me recordo de uma matéria que foi ao ar no Video Show, na Rede Globo, colocando esta questão em debate. Os atores, obviamente, não temiam sobre a possibilidade por uma questão básica: Emoção de verdade, SOMENTE o ser humano é capaz de passar.

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Muito bem. Isso foi em 2001. Estamos em 2007 e o que aconteceu com relação a essa questão? NADA. A Square, que na época firmou parceria com a SONY para o desenvolvimento do filme/animação mais próximo da realidade, na época, quase faliu, devido ao desempenho pífio gerado nas bilheterias ao redor do mundo. Foi um fracasso estrondoso. Minha opinião? Apesar do filme ser adaptado de um jogo de videogame (fato que já reduz em mais de 50% as possibilidades de êxito), ele é, na pior das hipóteses, curioso. Se você não gostasse do filme, ao menos iria apreciar a beleza estética.

2020. E o cinema? Iremos mesmo deixar de ir à salas de cinema para assistir à filmes como fazemos há décadas? Iremos falir produtores de milho, já que o consumo de pipoca irá sofrer queda em todo o mundo? =D Acho que a resposta é um tanto óbvia: é LÓGICO que não. Mas COM CERTEZA, a indústria do cinema e seus estúdios imponentes, certamente irão sofrer uma grande reformulação, da mesma forma que as gravadoras estão passando hoje. Cada vez mais pessoas comuns, como eu e você, irão produzir conteúdo.

Da mesma forma que bandas hoje não precisam de gravadoras para lançar um sucesso, muitos diretores e produtores, irão lançar seus produtos através da Internet, alcançando sucesso de forma meteórica. Os produtores de conteúdo vieram para ficar. E eles não são, necessariamente, profissionais. Além do mais, iremos sim, baixar cada vez mais filmes pela Web. Você não? Bom, toda essa nova geração vai. Semana passada, minha prima, a Ana, veio me falar: “Rodrigo, baixei Duro de Matar 4. É bom?” Minha prima e nem ninguém da minha família é chegado em download de filmes. Mas assim que a Ana colocou Banda Larga, a festa teve início. A propósito, Duro de Matar 4, se você não assistiu, é ótimo. E é TODO focado em Web =D

Todos nós sabemos que muita gente não baixa filme porque tem conexão discada. Agora imagine um Brasil com 100% da população com acesso à Internet através de Banda Larga. Imaginou? Bem, agora imagine também, que o nosso país vai continuar crescendo e que não haverá mais uma grande reviravolta na economia (sei que é difícil, mas tente =D). Acesso à Web com Banda Larga, será como ter celular pré-pago. Alias, já andei ouvindo que há projetos para uma Internet Pay Per View. O usuário compra 30min. ou 1 hora de acesso e faz qualquer tipo de download.

Quando o prazo expira, a conexão se encerra ou volta a ser discada. Em um cenário assim, é lógico que downloads de filmes irão aumentar numa taxa nunca antes vista. Mas e os cinemas? As pessoas continuarão a ir? Sim, mas a grande maioria irá ao cinema para assistí-lo pela 2ª vez, pois já assistiu em casa, através de download. Ou só irá ao cinema se, ao baixar o filme em casa, tenha gostado tanto, que prefere repetir a experiência em uma sala grande, com um tela gigante em altíssima resolução, para ter a famosa “experiência coletiva”, afinal de contas, não há nada melhor que assistir uma excelente comédia com todos rindo ou um bom suspense com todos pulando da cadeira junto com você.

Com as músicas já acontece assim. Ou você compra CD sem ouvir? Eu só compro CD se gosto muito da banda. Lógico que antes ouço o álbum inteiro em mp3. Mesmo assim, é muito RARO eu comprar o CD, já que quando me dou conta, já estou cansado de ouvir aquelas músicas, que já estão no iPod há mais de 3 meses. Isso já acontece com os filmes também, mas em uma escala muito reduzida, pelo menos no Brasil. Acredito que a maior barreira para que isso aconteça de forma mais rápida, também com o cinema, seja o tamanho dos arquivos de filmes (800 Mb, em média, dependendo do formato).

A partir daí, 2 coisas poderão acontecer, inclusive antes de 2020: A popularização da banda larga e/ou a criação de um novo sistema de compressão de arquivos de vídeo. Imagine o que a compressão de um filme de 800 Mb para 20 Mb, por exemplo, poderia fazer com o mercado. Certamente quem não fazia download de filmes, passaria a fazer.

CONCLUSÃO
Uma coisa é certa: Muita gente, cada vez mais, antes de ir ao cinema, vai conferir o filme em casa. Caso valha à pena assistir ao filme novamente, as pessoas irão ao cinema atrás da “experiência coletiva”. Mas também acontece que, muita gente vai ao cinema somente por entretenimento ou para namorar. Para estes, a coisa não muda: pipoca, amassos, risadas e muito barulho na sessão =D

O Cinema Digital e 3D serão padrão, e não mais opções. As animações irão evoluir muito mais, mas os atores ainda estarão lá. Afinal de contas, imagine o desastre: assistir à um drama todo feito em animação computadorizada. Será que você sentiria aquele famoso “nó na garganta?” Bom, tudo é possível. De qualquer forma, deveremos estar vendo Matrix VII, Exterminador do Futuro VIII, ROCKY XIII, Rambo XI… Que venham sequências. Só espero que até lá resolvam o problema com as legendas brancas =D

Até a Parte IV, onde vou falar um pouco sobre como poderá ser a música no ano de 2020!

Leia também:
Parte I: A TV e a Internet no ano de 2020
Parte II: Os Mp3 Players no ano de 2020


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Cá estamos nós, outra vez, para exercitar algumas possibilidades sobre Como será o Mundo Digital no ano de 2020. Antes de partirmos para o oráculo, vale lembrar, como disse um amigo meu: “Cara, acredito que entre 2010-2015 a maioria dessas coisas já estará vigorando”. E é verdade. Estou apenas utilizando 2020 para poder viajar um pouco mais =D

HERE WE GO AGAIN:

COMO SERÃO OS MP3 PLAYERS NO ANO DE 2020?
Os tocadores de mp3, tão populares hoje em todo o mundo (no Brasil graças à FOSTON e a outras marcas, classificadas por algumas revistas, como ‘iPobres’), serão bem diferentes das atuais maravilhas da Apple, vide iPod e iPhone.

Se o ano é 2020, obviamente iPods e iPhones estarão superados. Mas o que estou querendo dizer é que o conceito será diferente. Os tocadores de mp3 seguem, atualmente, o modelo de armazenamento com memória flash ou disco rígido. Precisar usar algum tipo de dispositivo para armazenar o conteúdo NO APARELHO, acaba por torná-lo mais caro. É um componente que influencia bastante no custo final.

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Se pararmos para pensar um pouco, é quase uma questão de lógica imaginar que os tocadores de música daquele ano não irão possuir mais dispositivos de armazenagem NO APARELHO. Não pelo limite da capacidade de armazenar dados. Esse sempre aumenta, junto com o preço, é verdade. Mas, graças a miniaturização constante dos componentes, esse problema é sempre resolvido. Acredito que ainda ANTES de 2020, iPods e ‘iPobres’ terão armazenamento REMOTO, via servidores localizados em diversas partes do mundo.

Haverá uma abertura de mercado para suprir esse tipo de demanda, cada vez mais crescente. Você poderá acessar suas músicas diretamente do seu computador ou de um servidor no Japão, por exemplo, onde você pagará uma anuidade irrisória pelo uso do serviço (algo como o pagamento de um domínio na Web). Tudo isso, andando/correndo pela rua.

Recursos de última geração, irão fazer com que a comunicação dos players com seus servidores aconteça de forma veloz, como se o conteúdo estivesse armazenado LOCALMENTE. Vídeos, músicas, slides, telefone, editores de textos, planilhas. A convergência, que hoje é uma tendência, em 2020 será lei. Não haverá mais dispositivos realizando uma única tarefa. É por essa razão que eu acredito no fim dos CELULARES e dos TOCADORES DE MP3. Pelo menos no fim dessas palavras.

Hoje, quem possui iPhone, já não fala mais que possui CELULAR. Haverá tanto recurso neste dispositivo (conversar assistindo a pessoa do outro lado da linha será um serviço comum, estável e de qualidade) que acredito que será chamado apenas de MOBILE, devido a dificuldade de rotulá-lo. Cada empresa, certamente, nomeará a sua cria. Mas para nós, usuários, será MOBILE. Enviaremos filmes inteiros via MOBILE, para outro MOBILE, com qualidade superior a qualquer BlueRay disponível hoje, no mercado.

Resumindo, esses aparelhos não serão revolucionários. Apenas agregarão muito mais funções. A revolução foi a criação do telefone celular, num passado não muito distante. O que virá depois de tudo isso? Talvez em 2020, quando eu estiver escrevendo “Como será o Mundo Digital em 2040″, seja bem mais fácil =D

Exageros a parte, acredito que em 2010 este texto estará óbvio ou completamente equivocado.

Até a Parte III.


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Antigamente, imaginar como seria o mundo 10 anos a frente não era lá algo muito difícil de se prever. Pelo menos no que se refere à tecnologia. Pouca coisa mudava. Na realidade, muita coisa evoluía e pouca coisa revolucionava.

Hoje, em intervalos de 5 anos (as vezes até menos), temos grandes mudanças relacionadas à tecnologia que, fatalmente impactam em nosso dia a dia. Fazer Marketing atualmente, envolve muito mais variáveis que há 20 anos atrás, como ilustra de forma brilhante o Ricardo Cianciaruso, do blog “É Nóis”, que faz parte do portal da ótima revista Época Negócios, uma alternativa a Revista EXAME.

Ricardo apresenta também, dois casos muito interessantes. Um deles relata sobre um caso de descaso da Chevrolet com um cliente proprietário de um Meriva e o impacto causado pelo cliente descontente. O outro caso ilustra o foco da Microsoft em blogs corporativos. Vale a pena a leitura!

A partir desta ilustração, tentarei não prever, mas imaginar de forma bastante descompromissada, como poderá ser a Web no ano de 2020. Como o marketing e as empresas irão tirar proveito da nova Web, que nos espera naquele ano? Espero que eu não erre tão feio como errou Stanley Kubrick em sua obra definitiva, 2001: Uma Odisséia no Espaço. O objetivo aqui é apenas exercitar possibilidades. Olhando dessa forma, talvez Kubrick tenha feito exatamente isso com a sua Odisséia.

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A partir desta realidade atual, vamos tentar imaginar…

A TV NO ANO DE 2020
Em 2020 as TVs de plasma estarão dentro da grande maioria dos lares, assim como hoje estão as TVs de tubo. Além do produto ter se tornado popular, devido a queda no preço dos componentes de produção, as TVs, além de disponibilizarem imagem de altíssima qualidade em todos os lares, permitirão que os telespectadores não só interajam com a programação em exibição da forma como conhecemos hoje, mas também farão compras assistindo seus programas prediletos (acredito sinceramente que isso vá acontecer muito antes de 2020).

Ao assistir a novela das 8 (será que a Globo ainda estará com a mesma programação?) o telespectador poderá intervir na novela e clicar, através do controle remoto, na roupa que o chamou a atenção e ser redirecionado, através de um link, para um portal de comércio eletrônico, onde poderá ser realizada a compra da roupa, do carro, do perfume, da comida ou de tudo mais que estiver a venda naquele capítulo da novela.

Com isso, os comerciais de 30 segundos perdem total relevância (atualmente já percebemos que eles não produzem os mesmos resultados), uma vez que o conteúdo relevante inserido dentro de filmes, novelas, telejornais, documentários, passa a ser muito mais interessante e segmentado de forma mais eficiente. Com isso, os investimentos em publicidade passam a assumir de vez o modelo interativo, que já existe hoje, porém de forma tímida e embrionária, se comparado ao que irá se tornar.

A INTERNET NO ANO DE 2020
Acessar a Web através de browsers, como fazemos hoje através do Internet Explorer, Mozila Firefox, Safari e outros, será coisa do passado. Ao invés de digitar websites, faremos parte de uma gigantesca comunidade no estilo de Second Life, porém muito mais evoluída, complexa, de fácil usabilidade e muito mais útil que o Second Life atual. Dentro dessa gigantesca comunidade virtual mundial, (chamaríamos de WCW - World Comunity Web?) não digitaríamos mais urls. Ao invés disso, locarizaríamos, através de mapas interativos, assuntos de interesse por relevância.

Se você estiver inserido em uma comunidade virtual sobre culinária, por exemplo, poderá requisitar links dos portais mais bem avaliados por usuários daquela comunidade, sobre o assunto culinária. Delírio? A Wikia Search, está começando a caminhar neste sentido. As empresas, ao invés de possuírem meros websites, fariam parte ATIVAMENTE desse ambiente virtual, oferecendo realmente CONTEÚDO e RELEVÂNCIA nesse mundo virtual. Haverá posicionamento e segmentação, da mesma forma que há no mundo físico, diferente do que aconteceu recentemente com as empresas que entraram no Second Life apenas por entrar, para marcar presença, sem realmente ATUAR.

De alguma forma, que ainda não consigo imaginar, os portais (sites) não serão da mesma forma como os vemos hoje. Esses conteúdos serão exibidos em ambientes 3D, de forma totalmente dinâmica, onde você poderá interagir ao vivo com os usuários que também estão visitando o portal, local, comunidade, ilha, bairro virtual, naquele momento. Delírio? O Joost também já caminha neste sentido =D

Ainda há muito mais para falar e imaginar por aqui. Nos veremos na Parte 02. Até lá!


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iPods: a 6ª Geração!

por Rodrigo Cunha em 6/set/2007 as 16:32 | Arquivo de Rodrigo Cunha


Apresentação do iPod Touch: um iPhone sem telefone. Um iPod em sua essência

E os novos iPods? Gostaram? O que acharam do novo Nano? Impossível não se apaixonar não é mesmo? Parece que agora o Nano ocupa o lugar do antigo iPod Vídeo, só que com menos espaço de armazenamento. O iPod Vídeo, agora virou o clássico da companhia. Armazena nada menos que 180 GB!

Bom, eu não imagino o que colocaria nesse aparelho, já que ainda não consegui utilizar os 30 GB disponíveis do meu bom e velho Vídeo. Quando o comprei, há cerca de 9 meses atrás, passados alguns meses, eu já havia esgotado todo o espaço de armazenamento daquela belezinha. Acho que nem 40% do espaço utilizado era com algo que prestasse =D

Passado o tempo, logo percebi que assistir filmes no iPod é algo broxante! No início você tem todo aquele ar de novidade. Você chega a pensar em um absurdo: “Que maravilha, é melhor do que assistir na TV”, tamanha é a sua empolgação. Logo você se cansa e percebe que o advento do vídeo será utilizado muito raramente, quando muito, para assistir shows e videoclipes.

Voltando para a nova linha de iPods, já que o meu Vídeo é algo “velho demais” (hehehe) para se tratar neste post, creio que o iPod Touch será mais um tremendo sucesso. É a grande tacada de Jobs para quem não via necessidade em comprar um iPhone e nem gostaria de ter um telefone integrado com um iPod. Há muita gente que prefere exibir um aparelho celular de última geração e trocá-lo a cada 4, 5 meses.

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Se fosse para escolher dois deles, eu ficaria com um Nano e um Touch. iPhone? Antes sim, agora não mais =D

A grosso modo, o iPod Touch é um iPhone sem telefone. Ele não possui alguns outros itens, disponíveis no iPhone, mas a GRANDE diferença está mesmo na ausência do telefone. Além dos recursos que já estavam disponíveis no iPhone, gostei muito do upgrade na capacidade de armazenamento: 16 GB com memória flash!

Não vai demorar muito para assistirmos pessoas nas ruas brincando com a telinha sensível ao toque. Ta aí mais um produto para os trombadinhas ficarem de olho! E você, mais ainda. Eu continuarei com o meu iPod Vídeo até ele dizer “CANSEI” =D

Outros continuam dizendo: “Nada substitui o meu FOSTON! Ele não tem nenhuma restrição e posso plugá-lo em qualquer computador sem instalar nenhum software!”

Não deixa de ser uma verdade, mas é uma questão de gosto, estilo. E gosto e estilo não se discute =D

Para ler mais sobre os novos recursos disponíveis na 6ª geração de iPods, clique aqui ou acesse o site da Apple.


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