Arquivo de abril de 2007

O Fim da Tv a Cabo?

por Rodrigo Cunha em 16/abr/2007 as 16:43 | Arquivo de Rodrigo Cunha

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The Trance Channel: show com o DJ Skazi

Segunda-feira, 16 de Abril de 2007. Acesso a minha caixa de e-mails e, para minha surpresa, recebo o e-mail do Joost me desejando boas-vindas e FINALMENTE, liberando meu acesso ao sistema como um Beta Tester.

Se falei grego para alguns, o Joost trata de um programa criado por Janus Friis e Niklas Zennstrom, ambos criadores do KaZaa e do Skype. Fala-se que o Joost fará com a Tv, o que o Skype fez com o telefone. O novo projeto dessas duas feras, que foi iniciado ainda no ano passado sob o nome de Venice Project, permite que o usuário assista filmes, shows, documentários e programas de estilos até então inimagináveis, através desse programa, chamado Joost.

Apontado como o matador da Tv a Cabo, o Joost tem potencial para se tornar uma das ferramentas mais populares da Internet, desde o Youtube. Se todo o hype gerado em torno do programa vai realmente ser justificado, é uma questão que não podemos responder agora, já que o programa ainda não está disponível para o público em geral e nem está em sua versão final. Além do mais, faltam ser fechadas muitas parcerias entre conglomerados maiores, como NBC, ABC, CNN, etc.

Além disso, haverá a possibilidade de o próprio usuário disponibilizar seus vídeos para compartilhamento, uma vez que o programa roda no modelo P2P, o mesmo do KaZaa e de outros programas de compartilhamento de música. Ao que me parece, a sustentabilidade do modelo, pelo menos nessa fase inicial, se dará através de anúncios antes dos programas, no melhor estilo This Program is Brought to you By. Assim que a coisa começar a tomar corpo, esse modelo deve ser revisto.

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The Soccer Channel: Ronaldo em pauta quando o assunto é futebol

Agora, falarei um pouco desse meu primeiro contato com o Joost. O que mais me chamou a atenção foi a simplicidade do programa. Parece ter sido projetado pela Apple, baseado nos princípios de Steve Jobs, tamanha a simplicidade. É tudo muito intuitivo. O design também não fica atrás, demonstrando muito bom gosto.

Eu não poderia deixar de falar da qualidade de imagem. Um dos pontos fracos do Youtube é exatamente esse, a qualidade dos vídeos. No Joost, a maioria dos vídeos estão em boa resolução e, alguns, em alta. Alguns já exibem, inclusive, o formato widscreen.

Agora, o que vai fazer com que o Joost vingue ou não é o seu principal chamariz: os canais. Ainda fico impressionado com as possibilidades que a própria Internet tem a oferecer. O mercado de nichos é uma delas. E, no Joost, o que se vê é a concretização desse mercado. Há canais para todos os gostos e tipos de pessoas.

Há, por exemplo, o The Hobby Channel (hobbies), The Trance Channel (música Trance), The Soccer Channel (futebol), The Recipe Channel (gastronomia), Havoc Television (esportes radicais), Live @ Much (shows musicais), Hot & Wet (comédia na praia), Fifth Gear (reviews sobre carros), Indie Flix (filmes alternativos), Guinness World Records Tv (programa de recordes do Guiness) e vários outros. Tem para todos. Não há como não assistir. Enquanto a Tv a Cabo oferece pacotes de canais fixos, o Joost adiciona, em média, cerca de 5 a 10 canais novos por mês, nos mais variados estilos. Não há como competir.

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Tela de escolha de canais: simplicidade e várias opções

Já assisti a um show do Prodigy, do Basement Jaxx, documentários diversos, programas de esporte, cultura, entretenimento. Uma outra questão que também vem emergindo com o lançamento do Joost: O Joost irá tomar conta da Tv digital? Bom, o programa oferece tudo e mais um pouco. Interação através de chats com outros usuários, que podem inclusive, conversar sobre o seriado predileto que está sendo exibido em TEMPO REAL.

Bill Gates já afirmou: Em 5 anos, é possível que o Joost ultrapasse a Tv Digital. Apesar de achar o comentário de Bill um pouco precipitado, levando em conta principalmente os mercados fora dos EUA e da Europa, com relação a conexão banda larga (O Joost exige que você tenha, no mínimo, um link de 1 Mega).

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No batente, uma das funcionárias do Joost: construindo a revolução

O programa ainda não está aberto ao público em geral. Somente os que se cadastram no site e esperam, em média, de 2 a 3 meses pelo convite , é que podem acessar esse mundo maravilhoso de novas possibilidades. Mesmo assim, muitos que se inscreveram já receberam o convite, incluindo este que vos escreve.

Como toda a base de servidores ainda não está instalada, fato que fica comprovado na interrupção repentina da transmissão de alguns programas, acredito que durante este ano, a empresa investirá maciçamente em base tecnológica, realizando testes e melhorias. A abertura para o público, segundo a própria empresa, deve acontecer ainda este ano.

Recentemente foi anunciado um acordo com a rede de Tv CBS, que incluirá a transmissão de seriados como CSI, um dos campeões de audiência nos EUA. Além de conteúdo atual, também será disponibilizado material antigo.

Para se cadastrar no Joost: http://www.joost.com/


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Simulação de Drogas? Em Mp3?

por Rodrigo Cunha em 13/abr/2007 as 14:55 | Arquivo de Rodrigo Cunha

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Droga Virtual. Não parece algo relacionado com ficção científica? Pois é, só parece.

A I-Doser, empresa que atua no nicho de mercado de pessoas que gostam de simular o efeito de drogas via arquivos de Mp3 (?), está, aos poucos, ganhando cada vez mais adeptos.

Como isso é possível? Basicamente, o interessado faz o download do software gratuitamente, que vem acompanhado de duas doses de drogas diferentes, em formato Mp3. Uma delas é um estimulante e outra um relaxante. Caso o usuário decida por uma simulação mais intensa, ele pode optar pela compra de arquivos que simulam cocaína, ecstasy e assim por diante.

A tecnologia é baseada no conceito de Binaural Brainwaves, que trata das ondas cerebrais que são influenciadas por meio dos dois ouvidos à determinadas frequências de som.
Por curiosidade, procurei pela comunidade no Orkut. A comunidade principal (com 3.577 membros) possui um sistema de pesquisa e, em uma das enquetes, há a seguinte questão: ‘As Doses em Mp3 funcionam?’

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Cuidado: ela pode apenas estar ouvindo música :)

A maioria (47%), responde que não sabe. 30% afirmam que sim, as doses em Mp3 funcionam e 21% afirmam nunca terem sentido nada. Pessoalmente, acredito que a coisa funciona baseada no psicológico. É como muita gente que fuma maconha pela primeira vez. ‘Vou fumar e ficar muito louco’. A maioria acha que fica por estar mentalizando aquilo.

Experimentei alguns doses e o que senti foi um certo desconforto trazido pela frequência contínua dos sons. Talvez eu não tenha me ‘chapado’ por não ter utilizado fones de ouvido e por não ter me trancado em um quarto escuro. Não tive paciência e nem terei.

Quer tentar? Vai em frente e depois comenta aqui :)

Fica a pergunta: Nessa era de digitalização, algum dia as drogas serão digitais? Viciados poderão se drogar sem estarem se prejudicando? Haverá um comércio legal e acessível à todos? Pode parecer insano pensar nessa hipótese, mas o fato é que o homem sempre encontra e sempre irá encontrar um meio de se DESLIGAR desse mundo que, ultimamente, tem se mostrado cada vez menos simpático.

Adaptações, quebra de paradigmas, questões ambientais, desconforto. Mas nós VENCEREMOS, como sempre. E logo, tudo irá mudar denovo e denovo. Aproveito para deixar uma frase que li em alguma revista, mas não recordo em qual:

“A única coisa que não muda no mundo é que o mundo está sempre em mudança”.


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Marketing Barato e Eficiente

por Rodrigo Cunha em 12/abr/2007 as 13:34 | Arquivo de Rodrigo Cunha

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Marketing Viral, Marketing de Guerrilha. Não há como negar que o Youtube proporcionou um grande salto à essas ferramentas de Marketing. Várias empresas, com verbas de marketing não tão pomposas, estão tendo a chance de demonstrar seus produtos fazendo uso de outro ativo: a CRIATIVIDADE.

Este é o caso da empresa Blendtec. Para comunicar o lançamento de seu novo modelo de liquidificador, a empresa bolou um comercial para lá de inusitado. No comercial, são colocados dentro do liquidificador, diversos objetos que ninguém ousaria colocar: carrinhos matchbox, latas, lâmpadas, celulares, cartas de pôker e até um taco de golfe para socar tudo dentro do liquidificador. A idéia a ser transmitida: nosso liquidificador tritura TUDO. Assista ao vídeo abaixo.


Vai experimentar colocar o seu iPod? :)

Porém, a grande sacada, na minha opinião, está quando o doutor anuncia que vai colocar um iPod dentro do liquidificador, para atestar a qualidade do liquidificador. Este vídeo já é bem conhecido no Youtube. Segundo o CEO da empresa, as vendas, depois da divulgação do comercial, triplicaram.

Acredito que a feliz idéia de introduzir no vídeo, um ícone da cultura pop do século 21, o iPod, tenha sensibilizado quem assistiu ao vídeo. Até porque, quando alguém comenta sobre esse vídeo, acaba falando sobre o liquidificador que tritura iPods. Aí está uma simples idéia, de baixíssimo custo, mas que faz uso de uma das ferramentas mais potentes do Marketing atual: o Marketing Viral.

É o tipo de comercial que você manda para as pessoas através de e-mail. Neste caso, não há imposição da marca. É tudo muito natural e divertido. O resultado? Aparece nas vendas.

P.S.: Encontrei este vídeo no blog É Nóis, do Ricardo Cianciaruso, da redação da Revista Época Negócios.


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Protestos em frente a loja da Virgin: descontentamento com relação ao DRM nas músicas

É muito provável que o ano de 2007 fique na história quando o assunto é o mercado de músicas digitais. Há alguns dias atrás, a gravadora EMI anunciou que liberará suas músicas da incômoda proteção oferecida pelo DRM (Digital Rights Management). As músicas da EMI, baixadas através do iTunes, poderão ser ouvidas em qualquer aparelho que toque mp3 e não mais somente através do iPod.

O maior pesadelo de quem fazia downloads legais, era o problema de não poder ouví-los em qualquer aparelho. A indústria musical acreditava que, de certa forma, isso restringia a pirataria. Porém, acredito que isso só estimulava, uma vez que as gravadoras vendiam uma limitação e não uma solução, acabavam por estimular seus consumidores à buscar outras alternativas, como os downloads ilegais.

Acontece que essa é uma iniciativa, por enquanto, da EMI. É de conhecimento que a empresa tenha tomado esta atitude por estar com sérios problemas de ordem financeira. A EMI, obviamente não confirma a informação, e afirma que a atitude vai de encontro com as novas tendências de mercado.

Mas nem todas as gravadoras aderiram à novidade. A Warner, por exemplo, ainda demonstra algum ceticismo com relação à liberação do DRM. Porém, acredita-se que todas as grandes seguirão o modelo da EMI, uma vez que com a liberação do DRM, os usuários têm a facilidade de realmente possuir a música comprada e ouvi-lá onde quiserem.

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Paródia ao movimento anti-pirataria, organizado nos anos 80. Dessa vez, o tema é o DRM: O DRM está matando a música, diz o anúncio.

Steve Jobs, da Apple, havia feito um apelo à todas as gravadoras, durante o mês de Fevereiro último, sugerindo à remoção do DRM. A carta escrita por Jobs foi publicada no site da Apple e pode ser lida na íntegra aqui. Enfim, a atitude de controlar as músicas digitais, compradas pelos clientes, não passa de uma atitude paranóica das gravadoras que, com todas as inovações ocorridas, andam completamente perdidas e com medo de sumirem do mapa.

Afinal e contas, que graça tem você comprar uma música via iTunes e poder ouví-la somente no seu iPod? Baixando a mesma música, através de métodos ilegais, você pode ouvir em qualquer aparelho. Poderá gravá-la em CD para sua mãe, namorada. Ou seja, estávamos saindo em desvantagem tentando respeitar direitos autorais.

De qualquer forma, ainda haverá muita discussão nesse campo. Afinal, muitos ainda pregam que a música deve ser livre. Que o artista ganha dinheiro é com shows. De certa forma, isso tem um fundo de verdade. Temos visto, com cada vez mais frenquência, bandas lançando-se na Internet, conquistando fãs, para só depois, escolherem uma gravadora.

Talvez seja esse o modelo daqui em diante. O marketing de novos artistas está todo baseado na Internet. Pagar jabá em Rádio FM, já não tem mais o mesmo efeito como costumava ter até a década de 90. Rádio FM? O que é isso? Para que? Se hoje cada um possui a sua rádio particular, dentro de iPods, Mp3 Players … :)

Hoje, nós fazemos os nossos HITS! De qualquer forma, devemos agradecer pela remoção do DRM. E que esse seja apenas o primeiro passo para uma série de outras facilidades que ainda surgirão neste mercado.

Ps.: As músicas sem DRM, serão vendidas no iTunes a U$1,29, contra U$0,99 das que possuem DRM. As gravadoras sempre encontram uma forma de ganhar mais. Estão certas. Mas, como cliente, eu fico ¬¬


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Ligue para ela e fale por horas a fio :)

Concorde: o título desse post é, no mínimo, provocador. Tudo bem, celular gratuito já não é mais novidade em lugar nenhum. Mas celular sem conta? Não não. Não é pré-pago. A operadora européia Blyk, está entrando no mercado com a proposta de oferecer celular SEM CONTA. Simples assim: você faz uso do aparelho, como bem entender e, no final do mês, você não recebe conta alguma para pagar. Também não é preciso comprar créditos.

Seu único gasto será de energia elétrica, ao alimentar seu celular através do carregador (também, aí já era demais, certo?). Você deve estar se perguntando: mas como essa companhia irá sobreviver? Simples: ela será patrocinada por anunciantes, que irão bancar todo o serviço. Como? Ao ser usuário da Blyk, o usuário deverá concordar em receber anúncios personalizados, das mais variadas empresas, dos mais variados serviços, através de SMS, vídeos e afins.

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Logo da Blyk: e provável que seja tão conhecido como é hoje o do Google

Trocando em miúdos, trata-se de mobile marketing, ou mobile advertising, como se fala na Europa. Este marketing móvel, será totalmente personalizado para cada usuário. Quem fizer parte do serviço, por exemplo, não irá receber conteúdo irrelevante. Essa é, inclusive, uma das chaves da Blyk: além de não possuir conta, o usuário irá receber conteúdo relevante. As empresas interessadas em anunciar, comprarão espaço (horas ou lotes de anúncios), que serão, posteriormente, estudados para serem distribuídos para perfis de usuários diferentes.

Achei esse modelo interessantíssimo. De qualquer forma, não se trata de algo inédito. A própria TV Aberta funciona dessa forma. Todo o conteúdo produzido para ela, é financiado pelos anunciantes. Parece que agora irão começar a surgir as Operadoras Abertas. Bem, como estamos no Brasil, aqui ainda deve demorar para a novidade estrear. A Blyk irá começar a funcionar somente no meio deste ano. Até o momento, o suporte incluirá somente, parte da Europa.

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Conteúdo relevante = resultado para cliente/anunciante

A medida que as operações forem se normalizando e os serviços forem recebendo demanda, acredito que a expansão deva ocorrer de forma mais acelerada, uma vez que mobile marketing é tendência FORTE, sendo inclusive, um dos novos pilares de sustentação do marketing para o século 21.

Para quem se interessa pela assunto, sugiro assistir à entrevista com Leonardo Xavier, presidente da Tellvox, empresa de Mobile Marketing brasileira. Para assistí-la, clique aqui.


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