Arquivo de setembro de 2007

YouTube da Record?

Postado por Rodrigo Cunha em 28/set/2007
É muito legal quando vemos uma iniciativa partir de alguém que não esperamos. Neste caso, ela partiu da Rede Record de televisão. Como ontem, quinta-feira, houve o lançamento do canal RECORD NEWS, canal de notícias 24horas “ABERTO”, houve também o lançamento do website MUNDO RECORD.

A primeira vista, o site do Mundo Record trata-se de um YouTube. Porém, olhando com mais calma, você percebe que não há como enviar vídeos e o que é oferecido ali nada mais é do que TV na Web (até o formato de uma TV é reproduzido na apresentação dos vídeos). Com um padrão de qualidade de imagem excelente, muito superior a maioria dos vídeos disponíveis no YouTube, o Mundo Record oferece notícias captadas direto de seus telejornais.

É como acessar um site de notícias com diversos links. Porém, ao invés de ler as notícias, você assiste à notícia. É tudo muito rápido, desde é claro, que você possua um acesso à Internet via Banda Larga. Faço uso do Net Virtua com 2mb e não tive problemas. Mas nem tudo são flores. Não sei se é porque o serviço foi inaugurado ontem ou por ainda ser um BETA (justamente por ser BETA é que acho que deveria ser ainda mais completo) mas achei o volume de notícias bastante pequeno.

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Mundo Record: não é uma maravilha, mas tem grande potencial de crescimento

Não é possível, por exemplo, se você está no trabalho ou em qualquer outro lugar em que não possa ter acesso a uma TV (quem precisa de tv anyway? =]), manter-se atualizado exclusivamente pelo site do Mundo Record. Não há muita variedade. Um outro problema é que não há como filtrar notícias por tema: mundo, economia, tecnologia, artes & espetáculos, música & cinema. Há apenas uma série de links selecionados, cerca de 20 links/vídeos por dia (o que é muito pouco para o volume de informações que temos durante um dia). Além disso, a interação com o usuário é mínima. Está aí algo que poderá ser melhor aproveitado no futuro.

De qualquer forma, achei a iniciativa da Record bastante positiva. Acredito que o serviço pode e irá evoluir bastante. Não deixe de conferir.

Ps.: A TV com a propaganda da Samsung, disponibilizando o link para o site da empresa, foi genial =D

YouTube expõe CENSURA da FOX!

Postado por Rodrigo Cunha em 27/set/2007
Saiu na revista ÉPOCA, dessa semana, na sessão BOMBOU NA WEB, uma nota sobre o vídeo censurado da atriz Sally Field, que foi visto no Youtube mais de 1,1 milhão de vezes.

O vídeo de Sally se trata da premiação do Emmy, que aconteceu na semana passada, quando a atriz foi concedido o prêmio de melhor atriz de drama na série Brothers and Sisters, transmitida pela NBC. Na série, Sally faz o papel de uma mãe cujo filho vai para a guerra do Iraque como soldado.

Ao receber o prêmio, a atriz se empolgou e resolveu dar um pequeno discurso “anti-guerra”, onde foi literalmente censurada pela FOX. E assim foi: “Se as mães dirigissem as guerras, não haveria mais…”. Neste momento, a FOX eliminou o som da transmissão e retirou o foco da atriz, passando a filmar o auditório a partir de uma visão aérea, só voltando para o palco, no momento da conclusão do discurso da atriz. Assista ao vídeo logo abaixo.

A FOX é acusada de apoiar os interesses de BUSH já há algum tempo. Sem Youtube, o ocorrido não teria tal impacto. Nós, aqui no Brasil, muito provavelmente também desconheceríamos o fato, com a exceção dos que assistiram à transmissão ao vivo, através de tv a cabo. Com a popularização, cada vez mais maciça da Web, eventos como este serão conhecidos mundo afora, o que poderá minar a credibilidade de várias corporações, o que já vem acontecendo.

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Sally Field: O Youtube e a Web deram proporções ainda maiores a todo o ocorrido

Mesmo com todo esse buzz gerado em torno de Sally, ainda não há uma reação à altura. Gostamos de falar que a censura é coisa do passado. Parece que não é só no Brasil que, volta e meia, ela resolve mostrar a sua cara. Para o bem de todos, a Web é democrática e sem censura, pelo menos na maioria dos países. Para que haja um “impacto” maior em torno destas questões, a “maldita inclusão digital” se faz necessária. Como disse a Thiane, em um comentário realizado no post anterior, “discutimos a Web como se fosse coisa de elite”. A Web não pode ser “coisa de elite”. A “maldita inclusão digital” será uma forma de trazer mais opiniões, indignação e, por conseqüência, MAIS AÇÃO.

TOMARA! E você, o que você acha?

Enfim, música para TODOS!

Postado por Rodrigo Cunha em 26/set/2007
Hoje, no banco, ouvi uma conversa bastante comum, hoje em dia, entre dois assistentes de atendimento à caixa eletrônico:

- Então cara, ontem passei um sufoco pra conseguir um computador vago na lanhouse.
- É mesmo? Tá cada vez mais concorrido né? Tu foi fazer o que lá?
- Então, levei meu pen drive pra baixar músicas cara. Sabe como eu faço?
- Hmmm…
- Vou lá, me sento, e fico baixando mp3 até meu tempo acabar. Quando termina, coloco meu pen drive e transfiro as músicas pra ele.
- Tá. Mas teu pen drive também serve pra ouvir música?
- Sim sim, é daquele FOSTON.

É, na era dos iPods, os mp3 players genéricos fazem a festa também. Mas não era assim. Era caro ter um dispositivo móvel que permitisse que colocássemos mp3 dentro e saíssemos andando por aí. Na realidade, era um privilégio para poucos. Ainda lembro. Quando comprei meu mp3 player da Foston, em 2005, paguei R$300,00 por 256mb. Já era bem mais barato que um iPod, mas se for comparar este preço ao que é ofertado hoje em camelôs, chego a me sentir como se tivesse sido enganado.

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Depois que comprei meu iPod, vivo com meus ouvidos ocupados… afinal, a vida fica muito mais interessante com uma trilha sonora.

Ontem mesmo, me ofereceram um pen drive com 1gb de espaço por R$50,00. Certo, não serve para ouvir música, mas 1gb de armazenamento é uma quantidade considerável. É possível comprar mp3 player, com muito mais de 256mb, por R$100,00. É por isso que as pessoas estão ouvindo música como nunca. Nunca vi tanta gente ouvindo música nas ruas como agora. Até os celulares estão contribuindo para isso. É fone de ouvido para tudo que é lado. Graças ao formato MP3. E graças à popularização desses aparelhos.

Fones brancos não são mais exclusividade de quem tem iPod. Praticamente, todos os mp3 players (ou a grande maioria deles) vem com fones brancos. Até quem não gosta de música está ouvindo música. Sendo assim, está cada vez mais difícil falar com as pessoas. Mas isso é outra discussão, que não vem ao caso agora. Aproveitando a deixa, por que será que quando estamos com fones de ouvido, alguém insiste em conversar, ignorando o fato de você estar ouvindo música? Será que acham que conseguimos ouvi-los?

Música para este post:

Música para ouvir (Arnaldo Antunes)

“música para ouvir no trabalho
música para jogar baralho
música para arrastar corrente
música para subir serpente
música para girar bambolê
música para querer morrer
música para escutar no canto
música para baixar o santo

música para ouvir música para ouvir música para ouvir

música para compor o ambiente
música para escovar o dente
música para fazer chover
música para ninar nenê
música para tocar na novela
música de passarela
música para vestir veludo
música pra surdo mudo
música para estar distante
música para estourar o falante
música para tocar no estádio
música para escutar no rádio
música para ouvir no dentista
música para dançar na pista
música para cantar no chuveiro
música para ganhar dinheiro

música para ouvir música para ouvir música para ouvir

música para fazer sexo
música para fazer sucesso
música para funeral
música para pular carnaval
música para esquecer de si
música pra boi dormir
música para tocar na parada
música para dar risada
música para ouvir música para ouvir música para ouvir
música para ouvir música para ouvir música para ouvir”

Depois de todo o texto que perdi ontem, estou de volta, para encerrar a série “Como será o Mundo Digital no ano de 2020″, com a 5ª parte, onde vou falar sobre os VIDEOGAMES.

Como serão os VIDEOGAMES no ano de 2020?
De todos os temas que escolhi para tentar imaginar no ano de 2020, games e videogames talvez seja o mais fácil, por um simples fato: essa indústria evolui num ciclo médio de 5, 6 anos. Não que não haja evolução nesse intervalo, mas os novos videogames, dotados de novas tecnologias, só causam impacto quando são lançados, o que costuma acontecer dentro desse período.

Tivemos em 2000, nos EUA, o lançamento do fenômeno Playstation 2. Teoricamente, o console teve seu ciclo de vida encerrado no ano de 2006 (concluindo aí os seus 6 anos de vida). Porém, na prática, ainda há lançamento de alguns títulos, mesmo que não tão relevantes como aqueles que eram lançados enquanto o console estava em alta.

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É, já foi assim…

Dessa maneira, desde que o mundo não sofra uma grande crise (vamos ver como nos sairemos desta que está querendo emergir) e que os players atuais continuem na briga (leia-se Sony, Nintendo e Microsoft - esta última, ao meu ver, com menos chances até lá) este ciclo de 5, 6 anos deve perdurar. Teoricamente, o Playstation 3 teria seu ciclo de vida encerrado em 2012. Não seria errado imaginar que, em 2020, o Playstation 4 já estaria “respirando com a ajuda de aparelhos”, aguardando a introdução do próximo console da Sony (Playstation 5?)

Nintendo Wii: a ponta do Iceberg
É notável o sucesso da guinada estratégica da Nintendo. Acredito muito que, ao invés de brigar pela evolução gráfica dos games, através de processadores cada vez mais robustos, as empresas irão competir pela capacidade de inovar no fator JOGABILIDADE. A EXPERIÊNCIA será o principal diferencial. Estamos, desde o final da década de 70, jogando games da mesma forma. As evoluções gráficas e a capacidade dessas empresas em criar roteiros envolventes para seus games (muitas vezes até competindo com produções de Hollywood), são inquestionáveis. O ponto que estou querendo discutir aqui, não é esse.

Creio que a próxima geração de consoles terá, não apenas o Wii como representante nessa categoria. Acredito que os “outros 2″ também implantarão sistemas sofisticados, porém, simples para os usuários operarem, que irão fazer com que os games ganhem muito mais em interação. Quando falo que o Wii é apenas a ponta do iceberg, me refiro ao fato de que ele apenas mostrou para as pessoas (e por que não ao mercado?) que um console que não é focado em sofisticação gráfica, como seus concorrentes, pode “vencer” baseado em algo muito mais simples: a capacidade de entreter o jogador, de fazer com que ele se sinta realmente lá, dentro do jogo, seja lutando, correndo, atirando, jogando tênis.

A Sony e o Projeto HOME: o iceberg se estende…
A Sony planeja, até o final desse ano, o lançamento da HOME - seu grande projeto baseado em Second Life, porém exclusivo para usuários de Playstation 3. Falei aqui sobre o projeto HOME. Vamos imaginar que, já no Playstation 4, a Sony transforme completamente a forma de jogar. A comunidade virtual HOME seria um projeto muito bem sucedido, onde os usuários iriam interagir entre si fazendo uso não apenas de chats - ferramenta que faz mover o Second Life - mas disponibilizando ferramentas de interação como um sensor de movimentos, webcam (conceito já bastante difundido nos games atualmente) e um nível de interação com outros usuários jamais visto.

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… e poderá ser assim!

Sabe-se que o projeto HOME inclui cinemas, shopping centers e vários outros locais para entreter usuários, além, é claro, de locais para simplesmente, jogar. Agora imagine-se em um Shopping, dentro da HOME. Você poderia convidar alguém para assistir à um filme e interagir com ela através de áudio e outras possibilidades que ainda não consigo imaginar. Os avatares, que hoje são mania, seriam substituídos pela imagem REAL das pessoas na tela. Ok, continuaria havendo os anônimos, afinal de contas, muita gente prefere não revelar a sua identidade.

Matrix e os Games
Todos ficaram maravilhados com a demonstração de possibilidades de jogatina apresentadas no filme Matrix, em 1999. É muito provável que realmente grande parte do que foi mostrado venha a acontecer. Mas como estamos falando de 2020, acho cedo demais. Tudo bem que a tecnologia está evoluindo cada vez mais rápido, mas com toda essa correria, várias “questões básicas” estão sendo deixadas para trás.

Não seria loucura imaginar que, muito em breve, um GRANDE CAOS poderá acontecer na rede. O Direito não consegue acompanhar as inovações. Não há leis regularizadas. Ok, a Internet não pode funcionar engessada. Concordo. Mas estamos em cima da linha que separa o antigo do novo. Imaginamos que já vivemos o novo. Mas isso não é verdade. Nossos modelos industriais e trabalhistas AINDA pertencem ao século passado, todos nós sabemos disso.

De qualquer forma, até 2050, espero estar vivo para poder presenciar e experimentar a indústria do entretenimento eletrônico que está por vir. Vou querer resgatar este texto até lá =D

Resumindo, estas são algumas das características que imagino para um console do ano de 2020:
- Compra de games SOMENTE através da WEB;
- Acesso à comunidades de jogadores de todo o mundo;
- Acesso à opiniões de outros leitores com relação a títulos recém-lançados;
- Eletrodoméstico PRINCIPAL no que diz respeito a combinação AUDIO-VIDEO;
- Compartilhamento de jogos feitos pelos próprios usuários (crowdsourcing);
- Experiência REAL de jogo: você poderá sentir até o vento em uma pista de corrida;
- Lançamento de serviços para redes baseadas em consoles. Seria uma Internet Paralela.

E você, o que acrescentaria nesta lista? Comente!

Leia também:
Parte I: A TV e a Internet no ano de 2020
Parte II: Os Mp3 Players no ano de 2020
Parte III: O Cinema no ano de 2020
Parte IV: A Música no ano de 2020

Deu TILT!

Postado por Rodrigo Cunha em 24/set/2007
É realmente uma M quando você escreve um texto inspiradíssimo e, do nada, você descobre que o seu computador simplesmente TRAVOU. PAROU. CONGELOU. Foi assim que eu acabei de perder a 5ª e última parte da série “Como será o Mundo Digital em 2020″, que iria abordar o assunto GAMES.

Eu já estava finalizando o texto, acrescentando as figuras quando, fui surpreendido. Mexi com o mouse e o ponteiro na tela não acompanhou. Teclado travado. Tudo travado. O Windows XP, o mesmo que eu recentemente vinha elogiando por não ter travado mais (acho que o meu não travava há mais de 8 meses) resolveu me sacanear justo agora..

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Ok, ela não apareceu. Mas a sensação foi a mesma…

Ok, burrice minha. Deveria escrever o texto no Word para depois colar aqui. Eu fazia isso, mas por alguma razão que desconheço, o texto que é colado aqui perde toda a formatação e não há santo que dê jeito. O resultado final fica uma M. Há alguns meses, o Blogger fez uma alteração bem interessante. Enquanto escrevíamos um post, o sistema ia salvando o texto de tempo em tempo.

Achei aquilo bárbaro, me resolvia todos os problemas e eu escrevia sem maiores preocupações. Mas de uns tempos para cá, este serviço parou de funcionar como deveria. O botão SALVAR AGORA continua lá mas, quando dou um click nele, NADA acontece. E agora?

Agora vou interromper a série e esperar que a inspiração bata novamente. Enquanto isso, outros assuntos vão seguindo por aqui. Espero que volte a me inspirar a escrever sobre o tema, pelo menos, até antes de 2020. Senão vai ficar muito óbvio =(