Arquivo de fevereiro de 2007

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As compras pela internet têm aumentado nos EUA e no Brasil - este último em um passo mais lento. Futuristas ‘aloprados’ chegam a dizer que logo as compras serão feitas todas pela internet e, as pessoas devido aos problemas de segurança tão comuns hoje em dia, fariam tudo pela rede, deixando de lado o varejo tradicional.

Não acredito em nada disso. Acredito sim que o mercado de compras on-line irá aumentar, isso é fato e já está acontecendo. Porém, dizer que as pessoas não irão mais a shoppings, supermercados, é muito improvável.

Acontece que estamos entrando em uma era de convergência de muitas coisas, entre elas a convergência das mídias eletrônicas. Várias lojas já estão enxergando aí uma forma de incrementar suas estratégias de PDV [ponto de venda], tornando suas lojas mais atraentes, mais agradáveis, mais divertidas enfim, mais lúdicas.

Já há vários exemplos de lojas que mudaram e transformaram-se em ‘lojas-conceito’. São elas as ’sensacionais lojas do futuro’. Dentre elas, destaco a Apple Store da Fifth Avenue, em Nova York, uma maravilha a parte. Apesar de ainda não conhecê-la de perto, imagino que tipo de sensação você pode ter ao adentrar em uma loja desse calibre. Completamente voltada à emoção, entretenimento, a Apple Store além de vender logicamente todos os rodutos da linha Apple [desde MACs à iPods], possui no site o calendário de ‘eventos internos’ da loja, como apresentação de artistas, bandas e etc.

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Um fato que me chama muito a atenção na Apple Store é a sua fachada externa. Um caixote translúcido todo iluminado, sem nome, sem nada dentro e somente com a tradicional MAÇÃ na frente. Bom, dentro há uma escada para ‘descer’ para a loja. Sim, a loja é toda subterrânea. A loja poderia ser convencional, igual a tantas outras que entramos todos os dias. Igual as lojas que entramos e saímos sem sentir nada, sem ter tido uma experiência, um UAUU!, nada disso. Se assim você, eu não estaria aqui fazendo ‘propaganda gratuída’ :]

O mundo e principalmente o varejo, já estão acordando para esta realidade fantástica. Ninguém quer mais ir em uma loja, entrar e somente ser bem atendido. Atendimento já é pré-requisito e não é mais diferencial para ninguém. É preciso algo mais. É preciso achar isso divertido, interessante, relaxante. Os que conseguirem realizar isso, certamente não perderão mercado para as compras on-line. Afinal, que tipo de emoção pode sentir alguém comprando pela internet além de praticidade e conveniência?

Mais uma vez, palmas pra APPLE e vida longa à Steve Jobs :]

Ps.: Para ter um visual 360º da loja, acesse este site: http://www.panoramas.dk/newspanos/f20-apple-store.html

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O surgimento cada vez maior de alternativas à TV que tem se dado na internet é espantosa. Publicitários, anunciantes e diretores de programação estão revendo seus conceitos, uma vez que grande parte dos telespectadores tem trocado a velha e tradicional TV pelo PC. Segue abaixo alguns dos 3 novos ‘produtos’ que estão chegando no mercado para ameaçar mais uma vez a TV:

Apple TV: O conversor de sinal de televisão Apple TV, da Apple, vai demorar mais do que a companhia imaginava para chegar às lojas dos Estados Unidos. Quando apresentou o aparelho no início do ano, no mesmo dia da revelação do iPhone, o dono da companhia, Steve Jobs, prometeu o lançamento comercial para o final de fevereiro. [...] O Apple TV é a tentativa da empresa de criar uma aparelho eficiente para uma antiga demanda do mercado de informática: transmitir vídeo de alta qualidade do computador para a televisão. [Fonte: Meio & Mensagem]
Nota: O lançamento está previsto para o final de Março nos Estados Unidos.

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BitTorrent: Seguindo os passos do pioneiro Napster, o serviço de compartilhamento de arquivos BitTorrent estreou sua versão legal nesta segunda-feira, 16. Bastante utilizado para troca de arquivos de grande porte, como filmes ou seriados de televisão, o sistema chegou a um acordo com alguns estúdios e passou a oferecer conteúdo oficialmente.

A oferta é de arquivos que funcionam durante 24 horas, por preços em torno dos US$ 3. Por isso, a empresa considera estar “alugando” arquivos, e não os vendendo. Porém, a ‘alma’ do BitTorrent será a possibilidade da formação de comunidades, onde usuários poderão postar seus filmes e vídeos para que outros usuários possam efetuar download. [Fonte: Meio & Mensagem]

Um setor que também será bastante beneficiado são os produtores independentes de cinema. O BitTorrent formará uma rede de distribuição sem limitações geográficas, tornando a distribuição de seus projetos muito mais eficicaz. Para os usuários, mais opções.

Joost: Já comentei aqui sobre o Joost [procure no arquivo]. Resumindo: O Joost disponibilizará vários canais [inclusive aqueles oferecidos somente por TV a cabo], além de programas, séries e shows. Não é a toa que já se comenta sobre a ‘morte’ da TV a Cabo ou até mesmo, do Youtube [comentário precipitado? Amanhã saberemos...].

Ja é certo que o modelo publicitário como existe hoje, deverá ser repensado. A criação de conteúdo [muito incentivada pelo Youtube] está influenciando muito o mercado. Nós consumidores, queremos ‘fazer’, ‘escolher’, ‘desenhar’ o nosso produto.

O novo modelo de TV será muito mais interativo e atraente do que a própria tv digital. A evolução e a antecipação dessas tecnologias dependem muito da popularização da banda larga, é claro.

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Não é de hoje que a Alpargatas realiza esse tipo de ação no Oscar. Confira o texto abaixo.

A noite mais badalada do cinema é para os americanos a segunda maior oportunidade para anunciar na TV. Depois do Superbowl, o Oscar atrai 40 milhões de espectadores contra 93 milhões da partida de beisebol, segundo o site da CNN Money.

Enquanto alguns anunciantes optaram por pagar 1,7 milhões de dólares por 30 segundos, a empresa brasileira Alpargatas optou por uma ação mais sutil, mas não menos interessante. Todos os indicados receberam um par de sandálias exclusivas, avaliadas em 1.500 dólares. O modelo possui dez estrelas nas tiras em ouro branco cravejadas de diamantes e estrelas no solado. Martin Scorcese, Leonardo DiCaprio, Penélope Cruz e Meryl Streep foram alguns dos presenteados.
[Fonte: Mundo do Marketing]

Para alguns pode parecer irrelevante, mas imagine um artista que não recebeu o brinde. Ele certamente vai olhar as sandálias nos pés de alguém que recebeu e é muito provável que deseje comprar uma. O canal a cabo Globo-News, através do programa Mundo S/A, entrevistou a gerente de marketing da Alpargatas. Ela relatou que a luta para conseguir realizar uma ação dessa magnitude dentro de um evento como a entrega do Oscar é enorme, porém os resultados são animadores.

Patrocinar famosos é um bom negócio desde sempre.

iCinema: ROCKY BALBOA

Postado por Rodrigo Cunha em 25/fev/2007

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Ontem, quando fui assistir à este filme, ao sair do cinema, encontro um amigo na fila para assistir Babel. Ao encontrá-lo, ele me pergunta:

- E aí cara, foi assistir qual?
- Rocky…
- Rocky é? E me diz uma coisa, ainda é com o Stallone?
- É sim cara, e te digo mais, o cara tá bem e o filme é bom.

Acredito que muita gente possa ter pensado a mesma coisa: “Stallone? Ainda existe?” Bom, essa questão com certeza foi pano de fundo para a filmagem de “Rocky Balboa” ou Rock VI, como queiram.

Como sou de uma geração em que Schwarzenegger e Stallone dominavam a cena, é natural que ao saber que seria filmado mais um filme sobre o garanhão italiano, eu com certeza fosse querer conferir de perto. E assim foi.

Já no inicio do filme você percebe uma semelhança assutadora com Rocky, de 1976 [onde Stallone ganhou seu 1º e único Oscar]. Muito drama, referências à ex-mulher [Adrian] morta por câncer, Paulie [seu ex-cunhado que faz parte do filme novamente], o bairro pobre, a mesma casa e os mesmos problemas. É impossível não sentir nostalgia durante a 1ª metade do filme, que foca mesmo o drama.

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Mas é nessa 1ª metade que o filme mostra a sua razão de ser. A luta final [embora emocionante e muito bem filmada] não é a parte principal do filme, que se concentra quase que por completo em ‘lições de moral’, que nada mais são do que referências à vida real do ator: “A vida não é nenhum arco-íris e ela vai te bater sempre. O segredo todo é revidar e continuar a lutar. Vence quem se mantém em pé por mais tempo lutando” ou “Você nunca terá uma vida até que acredite em você mesmo” ou ainda “O tipo de respeito mais importante que você pode conquistar é o auto-respeito”, entre outras, são frases que permeiam grande parte da película.

O próprio ator assumiu, em entrevista, que caso a sua carreira estivesse bem, não voltaria aos ringues, ou seja, não tornaria a filmar outro filme do personagem Rocky Balboa. Mas, ele recorreu a esse artifício e, cá entre nós, fez com muita dignidade. O filme é ótimo para quem gosta da franquia e até, para quem nunca assistiu à um filme da série. Ao final da exibição, pode-se resumí-lo em algumas palavras: SUPERAÇÃO, VOCÊ PODE, LUTE ATÉ O FIM PELO QUE VOCÊ QUER. Não poderíamos deixar de falar do filho de Balboa, que foi muito bem dirigido. Em certa cena, em uma discussão com o pai, há um embate entre Experiência e Juventude. Adivinhe o resultado?

Passado todo o drama da 1ª parte, chega enfim, o momento da luta. Apesar de velho, com artrite e problema nos joelhos, Balboa enfrenta todo o treinamento [cheio de si e apoiado por todos, incluindo seu filho que, de início, repudiava a atitude do pai] e consegue não vencer a luta [já que o adversário ganha por pontos] mas recuperar a sua dignidade e provar para si mesmo que pode sim se superar.

Interessante foi que, pela 1ª vez, o adversário de Balboa, Dixon, é uma espécie de rapper. Ele possui toda aquela estética do universo rapper [cultura essencialmente americana deste novo início século], incluindo as roupas largas e chamativas, o carrão e o jeitão ‘marrento’. Logicamernte, tudo isso se faz necessário, uma vez que os valores deste século são outros daqueles dos anos 70, 80 e início dos 90.

Que venha RAMBO IV :]

Curiosidades: Ao adentrar o cinema, pressenti que a sessão seria uma porcaria. Atrás de mim, aquela ‘galerinha’ de 15, 16 anos, fazia a maior ‘zona’. Um pouco mais a frente, um zé mané, logo ao começar o filme, solta um arroto monstruoso a ponto de ninguém achar graça. Mas, para minha surpresa, não bastaram mais que 10 minutos de filme para que todo mundo se calasse e assistisse até o final [incluindo torcida para Balboa na luta final]. Encerrado o filme, olhei para traz e vi aquele mesmo pessoal dando golpes no ar e comentando: “Filme maneiro heim”?

Rocky Balboa
EUA, 2006 - 102 min
Drama


Direção: Sylvester Stallone
Roteiro: Sylvester Stallone
Elenco: Sylvester Stallone, Burt Young, Milo Ventimiglia, Tony Burton, James Francis Kelly III, Antonio Tarver, Geraldine Hughes

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Ta aí, essa é a capa do novo disco do Kaiser Chiefs que, como diz Lúcio Ribeiro do site POPLOAD, será lançado naquele antigo formato físico [alguém lembra o nome?] dia 27 de Março. Sim, em CD só dia 27. Mããããããs, caiu na rede hoje e eu estou nesse exato momento, escrevendo esse post ao som desse que parece ser mais um bom trabalho da banda Inglesa de Leeds, KAISER CHIEFS.

O som deles? Rock Britânico de primeiríssima qualidade, bem POP [no BOM sentido dessa palavra massacrada], com muita influência de Beatles. Hoje em dia, é pouco provável você assistir a um jogo de futebol [Soccer como eles dizem lá né?] na Inglaterra e não ouvir pelo menos uma música deles rolando no intervalo [atualmente é Ruby, a faixa que abre esse novo CD].

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Como ainda não ouvi o CD por completo [estou escrevendo esse post por mera empolgação de ter encontrado o CD na rede, já que era um dos discos que eu mais estava esperando dessa nova leva do Rock Inglês] não sei dizer se é melhor que o bombástico Employment, de 2005. Isso só o tempo dirá, já que a síndrome do 2º disco existe e é sempre cruel. Mas sinceramente, até agora [ainda estou na 3ª faixa], o disco tá bem interessante!

Ps.: prêmio de melhor título de música desse disco vai para LOVE IS NOT A COMPETITION [BUT I'M WINNING]

É isso, nesses tempos de iGeração, não tem mais espera. A música é online, as novas bandas pipocam de todo o lado e nós, consumidores, é que escolhemos quem ficará no topo e quem cairá. Finalmente, a democratização da informação, da cultura, da música e de tudo mais que há.

Mas calma, o JOOST ainda vem aí e isso tudo ainda é só o começo :]