Arquivo de março de 2007

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R. 25 de Março, em São Paulo: Mais de 1 milhão de pessoas fazem compras por dia.

Fazer compras sendo espionado. Câmeras em todos os lugares. Invasão de privacidade. Já é fato e acontece há algum tempo em todos os lugares. Estamos sendo observados. Na década de 50, George Orwell tendo concluído o seu clássico romance “1984″, que chamava a atenção sobre um futuro próximo de uma sociedade totalitária, já previa tudo que está acontecendo, guardado à devidas proporções. A diferença é que o romance se passava em 1984. Até aí tudo bem, visto que “2001: uma Odisséia no Espaço”, obra máxima do falecido cineasta Stanley Kubrick, também errou, visto que em seu filme, o homem teria chego em Marte. Entre erros e acertos, mais cedo ou mais tarde, podemos estar trilhando o caminho que esses visionários já avistaram há décadas atrás.

Deixando um pouco de lado esse papo, acredito que você já deva ter visitado a famosa rua 25 de Março, em São Paulo. Não? Eu também não. Mas certamente ainda iremos, já que todos os dias cerca de 1 milhão de pessoas chegam a transitar por este que chega a ser o maior ’shopping aberto’ da América Latina, onde se vende desde simples peças de roupas à eletroeletrônicos.

No início deste mês, a União dos Lojistas da 25 de Março investiu cerca de R$ 200 mil na instalção de 4 câmeras que ficam ‘passeando’ pela rua 25, no intuído de contribuir com a segurança dos que ali circulam e, principalmente, para observar como se comporta o consumidor da 25, podendo a partir daí, traçar vários perfis diferentes de público e com isso planejar melhor o layout do local e as estratégias de posicionamento das várias lojas ali instaladas.

O endereço para visitar a 25 aí da sua cadeira é www.bbb25.com.br.

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Bal Harbour, em Miami: estilo e personalização incrementaram as vendas e promoveram um novo ponto turístico.

Shoppings abertos são cada vez mais um tendência em todo o mundo, uma vez que o famoso conceito de ‘caixote’ [formato que predomina na maioria das capitais mundo afora] começa a ser revisto. Em Miami, por exemplo, o Shopping ‘Aberto’ Bal Harbour, inaugurado em 1965 por Stanley Whitman sofreu bastante por ser diferente do padrão vigente não só pelo conceito inovador, mas por não possuir lojas âncora de peso. Com o tempo, Whitman foi provando aos críticos que seu modelo estava correto. Em 2000, o empresário comemorou o 35º aniversário do shopping de maior sucesso nos Estados Unidos.

O Bal Harbour não dispoe de grande área física, mas o seu conceito e as lojas que fazem parte do mix, fizeram com que o shopping se transformasse em um ponto turístico mais que obrigatório a ser visitado em Miami. Sempre defendi uma (R)evolução no varejo. Logicamente o modelo da 25 de Março em São Paulo está voltado mais para o consumidor de ‘massa’, mas acredito que o modelo poderia ser muito mais rentável se, por exemplo, houvesse uma maior distinção dos produtos/serrviços oferecidos, já que tudo fica muito ‘misturado’, proporcionando uma poluição visual total.

Espero que esse serviço de observação do consumidor traga algo mais além de só observar. Que haja AÇÃO e MUDANÇA, já que a 25 já é um sucesso atualmente mas, sem dúvida, poderá virar um ponto turístico indispensável à turistas que vem de fora para conhecer São Paulo, oferecendo mais conforto, estilo e, principalmente, vendendo mais do que já vende.


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iGames: Força do Pensamento?

por Rodrigo Cunha em 4/mar/2007 as 17:09 | Arquivo de Rodrigo Cunha

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Games. Nunca se levou tanto a sério esta indústria de entretenimento eletrônico como agora. La fora, onde a maioria dos games são produzidos [EUA, Europa, Japão] essa indústria já supera Hollywood no que tange a faturamento. É um mercado cada vez mais lucrativo, onde várias softhouses estão se fundindo em conglomerados cada vez mais poderosos, para se tornarem mais competitivas. Uma vez que as tecnologias disponíveis avançam cada vez mais rápido e o ser humano sempre irá procurar ‘válvulas de escape’, diversão de todos os estilos e, a diversão eletrônica nunca se mostrou tão vasta, tão global. No Brasil, videogame AINDA é visto como coisa de criança. Até quando? Aqui ainda se chama videogame de ‘joguinho’, por exemplo. Mas isso é outro departamento. O que me faz escrever esse post não é se videogame é coisa pra marmanjo ou não, mas sim sobre um novo dispositivo no mínimo curioso.

O Wii [novo console da Nintendo] surpreendeu o mundo todo com o seu wiimote [controle sensível ao movimento - foto acima]. Não é à toa que está vendendo feito água. Talvez um dos grandes acertos na estratégia da Nintendo foi o fato de posicionar o Wii como um console que não é focado somente em jogadores fanáticos. Ele foi concebido para agradar principalmente os jogadores casuais. O Wii é tão divertido que têm atraído desde crianças até adultos. Para se ter uma idéia da dimensão da coisa, Wii’s já fazem parte inclusive de asilos nos EUA, onde os idosos o utilizam para se divertir, usando o wiimote. Deu pra sacar?

Revoluções à parte, a Nintendo domina esse terreno. Na década de 80, foi a líder em entretenimento eletrônico doméstico com o seu Famicon [chamado no Brasil carinhosamente de Nintendinho] e, posteriormente, com o saudoso portátil Game Boy. Nos anos 90 tudo mudou…

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Nem bem o wiimote se estabiliza no mercado, uma empresa Australiana está prestes a lançar um novo ‘joystick’. Mas não é um simples Joystick como estamos acostumados a ver desde a época do Atari, Tele-Jogo. Trata-se de um dispositivo que funciona ativado pela ‘vontade do jogador’. Parece coisa meio ‘Matrix’, mas por esta foto que publiquei aí em cima, dá pra se ter uma idéia do que esse ‘capacete’ [feio diga-se de passagem] é capaz de fazer.

Utilizando princípios da neuro-tecnologia, o Epoc [nome dado ao projeto], que mais parece um daqueles dispositivos utilizados no filme Total Recall [O Vingador do Futuro, 1990], faz uso de sensores que captam, em tempo real, os pensamentos, sentimentos e expressões faciais dos jogadores e as converte em sinais elétricos que são processados pelo videogame ou computador.

Soa meio ambicioso demais? Sim, bastante. No passado já tivemos promessas mirabolantes, como óculos 3D [que era uma tralha que não servia para nada] e diversos outros dispositivos que não entregavam o que prometiam. O que acontece é que agora essa empresa Australiana não se aliou a nenhuma empresa para tornar a novidade exclusiva de um tipo exclusivo de plataforma. Caso continue assim, o Epoc poderá estar fadado ao fracasso, devido a falta de interesse por parte das softhouses em dar suporte ao ‘capacete’ por razões comerciais.

Como ainda é cedo pra dar uma opinião definitiva [o dispositivo será demonstrado na Game Developers Conference deste ano], vamos aguardar. O Wiimote ainda está acostumando as pessoas a jogarem de uma forma diferente. Não é fácil mudar a maneira de jogar, construída nesses últimos 25 anos, onde sempre utilizamos joysticks, para simplesmente jogar utilizando os ‘pensamentos’. Seria isso interessante? :]


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