Arquivo de julho de 2007

Afinal, qual é o segredo de Jobs?

por Rodrigo Cunha em 5/jul/2007 as 18:49 | Arquivo de Rodrigo Cunha

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A revista EXAME entrevistou, recentemente, o consultor Tim Bajarin, da Creative Strategies. Na entrevista, Tim explica as razões do sucesso da Apple. Muitos de nós já conhecemos ‘os segredos de Jobs’, mas sempre é bom ler sobre alguns aspectos novos e, inclusive sobre o impacto que o iPhone pode causar na Apple. A entrevista foi disponibilizada originalmente no site da revista EXAME. Como achei interessante, postei ela por aqui, na íntegra. O post é meio longo, mas vale a pena. Aproveitem =D

EXAME - Mais do que clientes, a Apple tem verdadeiros fãs, pessoas que vestem a camisa da empresa e sempre compram e defendem seus produtos. Qual o segredo para conseguir tamanha fidelidade?

Tim Bajarin - A Apple desenvolveu um grupo de seguidores leais do Mac – isso é uma história que remonta aos seus primeiros dias. Essa lealdade foi estendida a toda sua plataforma de produtos nos últimos 25 anos. A razão principal é que seus produtos são fáceis de usar – e, talvez tão importante quanto, porque vêm da Apple e não da Microsoft. Há um público muito grande que tem sentimentos anti-Microsoft. Para essas pessoas, o Mac sempre foi uma alternativa viável. Mas desde que a Apple mudou para a plataforma Intel (a empresa trocou os processadores IBM e Motorola por chips da Intel) e tornou mais fácil rodar programas baseados na tecnologia Microsoft num Mac, ela está chamando ainda mais atenção.

EXAME - Apesar da áurea de visionário, Steve Jobs é uma pessoa pragmática. Ele mostrou isso muitas vezes – inclusive no exemplo que o senhor mencionou, ao adotar os processadores da Intel, tradicional parceira da Microsoft. Até que ponto esse pragmatismo é importante para a Apple?

Bajarin - Sim, nos últimos anos Steve Jobs tornou-se um executivo muito mais realista. Como resultado, ele conduziu a Apple apenas para os caminhos que fazem sentido de negócios e que beneficiarão a empresa no longo prazo. É por isso que ele fechou acordo com a Intel. Este é um bom exemplo de como Jobs ajudou a Apple a se tornar mais bem sucedida num mundo dominado pelo Windows.

EXAME - A Apple conseguiu se reinventar e hoje não é mais apenas uma empresa de computação, mas uma companhia de eletrônicos de consumo. Como a Apple conseguiu ver qual caminho deveria seguir – e como chegou lá com tanto sucesso?

Bajarin - Ao longo de sua história, nem sempre a Apple foi pragmática. Na verdade, falhou diversas vezes por culpa própria. Um grande erro foi tentar forçar o Mac a ser um produto de massa para negócios no começo dos anos 90, o que apenas deixou seus tradicionais clientes bravos e levou a Apple a perder seu foco. Mas eles aprenderam com os erros. Quando Jobs voltou ao comando, ele conseguiu fazer a Apple retornar a suas raízes: oferecer grandes produtos a seus clientes principais e aproveitar esse sucesso como base para ampliar o alcance do Mac.

EXAME - Como a Apple consegue lançar tantos produtos que se tornam objetos de desejo?

Bajarin - A resposta está no foco em inovação e em estilo de Steve Jobs. E em sua insistência de que os produtos da Apple precisam ter uma excelente aparência em termos de design industrial.

EXAME - É correta a afirmação de que, mais do que criar coisas, a Apple é boa em reunir inovações de terceiros em um grande projeto?

Bajarin - Sim. A Apple entende que é preciso ter um grande equipamento, grande software e serviços empacotados juntos e bem amarrados para criar produtos que realmente façam sucesso.

EXAME - Isso explica por que a empresa consegue produzir tantos hits, mesmo não contando com um orçamento de pesquisa e desenvolvimento particularmente alto?

Bajarin - Sim. Eles estão mais interessados e focados em design – e sabem como empacotar produtos e serviços. Esse conhecimento permite que a Apple tenha performance melhor que empresas com grandes orçamentos de pesquisa e desenvolvimento.

EXAME - É possível apontar um fator que seja determinante para o sucesso da Apple?

Bajarin - A chave para seu sucesso é estilo e design industrial, amarrados junto com grande software e serviços poderosos, como o iTunes. A Apple cria seu próprio ecossistema digital, o que facilita a concepção de produtos que são bem desenhados e conectados entre si, além de serem simples de usar.

EXAME - Qual a importância de Steve Jobs para a Apple? Não é perigoso que uma empresa dependa tanto de uma única pessoa?

Bajarin - Jobs é essencial para o sucesso da Apple. Sozinho, ele garante à empresa pelo menos outros 20 bilhões de dólares em valor devido ao seu olho clínico para design e insistência em perfeição. Sim, é perigoso ter tanto poder concentrado num único indivíduo – mas essa é a realidade. Sem Jobs, a Apple seria apenas mais uma empresa de tecnologia. Mas isso não significa que a Apple fracassaria sem ele. Jobs tem líderes fortes sob seu comando, que entendem sua visão e direção e que podem atuar segundo esses preceitos por pelo menos mais três anos, se algo acontecer a Jobs.

EXAME - Qual será o impacto do iPhone para a Apple?

Bajarin - O iPhone representa um sólido terceiro negócio para a Apple, depois dos Mac e do iPod. Ele tem o potencial de adicionar mais 10 bilhões de dólares para a empresa ao longo dos próximos cinco ou sete anos. O iPhone deve ajudar a Apple a crescer e tornar-se um competidor de primeira grandeza no mercado de comunicações móveis.

Obs.: A edição nº 896 da revista EXAME traz, como matéria de capa, uma reportagem com 7 lições da Apple para outras empresas. Vale a Pena Conferir!


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iPhone LIBERANDO GERAL, ou QUASE isso!

por Rodrigo Cunha em 4/jul/2007 as 10:46 | Arquivo de Rodrigo Cunha

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Esse cara é a favor ou não da Apple? O que você acha? =D

Aconteceu o esperado. Não é mais preciso ter um contrato de vínculo com a AT&T para ativar o iPhone para o uso. O hacker norueguês Jon Lech Johansen (o mesmo que quebrou a trava dos DVDs), de 24 anos, encontrou os ‘números mágicos’ e aplicou a engenharia reversa para liberar o aparelho.

Mas o que isso quer dizer?
Muito. Quem compra um iPhone, é OBRIGADO a acessar o iTunes e fechar um contrato com a AT&T, que permite que seja feito o uso da linha telefônica e do EDGE (acesso à internet através da linha da AT&T). Só assim ERA possível utilizar o aparelho com todos os seus recursos.

Agora não mais. Com o código de ativação quebrado, já é possível ligar o iPhone sem fechar o contrato com a AT&T. É possível navegar na Internet (somente com conexão WiFi), checar e-mails, ouvir música e utilizar todos os outros recursos do iPhone, menos é claro, fazer ligações.

Para os brasileiros, por exemplo, isso significa que podemos usar o aparelho aqui, sem problemas, desde que nos limitemos a usá-lo sem fazer ligações. De qualquer forma, não adiantaria fechar contrato com a AT&T e vir a utilizar o iPhone no Brasil. Caso fizesse isso, você teria simplesmente o celular mais caro do mundo, uma vez que todas as ligações seriam interurbanos. Gostou? =D

Apple diz: EU JÁ SABIA
Estive acompanhando alguns blogs e ouvi alguns comentários acerca de toda essa loucura. O blog Update or Die suspeita de que a Apple já planejava isso. Tudo não passaria de uma estratégia de Marketing, afinal de contas, agora o iPhone venderá ainda mais. Concordo com a teoria dos Updaters. Esse buzz todo em volta do iPhone só faz aumentar a popularidade do aparelho. A mesma coisa acontece com o mercado de videogames e os conhecidos ‘destravamentos’.

Vale a Pena?
Mas cá entre nós. Tem graça comprar um iPhone e não fazer o principal, que são as ligações? Hmmmmm. Deixe-me pensar. Tem. Navegar na internet a hora que quiser. Tirar fotos. Checar seus e-mails dentro do ônibus. Só isso? É, só isso. Ah, utilizar o iPod de 8gb. Pouco não é? Pois é. Ainda acho pouco também.

Pouco espaço e poucos motivos para comprá-lo sem as vantagens de fazer ligações. Quero ter tudo em um aparelho só. Convergência JÁ! Assim vou poder me livrar do meu celular, da minha máquina digital e do meu iPod. Andar com tudo isso no bolso é loucura. As vezes, parece que estou usando calça de palhaço na rua =D

Mas o iPhone já nasceu precisando evoluir. Minha máquina digital tem resolução melhor que a câmera dele. E permite fazer vídeos. A do iPhone não. Meu iPod tem 30gb. O iPhone tem 8gb. É, quem sabe, depois que o preço baixar, depois que as operadoras brasileiras fecharem contrato com a Apple e tudo o mais melhorar, eu compre um!


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TED.com: Cultura FREE!

por Rodrigo Cunha em 2/jul/2007 as 20:45 | Arquivo de Rodrigo Cunha


Chris Anderson, editor da Wired, fala sobre a Cauda Longa da Tecnologia. Não deixe de assistir!

A Internet está ganhando muito em conteúdo. Apesar da baixa do excelente site No Mínimo aqui no Brasil (que eu ainda não entendi o motivo de não terem tentado ao menos fazer uso do Google AdSense), todos os dias surgem novidades promissoras.

A mais nova delas é o site TED.com. O TED, cuja sigla é formada pelas iniciais das palavras Tecnologia, Entretenimento e Design (a propósito, o design do site é bárbaro), é um achado. O Slogan: Espalhar Idéias.

O portal agrega vários vídeos de palestras realizadas por personalidades importantes das mais variadas áreas: Cultura, Entretenimento, Tecnologia, Design, Ciencia, Artes e etc. Se você possui banda larga e algum conhecimento em inglês, vai aproveitar bastante o conteúdo disponibilizado pelo TED.

Chris Anderson (editor da Wired e autor do livro A Cauda Longa) e Al Gore (ex vice-presidente americano e autor do documentário Uma Verdade Inconveniente) são apenas algumas das personalidades presentes.

Além de assistir aos vídeos no computador, ainda é possível baixá-los em formato MP3 ou MP4 (vídeo para iPod e afins), comentar os vídeos e enviar os links através de e-mail. E o melhor: é tudo FREE!

Esta cada vez mais fácil ter acesso a conhecimento. A Web está, a cada dia, mais interessante. Muita coisa ainda é descartável, é verdade, mas não podemos negar que há muito conteúdo de qualidade a disposição.

É uma questão de ‘aprender a garimpar’ =D


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