Arquivo de abril de 2007

Marketing Desastrado

Postado por Rodrigo Cunha em 30/abr/2007

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Com a Internet, nada escapa: essa é a foto que está gerando toda a polêmica

Que a SONY também é conhecida por suas campanhas de marketing pra lá de bizarras, não é novidade nenhuma para os mais antenados. A campanha de divulgação do Playstation 3, por exemplo, chegou a colocar medo em alguns quando demonstrava um bebê extremamente bizarro, se emocionando com o console e seu design, no maior estilo 2001: Uma Odisséia no Espaço, do gênio Stanley Kubrick, onde o Playstation 3 poderia ser comparado ao monolito.

A mais nova da SONY, em termos de propaganda bizarra, remete à uma campanha local, realizada na Grécia, em uma festa de comemoração do lançamento do game God of War II (um dos produtos mais bem sucedidos da empresa), para o antigo Playstation 2, na Europa.

Vamos aos fatos: para quem não conhece, God of War II é um jogo de mitologia Grega para Playstation II que quebrou paradigmas da indústria não somente por ser EXTREMAMENTE violento, mas por possuir, aliado a isso, uma jogabilidade EXTREMANENTE prazerosa e viciante, além de contar com visuais jamais vistos rodando em um Playstation 2, cujo hardware já é considerado, pela indústria, ultrapassado para os padrões atuais. De qualquer forma, essa discussão renderia outro texto :)

Voltando a God of War II, só esses elementos já serviram para promover o game que, até agora, já vendeu perto de 1 milhão de cópias só nos EUA. Na onda do frenesi, a SONY resolver apelar mais uma vez. Na festa de lançamento do game na Europa, foi montado um stand com um guerreiro e uma guerreira (uma referência a Kratus, guerreiro do jogo?).

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O jogo em questão: fora de toda a polêmica, God of War II é um dos melhores produtos já lançados pela SONY

À frente deles, se encontrava uma cabra recém-decaptada, ainda com sangue se esvaindo. Apelação? TOTAL. Além do exagero da campanha, o figurino utilizado pelos guerreiros não chegava a lembrar nem de longe o herói Kratus, de God of War II. Um mal gosto sem precedentes. Isso sem falar na completa violência gratuita. Pessoalmente, não encontrei nenhuma associação ao game através dessa campanha.

Aliado a isso, a revista oficial do Playstation, que também circula na Europa, divulgou as fotos e falou sobre a campanha de forma completamente indelicada: “Que tal comer intestinos crus e ainda quentes de uma carcaça de uma cabra recém-degolada?” A matéria ainda lançava a pergunta: “Até onde as pessoas irão para ter um Playstation 3?”. Quem comesse os intestinos do animal, provavelmente ganharia um Playstation 3. Fica a pergunta: se a revista é OFICIAL do Playstation, certamente a SONY exerce algum poder sobre ela :)

Não demorou para essa história repercutir mal. Sabendo da matéria na revista, a SONY ordenou que fossem recolhidas das bancas. Porém, os assinantes acabaram recebendo os exemplares antecipadamente. O estrago já estava feito. Em resposta às críticas, um executivo da SONY admitiu a natureza imprópria do evento e que tomará as medidas cabíveis para punir os responsáveis (que papo mais fabricado esse ¬¬).

Depois de todo o leite derramado, ele ainda afirmou que alguns pontos referentes à campanha foram divulgados de forma equivocada pela revista Playstation: os miúdos, supostamente do animal, eram na verdade uma receita tradicional grega; a cabra não foi morta especificamente para o evento, e sim comprada pela organização em um açougue.

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Enfim, uma estratégia de marketing desastrada e de extremo mal gosto. Impacto? Causou sim. Mas acredito que o nome da empresa tenha saído ferido desse evento. Além do impacto negativo, alguém aí, a essas alturas, realmente acredita que o animal foi comprado de um açougue?

Em tempos de alerta ambiental e tantas outras questões, uma campanha desastrosa como essa causa, sem dúvida, muito prejuízo. A campanha foi realizada somente na Grécia. Mas, com a Internet, essa mancada já se tornou GLOBAL. Experimente digitar no Google Gof of War II + goat.

Uma coisa é fato: muita gente que não conhecia God of War II, certamente vai querer conferir de perto. Quanto a isso não há duvida. Mas também não há duvida que os meios utilizados para atingir o resultado foram péssimos.

Até agora, 2007 para a SONY não tem rendido bons frutos, pelo menos na divisão de entretenimento, mais precisamente quando falamos do revolucionário e inatingível Playstation 3.

Já dizia Lobão: Decadence avec alegance :)

Curiosidade: Perceba que a guerreira que se encontrava ao lado do guerreiro, estava com os seios a mostra, cobertos apenas por uma tinta vermelha. Porém, o sangue e a cabra degolada, fizeram com que a moça ficasse em segundo plano :)

Google, a Nº 1

Postado por Rodrigo Cunha em 28/abr/2007

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Quanto tempo é necessário para a sua empresa estar no topo do mundo? Talvez essa seja uma pergunta que a Google possa responder para você.

A notícia revelada nessa semana noticiando que o Google é a marca mais valiosa do mundo, valendo cerca de US$ 66,434 bilhões, sem dúvida surpreendeu muita gente. Sempre estivemos acostumados a ver empresas como Microsoft, GE, Coca-Cola e Marlboro no primeiro lugar.

O que mais me intrigou não é a Google estar no topo como a marca mais valiosa do mundo. As empresas que sempre estiveram no topo, existem há cerca de duas, três, quatro décadas, algumas até mais. A Google, que ainda não possui nem dez anos de vida (foi fundada em 27 de Setembro de 1998) não pertence a esse grupo. Se a Google fosse uma empresa pertencente à chamada Economia Velha, certamente teria levado muito mais tempo para atingir o status que possui hoje.

A lição está aí. A Economia Digital chegou para ficar. Empresas Digitais possuem a larga vantagem de não possuir barreiras geográficas. Como o Google dispõe de todos os seus serviços na Internet, todo o planeta tem a facilidade de fazer uso de seus serviços na hora que bem entender. De graça!

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As 10+ no Rank da BRANDZ: em seguida (não exatamente nessa ordem) estão McDonalds, Apple, Disney, Intel, Starbucks. Todas atrás do fenômeno Google

Enquanto outras empresas se preocupam com logística, construção de novos parques industriais, filiais e inúmeros outros fatores, o Google está on-line. É fato já há algum tempo: o mundo está convergindo para a Internet. Dito isso, deixo vocês com o mestre Joi Ito, um dos maiores investidores da Economia Digital, que cedeu entrevista à Revista Época Negócios neste mês. Selecionei alguns trechos da entrevista, que é uma verdadeira aula. Enjoy:

É mais fácil investir na nova ou na velha economia?
As pessoas ficam animadas com a nova economia, gastam um dinheirão nela e formam a tão falada bolha. Isso não é necessariamente bom. Além disso, temos governos e grandes companhias protegendo as formas antigas de trabalhar. Países como os EUA, palco de economias engessadas, em que brotam monopólios como Hollywood e Microsoft, são muito lentos. Demoram nas inovações - mesmo que, paradoxalmente, pareçam correr. No Brasil há grandes avanços. Há uma cultura empreendedora e livre, há menos rigor com os velhos esquemas econômicos - ao menos é assim que pensam as novas gerações. O Ministério da Cultura, liderado pelo Gilberto Gil, é defensor do código aberto, da democracia digital. Estava conversando com Gil, e ele me disse que o Brasil está saltando do século 19 para o século 21.

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Joi Ito: de palhaço ele não tem nada

Onde o senhor põe seu dinheiro? Em jogos online, blogs, no site de buscas Technorati, mas especialmente em tudo que for “wiki” - o meu radar só flagra o que é compartilhamento de informação. De preferência nas pequenas empresas, recém-nascidas, com espaço para crescer. Aposto na inovação.

O que é inovação? A definição simples que todo mundo usa é criação de novas idéias, novos negócios, novas tecnologias. A maior mudança é, que antes, as inovações eram criadas por especialistas, em grandes companhias e universidades. Hoje, brotam de amadores, de pequenas empresas, por meio de hackers, por meio de gente que não tem nenhum tipo de autoridade. As coisas são feitas de baixo para cima. O poder está indo para essas pessoas, a internet mudou a maneira como pensamos inovações.

Qual é o próximo grande evento da internet? A cultura do compartilhamento. É o futuro da tecnologia. Antes, havia separação entre o mundo real e o ciberespaço. Essa divisão é coisa do passado. A próxima geração já não fará mais essa distinção. Deixaremos de pensar em negócios no mundo real e negócios por meio da internet. Será tudo uma coisa só, regida pelo compartilhamento, pela troca intensa de conhecimento. As crianças que hoje usam o MSN e brincam nos videogames serão líderes de um planeta mais aberto, e, portanto, mais igualitário.

Acho que o Ito já disse tudo. Até a próxima :)

P.S.: Para ler a entrevista na íntegra, acesse http://www.epocanegocios.com.br

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Mobile Marketing, M-Marketing. Muito tem se falado de marketing & propaganda através de celular. E muito se vê quando o assunto é evolução nessa área. Na verdade, estamos vendo, pelo menos no Brasil, mais promessas do que ações efetivas.

Já há alguns casos de sucesso, mas a verdade é que o número de pessoas que possui aparelho celular com recursos de vídeo (recebimento de imagens coloridas, bluetooth, transmissão em alta velocidade) ainda não é o suficiente para fazer emplacar definitivamente o m-marketing, que no Brasil, basicamente tem feito mais uso de SMS do que vídeos propriamente ditos.

Mas isso vai mudar logo. Antes do que imaginamos, como sempre. Talvez não como sempre, mas desde que o mundo decidiu acelerar as passadas com relação ao futuro. Futuro? Ok, sem mais delongas, o Leonardo Xavier, dono do blog Mobilizado e da Agência de Mobile Marketing TellVox, colocou um link bastante interessante sobre a TXTual Healing.

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O serviço, criado pelo americano Paul Notzold, consiste basicamente em projeção de imagens em superfícies lisas de prédios, muros, lojas e etc. As projeções são em formato de balão de história em quadrinhos. Um tema é colocado no ar: ‘Do que você tem medo? SMS para 0800 666687‘, por exemplo.

As pessoas que passam em frente aos locais onde está sendo projetada a imagem, imediatamente pegam seus celulares e começam a interagir, cada uma escrevendo uma palavra ou frase sobre o que teme.

Algumas enviam SMS bobos (em sua maioria é claro) com coisas do tipo: ‘Pela noite, tenho medo de olhar debaixo da minha cama’, variando entre temas menos superficiais, porém nada geniais, como ‘Bush é a real ameaça’. Contudo, não é o que as pessoas falam o que realmente interessa.

Olhando para esse serviço, fico imaginando o potencial dessa idéia. Logo deve estar sendo utilizada para comunicar o lançamento de produtos e serviços. Imagine, por exemplo, fazer parte de uma ação de marketing sem tomar conhecimento, apenas se divertindo.

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É o que a maioria das novas ações de marketing sempre deseja: entreter o consumidor, causando distração para que no final, um link para um site ou a imagem de uma logomarca, apareça de forma natural, associando toda a experiência com a marca em questão.

E é essa fórmula que pode fazer a diferença, em tempos onde os produtos não se diferenciam tanto pelo design e nem pela qualidade. A comoditização tem imperado. Todos buscam eficiência. Assim sendo, experiências são mais difíceis de ser copiadas ou esquecidas, uma vez que mexem com a emoção das pessoas.


Pichação sem prejuízo :)

É possível imaginar promoções diversas, prêmios, tudo para incentivar os pedestres a interagir com o conteúdo. Acredito que a colaboração espontânea seja mais eficaz que o recebimento de vídeos de forma involuntária. Mas ainda é cedo para apostar em um modelo definitivo.

O marketing do século 21 está apenas mostrando a sua cara. E essa cara é grande. Gigante, para falar a verdade. E as expressões dessa nova face ainda nem apareceram. Eu acredito em um rosto bem humorado :)

Para ver mais sobre esse serviço, clique no link a seguir: http://www.txtualhealing.com/movies/demo.mov

As Coisas Como Elas São

Postado por Rodrigo Cunha em 24/abr/2007

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O que estou postando aqui talvez não seja novidade nenhuma para você. É muito provável que você já tenha comentado: “Aquele sanduíche é bonito no menu, mas na realidade ele tem a metade do tamanho quando tenho ele em mãos. Ah, tem menos alface também. Ih, e o tomate? Nem da pra ver, tem que abrir o pão. Só isso de gergelim? Que pedaço de carne pequeno”.

Essas e outras observações ocorrem todos os dias diante não só dos tão populares (mesmo após filmes como SUPER SIZE ME) fast foods, mas com relação à propaganda em geral. Em anúncios fica ainda mais visível. Aquele relógio parecia maior e mais polido. Aquela televisão parecia tão mais moderna e atraente. Bom, acho que não precisamos abordar a revista PLAYBOY, certo? :)

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As figuras que aparecem nesse texto, foram publicadas pelo blogueiro americano Jeff Kay, que fez uma comparação entre os produtos promovidos por redes de fast food e o que elas realmente entregam aos seus clientes, que geralmente, em contrapartida, emitem um sonoro: “Só isso?”.

Há gente que pergunta se os profissionais de marketing não estão atentos à essas questões. Eles estão sim. A questão é que as pessoas, mesmo sabendo que os sanduíches são menores que aqueles vistos no anúncio, ainda assim elas o consomem. Por que? Quando o cliente viu o anúncio, o marketing já cumpriu o seu papel. O desejo já foi estimulado. O cliente já foi fisgado.

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Dali em diante, o cliente fará o pedido e, mesmo tomando um susto com o tamanho do lanche, ele irá comê-lo com muita satisfação e, não raras as vezes, fará um segundo pedido. Ao ver esse exemplo dos fast food, me lembrei da campanha recente da Coca-Cola, onde um dos outdoors traz os seguintes dizeres, abaixo de uma garrafa de Sprite: “As bolhas são artificiais para te dar mais sede. Coca-Cola, as coisas como elas são”.

As pessoas sabem que as bolhas são artificiais e os sanduíches são menores, mas não resistem a um bom Big Mac e a uma Coca-Cola geladinha. Essa é a verdade. Prova disso é o volume de blogs que estão publicando essas fotos. O primeiro onde vi foi no É Nós, do Ricardo Cianciaruso. Hoje também vi uma referência no site Mundo do Marketing.

A pergunta que fica é: Mesmo as pessoas já tendo ciência deste fato, com a divulgação em tantos blogs, com todo o espanto após perceber o que sobrou do lanche após a primeira mordida, elas vão deixar de ir a um fast food amanhã? Você acha que é necessária uma resposta? :)

Mais fotos em: http://www.thewvsr.com/adsvsreality.htm

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Second Life. Está mesmo ficando impossível ignorar esse fenômeno. Mesmo para aqueles que não simpatizam com o software. Revistas, sites, blogs e até mesmo em palestras de marketing, o que se houve é: “Second Life é maravilhoso e representa uma nova tendência em redes sociais. Trata-se de uma nova oportunidade de Marketing”.

Embarcando nessa onda, o iG e a Kaizen Games, colocam no ar no dia 23 próximo (segunda-feira), a versão brasileira de Second Life. O nome será o mesmo, apenas com o Brasil no final. O site já está no ar, porém, com problemas de cadastro (será pelo número de acessos antecipados?). Porém, os que já haviam se cadastrado no Second Life original, não se faz necessário um cadastro novo.

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Será que pega?

Bom, vamos falar novamente de Second Life. Acho a idéia muito boa, grupos sociais são tendência na Internet já há algum tempo. E isso tende a crescer ainda mais. Cada vez mais e mais empresas estão aderindo a esse mundo.

A Adidas (que em Second Life está presente vendendo os mesmos itens das lojas físicas), a Toyota (que está disponibilizando test-drives virtuais de seu mais novo compacto, o Scion xB), a BBC (promovendo festivais de música), além de bancos e inúmeras outras empresas que estão se afiliando, são apenas alguns exemplos.

Porém, publicidade na Segunda Vida sai caro. É preciso muito dinheiro na Primeira Vida. Os valores de espaços publicitários estão variando em torno de 30 a 100 mil reais, por mês. Mesmo assim, a avalanche de empresas que continua aderindo, é grande.

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Brasil está em 7º lugar no ranking de acesso. Os EUA são os maiores freqüentadores de SL

Já houve até palestra da Petrobrás sobre tecnologia e meio ambiente. Mas tudo bem. E nós, brasileiros? Como estamos reagindo a esse fenômeno? Ler sobre o que acontece lá dentro, realmente da uma perspectiva muito boa de Second Life. Faz você pensar: ‘Caraca, mas como isso é possível? Preciso fazer parte nessa maravilha, desse mundo’.

Eu fui um dos que pensou assim. Me cadastrei no Second Life original há algum tempo atrás. Achei interessante. Nada mais que isso. Não achei a interface tão amigável. Para quem quiser descobrir mesmo se vale a pena, sugiro bastante dedicação e exploração, uma vez que já há gente ganhando dinheiro por lá. Mas e se você quer apenas se divertir?

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O Campus do Virginia Tech também faz parte de Second Life. Atualmente, está em luto

A versão original, como todos sabem, é em Inglês. E, também não é novidade que a maioria dos freqüentadores de Second Life falam a língua inglesa. Há, é claro, as comunidades brasileiras. Até visitei algumas. Sinceramente? Fiquei decepcionado com o que vi. Fiquei sem o que fazer, andando para lá e para cá.

E tem mais: se você procura gráficos bonitos, pode esquecer. Tudo é muito artificial e travado. Isso deve acontecer pela dimensão do jogo. Esse efeito é ainda mais visível em máquinas com poder de processamento baixo. Quer algo verdadeiramente bem feito? Playstation Home, que surgirá ainda em meados deste ano. Mas vamos aguardar, afinal 2007 AINDA não está sendo o ano da Sony :)

E com o Second Life Brazuca? Como fica?

Bom, certamente, tudo isso poderá ser desconsiderado com o lançamento do Second Life Brasil. O fato de ser nacional, sem dúvida fará com que muitas barreiras sejam quebradas. Acesso a menus, comunidades brasileiras mais numerosas, pessoas conhecidas, lojas nacionais, serviços mais voltados a nós, brasileiros e etc.

Second Life, na verdade, para decolar de vez, depende, principalmente no Brasil, da famosa velha história: a popularização dos serviços de Banda Larga.

Já houve muito crescimento, mas parece que para a Web 2.0 atingir o seu nirvana, será mesmo necessário ainda algum tempo. Quanto mais pessoas tiverem a possibilidade de fazer parte desse novo mundo de integração, troca de informações e até de soluções, será melhor, já que várias empresas estão detectando a possibilidade da criação coletiva com clientes.

Mas isso é assunto para uma próxima conversa …

Para acessar o Second Life Brasil: http://www.secondlifebrasil.com.br/