Arquivo de agosto de 2007

Você é assim como eu? Como assim como eu? Assim, ligado nessa nova realidade, que o nosso cotidiano não consegue mais acompanhar? Bom, deve ser, afinal de contas, você é meu leitor e frequenta meu blog. Não, é a sua primeira vez por aqui? Chegou como? Deram o endereço certo? Ah, é verdade, o Google não erra, não é mesmo? =D

Aproveitando que você está por aqui, vou te dar uma dica QUENTÍSSIMA! Hoje, navegando pelo blog POUCAS & BOAS, descobri que, finalmente, temos no Brasil, uma revista especializada DE VERDADE em Economia 2.0, ou iConomia ou Business 2.0, como você preferir.

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A MEIO DIGITAL é uma publicação bimestral da editora Meio&Mensagem (conhecida pelo seu famoso jornal de Propaganda e Marketing, de mesmo nome). Havia uma carência enorme de uma publicação neste estilo por aqui. O que havia eram revistas que procuravam capturar temas isolados, muitas vezes sem nenhuma relação, para criar alguma publicação do gênero, o que, em minha opinião, nunca funcionou.

Bom, por que achei a Meio Digital assim, tão diferente? Te dou 5 rápidas impressões e, depois você me diz se concorda ou não, ok?

1. Ela está disponível para ser “degustada” on-line, na íntegra, sem nenhuma espécie de restrição!

2. É a primeira vez que tive prazer em “folhear” uma revista on-line. Você quase acredita que a revista está na sua frente!

3. Também é a 1ª vez que eu vejo uma revista conseguir implementar, por completo, o sistema de anúncios de uma revista convencional. Está tudo lá. Todos os anúncios, sejam de capa dupla ou simples. Caso tenha interesse em conferir o produto, um link para o site da empresa surge na tela. Basta navegar pelo anúncio.

4. É tudo muito dinâmico! Na banca você vê a revista estática. On-line, você tem a mesma revista, porém com a capa “animada”, além de alguns anúncios também possuírem animação. Olha o potencial para anunciantes!

5. Acha que estou exagerando? Experimente “folhear” a revista on-line e depois me diga o que achou =D

Acesse através deste LINK.

Parabéns aos criadores! O padrão editorial brasileiro, pelo menos com relação à tecnologias emergentes que vêm a auxiliar, principalmente o Marketing Digital, não está mais órfão como antes!


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MP3 com as ’suas digitais’ na Web?

por Rodrigo Cunha em 20/ago/2007 as 14:37 | Arquivo de Rodrigo Cunha
E aí? Você faz o download de músicas pela Web? Certo. Todos nós fazemos. Você era contra o DRM, aquele sistema desonesto, que impedia que, ao comprar uma música pelo iTunes, você pudesse executá-la em outros players de Mp3? Certo, Todos nós éramos.

Maravilhosamente, o DRM caiu. A indústria acabou percebendo o que já era óbvio para todos nós: o sistema trazia, no final das contas, mais desvantagens do que vantagens. Mas, já sabíamos que alguma nova forma de controle iria aparecer.

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Eis que, agora surgem as famosas marcas d’água. Como assim? O site da WIRED traz hoje, um ótimo artigo, entitulado “As marcas d’água em arquivos de músicas digitais, são uma benção ou uma maldição?”. Clique aqui, para ler o artigo original na íntegra, em inglês.

As marcas d’água, já nascem polêmicas. Há novamente, para a indústria da música, vantagens e uma desvantagem que coloca em questão todas as vantagens:

Vantagens: os arquivos comprados via iTunes, ou qualquer outro site de comércio de músicas, vêm com dados do comprador, como nome e e-mail, facilmente lidos a partir de qualquer programa de leitura de música. Com isso, quem comprar música e resolver distribuir em programas P2P, como o Soulseek ou diretamente para amigos, pode acabar se complicando. Essa seria a BENÇÃO para as majors.

Desvantagem: aqui entra a questão ética. Imagine que você comprou o álbum inteiro da banda californiana Red Hot Chili Peppers, em formato Mp3. Sem você tomar conhecimento, um amigo, ou parente, copia essas músicas para o player dele, através do seu computador. Sem conhecimento da coisa, ele repassa essas músicas para outras pessoas. E a coisa se alastra, como um vírus descontrolado. Qual o problema? O seu nome e e-mail continuam lá, se espalhando pela rede. Mas VOCÊ NÃO compartilhou essas músicas. Como resolver isso? Essa seria a MALDIÇÃO para as majors.

Provocação 1: A EMI já está fazendo uso desse sistema, e a Universal já anunciou que, muito em breve, também fará. O DRM caiu. E as marcas d’água? Não seriam elas outro motivo para que você NÃO COMPRE música através do iTunes, ou qualquer outra loja, e continue a baixar música da forma como faz hoje?

Provocação 2: Quanto tempo levará para descobrirem um programa que irá eliminar marcas d’água em arquivos digitais? =D

O que você acha?

Para ler mais sobre marca d’água em arquivos digitais, acesse este documento, em PDF, onde Evan Will, CTO da Activated Content, companhia que formula soluções de marca d’água para a Universal, Sony/BMG e outras gravadoras, fala sobre a tecnologia.


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Hoje, lendo o blog do Carlos Merigo, o ótimo Brainstorm#9, me deparei com algo bizonho: “Lei Cidade Limpa (de São Paulo) veta avião da GOL com adesivo dos Simpsons”.

A Lei Cidade Limpa, que entrou em vigor no ano passado, já nasceu polêmica. Partia do princípio da extinção de outdoors pela cidade. Segundo quem a elaborou, as peças publicitárias poluem visualmente a cidade, além de causar dispersão. O assunto é polêmico e vem gerando discussão desde o ano passado, quando a lei foi aprovada.

Sim, São Paulo está mais limpa visualmente, o que é muito bom. Mas o grande problema é que a lei está sendo levada ao pé da letra. É radical. E tudo que é radical, sem margens para discussão, não funciona. É burro. E assim tem sido com a Lei Cidade Limpa. E como ficam os outdoors criativos? Aqueles bonitos, que você faz questão de olhar?

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Nos maiores centros do mundo, também há leis desse tipo. Porém, há uma análise mais coerente do que pode ou não ser publicado pelas ruas. Já no Brasil, preferem proibir TUDO, sob a ótica de um argumento simplista demais: “Polui visualmente a cidade”. Há ainda as pessoas que defendem idéias como: “Não me perguntaram o que eu queria ver na rua”.

Ninguém pergunta se você gostaria de encontrar com alguém na rua, por exemplo. Ninguém pergunta se você gostaria de enfrentar congestionamento na rua. Mas acontece. Pessoas circulam nas ruas, é preciso. O fluxo de carros aumenta a cada dia, as pessoas precisam se locomover, é preciso. A culpa não é delas, mas de um sistema maior.

Então, qual o problema de empresas divulgarem seus produtos em outdoors? Elas também precisam! A Lei foi bem vinda apenas para colocar ordem no caos. Mas está criando desordem. Está ultrapassando o limite do bom senso. A campanha de estréia do filme dos Simpsons no Brasil, é um exemplo bastante claro. Qual o problema de adesivar um avião da GOL com a família de Homer?

Polui visualmente o que? E o adesivo da GOL, no próprio avião? Não é propaganda? Você consegue ler o que está escrito no ar, quando o avião está voando? E quando ele está parado no chão, dentro do aeroporto? Qual problema ele pode causar? Você irá se distrair, olhando o Homer no avião? Fará mal para você? É esse tipo de questionamento que os responsáveis deveriam fazer antes de proibir uma ação desse tipo.

Mas, nem tudo é ruim. Quem sabe, com toda essa canhestrice acontecendo, os anunciantes considerem, de uma vez por todas, utilizar o que certamente vai sobrar de seus orçamentos de Marketing, em campanhas para a Web. Muitos já o estão fazendo! Aí quero ver quando sair a “Lei Internet Limpa”.

Concordo que os comercias de TV precisam de uma abordagem diferente da atual, que causa uma invasão ao conteúdo que você estava assistindo. É intrusivo. É diferente dos outdoors e das propagandas na Web. Se não quer ver outdoors, não olhe. Não gosta de propagandas intrusivas na Web? Não visite mais o site. É direito seu, afinal, todo tipo de anúncio deve ser feito de forma sutil.

Vou encerrar esse texto citando uma frase que li pela Web: “E a Lei do Congresso Limpo? Quando sairá?”

Chega a ser hilário: São Paulo “aparentemente” LIMPA e o Brasil “descaradamente” SUJO!

Visite o site da promoção “Eu sou um Simpson”. Lá, você poderá assistir ao vídeo da aeronave sendo adesivada. Clique aqui.


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iPhone: a conta mensal é um RELATÓRIO!

por Rodrigo Cunha em 15/ago/2007 as 14:51 | Arquivo de Rodrigo Cunha
Certas coisas são realmente difíceis de se entender. Há aquelas em que nem vale o esforço. E essa é uma delas: A conta do iPhone. Não, não é o valor da conta (se bem que esse também não deve ser lá muito agradável, digamos assim), mas o número de páginas em que ela vem discriminada: 300, segundo a loirinha do vídeo aí embaixo :D

Todos os meses, usuários do iPhone da Apple, recebem em suas casas, um pacote de papelão. Dentro dele, o usuário não recebe uma conta, mas sim um relatório das despesas detalhadas, referentes ao uso do aparelho. Ótimo. Excelente. Transparência. Não estamos acostumados com isso no Brasil.


(*) Só vendo para crer? Então confira :D

Essa fatura esse relatório pode ser acessado via Web. Por que imprimi-lo e enviar a cada usuário? Quem compra um iPhone tem acesso à Internet, inclusive no próprio aparelho. Ok, as pessoas são comodistas, em geral. Então por que não enviar essa conta para o próprio iPhone? Que enviem esse relatório sob forma de mensagem…

Quem gerencia as despesas dos usuários com o aparelho da Apple, é a AT&T certo? É o logo da AT&T que aparece na caixa. Mas a Apple não sai ilesa disso tudo. Todos sabem que a empresa de Jobs não é lá muito chegada nesse papo de Meio Ambiente. É? Bom, eu não consigo ver ações coerentes da empresa, até agora. O anúncio dos novos componentes que farão parte dos aparelhos da Apple me parece apenas discurso do tio Jobs, visto que os iPods continuam a ser vendidos naquela mesma caixa e mesmos componentes. Acho que para ele, isso é coisa de gente verde :D

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Ok, o design da caixa é bárbaro, o material de altíssima qualidade (tenho a minha intacta, como se tivesse comprado hoje). Mas, isso precisa ser produzido de alguma outra forma, fazendo com que o cliente perceba o mesmo valor. Como? A embalagem do produto significa muito, todos sabemos disso. Mas uma solução deve ser encontrada. E rápido. A cobrança, por parte dos usuários, já está começando…

(*) Vídeo via Update Or Die


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1001 opções na Web! E agora?

por Rodrigo Cunha em 14/ago/2007 as 11:36 | Arquivo de Rodrigo Cunha
A medida que o tempo passa, percebemos a quantidade de novos produtos/serviços surgindo na Web, muitos dos quais são versões brasileiras daqueles já popularizados lá fora.

Essa avalanche de novos serviços oferecidos pela Web, pode começar a provocar um certo desconforto, principalmente se você é um daqueles que sente a necessidade de conhecer tudo, ouvir tudo, experimentar tudo e sente-se mal quando percebe que há algo novo e você não conhecia. Aí vem justamente aquele seu amigo que acessa a Web só para entrar no Orkut, MSN e verificar e-mails e comenta com você sobre uma novidade na Web, que você nunca tinha ouvido falar.

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Quantas destas marcas você não conhece? :D

A Web 2.0 tupiniquim!
Somos a famosa Geração Digital. A iGeração. Estamos nesse frenesi sem fim, num Grande Prêmio de voltas infinitas. Há pouco tempo, costumava demorar para termos a versão nacional de serviços já popularizados nos EUA. Mas este tempo está encurtando. Empreendedores da Era Digital estão cada vez mais ligados em novas tendências e, o melhor: empresas de capital de risco estrangeiras estão começando a perceber o fenômeno Web 2.0 acontecendo no Brasil.

O Rec6 e a Boo-Box, por exemplo, foram duas das brasileiras que receberam aporte financeiro de capital de risco (a última de uma empresa estrangeira). Já era tempo: o Brasil é o 3º país que mais lê notícias na Web! O número de internautas não para de crescer. Há muita gente boa por aqui, querendo empreender na rede.

Com tudo isso acontecendo, temos cada vez mais opções de escolha. Um exemplo recente? O Twitter e o Gozub. É bem verdade que o Twitter já havia sido lançado há algum tempo nos EUA,mas ele demorou um pouco para ‘pegar’ aqui no Brasil. Porém, hoje já há, por exemplo, listas de TOP 10 dos Twitters mais acessados do país.

Assim que o Twitter ‘pegou’ por aqui, surgiu o Gozub. Logicamente, o site já estava sendo planejado há algum tempo, mas dessa vez, não houve um intervalo considerável. O que acontece? Você faz o cadastro no Twitter. Depois, surge o Gozub. Faz o cadastro lá também? Qual deles você irá utilizar? Se não tomar cuidado, vai passar quase a metade do seu tempo gerenciando seu blog, microblog, orkut, facebook, myspace…

Too much information…
São muitas opções. E ninguém quer estar de fora. Com o tempo, as opções vão diminuindo, já que serviços que ‘não pegam’, acabam desaparecendo. Mas, em pouco tempo, surgem outros no lugar e o jogo começa novamente.

É muita informação. Ano passado, comecei a utilizar os serviços de RSS para me manter atualizado sobre tudo, já que além de estar empreendendo nesta área, sou apaixonado por novas tendências. Mas sinto que até meus feeds estão conspirando contra mim. É impossível conhecer tudo. Saber de tudo. Meus feeds aumentam diariamente =D

Solução? Não acho que haja. Mas você pode começar a ser mais seletivo em tudo que lê. Antes de adicionar um feed, pense duas vezes se aquele blog realmente vale à pena. Se todo aquele conteúdo fará diferença para você. Ele vai te acrescentar algo? Vai trazer algo de novo? Ele vai te fazer pensar? Ou aquele blog é apenas uma cópia de outros blogs?

Faça o mesmo com o seu iPod. quantas músicas há nele? Já usou todo o espaço? Aquela música/álbum, são mesmo MUITO BOAS? Vai ouvir mais de uma vez? Isso é importante. Caso contrário, você ficará com um aparelho com mais de 5.000 músicas sem saber o que ouvir! Ficará perdendo minutos percorrendo uma lista sem fim.

Você já não faz isso com a sua TV a Cabo? =D

Como canta Damien Rice, na música The Professor: “Too many options, may just kill the man”


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